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Os cuidadores leigos profissionais, também chamados de informais ou não, são aquelas pessoas próximas ou que não necessariamente tiveram uma formação técnica para o cuidado de idosos, e que representam a grande maioria das pessoas que cuidam desta faixa etária. Geralmente é alguém da família, comadres, vizinhos, colegas de trabalho, voluntários ou acompanhantes contratados, como auxiliares de enfermagem e empregados domésticos. Cuidar de um idoso não é tarefa fácil, envolve tempo; dedicação; paciência e tolerância; discernimento mínimo; responsabilidade; noções básicas de saúde, higiene, nutrição; boa – vontade e capacidade de respeitar a individualidade e autonomia do idoso, mas também impõe limites e deveres de forma sensata. É também preciso que o cuidador tenha seus direitos respeitados como descanso; horas de repouso e lazer; ambiente propício e amistoso; cooperação ou subdivisão de tarefas e responsabilidades. Afinal, o cuidador não é uma máquina programada e sim, um outro ser humano e muitas vezes, um parente próximo que sofre ao ver seu idoso tão frágil e dependente. SAÚDE DA FAMÍLIA VAI IDENTIFICAR VIOLÊNCIA O Ministério da Saúde está formando cuidadores nas escolas técnicas em saúde e preparando equipes do Saúde da Família para identificar situações de violência em idosos. Ainda de olho nos que acompanham pessoas da terceira idade, o ministério lançou o Guia do Cuidador para profissionais de saúde e leigos. “Queremos dar apoio também aos cuidadores e fazer com que eles adquiram conhecimento e sejam cuidados pelas equipes de saúde”, diz José Luiz Telles, coordenador da área técnica de saúde do idoso do ministério. No Brasil, os idosos somam 18 milhões de pessoas (9,6% do total de brasileiros), compondo a sexta maior população do mundo na terceira idade. Entre aqueles com mais de 100 anos, já são 11.422 indivíduos. Mas apenas 25% deles ganham mais de três salários mínimos. Os dados são da pesquisadora da Fiocruz Maria Cecília Minayo. “Os idosos merecem um olhar especial. Eles, por si só, já vivem situações que predispõem à violência. No Brasil, ser idoso e pobre é uma situação dramática”, disse o secretário de atenção à saúde, José Noronha, durante a abertura do encontro. Os números podem ser comprovados pela pesquisa realizada na Universidade Federal da Bahia, por Maria do Rosário Menezes. O estudo apresentado no seminário mostrou que, de um grupo de 810 vítimas idosas de violência (574 mulheres e 236 homens), 640 eram pobres, 134 de classe média baixa, 25 da média e 11 da média alta. Independente de classe, a violência em idosos dever ser vista como uma questão de saúde, tendo em vista o grande número de internações e os graves riscos de óbito. As violências e os acidentes constituem 3,5% dos óbitos de pessoas idosas. No Brasil, 27% das internações dos 93 mil idosos são em decorrência de violência e agressões. As agressões que chegam ao SUS são principalmente as explícitas, mas há ainda outros tipos. “As principais violências são aquelas invisíveis, muitas vezes um gesto, uma palavra agressiva, um motorista de ônibus que não pára ao sinal do idoso ou que arranca imediatamente após a subida desta pessoa”, explica o coordenador de Saúde do Idoso, José Luiz Telles. Segundo ele, a sociedade precisa estar preparada para lidar com estas questões, pois a cada ano a população idosa é maior. “Em 1900, a expectativa de vida era de 30 anos. De 1991 a 2000, a população idosa cresceu duas vezes e meia mais que a jovem. A cada ano, 600 mil indivíduos entram na terceira idade”, concluiu Maria Cecília Minayo. GUIA PRÁTICO DO CUIDADOR
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· Em casos de maus-tratos, denuncie no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa ou no Ministério Público, nas delegacias policiais, no IML ou nas delegacias especializadas da mulher e Centros de Referência da Mulher. O GUIA TAMBÉM OFERECE SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS: · Movimente cada um dos dedos dos pés para cima e para baixo e para os lados com movimento de rotação. · Peça à pessoa cuidada que encha as bochechas de ar e depois murche a bochecha pra dentro, a seguir peça para que ela coloque a língua pra fora e movimente de um lado para o outro, feche os olhos com força fazendo caretas.
O curso de Orientação e Informação para acompanhantes de idosos e
familiares, foi criado em 1996 na UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro e é coordenado atualmente pela professora Sandra Rabello.
