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CANTINHO DO CONTO Estamos inaugurando este espaço com o conto de Cirene Fazzolo Freire, capixaba, viúva, 87 anos completados no dia 6 de fevereiro 2008. Confiram seu talento. AS POMBAS DO RAIMUNDO
- Deve ter um magnífico pombal – pensava -, mas onde? E vai daí que certo dia dá com os olhos numa poesia. Não gosta de poesia, mas é preciso ler tudo, pensava desinteressado. O que lhe interessa mesmo é o negócio das pombas. - Será que dá lucro? Deve dar, o cara está nos jornais, nos maiores... E leu a poesia, começando “Vai-se a primeira pomba despertada...”. Abaixo, a assinatura: Raimundo Correa. - Ah, mas que droga! O danado do homem não cria pombas, faz é verso pra elas! Ora pombas!
BIBLIOTECAS EM PONTOS DE ÔNIBUS
O número de bibliotecas comunitárias distribuídas em algumas paradas de ônibus da Asa Norte, em Brasília, aumentou. O brasiliense que esperava a chegada de ônibus nos pontos que vão da 712 à 716 Norte contavam com 10 prateleiras de livros para pegar emprestado, sem pagar nada. Fonte: Elaine Borges, Repórter da Agência Brasil - Brasília
BIBLIOTECA ACESSÍVEL A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro inaugurou a primeira fase do projeto “Biblioteca acessível”, que, por meio de inovações tecnológicas, vai permitir que portadores de necessidades especiais e idosos tenham acesso fácil à pesquisa dos acervos físico e digital. Para cada tipo de deficiência (motora, auditiva ou visual) haverá um equipamento de última geração e um funcionário à disposição do usuário para orientá-lo nas pesquisas e facilitar o acesso ao acervo da BN. Com o leitor automático Poet Compact, por exemplo, com é possível ouvir livros, revistas e jornais sem se conectar ao computador. O aparelho — elaborado especialmente para deficientes visuais ou mesmo pessoas idosas — é dotado de voz sintetizada em português com grande qualidade. Para utilizá-lo, basta que o usuário ponha o texto sobre o scanner e pressione o botão “play” para que ele comece a ler em voz alta. O Poet Compact tem memória para mais de meio milhão de páginas, o que possibilita a gravação de livros para consulta posterior. O equipamento tem também conexão USB, permitindo exportar ou importar as informações no pen drive, BrailleNote ou similar.
ABI (Associação Brasileira de Imprensa) - Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Rio de Janeiro - RJ / CEP 20030-012 - Tel. (21) 2282-1292
ESCRITOR CARIOCA PODE SER LIDO GRATUITAMENTE
Leia a descrição dos marginalizados da sociedade carioca há mais de 100 anos. Conheça prostitutas, trabalhadores do cais, consumidores de ópio, tatuadores e toda sorte de indivíduos que não freqüentavam os nobres salões. O escritor que expôs essa realidade foi batizado como João Paulo Alberto Coelho Barreto, mas foi sob o pseudônimo de João do Rio que ele se consagrou. Grande parte de sua obra está disponível, gratuitamente, no portal Domínio Público. João do Rio foi uma das personalidades mais influentes do início do século 20. Jornalista, autor de teatro, membro da Academia Brasileira de Letras e pioneiro na luta pelos direitos autorais, seu campo de atuação se estendeu dos nobres salões do Rio de Janeiro às fúmeries de ópio, freqüentadas por miseráveis imigrantes asiáticos. Paulo Barreto foi o primeiro jornalista a percorrer as ruas procurando por notícias. Até então, os jornais brasileiros eram constituídos por artigos e textos literários assinados por pessoas de renome na sociedade. Suas obras mais consagradas são coletâneas de textos publicados em jornais. De fevereiro a março de 1904, João do Rio publicou a série de reportagens que viria a ser o seu primeiro livro: As religiões do Rio. O repórter visitava templos e rituais religiosos, descrevia e explicava os acontecimentos e principais dogmas das religiões. Os textos explicitaram costumes e personagens que, até então, eram pouco íntimos da elite carioca. A “Paris brasileira” deparou-se com seus aspectos mestiços, multirraciais e com sua religião sincrética, influência direta do contato com os negros africanos. As crônicas de João do Rio modificaram a maneira como o Rio de Janeiro se percebia e, por conseguinte, terminaram por modificar a própria representação da sociedade carioca. João do Rio foi um homem à frente de seu tempo. Algumas de suas idéias são consideradas inovadoras ainda hoje. Foi feminista e defendeu o voto das mulheres. Também considerava justo que homens e mulheres tivessem igual número de membros na Câmara e no Senado, o que ainda não foi alcançado. Tamanho pioneirismo, entretanto, o expôs a críticas ferozes que encontraram na homossexualidade do autor um prato cheio para chacotas. Considerado por seus biógrafos como um indivíduo muito sensível e com dificuldades de lidar com críticas, João do Rio foi o mais criticado jornalista de sua geração.
Texto de Ana Guimarães
THEATRO MUNICIPAL É HOMENAGEADO O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que completa 100 anos no dia 14 de julho de 2009, marcará presença na Marquês de Sapucaí no próximo carnaval. O centenário do Municipal será enredo da escola de samba Unidos de Vila Isabel em 2009, repetindo a homenagem que a própria agremiação já fez ao teatro em 1965, com o tema Epopéia do Theatro Municipal. O enredo, de autoria do carnavalesco Alex de Souza e do historiador Alex Varela, levará para a avenida um pouco da história do Municipal, como a criação do corpo de baile e da orquestra, além de eventos culturais que o teatro abrigou, como óperas, encenações teatrais e os primeiros bailes de carnaval. O Theatro Municipal entrará em obras, que serão concluídas em julho do ano que vem, para comemorar seu centenário de cara nova. Como a reforma começa pela parte externa da cúpula, o teatro irá manter inalterada sua programação cultural. Apenas em outubro deste ano, quando começam as obras na sala de espetáculos, o Municipal será fechado para o público. Em 2009, além da Vila Isabel, a escola de samba Difícil é o Nome, do Grupo de Acesso C, também terá o Municipal como enredo. O teatro também já foi homenageado pelas escolas de samba Unidos de São Carlos, Império do Marangá e Império Serrano.
Do site www.imprensa.rj.gov.br
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