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INTERNET: AMIGA OU INIMIGA DA EDUCAÇÃO? EDUARDO SHINYASHIKI
A internet, muitas vezes, é vista como inimiga da educação. Retratada como um ambiente descontrolado onde sobra material pornográfico, inutilidades várias e artigos de cultura inútil. Mas alguns profissionais, atualizados com as evoluções no mundo da comunicação e da web, enxergam esse mundo possível com outro olhar: nessa terra sem lei, sobram oportunidades, mesmo que anárquicas, de conhecimento, ferramentas usáveis na sala de aula e fora dela, úteis na hora de manter o aprendizado dos alunos em momentos de diversão e descontração.
A Wikipédia é um dos exemplos mais claros de como o digital pode favorecer o conhecimento e o desenvolvimento intelectual. Com 7,5 milhões de artigos, o site colaborativo pode ser alterado por qualquer um e se apresenta como uma poderosa ferramenta educacional. O site possui vários portais de conteúdo educativo com materiais de Arte, História, Matemática e Filosofia.
Mas é importante deixar claro que a internet só é fonte de conhecimento quando o usuário procura por esse conhecimento. Caso contrário, a criança ou o jovem desviarão de todo e qualquer conteúdo interessante e atingirão materiais que não agregarão a sua formação.
É nesse momento que o educador entra em cena. Mostrando caminhos, abrindo trilhas pelas teias de informação e mostrando o alvo certo ao aluno. A escola deve ultrapassar as cadeiras tradicionais e invadir o espaço eletrônico, ensinando o aluno a utilizar com consciência o mundo de possibilidades que é a internet. Não podemos esperar que uma criança de nove anos prefira o site da TV Escola aos jogos do Cartoon Network, é função de pais e educadores mostrar que sites educativos podem ser interessantes e divertidos.
Quanto aos adolescentes, muito do que eles sabem sobre a internet foi aprendido de forma autodidata, e muito desse aprendizado não foca na qualidade, mas na facilidade. Um exemplo claro é o número de trabalhos feitos na base do “copia e cola”. Esse mau hábito pede por reeducação, conscientização dos jovens, no sentido de que o aprendizado acontece superficialmente com um método no qual uma pesquisa acontece apenas com o clique do mouse, e não com o bater do teclado e o giro do pensamento.
Cabe a pais e educadores, a partir das informações aqui contidas e em outros inúmeros artigos sobre internet e aprendizado, decidirem como usar essa poderosa ferramenta, a favor ou contra, amiga ou inimiga da educação e do desenvolvimento intelectual de seus filhos e alunos.
Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, da Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.
O DIA DO ESTUDANTE
MÃES SÃO AS GRANDES RESPONSÁVEIS PELA FORMAÇÃO DOS LEITORES NO BRASIL
Nem tudo na vida precisa necessariamente ser verbalizado para ser ensinado. Ensina-se pelo exemplo, agindo, sentindo, mostrando amor ao que faz. Com a chegada do dia das mães, o Instituto Pró-Livro responsável pela segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil achou por bem homenagear aquela que verdadeiramente vive fazendo a diferença na vida das pessoas. Segundo os resultados da pesquisa, um em cada três leitores tem lembranças da mãe lendo algum livro e 51% dos leitores tem na mãe sua grande incentivadora no processo de ler por prazer. O papel dos pais mostra-se mais relevante ainda quando são feitas comparações entre leitores e não-leitores. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 73% delas citam as mães como quem mais as estimularam a ler. A importância feminina é ainda maior no Norte (59%) e no Nordeste (56%) do país, muito acima dos professores.
O melhor é que para estas mulheres guerreiras está claro que ler não é só aprender a decodificar os códigos e símbolos da escrita. A leitura torna a viagem acessível, libera sentimentos, paixões, amplia a visão e mostra que os sonhos auxiliam na formação da realidade. Segundo comentário do célebre escritor Moacyr Scliar “a própria palavra símbolo é muito significativa. Vem do grego symbolon, em que syn quer dizer juntos, e bolon é arremessar. Unidos por símbolos nós, humanos, nos arremessamos juntos nesta aventura que é a vida. Juntos, não separados; este caráter de união que o símbolo proporciona é uma coisa importante.” ...
A mãe de Scliar teve grande participação em sua formação como leitor e depois na decisão de ser escritor.. Assim como muitas outras mulheres têm iniciado seus filhos e sua família no mundo da leitura, mostrado seus encantos apesar de tantos outros estímulos que os jovens têm hoje com o advento da internet, dos jogos de videogame e muito mais.
