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A VIDA DOS MORTOS ESTÁ NA MEMÓRIA DOS VIVOS O CULTO AOS MORTOS EM NOVEMBRO O Dia de Finados surgiu na Igreja Católica como um vínculo suplementar entre vivos e mortos, destinado a todos.
No século I, os cristãos rezavam pelos falecidos: visitavam os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. No século X, a Igreja Católica instituiu oficialmente o Dia de Finados. A partir do século XI, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) passaram a obrigar a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII, esse dia passou a ser comemorado em 2 de novembro, através de um decreto do abade de Cluny, o maior mosteiro da cristandade medieval, determinando que os monges sob sua jurisdição fizessem a comemoração festiva de todos os fiéis defuntos no dia 2 de novembro. Na verdade, isso foi somente a adaptação por uma cultura e uma religião e a oficialização, na sociedade, de costumes que vêm desde os primórdios da humanidade, quando povos primitivos ja enterravam seus mortos com rituais, inicialmente ligados aos cultos agrários e de fertilidade. CERIMONIAS BUDISTAS No dia 02 de Novembro o Fundador do Jardim do Dharma Lama Zopa Norbu, realizou uma série de cerimônias dirigidas às pessoas que se foram desta vida. Estas Cerimônias consistem na realização de oferendas que através do ritual convidam os espíritos a estarem presentes e desfrutar das mesmas.
Muitas vezes, nos deparamos com obstáculos em nossas vidas, sejam na saúde, perturbações emocionais, desavenças nos negócios etc. que parecem instransponíveis. Dentro da Tradição Budista que nos chega desde os Himalaias e em especial desde o Tibete, se afirma que muitos destes obstáculos provêm da esfera da consciência onde estes espíritos se encontram. Estas cerimônias - Pujas em sânscrito - foram ensinadas pelo próprio Sidarta Gautama o Buda ao seu primo e discípulo Ananda, que, a causa destas interferências que provinham do mundo dos espíritos, não conseguia realizar suas meditações de forma correta. No Brasil, qualquer pessoa que seja respeitosa e queira dedicar aos seus familiares e amigos um momento de oração e de benção pode participar destas cerimônias. Eles pedem apenas que levem velas, flores, frutas, doces, farinha branca, açúcar, manteiga, melado, bolachas, leite em pó em pequenas quantidades. Maiores informações em http://www.jardimdharma.org.br
A MORTE OU SERÁ A PRÓPRIA VIDA? DULCINÉIA DA MATA RIBEIRO MONTEIRO
A morte, diz Platão, consiste em“ ter a alma desligada e posta à parte do corpo, não é esse o sentido exato da palavra morte?” Afirma que a tarefa da vida, seria justamente a de preparar-se para morrer, que deverá ser a celebração do vivido -Valeu a pena! Na tessitura desta trama, o que de fato vale a pena, é saber viver o equilíbrio entre as duas máximas latinas: Carpem Diem: aproveite o dia e Memento Mori: lembre-se de que vai morrer. E aí se coloca a questão fundamental do Sentido, que na perspectiva de Jung,constitui a dimensão espiritual da nossa libido.É a dimensão que corresponde à abertura da consciência ao significado e à totalidade da vida, possibilitando uma recapitulação qualitativa do seu processo vital. Espiritualidade não se confunde com Religião, está além dela, podendo embasá-la ou não. Pergunta Jung “Haverá uma verdade melhor, em relação às coisas últimas, do que aquela que ajuda a viver?”
Essa conexão com nossa totalidade, nosso mistério profundo, é um encontro metanóico, isto é, promove mudanças estruturais em nós. Cada vez mais evidencia-se a importância da espiritualidade na área da saúde, pois com ela conseguimos dar algum sentido aos momentos de sofrimento, crise e transtornos existenciais.Pois, nestes momentos vemos que não somos donos de nossa visa - há poderes além de nós,isto é Espiritualidade.
