APRENDI COM A PRIMAVERA
A DEIXAR-ME CORTAR
E A VOLTAR SEMPRE INTEIRA.
CECÍLIA
MEIRELLES, POETA (1901 – 1964)
A DAMA DAS ORQUÍDEAS
JUSSARA
CÂMARA
Quem vem pela Praia
do Flamengo, em direção ao bairro carioca de
Botafogo, logo vê um prédio antigo, imponente
ao fundo, à direita. Ele parece um trono. Mas, o mais
bonito é o jardim, com suas orquídeas. São
50 variedades e combinações de branco, lilás,
amarelo, rosa, laranja. E o que chama mais atenção é o
formato: são enormes. Não dá para passar
pela rua e não vê-las.
Eu parei para me maravilhar
com sua beleza. E descobri, quem cuidava daquele jardim:
a capixaba Cenira Vliana Montellano, 60 anos, criada em fazenda
e há treze anos, mora no prédio. Quando
se mudou para lá, as plantas eram feias.
-Eu sempre gostei de
plantas, puxei isso do meu pai, ela me disse. E passei a
trazer do meu sítio de Teresópolis, mudas para
o jardim, entre elas, as orquídeas. Uma vizinha, a
Regina Rocha, também doou algumas mudas e assim comecei
a cuidar do jardim, auxiliada por um jardineiro do prédio.
As orquídeas
ficam presas às árvores com fitas. “Não
se pode amarrá-las com ferro e nem fio de nylon”,
Cenira ensina. E a florada normalmente é em agosto
e setembro. Só que lá, elas dão várias
vezes ao ano.
O prédio já é
conhecido. Uma vez, ela me disse que ao dar o endereço
ao motorista do táxi, ele perguntou; ”É o
prédio das orquídeas?” Seu exemplo deu frutos.
Ela e o jardineiro já doaram mais de mil mudas aos prédios
vizinhos.
Cenira se orgulha disso,
com toda razão. E fica mais feliz ainda quando vê os
outros moradores cuidando do jardim e querendo conhecê-la.
Alguns montam álbuns, como a moradora Terezinha, cujo
hobby é fotografar as orquídeas.
Tanto cuidado e atenção
com as flores que elas retribuem, se multiplicando a cada
ano e ficando mais lindas. E as orquídeas não
atraem só os olhares das pessoas mas, bem-te-vis,
beija-flores, maritacas e canários.
_ No dia que estou chateada,
não desço ou então, passo pela garagem
para não trazer negatividade
às plantas, diz Cenira. Mas, esses momentos são raros. “Recebo
todo dia uma benção de Deus por causa delas. Sou feliz, tenho
uma família maravilhosa e 4 filhos que não são de ouro
e sim, diamante”, complementa.
SER FELIZ É DEIXAR
DE SER VÍTIMA DOS PROBLEMAS E TORNAR-SE UM AUTOR DA
PRÓPRIA HISTÓRIA.
E ATRAVESSAR DESERTOS
FORA DE SI, MAS SER CAPAZ DE ENCONTRAR UM OÁSIS NO
RECÔNDITO DA SUA ALMA.
É AGRADECER A DEUS
EM CADA MANHÃ
PELO MILAGRE DA VIDA.
FERNANDO
PESSOA
IMPROVISAR, ÀS
VEZES, É
PRECISO
Aos 70 anos, a carioca aposentada
Irene Monteiro comemorou 1 ano de carreira no palco da Sala Baden Powell, em
Copacabana, a peça "Enlouquecer às vezes é bom",
com direção de Oscar Saraiva, em temporada de três semanas.
Ela se acha uma pessoa diferente
de outras da sua geração. Para ela correr riscos,
experimentar, ousar, fazer as coisas com que sempre sonhou
são muito importantes.
Irene freqüentava as montagens
do antigo Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC, nas
décadas de 60 e 70. Aos 17 anos já dava aulas
e logo se casou e teve três filhos: um que é biólogo,
outro designer e o diretor teatral Fábio Ferreira,
um dos produtores do riocenacontemporânea, além
de uma neta de 15 anos.
Somente quando se aposentou pelo
serviço público federal, em 1991 é que
se matriculou num curso de teatro amador para senhoras no
Tablado, onde ficou por sete anos. Tornando-se inclusive,
amiga da criadora, Maria Clara Machado. Sua primeira peça
como profissional foi estreada nesta época.
- O Tablado foi uma escola que me
ajudava a viver melhor. A gente tem de aprender a improvisar
não só no palco, mas na vida, resumiu.
Irene deixou as aulas no Tablado
para se dedicar a atividades sindicais. Durante o trabalho
no Sindicato dos Servidores Federais, sugeriu aulas de interpretação
para os colegas e chamou Saraiva para dar o curso.
