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UM SERVIÇO PARA O IDOSO O Ligue Idoso da Ouvidoria da SEASDH – Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro é um serviço que trata da violência contra o idoso. A maior demanda vem da Baixada Fluminense e os municípios com maior número de chamadas são: São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias. O ouvidor Marcos Fonseca, sociólogo de 41 anos, que foi o idealizador do projeto da Ouvidoria SEASDH. Trabalhou 13 anos no poder executivo municipal nas secretarias de Saúde, Cultura, Governo e Urbanismo., onde desenvolveu vários projetos e campanhas para promoção de interatividade do governo com a população como a criação do “Disque-Saúde” e das Bibliotecas Virtuais. Em 2001 foi Diretor do Centro de Arquitetura e Urbanismo da cidade de Rio de Janeiro (CAU), onde aplicou o projeto ” Arquiteto de Família”, ” Usina de Mobiliário Urbano” e a primeira experiência de orçamento participativo da Prefeitura do Rio de Janeiro. Trabalhou na Argentina, Inglaterra e nos Estados Unidos em projetos ligados a cidadania e direitos humanos. Desde julho de 2007 é representante no Brasil do Comitê Atlanta-Rio, projeto Internacional das “Cidades Irmãs”, promovido pelos governos municipais, terceiro setor e empresas cariocas e norte-americanas. IM) Os idosos são vítimas de toda sorte de violência: psicológica, financeira, física, sexual, negligência e maus tratos e abandono. Quais as reclamações mais freqüentes recebidas pelo Ligue Idoso? E média por Mês/ano. IM) Tem aumentado o número de ligações? Em função de uma conscientização da população ou porque o serviço telefônico por ser anônimo, facilita a denúncia? IM) Este serviço foi criado em julho de 1999 e surgiu a partir da experiência do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente. O Sr. pode nos falar sobre este serviço? Sabemos que o serviço de Ligue - Idoso virou uma febre, muitas vezes mantida por políticos interessados nesse setor. Há uma falta de critérios e de organização o que impossibilita uma análise mais ampla e nacional. Estamos trabalhando a nível do MERCOSUL para melhorar nossa rede de contatos, mas essa prática de usar ligue - idoso como cadastro de eleitores de terceira idade feita por parlamentares muitas vezes prejudica o serviço. IM)Quem liga mais: mulher ou homem? Vizinhos ou familiares? IM) Existe um perfil da vítima: por sexo, idade, cor, classe sócio-econômica? Ou independe de raça, gênero ou classe social a violência contra o idoso? IM) É verdade que em classes mais altas, o principal motivo é o financeiro? E nas mais baixas? Agressões? O Sr. quer relatar algum exemplo? IM) Fale-nos sobre como é este serviço de Ouvidoria? Temos quatro atendentes de nível superior especializados em questões ligadas a terceira idade e os casos encaminhados as delegacias especializadas, Ministério Público e outros, de acordo com a necessidade. Não há nenhum serviço público para abrigar idosos nesses casos, mas há programas da polícia em casos de agressões e perseguições IM) O Sr. acha que atualmente existe menos respeito pelo idoso por parte das famílias e da sociedade? IM) Quais outros tipos de políticas públicas, que contribuem para a diminuição da violência contra o idoso? Qual a sua opinião, sobre o papel da sociedade em relação ao idoso? _________________ Direitos autorais (Lei federal nº 9.610/98) - Quando da utilização de material deste site, deve ser feita a seguinte referência: "extraído de www.idademaior.com.br" | ||||||