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Equipes cirúrgicas francesas operaram no hospital Henri Mondor, subúrbio de Paris, durante quase 30 horas um homem jovem, vítima de queimaduras, ferido em 2004, um acidente que o deixou com sérias cicatrizes.
Este foi o sexto transplante do mundo envolvendo o rosto, mas o primeiro a incluir as mãos. A cirurgia conseguiu reaproximar todos os nervos, tendões, artérias e veias.
Os órgãos foram doados por um homem que sofreu morte cerebral. O paciente estava na fila de doação há mais de um ano, afirmam as autoridades. Mais informações:
Cnews - Disponível em: http://cnews.canoe.ca/CNEWS/World/2009/04/06/9026836-ap.html Autor: Fábio P. de Brito - Equipe Sis.Saúde - Fonte: Vide Referências
TRANSPLANTE DE MÃOS CONVERTE DESTROS EM CANHOTOS
O cérebro restabelece conexão com a mão esquerda muito mais rápido do que com a direita, nos casos de transplante das duas mãos, de acordo com cientistas franceses.
O trabalho, encabeçado por Angela Sirigu, do Centro de Neurociência Cognitiva da Universidade de Lyon, na França, do periódico Proceedings of the National Academy of Science.
A pesquisa mostra que, mesmo anos após a perda das mãos, o cérebro continua capaz de se reorganizar para reconhecer e conectar-se a membros transplantados.
A equipe usou ressonância magnética para estudar o cérebro de pessoas que haviam perdido ambas as mãos e ver como a região motora, que controla o movimento, respondia após o implante de mãos novas.
O primeiro caso envolveu um homem de 20 anos, ferido em 2000, que recebeu os transplantes em 2003, depois de ter usado próteses por algum tempo.
Ele passou por exames periódicos e os pesquisadores descobriram que seu cérebro restabelecera conexões nervosas para controlar a mão esquerda em 10 meses, enquanto que foram necessários 26 meses para completar a conexão da mão direita.
– A despeito do paciente ter sido destro e de que, após a amputação, ter usado a prótese preferencialmente na mão direita, a preferência de mão mudou da direita para a esquerda depois do enxerto –, informam os cientistas.
O segundo paciente estudado tinha 46 anos quando perdeu as duas mãos em 1996, e recebeu o transplante duplo em 2000. Ele foi testado pelos cientistas em 2004, 51 meses após a cirurgia. Fortes conexões com o cérebro foram detectadas na mão esquerda, mas não na direita.
Os pesquisadores dizem que serão necessários mais estudos para determinar o que leva o cérebro a conectar-se de forma mais eficiente com a nova mão esquerda no caso desses pacientes.
Por Redação, com Reuters - de Lyon
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