Paralelamente, o diretor montava
sua nova companhia, a Odradek, e, depois de alguns meses,
convidou Irene para integrar o projeto. Todos a receberam
bem e, apesar de se sentir insegura, aceitou.
Ela foi uma das protagonistas de
Tudo isso agora, que estreou no ano passado no Rio e
em São Paulo. Saraiva
enxergou o brilho da comicidade natural de Irene, que a cada frase
emenda uma risada.
O grande medo de Irene era esquecer
o texto, drama que ainda a persegue e que admite sem timidez.
Despida da vaidade que a profissão provoca em muitos
atores, e com a serenidade de quem viveu muito, ela transita à vontade
no palco, mas dentro dos próprios limites.
- Tenho 70 anos. Sou uma senhora,
uma gordinha que nunca soube o que é exercício
físico, que não vai pular e rolar no chão
com facilidade, revela.
A peça é uma coletânea
de situações perturbadoras que se desenvolvem
a partir de um fato que uma velhinha vê na rua, que
pode ser real ou fictício.
E seu personagem é quem narra
a trama. E se alguém pensar que ela é doida,
Irene tem a resposta: E daí? Enlouquecer às
vezes é bom.
O TEATRO DA MINHA VIDA
A atriz Eva Todor marcou
época no teatro brasileiro por sua habilidade natural para a comédia,
por seu carisma e pelo fato de ter mantido durante décadas uma companhia
teatral, que fez enorme sucesso em palcos brasileiros e estrangeiros.
Suas histórias de vida e
principalmente da trajetória artística estão
narradas no livro: O teatro da minha vida, da Coleção
Aplauso, publicada pela Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo, em depoimento à jornalista Maria
Angela de Jesus. O volume traz farto material iconográfico
que cobre os 73 anos de carreira da atriz.
Eva diverte o leitor com anedotas
engraçadas, como sua estréia nos palcos – com
quatro anos, ainda em Budapeste, onde nasceu –, quando
fez xixi no palco pouco antes de entrar em cena em um espetáculo
de balé clássico. O público desatou
a rir e no fim aplaudiu entusiasticamente a menina. Eva chegou
ao Brasil com 8 anos, onde continuou dançando, até estrear
no teatro em 1934, com 13 anos, em uma revista carnavalesca
dirigida por Luiz Iglézias, com quem se casou pouco
depois.
Iglézias foi o grande mentor
de sua carreira: “Com ele aprendi muita coisa e tive
chance de estudar muito”, lembra Eva. Em 1940, o casal
fundou a companhia Eva e seus artistas, que encenou comédias
ligeiras de enorme sucesso. O então presidente Getúlio
Vargas era um freqüentador habitual das montagens. “Foi
a partir daí que pude desenvolver um estilo pessoal
de comédia, o que acabou se tornando uma marca na
minha carreira, na minha vida. Nascia assim o estilo Eva,
que era um estilo de humor, um jeito muito próprio
de fazer rir. (...) Eu fazia comédia fina, com textos
muito bem elaborados. E tinha a minha graça pessoal,
além da graça do texto e das situações.
Era um gênero fino e familiar, de menina moça”,
afirma.
Em
1948, a
companhia fez longa temporada em Portugal, lotando teatros durante
nove meses. Voltou a Portugal em 1950, quando se apresentou por
onze meses, e em 1960, para uma turnê que durou dois anos
e meio e continuou com uma excursão por 50 cidades africanas.
Luiz Iglézias morreu em 1963, logo após a volta
da companhia ao Brasil.
Eva casou-se novamente em 1965,
com Paulo Nolding, um empresário com pretensões
a ator. Depois do casamento, Nolding abandonou os palcos
e passou a ser o produtor da companhia. Seguindo os conselhos
do segundo marido, Eva Todor parou de fazer personagens jovens
e passou a interpretar papéis de damas-galãs,
como na peça Olho na Amélia, de Georges Feydeau,
que lhe valeu o prêmio Molière de melhor atriz
em 1969.
Sua última peça foi
Como se tornar uma super mãe em dez lições,
de Paulo Fucs, encenada em
1989. A
partir daí, Eva intensificou seu trabalho na televisão,
em novelas e minisséries. Na televisão, destacou-se
em novelas como Locomotivas (1977), Sétimo sentido (1982),
Top model (1989), Olho no olho (1993) e O cravo e a rosa (2000),
entre outras.
As décadas de dedicação
quase exclusiva ao teatro acabaram impossibilitando Eva de
ter presença constante no cinema. Mas isso não
a impediu de marcar o cinema brasileiro com um papel memorável
em sua estréia nas telas, ao lado de Oscarito, na
chanchada Os dois ladrões, dirigida por Carlos Manga,
em 1960.Travestido de Madame Gaby, personagem de Eva Todor,
Oscarito finge ser a imagem dela refletida em um espelho,
em uma cena impagável, na qual se destaca o talento
histriônico e a perfeita sincronização
dos gestos dos dois atores.
