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Legenda da foto: pintura de Rafael, Alba Madona UM ASSUNTO SÉRIO QUE PRETENDES, MULHER? Não há na terra missão mais nobre e importante do que a da mãe, já que ela é a gestora e educadora do ser humano. Michel Quoist, um escritor francês, afirmou ser a mãe "a mais bela invenção de Deus: Até ele, quando resolveu vestir-se de carne e osso, teve necessidade de mãe". "QUANDO NUM DIA CALMO, EU VIM AO MUNDO, Pode-se afirmar com certeza que a mãe exerce um papel na vida da criança, que vai além da função de dar-lhe a vidas. No processo de socialização, as interações pai-filho ou mãe-filho são primordiais. Mesmo pensamentos da mãe podem ser ensinados à criança, antes de nascer, compreendendo a sua atitude, em relação a ela. Por isso mesmo, seu papel é discutido em sessões de psicanálise seja como fonte de muitas alegrias ou então, de frustrações. HOJE AS CRIANÇAS EM BANDO, Mãe é um assunto tão sério, que servirá sempre de inspiração para muitos poetas, cineastas, escritores, pintores. Nas artes em geral as figuras maternas estão sempre presentes. SER MÃE É ANDAR CHORANDO NUM SORRISO. Oração para as mães:
Para todas as Mães alem de um Feliz dia das Mães diria que felizes já são pois ter um filho é sempre um presente de Deus! Para as mães que já se foram e com certeza estão ao lado de Deus – que estejam em paz, com muita luz orando por nós ! Paras mães que perderam seus filhos - que Deus acalme seus corações e lhes dêem muita conformação, fé e esperança de um dia estarem junto deles de novo! Para as mães que se tornaram filhas - que Deus permita que não sofram, sejam tranqüilas, felizes e as façam lembrar somente de momentos alegres! Para as mães que choram pelo sustento de seus filhos que cada vez tenham mais amor porque Deus fará que com esse amor E que Deus em sua infinita bondade abençoe todas as mães do mundo e as façam sempre sorrir e serem felizes !!!!
E para comemorar esta pessoa tão marcante, foi criado no Brasil, o seu dia, no segundo domingo de maio, pelo decreto número 11.366, datado de 1932, no Governo de Getulio Vargas. E por sua importância pedimos a algumas usuárias que nos enviassem um pequeno texto sobre elas definiriam suas mães e/ ou o que ela representou na vida de cada uma. Minha mãe tem 90 anos. Ela é a antítese do conceito moderno para o ' bem envelhecer '. Não fala de doença ou dores e, por conseguinte, não toma remédios. Mas já venceu, graças a sua saúde e vontade férrea de não ser derrotada, um tifo na época em que não existiam antibióticos, várias pneumonias, um câncer de estômago, uma fratura de fêmur e, recentemente, uma pancreatite... Sempre comeu "errado" (embutidos, frituras, massas e muito, muito doce!); é sedentária, arrumadíssima (com a casa e com ela própria), rotineira e autoritária; justa e sensível, temida e mandona, sempre foi obedecida por todos ao seu redor. Com este perfil difícil, levou a vida a seu gosto, viajando muito, jogando cartas com as amigas e cuidando de mim, sua filha única. Sem dúvida,
MÃES
Minha mãe morreu há mais de 20 anos em maio, dois dias após o dia das mães. E todos esses anos, fico muito, mas muito mesmo,triste neste mes. Choro como agora, muitas vezes ao dia, e rezo muito para ela. Beatriz Pestana.
MÃE E FILHA UNIDAS
“Sempre gostei e pratiquei atividade física, antes mesmo de engravidar da Giuliana. Mas depois que ela nasceu, fiquei um tempo afastada”, revela Marisa, aluna da Triathon Academia. Mas como o gosto pela atividade física é uma “tradição de família”, Giuliana, também aluna da mesma Academia, herdou da mãe a paixão pela prática e levou Marisa de volta para a academia.
O educador físico e professor de corrida da Triathon, Armando R. Júnior acredita que juntas, mãe e filha, estimulam uma a outra, o que proporciona o desafio para a dupla e torna a atividade mais prazerosa. “Mas é preciso ficar atento e acompanhar o desempenho e o limite de cada um”, alerta.
QUANDO AS MÃES SE TORNAM FILHAS JOSÉ LUIZ TEIXEIRA
Entre os ritos de passagem que temos de atravessar para nosso crescimento, talvez o mais difícil e doloroso seja aquele em que nós, filhos homens, passamos a cuidar das mães como se fossem filhas. Pode ser preconceito de minha parte, o que não seria de se admirar, mas acho que as mulheres têm mais facilidade para aceitar e cuidar de suas progenitoras quando elas se tornam idosas e, tal qual benjamins buttons, voltam a ser crianças.
É provável que por questões edipianas aos homens seja mais difícil cuidar das mães, enquanto as mulheres talvez sofram um pouco mais ao assistir aos pais nos seus derradeiros dias.
