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UMA HOMENAGEM ÀS MULHERES
QUE MULHER É ESSA? Isso dizia Thereza Cesario Alvim, justamente quando o universo feminino se regozijava com a resolução da ONU de proclamar 1975, o Ano Internacional da Mulher. Na verdade, tudo começara muitos anos e várias escaramuças antes. Consideradas seres sem alma na Idade Média e cidadãs de Segunda classe durante os séculos subsequentes, as mulheres foram percebendo, aos poucos, que havia vida lá fora, longe dos fogões a lenha e dos ferros a carvão. Exatamente as que mais penavam por não Ter acesso à vida regalada de suas amas bem casadas, exatamente essas é que movidas pela necessidade, resolveram encarar os fatos e, em busca de soluções, iniciar a luta por direitos. Sem saber que isso continuaria, continua e provavelmente continuará para sempre. ABREALAS - ESSAS SOMOS NÓS
O livro Abrealas - O feminismo na virada do século XIX/XX, (foto ao lado) foi realizado para os festejos dos 500 Anos, sob coordenação geral de Schuma Schumaher realizado pela REDEH - Rede de Desenvolvimento Humano. Em seu prefácio, escrito abaixo, Schuma descreve o conteúdo do seu livro: ESSAS Essas que se embrenharam mata a dentro e se negaram aos colonizadores Essas que levaram chibatadas e fundaram quilombos
QUE PRETENDES, MULHER? ANINHA DA PONTE DA LAPA,
Procurando assuntos e atividades mais dinâmicos para meu projeto a ser desenvolvido com a terceira idade tive um encontro inesperado com uma escritora que teve o reconhecimento profissional somente aos 75 anos. A primeira coisa que me veio em mente foi: "Estou com 56 então, tenho bastante tempo ainda ou, pode acontecer o mesmo comigo". Incrível! Qual é o verdadeiro sentimento de uma mulher que passou por todas as etapas, nasceu, brincou, cresceu, estudou, ou não estudou, casou-se, teve filhos e os viu crescer, dedicou-se a afazeres incondicionais, muitas vezes impostos em momentos e situações quase impossíveis. De repente esta mesma mulher se encontra num espelho da casa e se pergunta: Quem é você? Você não tem nada para fazer? E agora que seus filhos cresceram de quem você vai cuidar? O quê aconteceu, deixamos de ser útil? Creio que é neste exato momento que precisamos NOS ENCONTRAR para resgatarmos TUDO que realmente somos. Este é o nosso tempo, vivemos e aprendemos muito para desperdiçar tantas qualidades. A presença feminina está intimamente ligada ao sagrado, a natureza e ao conhecimento sobre a humanidade. A mulher muitas vezes não se dá conta disto. Percebo a minha responsabilidade de precisar viver e "criar" condições para celebrar a resistência de mulheres que utilizam suas forças espirituais para ultrapassarem suas condições.
Encontrei na obra de Cora Coralina uma mensagem maravilhosa, de um feminismo exemplar. As histórias são montadas com palavras simples de fácil compreensão e que nos levam a fatos comuns do nosso dia-a-dia que jamais pensaríamos em contar com tanto gosto e orgulho por serem tão banais. Não. Não são banais, são trechos, partículas, minúcias que vão transformando as pessoas, acrescentando à nossa cultura o valor da identidade de nossos costumes. A AQUARELA A intenção do programa é mostrar a beleza da aquarela, que também exige dedicação. Quanto mais simples for o resultado, mais belo será. Penso que é como era para Cora Coralina fazer doces, contar histórias e fazer poesias. O segredo está na maneira de fazer: com espontaneidade, simplicidade e amor. Não sei se posso dizer, mas vamos tentar mostrar com simplicidade a nossa maior riqueza, o que sabemos fazer da melhor maneira. Sermos mulheres, mães, esposas, irmãs, tias, donas de casa, doutoras, professoras, cidadãs, parte da humanidade, a quem foi dado o verbo Amar, com toda transparência, explícito. Célia Marcassa é nossa usuária e quis homenagear Cora Coralina no mês em que se comemora o dia da Mulher.
