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O TEMPO É UM PONTO DE VISTA.
MORTALIDADE DE IDOSOS POR CAUSA DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Hoje em dia, as ondas de calor ou frio extremos aumentaram a mortalidade de maiores de 65 anos em São Paulo, revela uma pesquisa inédita feita pela Universidade de São Paulo (USP). A cada dia morrem 75 idosos na capital paulista. Drama semelhante percebe-se nas capitais do sul.
O médico patologista e pesquisador da Universidade de Havard e coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Facudade de medicina, Paulo Saldiva, revela que a aumento da ocorrência de picos de frio e calor, associado a mudanças climáticas, terá conseqüências ainda mais graves para a saúde pública. O custo de saúde pública para cada grupo de 10 mortes por extremos climáticos chega a % milhões de dólares e segundo os pesquisadores desde 2005, a mortalidade vem crescendo devido a frequencia das ondas de calor e frio.
- É esperado que tenhamos episódios extremos de ckima, como chuvas, dias muito frios ou muito quentes, com maior freqüência, explicou Saldiva.
NO MUNDO Em Genebra, a chefe da OMS, Margaret Chan, disse que a realidade da mudança climática "não pode mais ser posta em dúvida. Os efeitos já são sentidos."
A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem mostrando, desde o ano passado, que as mudanças climáticas já são responsáveis por cerca de 150 mil mortes a cada ano, causadas pela propagação mais rápida de doenças como malária, diarréia, desnutrição e infecções disseminadas durante enchentes. Mais da metade das mortes acontece na Ásia.
A OMS também vem alertando que milhões de pessoas poderão sofrer com a pobreza, doença e fome como resultados do aquecimento global e das mudanças no regime das chuvas, algo que deverá atingir de maneira mais dura os países mais pobres.
O Dr. John Ehrenberg, conselheiro da OMS já havia afirmado desde o ano passado para o aumento de caso da malária e outras doenças provocadas por parasitas. O aumento da população em regiões mais pobres, o desmatamento e um nível sem precedentes de migrações para ocupações de novas áreas são alguns dos fatores responsáveis. Fora isso, quando as pessoas se mudam e deslocam, as doenças fazem o mesmo.
As imagens dos idosos são do fotógrafo português Jorge Alfar. Visite o site: www.olhares.com/jorgealfar
PREOCUPAÇÃO COM O MEIO-AMBIENTE É ESSENCIAL
LUIZ RENATO
Meio ambiente não é sinônimo de natureza. É a interação desta, com os elementos físicos e as atividades humanas. Nossa saúde depende do Meio Ambiente. Do momento que você acorda até o momento que você dorme você influencia e é influenciado pelo Meio Ambiente. Resumindo, Meio Ambiente é todo acontecimento em GAIA ou seja o nosso conhecido Planeta Terra.
Toda água utilizada no mundo, 10% vai para o consumo humano, 20% para o uso industrial e 70% é usada na agricultura.
“O AQUECIMENTO GLOBAL – A INFLUÊNCIA DO CLIMA NO APOGEU E DECLÍNIO DAS CIVILIZAÇÕES”
O período de Aquecimento Medieval diz muito a respeito de como os seres humanos se adaptam às crises climáticas, e fornece um alerta sobre secas prolongadas quando ocorre o aquecimento. Estamos entrando em uma era em que aridez extrema afetará uma grande parte da agora muito maior população mundial, em que os desafios da adaptação à escassez de água e do insucesso nas colheitas são infinitamente mais complexos.
Neste mais recente lançamento da editora Larousse do Brasil “O Aquecimento Global - A influência do clima no apogeu e declínio das civilizações”, o antropólogo Brian Fagan, examina o passado e apresenta um alerta bem documentado para aqueles que olham para o futuro.
Que diferença faz um grau? Do século X ao XV, a Terra experimentou um aumento na média de temperatura que mudou o clima mundial – uma prévia do aquecimento global dos dias atuais.
Na Europa Ocidental, longos verões propiciaram colheitas fartas e o crescimento demográfico que levou ao florescimento cultural. No Ártico, os velejadores Inuit e Norse fizeram conexões culturais por milhares de quilômetros, negociando metais preciosos.
No Pacífico, velejadores polinésios viajaram por novos patamares de vento e foram capazes de alcançar ilhas remotas da Terra.
Mas em muitas partes do globo, a seca centenária trouxe fome e miséria. Nas Américas do Norte e Central, sociedades sofisticadas ruíram, e as vastas construções complexas dos maias ficaram desoladas em Yucatán. Atualmente, talvez mais do que há um milênio, vivemos uma época climaticamente dramática: testemunhamos um aumento constante nas temperaturas globais acompanhado por desastres ligados a fatos meteorológicos. Antes, o aquecimento global tinha efeitos regionalizados, hoje às consequências parecem atingir efeitos globalizados, mais profundos e mais preocupantes.
A experiência do período de aquecimento medieval nos diz que o assassino silencioso e sempre ignorado é a seca, mesmo durante um período de aquecimento mediano. Sabemos que algo entre 20 e 30 milhões de agricultores tropicais pereceram como resultado das secas durante o século XIX, quando havia menos gente na terra. Agora estamos entrando em um período de aquecimento prolongado, com milhões de pessoas já correndo risco, vivendo da agricultura em regiões periféricas ou, como no caso do Arizona e da Califórnia, em grandes cidades, onde pilham a água de reservatórios e rios.
Uma coisa é certa, os seres humanos sempre viveram em ambientes imprevisíveis, em um estado de constantes mudanças que exigiam adaptações permanentes e oportunas para enfrentar as mudanças climáticas a curto e a longo prazo.
“O aquecimento global – A influência do clima no apogeu e declínio das civilizações” mostra que o clima vem fazendo história há muito tempo, embora os historiadores não lhe tenham dado muita atenção; e que apesar de os seres humanos fazerem história, definitivamente, não o fazem sob circunstâncias escolhidas por eles.
O autor Brian Fagan, 71 anos, é professor emérito de antropologia na Universidade da Califórnia – Santa Barbara. Nascido na Inglaterra, realizou trabalhos de campo na África e escreve sobre arqueologia norte-americana e mundial, além de outros temas.
O Aquecimento Global – A influência do clima no apogeu e declínio das civilizações, de Brian Fagan, tradução: Paulo Artaxo, 303 páginas ao custo de R$ 49,90
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