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ALIMENTOS QUE ALIVIAM
SINTOMAS DA ANSIEDADE
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Em tempos de crise econômica, o estresse pode ser responsável pelo ganho de peso já que comer acaba sendo a válvula de escape para muitos. Para o ansioso, que vive em constante estado de alerta, a situação pode ser ainda pior. O gastroenterologista José Figueiredo Penteado, diretor da Rio Gastroclinica, professor da UFRJ e do Instituto Carlos Chagas, alguns alimentos, no entanto, podem sim, aliviar os sintomas da ansiedade.
A psicóloga Valésia Vilela explica que há diferenças entre o ansioso e aquele que fica ansioso por uma razão momentânea:
- "O primeiro apresenta sintomas como inquietude, sudorese, taquicardia, boca seca, insegurança e dificuldade de ação e precisa de ajuda profissional. Já o quadro passageiro, com alguns desses sintomas, ocorre quando a pessoa passa por uma situação difícil de administrar. Em ambos os casos, a alimentação pode fazer a diferença.
Na hora de comer, Penteado alerta: É preciso dar preferência às fibras, que proporcionam maior sensação de saciedade. "Especialmente verduras, frutas e as chamadas fibras terapêuticas que são hidrófilas e, misturadas na água, formam um volume grande no estomago, saciando o apetite", ensina. Ele destaca também as propriedades de um bom suco de maracujá e chá de ervas. Ele sugere ainda as balas sem açúcar, que podem ser consumidas à vontade.
Para os ansiosos, o consumo de um aminoácido precursor da serotonina (o hormônio do bem-estar), o triptofano, presente no arroz e no pão integrais, soja, nozes, tâmara e lentilha, podem ajudar bastante. _ "Para diminuir a ansiedade deve-se priorizar as fibras, especialmente as verduras, frutas e as chamadas fibras terapêuticas que são hidrófilas e misturadas na água formam um volume grande no estômago, saciando-o", explica Penteado.
Outro alimento que tem poder de aliviar as tensões é o chocolate. _ "Presente no cacau, a catequina, que além da ação anti-oxidante, baixa o colesterol ruim, previne doenças cardíacas e controla as substâncias responsáveis pela ansiedade em nível da córtex cerebral, relaxando-o", explica Penteado. Mas, atenção! O especialista alerta também para o perigo da guloseima _ " O chocolate é uma bomba de gordura e açúcar. Um bombom, que tem 25 gr de chocolate chega a 60% da gordura que deve ser consumida em um dia inteiro", diz.
_ "Já o chocolate amargo, por não conter açúcar, é menos calórico e muito menos prejudicial. Neutraliza radicais livres e baixa a pressão sanguínea", diz. A ingestão do carboidrato presente no chocolate também provoca a liberação de serotonina, que melhora o humor.
A médica ortomolecular Luciana Granja sugere ainda a ingestão de vitaminas do complexo B, presentes em carnes, ovos, leite, nozes e cereais integrais, para aliviar os sintomas da depressão, também relacionados a ansiedade.
Mais importante que comer, para Penteado, é controlar a compulsão _ "Melhor que se empanturrar de comida para aliviar momentaneamente a ansiedade, é manter alimentação e hábitos saudáveis. O equilíbrio é a chave para a boa saúde física e metal", diz.
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QUANDO O ASSUNTO É COLESTEROL
MUITOS ALIMENTOS ENGANAM
É muito comentado na mídia e nos meios médicos que dietas que favorecem o consumo de vegetais e fontes animais menos ricas em colesterol e gorduras, aliados a atividades físicas constantes, redução do estresse e do tabagismo podem diminuir consideravelmente as chances de o indivíduo sofrer doenças cardiovasculares. Entretanto, muitas dietas normalmente consideradas inofensivas acabam se mostrando perigosas, pois não informam os valores nutricionais dos alimentos em tabelas precisas.
Neste sentido, artigo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia de março de 2009 pelo doutor em cardiologia, Carlos Scherr, e Jorge Pinto Ribeiro, doutor em fisiologia aplicada, explica em detalhes as informações nutricionais que eles identificaram em diversos alimentos, após realização de estudos específicos.
“O colesterol encontrado em 100 g de ovos (400 mg) ou fígado bovino frito (453 mg) ultrapassa o recomendado para prevenção secundária, sem diferença nesse quesito entre ovo de granja ou caipira. Cada ovo tem, em média, 50 g, um ovo pode ser consumido, desde que não se consuma mais do que 100 g de colesterol naquele dia. Em relação à gordura saturada, manteiga (55,2 g), margarina (19,4 g), queijos tilsit (20,4 g), prato (19,9 g), amarelo (16,8 g) e branco (15,5 g) ultrapassam os 14 g recomendados se forem consumidos 100 g ou mais, o mesmo também é verdadeiro para os óleos de soja (17,5 g) e de milho (16,1g)”, afirmam os autores.
Os pesquisadores apontam no artigo que as tabelas nutricionais são incompletas. Por exemplo, a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos é limitada, “pois em relação aos ácidos graxos e colesterol só fornece dados referentes aos lipídeos totais e ao colesterol total”, dizem e acrescentam: “também não oferece, em alguns tipos de carnes, informações sobre as diferentes formas de preparo dos alimentos”.
Concluindo, Scherr e Ribeiro afirmam: “não existem, entre os alimentos aqui analisados, aqueles que devam ser banidos de uma alimentação saudável em relação ao colesterol e às gorduras saturadas, o que se deve fazer, sim, é preferir métodos de cocção mais favoráveis e restringir as quantidades daqueles com teores de gorduras saturadas ou colesterol mais elevados”
Para ler o artigo completo, acesse:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2009000300005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico
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