MULHERES DA VERDADE SE ALIAM ÀS MÃES DA SÉ
Abrindo a Mês Internacional da Mulher, a Associação Paulista de Medicina - APM, os médicos de São Paulo e as Mães da Sé estarão juntos no protesto silencioso com vistas a sensibilizar as autoridades dos diversos escalões governamentais e cobrar providências para combater o drama do desaparecimento de seus filhos.
Estas mães organizaram-se na ABCD para denunciar esse grave problema que afeta hoje centenas de milhares de famílias em todo o Brasil. Para ter uma idéia da relevância dessa questão, anualmente, apenas em São Paulo, são registrados cerca de 1,5 a 2 mil desaparecimentos.
Empunhando fotos de suas crianças, realizam manifestações silenciosas todos os segundos domingos de cada mês na Praça da Sé para alertar a população e arregimentar mais apoio à causa.
A partir dessa data, a Associação Paulista de Medicina disponibilizará no portal www.apm.org.br um link para o site das ABCD/Mães da Sé – www.maesdase.org.br, para que profissionais de medicina e população tenham acesso às fotos das crianças desaparecidas, podendo ajudar na busca e localização.
A ação em prol das Mães da Sé é uma parceria com o movimento Mulheres da Verdade, que reúne 40 entidades de diferentes setores da sociedade para discutir questões relacionadas à ética, cidadania, ações sociais e combate à corrupção. Tem o apoio da OAB – SP, Associação Comercial do Estado de São Paulo, Associação Comercial de Pinheiros e do Clube Paineiras do Morumbi.
MULHERES EMPREENDEDORAS NEM MELHORES, NEM PIORES QUE OS HOMENS, APENAS DIFERENTES. LUIZ FERNANDO GARCIA
As diferenças entre os homens e as mulheres sempre foram motivo de discussões. Metaforicamente, a mulher agüenta quinze assaltos e ganha uma luta por pontos. Já o homem agüenta apenas cinco e ganha por nocaute, buscando o resultado final. Enquanto as mulheres persistem a longo prazo e vencem justamente por isso, os homens são resolutos.
Essa e outras tantas características tipicamente femininas fazem a diferença. Se os homens foram os heróis da Era Industrial, as mulheres têm um grande papel a desempenhar na era dos Serviços, que precisa de facilidade de relacionamento com clientes e com comunidades, característica feminina por excelência.
Mas afinal, qual o perfil da mulher empreendedora? Para elas, possuir um negócio próprio parece ser uma estratégia de vida e não meramente uma ocupação ou um meio para ganhar dinheiro.
Ambivalentes, as mulheres tendem a valorizar mais o trabalho do que os filhos ou a família em geral, mas, ao confrontar o dilema trabalho x marido, as empreendedoras optam por uma alternativa que expressa a valorização combinada de ambos. Assim, têm como meta atingir um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, utilizando diferentes estratégias para lidar com as demandas do negócio e da família.
Essas mulheres têm mais facilidade para compor equipes, persistência, cuidado com detalhes, além de valorizarem a cooperatividade. Apesar de incluírem certa dose de sentimentalismo a suas decisões, têm maior facilidade para desenvolver atividades intelectuais, inverso ao homem, que é mais ágil e prático.
As empreendedoras são assim: com forte tendência a perceber seus negócios como difíceis, porém elas os vêem muito mais como um desafio do que um fardo, o que contraria crenças muito difundidas, de que as mulheres não conseguem manter tantas responsabilidades – lar, marido, filhos, trabalho - os negócios tendem a ser vivenciados sem culpa, em harmonia com o lar, vantajosos para a família, não se constituindo, portanto, como oposições.
Quando critérios como auto-realização, eficiência e lucros foram utilizados para avaliar o sucesso feminino, concluiu-se que mulheres empreendedoras quebraram o pensamento estereotipado e hegemônico já existente. Fatores internos e típicos das mulheres, como o sucesso interior, foram considerados quesitos de maior importância.
Características femininas que sempre foram vistas de forma preconceituosa, por serem associadas a fragilidades, acabaram virando vantagens no mundo corporativo atual. Toda essa sensibilidade faz das empreendedoras o grande diferencial no meio dos impulsos masculinos.
Luiz Fernando Garcia - é consultor especialista em manejo comportamental e empreendedorismo em negócios. É metodologista, empresário, palestrante e autor dos livros “Pessoas de Resultado”, “Gente que faz” e “O Inconsciente na sua Vida Profissional” da Editora Gente.
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