A verdade é que é difícil aceitar a condição que nos impõe a natureza, a partir de uma certa idade, de passarmos de cuidado a cuidador.
O processo às vezes é demorado e, por isso mesmo, mais avassalador.
Começa com simples recomendações, do tipo "é melhor tirar esses tapetes do caminho, pois a senhora pode cair e se machucar".
Passa por broncas severas tais como "quem mandou sair de noite com esse frio?"
Depois de alguns anos, acabamos nos resignando à nova e cada vez mais precária situação e nem ralhamos mais; simplesmente marcamos a consulta, levamos ao médico e, quando podemos, colocamos uma empregada para tomar conta - o que geralmente é motivo de resistência e implicância.
Mais tarde, é preciso substituir a empregada por uma cuidadora ou enfermeira permanente, pois o banho e a troca das fraldas precisam ser terceirizados.
A partir daí, transformam-se em nossos bebês - com a diferença de que em vez da vida, têm a morte toda pela frente.
No fundo, creio que os homens sofrem mais nesses casos pela perspectiva de perder o referencial materno.
Desde criança esse sempre foi meu maior temor. Quando minha mãe viajava a trabalho e me deixava alguns dias sozinho com meu pai, rezava todas as noites pedindo a Deus que a conservasse viva por muitos e muitos anos.
Chorava ao ouvir no rádio uma música do cantor gaúcho Teixeirinha, que tocava insistentemente, na qual ele narrava o episódio em que ficou órfão, ainda menino, devido a um incêndio na casa em que moravam. Não lembro o nome da canção. Só me recordo que maldosamente a chamavam de "churrasquinho de mãe".
Enfrentar o ocaso materno pode ser sintoma de imaturidade, acredito; mas conforta-me saber que estou bem acompanhado nesse "gap" psicológico.
Outro dia, ninguém menos do que José Saramago narrava seu sofrimento por não saber lidar com a velhice da mãe.
E contava que Fernando Pessoa também descrevera sentimentos semelhantes por sua querida Maria Madalena.
Imagino que essa fraqueza seja típica dos latinos, principalmente portugueses e italianos, de quem descende este velho blogueiro.
Na minha família, na qual as mulheres são admiravelmente longevas, muitos primos morreram anos antes de suas mães.
Sou capaz de apostar que inconscientemente programaram a despedida prematura para se safar desse desagradável rito. Fonte: http://www.escutaze.blog.uol.com.br/ Blog do jornalista José Luiz Teixeira CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE DISSE EM SEU POEMA SEMPRE: "FOSSE EU REI DO MUNDO/ BAIXAVA UMA LEI: MÃE, NÃO MORRE NUNCA? MÃE FICARÁ SEMPRE JUNTO DE SEU FILHO/ E ELE, VELHO EMBORA/ SERÁ PEQUENINO FEITO GRÃO DE MILHO..."
Dariam para formar uma antologia tal a quantidade dos que louvam a mãe – e às vezes, reclamam da sua falta, quando já não podem tê-la presente.
NÃO GOSTO DESTA DATA JUSSARA CÂMARA
Em 2006, perdi minha filha de forma repentina. A primeira reação quando sabemos da morte de um ente querido, é não acreditar. Principalmente, quando é de um filho, cuja dor é avassaladora. Devia ser proibido perder filho, que é o sentido que damos à vida.
A perda de um filho desorganiza, tira o chão, o rumo. Não estamos preparados para ela.
Tem uma passagem sobre Buda que fala de uma mãe que foi a ele com o filho morto nos braços e suplica que o faça reviver. Buda então, para atendê-la, pede que traga alguns grãos de mostarda de uma casa onde nunca morreu ninguém. A mãe vai de casa em casa, mas não encontra nenhuma livre de perda.
Só agora consigo entender esta parábola. Na época, não me interessava naquele momento o sofrimento dos outros. Eu só sabia da minha dor, que era única e imensurável.
Uma semana depois, perdi minha mãe, que já estava doente, minha grande amiga, que eu tanto amava e que me ajudou a ser o que sou.
Até hoje, quando ouço alguém chamar “mãe”, sinto uma tristeza enorme de não poder mais dizer essa palavra e por não poder ouvir da minha primogênita.
E para suportar as duas dores, fiz dois lutos distintos. Primeiro, sofri por minha filha enquanto “acreditava” que mamãe estava no hospital. Acho que foi a maneira mais “saudável” que encontrei para meu grande sofrimento.
Sei que aos poucos, minhas tristezas vão ser superadas pelo tempo, por mais difícil que isso possa ser. Outros fatos ocuparão minha mente, mas nunca as lembranças das duas serão substituídas.
Atualmente, estou bem melhor. As lágrimas são menos amiúde. No entanto, os vazios no coração estão lá. E datas como dia das mães, os aniversários meu, delas e Natal são horríveis, pois ficaram as ausências irreparáveis das duas.
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