Este tema foi ricamente explorado no livro Espiritualidade e Finitude. Aspectos Psicológicos. Dulcinéa da Mata Ribeiro Monteiro (org), Ed. Paulus - .R$ 38,00
O IMPORTANTE NÃO É CHEGAR NEM PARTIR, É A TRAVESSIA. Segundo especialistas a idéia de que um dia vamos morrer causa desespero na maioria das pessoas. A necessidade de controlar todas as situações, até a própria morte, o sentimento de onipotência e o apego excessivo à vida são algumas das razões que dificultam a aceitação do fim da existência.A morte é algo que assusta, mesmo sendo o destino inexorável de todos os seres vivos. Ela representa o fim da vida e isto gera uma ansiedade, porque é o limiar de outra realidade instigante e atemorizadora. Estudos a respeito dos primórdios da nossa civilização mostram que os mais antigos acreditavam que, como as sementes, os mortos eram enterrados com vistas à ressurreição. A aceitação da morte é diferente de acordo com a crença religiosa e até mesmo com a filosofia de vida de cada pessoa, em cada cultura. Se a dor da perda não pode ser evitada nem totalmente abstraída, o melhor é mesmo, enfrentar essa realidade nos preparando para a possibilidade de o outro morrer, principalmente quando alguém está doente ou muito velho. Estudiosos no assunto dizem que é possível preparar-se até para aceitar a própria morte, o que costuma acontecer com pessoas que têm doenças incuráveis. Alguns especialistas em estudos sobre a morte e trabalhos ligados ao luto informam que se preparar para a morte é possível de se chegar a resultados muito bons. "Algumas pessoas conseguem se despedir dos entes queridos, perdoam raivas e mal-entendimentos e ficam mais tranqüilos", afirmam. O importante é aproveitar cada momento de convivência ao lado das pessoas queridas. Quem vive adiando visitas ou falar sobre isso, costuma sofrer mais com a perda do outro; chegando até mesmo mais tarde, a sentir culpa por não ter dado a atenção e o carinho devido a àquele que iria ficar pouco tempo entre nós. ESTUDO SOBRE A VIDA APÓS A MORTE
Parnia é um dos maiores especialistas do mundo no estudo científico da morte, do estado da mente humana, do cérebro e das experiências próximas da morte. No seu dia a dia, principalmente no hospital britânico Southampton General, ele sempre encarou e ainda encara questões relativas à vida e a morte. Foi nesse contexto que ele tornou-se bastante interessado em algumas das informações dadas por seus pacientes que passaram pelo momento clinicamente conhecido como o ponto da morte. A pesquisa do Dr. Sam Parnia começa a partir do ponto onde o livro Life after life, de Raymond Moody (1972), terminou. Durante seus estudos, ele percebeu que nossa melhor compreensão sobre a morte pode ser alcançada, por exemplo, ao estudar experiências de quase-morte que ocorrem durante uma parada cardíaca, quando o coração pára e após 11 segundos a consciência e a atividade cerebral cessam. A partir daí nenhuma área de função cerebral permanece para manter consciência. Até os sistemas mais básicos de manutenção da vida são destruídos; reflexos de respiração, freqüência cardíaca e cerebral ficam completamente ausentes – um estado equivalente à morte clínica. Parnia percebeu que este estado, que permanece reversível por cerca de 30 minutos, é o modelo mais próximo de que a ciência dispõe do processo da morte, e fornece uma brecha excepcional de compreensão para aquilo que experimentamos como o fim da vida. Um dos fatos mais interessantes da experiência de quase-morte, durante uma parada cardíaca, é que, na recuperação, muitos pacientes relatam ter deixado seus corpos e assistido ao processo de ressuscitação, e é com esses depoimentos, que em “O que acontece quando morremos” o leitor poderá ter contato com experiências que podem ser ao mesmo tempo macabras e fascinantes. Um trecho do livro muito curioso é o relato de uma mãe de uma criança de três anos, paciente do Childrens’ Hospital em Boston, EUA. Ela conta que seu filho logo após sair de um coma, pedia insistentemente para voltar a um parque, que segundo a mãe não existia. A criança contou que sobrevoou por esse parque em companhia de uma mulher exatamente no Este e outros relatos intrigantes marcam a narrativa de “O que acontece quando morremos”. O livro traz também análises de especialistas, como neurologistas que avaliam minuciosamente alguns relatos. O Dr. Sam Parnia é fundador do Consciousness Research Group na Universidade de Southampton e presidente da Fundação de Pesquisa Horizonte. O Dr. Parnia também conduz um estudo científico inovador, em parceria com inúmeros centros médicos do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá, que objetiva descobrir através da ciência o que acontece quando morremos. Muito requisitado como palestrante, ele também aparece constantemente na mídia, incluindo os programas This Morning e Richard & Judy. Sua sólida pesquisa foi incluída no documentário da BBC The Day I Died O QUE ACONTECE QUANDO MORREMOS, Sam Parnia, tem 246 páginas e custa 32,90. Tradução: Emanuel M. Rodrigues A MORTE NÃO EXTINGUE, TRANSFORMA; MORTE NA VOZ DOS POETAS
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