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CONTAMINAÇÃO DE ALIMENTOS


Mais de 60% das doenças de origem alimentar são causadas por contaminação dos alimentos servidos em restaurantes, pelo uso de técnicas inadequadas no processo, segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS). Fora isso, foi constatado que a maioria dos casos ocorre pela falta de higiene, tanto nas condições de preparação quanto na conservação e no armazenamento dos alimentos

A nutróloga Dra. Samantha Christie Enande, da Clínica Valéria Marcondes, explica que ao consumir um alimento contaminado a saúde da pessoa será danificada. As DTA’s - Doenças Transmitidas por Alimentos, que causam graves conseqüências físicas, e que pode gerar até a morte.

As DTA’s são causadas, normalmente, por erros no armazenamento, manipulação, conservação da matéria-prima, exposição e distribuição dos alimentos, em especial pela falta de higiene, técnica, problemas com a temperatura ou no tempo de preparo.

Segundo o site Informe-Net, www.cvc.saude.sp.gov.br/htm/if.male1.htm,
70% dos surtos são causados por refrigeração inadequada, 7,4% por instalações deficientes e 5,2% é por má higiene dos manipuladores, entre outras causas.

“É importante cozinhar os alimentos e consumí-los imediatamente. Sempre lavar bem as mãos e manter a cozinha limpa. Outra dica é deixar a comida longe do contato de animais”, comenta a nutróloga.


OS MAIS CONTAMINADOS POR AGROTÓXICOS

Uma análise realizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no ano passado em parceria com as secretarias estaduais de saúde indicou que o tomate, o morango e a alface são os alimentos com maior índice de resíduos de agrotóxicos.

Os dois problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para essas culturas.

O caso que mais chamou a atenção foi o do tomate. Das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios, o equivalente a 44,72%. Nessa cultura, os técnicos encontraram a substância monocrotofós, ingrediente ativo que já tinha o uso proibido desde novembro de 2006, por sua alta toxicidade.

Também foi detectada a presença de metamidofós no tomate de mesa, ainda que em teores que não ultrapassaram os limites aceitáveis para a alimentação. Esse agrotóxico é autorizado apenas para a cultura de tomate industrial (plantio rasteiro), que permite aplicação por via área, trator ou pivô central, evitando assim a possibilidade de intoxicação do trabalhador rural

O metamidofós também foi encontrado no morango e na alface, culturas para as quais não é permitido o uso deste agrotóxico.

"O aumento nos resíduos de agrotóxicos encontrados em tomate, alface e morango em 2007 pode ser correlacionável com o súbito acréscimo observado na importação de agrotóxicos por países da América do Sul, incluindo o Brasil", segundo o documento.

Todas as medidas na ocasião foram tomadas. A Anvisa encaminhou todos os resultados ao Ministério da Agricultura (Mapa), órgão responsável pela fiscalização das lavouras e ao qual cabe desencadear ações dirigidas aos produtores. Além de ser formado um grupo de trabalho (GT) para elaboração de material educativo direcionado a produtores, distribuidores, profissionais de extensão rural e consumidores. O grupo contará com representantes do Mapa, da Associação Brasileira de Supermercados e do Ministério da Saúde.

O uso da substância monocrotofós, que está proibida, foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério da Agricultura, para que procedam à investigação.

Informações da Agência Brasil


DOENÇAS CAUSADAS POR INTOXICAÇÃO ALIMENTAR
LEVAM À MORTE 5 MIL PESSOAS POR ANO NOS EUA


As doenças causadas por contaminações em alimentos crescem a cada ano em todo mundo. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) somente nos Estados Unidos são constatados por ano cerca de 76 milhões de casos de doenças causadas por contaminações alimentares, com 325 mil hospitalizações e que levaram a morte de 5,2 mil pessoas. Além das perdas de vidas, o prejuízo também se estende aos custos para o Estado que gasta US$ 7 milhões com despesas médicas e perde US$ 37 bilhões com diminuição da produtividade.

Segundo a instituição norte-americana somente a bactéria Salmonella é responsável por 1,4 milhões casos de intoxicação alimentar por ano, ocasionando por volta de mil de óbitos. Os sintomas da doença - que são febre, náuseas, vômito e diarréia - aparecem após 12 horas da ingestão do alimento com a bactéria que se fixa na parede do intestino. Ela pode ser transmitida por qualquer alimento, porém os mais comuns são ovos, leite e carnes.

O Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, também sofre com inúmeros casos de intoxicação alimentar, no entanto, porém o país não conta com um órgão como o CDC americano, que relata periodicamente o número de casos de contaminações alimentares, intoxicações por medicamentos, envenenamentos e os famosos casos de “viroses”.

O resultado dessa falta de informação é a dificuldade de diagnosticar casos de bactérias alojadas no sistema digestivo da população. Na prática, resulta a seguinte situação: ao se dirigir ao médico, os casos de vômito e diarréia são classificados como uma simples virose – doença causada por vírus -, que será curada com soro de hidratação e repouso de uma semana.

Na maioria dos casos, felizmente as intoxicações ou doenças geradas por contaminações alimentares não chegam a causar a morte - o organismo somente necessita de três a cinco dias para absorver as toxinas e recuperar-se. A maioria dos casos de intoxicação alimentar está diretamente ligada à falta de higiene, seja pelas condições de preparação dos alimentos ou pela conservação e o armazenamento.

Independente da dificuldade de diagnosticar essas doenças já existe tecnologias que inibem o crescimento de bactérias e fungos tornando-se grandes aliadas da higiene. Um exemplo é a proteção antibacteriana Microban®, em que aditivos antimicrobianos são incorporados em diversos produtos durante o seu processo de fabricação para inibir a proliferação dos microorganismos, reduzindo assim os riscos de contaminações e a formação de biofilmes. A tecnologia possui a mesma eficácia por toda vida do produto, não sai ou se desvanece com as lavagens e o uso.


CURIOSIDADE

O número de casos de contaminação por alimentos é tão expressivo que nos EUA já existem escritórios de advocacia especializados em tipos de bactérias em processos judiciais contra estabelecimentos e fabricantes de alimentos. Um exemplo é o Marler Clark (www.marlerclark.com) que atua desde 1993 nesse segmento e afirma ter ressarcido até US$ 200 milhões para seus clientes. Suas especialidades são Botulismo, Campylobacter, Hepatite A, Listeria, Norovirus, Salmonella e Shigelose.

 

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