A todas elas o IPL deseja muitas felicidades e parodia o que foi dito por Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros” e, com suas ações e exemplo hoje, elas certamente estão colaborando para uma sociedade brilhante.
Mais informações sobre a pesquisa, acesse o site: www.prolivro.org.br
O LIVRO TEM DE IR AONDE O POVO ESTÁ
Escolhido como Ponto de Leitura no País, pelo Ministério da Cultura (MinC), o projeto Livro Caminhando até Você nasceu do coração de uma servidora pública, com a ajuda da filha, professora. Quem ganhou com isso foi a população do bairro Baixada da Habitasa, em Rio Branco, no Acre. E o lema dessa história acompanha a canção do menestrel Milton Nascimento: assim como o artista, o livro também tem de ir aonde o povo está. Em 2006, Raimunda Oliveira de Souza, a capitã dessa cruzada, percebeu, como presidente da associação de moradores, que faltava incentivo à leitura para crianças e jovens. Com a ajuda da filha, Lúcia Regina Oliveira de Souza, elas buscaram apoio e deram início a uma nova fase na vida da comunidade: montaram uma biblioteca. Os primeiros livros começaram a ser colocados na varanda da casa de dona Raimunda. E, em pouco tempo, a garotada já estava toda empoleirada em volta das prateleiras, adaptadas, com livros para todos os gostos. Lúcia e Raimunda notaram que a biblioteca fixa na varanda já não dava conta da demanda. Decidiram então inovar: passaram a usar uma bicicleta cargueira para levar livros a todos os cantos do bairro. Onde a bicicleta parava, o local se transformava em ponto de leitura, contação de histórias, teatro de bonecos, recitação de poesias e brincadeiras. Mas Lúcia ainda precisa de estrutura, de apoio. Foi atrás e conseguiu. O projeto ganhou a atenção do senador Tião Viana, que o inscreveu para tentar conseguir financiamento pela Lei de Incentivo do Governo do Estado do Acre - o que deu certo. A partir daí, ganhou ajuda da Fundação Elias Mansur. Em 2008, selecionado como Ponto de Leitura, pelo MinC, o Livro Caminhando até Você recebeu 500 livros, computador, impressora, mobiliário básico, tapete, estantes, almofadas e cadeira giratória, no valor de R$ 20 mil. Agora, como a premiação, a ideia de Lúcia é estabelecer uma casa de leitura no bairro e também manter as atividades da biblioteca volante, ou seja, continuar a caminhada do livro. O projeto tem sede na rua México, 251, Baixada da Habitasa, Rio Branco (AC). Telefone para contato: (68) 9965-6395 / 9979-7366 (Lúcia Regina). E o e-mail: maedairis@gmail.com. Autor: João Augusto, da Brasil Que Lê – Agência de Notícias
ENQUANTO ISSO....
No Sul, 51 cidades sem biblioteca...
ENTRETANTO.....
102 bibliotecas na periferia O Ministério da Cultura prepara o anúncio da construção de bibliotecas nas 102 maiores cidades do País. A prefeitura entra com o terreno de pelo menos 800 m2, e o governo, com quase R$ 300 mil para cada uma.
A condição: as prefeituras candidatas devem se comprometer em abrir a biblioteca na periferia da cidade.
VAREJO DO LIVRO CRESCE 9,4%
A despeito da crise e de uma ou outra reclamação que se ouve no mercado, o negócio do livro parece não ter sido tão afetado assim. Pelo menos é o que diz uma pesquisa que o IBGE acaba de tirar do forno. O levantamento aponta que, entre janeiro e abril, o negócio das livrarias no Brasil cresceu a galope chinês: 9,4%, em comparação com o desempenho do mesmo quadrimestre em 2008, antes da crise. O indicador geral apontou uma expansão média no País de 4,5%.
BRASILEIRO NÃO LÊ POESIA E MAS, JÁ FORAM VENDIDOS PERTO DE 100 MIL EXEMPLARES DO LIVRO DEDICADO A MARIO QUINTANA
Melhores Poemas de Mario Quintana, seleção e apresentação de Fausto Cunha, diretora da coleção Edla Van Steer, 128 páginas, R$25,00 da Global Editora e Distribuidora.
CAMINHO
N. R: Ele nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906. Foi embora daqui em 5 de maio de 1994, em Porto Alegre. Mário continua fazendo falta com seus versos lindos.
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