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HOMENAGENS
O REVOLUCIONÁRIO CATULLO PAIXÃO CEARENSE
Catulo da Paixão Cearense, o compositor de Luar no Sertão, nasceu em São Luiz, em 8 de outubro de 1863 e foi o responsável por introduzir o uso do violão no Conservatório Nacional de Música do RJ. E mais notável ainda porque ele trouxe para os saraus do Império e nas décadas seguintes da República, seu estilo popular e sertanejo.
Mais tarde, a convite de D. Nair de Teffé Hermes da Fonceca, primeira dama do país na época, foi convidado para uma audição no Palácio, quando Catullo, cantando a nossa terra, sempre abraçado ao violão, a colocou nas altas rodas. - No Brasil só se cantava em línguas estrangeiras, principalmente em francês, italiano e alemão. Depois de ouvir Catullo aceitei sua sugestão de cantar de preferência na nossa língua. Eu mesma só cantava naqueles idiomas. Fiquei tão admirada com a sua interpretação que passei a estudar as nossas músicas para cantá-las ao violão, disse D. Nair de Teffé sobre ele. Sua primeira música lembrando os folguedos do "Norte" foi Cabocla de Caxangá, gravado em 1913 com a denominação de batuque sertanejo. Sua presença cultural é tão grande na história da música brasileira deste período, que o escritor Lima Barreto chegou a criar o personagem Ricardo Coração dos Outros, um violonista compositor de modinhas e que é um dos coadjuvantes do clássico pré-modernista "Triste Fim de Policarpo Quaresma". Rui Barbosa tornou-se tão grande admirador de Catullo, que o citou em seu livro como “Ä voz da terra brasileira, - esse poeta nacional que ninguém ouve sem sentir dentro de si o arrepio da raça, onde num teatro troca o arrepio de seus versos por magra subsistência” Mas, antes de vir para o Rio de Janeiro em 1880, Catullo tocava flauta. Foi aqui, que o poeta trocou a flauta pelo violão, instrumento ao qual foi iniciado por um estudante de medicina. Este casamento de Catullo com o violão que o imortalizou, se deu aos 19 anos, quando largou os estudos para se dedicar ao instrumento tido como propício das "rodas de capadócio". Como sempre acontece com a maioria dos grandes artistas, Catullo da Paixão Cearense morreu pobre em 10 de maio de 1946, em uma casa no subúrbio carioca de Engenho de Dentro. Catullo foi gravado por diversos cantores de renome, como Orlando Silva, Vicente Celestino, Paulo Tapajós e seu notável estilo, sempre agarrado a um violão, o imortalizaram. ALVARENGA E RANCHINHO
Acaba de ser finalizada a restauração do acervo de programas radiofônicos Eles eram atração certa nos cassinos, com suas paródias e gozações com os políticos da época tendo mesmo se envolvido com a polícia por causa disso, no tempo da Ditadura de Vargas, o famigerado Estado Novo. Cantavam modas de viola, paródias, anedotas e outras brincadeiras relacionadas com os próprios colegas de rádio. Produzido pelos próprios Alvarenga e Ranchinho e com locução de Jorge Curi o programa (1947 e 1948) ia ao ar todas as terças-feiras no horário das 20:00 pela Rádio Nacional sendo patrocinado pelo Rhum Creosotado. Mais informações http://www.collectors.com.br/
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