Até a presente data o curso já formou cerca de 300 pessoas, sendo que há mais alunos mulheres do que homens. A idade dos alunos compreende de 30 até 60 anos. O salário base regula de um salário mínimo do Estado do Rio de Janeiro, R$474,38, mas tudo depende da carga horaria de trabalho e do grau de dependência do idoso assistido. Segundo Sandra, os cuidados necessários para se contratar um cuidador é que ele reúna conhecimento sobre as técnicas do cuidado, apresente boas referências e algumas qualidades inerentes ao cuidado com pessoas idosas, tais como: paciência, tolerância e discrição. O Projeto Valorização da Terceira Idade ligado a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do estado do RJ tem como objetivo principal a capacitação profissional das mulheres, entre 18 e 60 anos, de comunidades de baixa renda do município do Rio. O projeto busca inseri-las no mercado de trabalho e, conseqüentemente, melhorar a qualidade de vida das trabalhadoras.
De acordo com o governador Sergio Cabral, o Sine-RJ (Sistema Nacional de Emprego), vinculado à Secretaria de Trabalho e Renda, irá cadastrar as novas profissionais, visando à disponibilização para o mercado de trabalho.
A secretária Benedita da Silva informou que a meta é um dos objetivos é levar o projeto para os municípios e todo o interior do estado. - Queremos formar 10 mil cuidadoras. Não vamos medir esforços para criar esse mercado de trabalho que inclui aulas práticas e teóricas com médicos e psicólogos - informou a secretária. O curso que teve duração de cinco meses e formou 300 mulheres, foi realizado nos bairros de Irajá, Guadalupe, Marechal Hermes, Campo Grande, Recreio, Cidade de Deus, Taquara e Leblon.
Segundo a presidente da Associação de Mulheres Cuidadoras de idosos, Sra Regina Alves, que ainda está sendo legalizada, este trabalho começou em Outubro de 2007, depois de fazermos um Curso de formação denominado Valorização da Terceira Idade, patrocinado por uma parceria entre o SASP, a Petrobras e o Instituto Brasil Social no qual foram formadas 1.100 mulheres. - Hoje nossa sede se localiza na Rua General Justo 275, sala 502 - Centro- RJ.e contam no momento com 60 afiliadas. Hoje no Rio de Janeiro o valor do trabalho de um cuidador ainda é muito flutuante pode variar entre 600 à 2.000 reais, mas já existe o Projeto de Lei de Regulamentação Profissional do Cuidador tramitando no Congresso onde o salário mínimo de um profissional deste tipo foi fixado em 1,5 do salário mínimo nacional. CENTRO-DIA PARA IDOSOS Proporcionar bem-estar aos nossos velhinhos é um assunto complicado de se pensar, principalmente quando o idoso faz parte de uma família atribulada pela correria e compromissos do dia-a-dia. Hoje no Brasil eles já representam 9% da população total, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém como obter ou manter uma boa velhice, mesmo quando a família não tem condições de dedicar–se integralmente ao idoso, ou até mesmo quando já possui limitações causadas por doenças que requer um cuidado intensivo? Com o idoso perdendo gradativamente a lucidez e ficando cada vez mais dependente de terceiros para realizar as tarefas do dia-a-dia, a família encontrava apenas duas opções para cuidar dele, contratar um ‘cuidador’, geralmente um profissional de enfermagem que fica ao dispor do idoso na residência da família ou interná-lo em uma clínica de repouso. Porém, mais um serviço voltado ao bem-estar, qualidade de vida e saúde do velhinho, o centro-dia, conhecido internacionalmente como day-care. A família o leva até o local, ou se desejar, o transporte vai buscá-lo, e ao chegar, recebe todos os cuidados como alimentação, higiene diária, acompanhamento da enfermagem, além das atividades diárias para o desenvolvimento físico e mental. Esse tipo de serviço já uma realidade em outros países e na Europa. Um exemplo é nos Estados Unidos. Segundo informações encontradas no site da National Adult Day Services Association (NADSA), atualmente existem cerca de quatro mil centros-dias, onde mais de 150 mil pessoas recebem cuidados, de acordo com dados da American Association of Homes and Services for the Aging (AAHSA). Um dos grandes atrativos deste serviço é o desenvolvimento que o idoso adquire em um lugar estruturado exclusivamente a ele e a segurança que transmite a família, por saber que o idoso está sendo bem tratado e que não perderá o contato diário com a família tirando a culpa e o remorso pela sensação de abandono quando é internado em uma casa de repouso. Nos países da Europa e nos Estados Unidos este tipo de serviço já se tornou uma necessidade, afirma Renata Oliveira, sócio-diretora do Espaço Senior, empresa que faz parte desse novo nicho de mercado que se abre no país. Recém inaugurado, a especialidade do Espaço Sênior é em idosos com debilitações como Alzheimer, Parkinson e AVC e velhinhos que necessitem de atenções especiais. Todos são orientados e tratados por profissionais como fonoaudiólogas, fisioterapeutas, musicoterapeutas, educadores físicos e terapeutas ocupacionais. Com um espaço de aproximadamente mil metros quadrados, o ambiente oferece um jardim com horta para plantar, 20 leitos para repouso, quatro salas de terapias, refeitório, barbearia e salão de beleza.
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