Eva Todor - O teatro da minha vida
de Maria Angela de Jesus é da
Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo, tem 196 páginas e custa R$ 30,00
O ARQUIVO DE GILBERTO FERREZ
Muitas famílias, ao arrumarem
seus guardados, entregam para instituições
públicas um monte de caixas de papéis ditos
velhos - cartas, bilhetes, fotografias, jornais, textos,
livros e tantos outros documentos - mas importantes para
a preservação da história de nosso país.
As instituições públicas
por sua vez, na impossibilidade de tratá-los, deixam
aquelas mesmas caixas encostadas na parede de alguma sala
por muitos e muitos anos. As razões são inúmeras,
todas de modo geral justificáveis, mas o resultado é um
só: a nossa história vai ficando sem registro. São
milhares de documentos assim inacessíveis.
Felizmente, o arquivo do historiador, bibliófilo, colecionador
e um dos mais importantes defensores do nosso patrimônio
histórico e artístico - Gilberto Ferrez, não
será assim. Graças ao patrocínio da Petrobras,
o Arquivo Família Ferrez foi doado para o Arquivo Nacional,
pronto para ser utilizado como uma fonte importante de pesquisa
para a história da iconografia, da fotografia e do cinema
no Brasil.
O Arquivo Família Ferrez reúne um acervo documental
de cerca de 40 mil documentos acumulados e preservados ao longo
de mais de 150 anos. Inclui os arquivos pessoais de Gilberto
Ferrez, do seu pai, tio e avô, respectivamente, Júlio,
Luciano e Marc Ferrez, além do arquivo da firma comercial
que possuiam –
Marc Ferrez & Filhos.
São quatro gerações
de documentos de diversos tipos: cartas, notas de trabalho,
diários, textos de produção intelectual,
recortes de jornais, fotografias e negativos, certidões,
escrituras, livros-caixa, balanços, diplomas, formais
de partilha etc. Estes documentos foram higienizados, classificados,
catalogados e acondicionados, e seus dados inseridos em uma
base de dados, de forma a permitir fácil acesso às
suas informações. Todo esse processo
consumiu quase dois anos de trabalho e envolveu uma
equipe de cerca de 30 profissionais.
Agora, este importante material, que conta a história
não só de uma família mas do nosso país,
estará disponível para consultas gratuitas no site
(www.arquivonacional.gov.br) e no próprio Arquivo Nacional
(Praça da República, 173 - Centro – Rio
de Janeiro).
A escolha do Arquivo Nacional, para
receber o Arquivo Familia Ferrez, foi feita pela família.
Helena Dodd Ferrez, filha de Gilberto Ferrez, documentalista
e responsável pela coordenação técnica
do projeto, diz : "Optamos pelo Arquivo Nacional por
ele ser o principal
órgão de arquivos do país, com excelentes condições
técnicas, espaço e profissionais capacitados. Além disso,
com a disponibilização da base de dados no site do Arquivo Nacional,
pesquisadores do mundo inteiro terão acesso, em tempo recorde, a mais
essa fonte de pesquisa”.
O PERSONAGEM, POR PEDRO VASQUEZ
Gilberto Ferrez (1908-2000) desempenhou papel fundamental no
tombamento e na restauração de nossos bens culturais
durante décadas a fio, na qualidade de conselheiro do
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional. Não cabe aqui listar todas as suas realizações
neste campo, bastando lembrar dois exemplos eloqüentes para
sublinhar a importância de sua intervenção
pessoal: os casos do Paço Imperial (prédio de enorme
valor simbólico e histórico, posto que, sucessivamente,
sede do governo colonial português e do imperial brasileiro),
e o do Pão de Açúcar, ícone maior
da paisagem carioca — quiçá do Brasil como
um todo — que a cupidez inescrupulosa pretendia transformar
em pedra britada.
Num país como o nosso, excessivamente devedor do esforço
pessoal de visionários abnegados, Gilberto Ferrez foi
uma espécie de bandeirante cultural, desbravando caminhos
pelos quais ninguém ainda ousara se aventurar. Foi assim
que, na década de 1940, quando a iconografia clássica
e a fotografia ainda eram desprezadas como fontes históricas
até mesmo na Europa e nos Estados Unidos, Ferrez soube
perceber com grande antecipação o valor destes
documentos para o estudo da História, tornando-se o primeiro
especialista em imagem do Brasil.
Descendente de uma nobre linhagem artística, Gilberto
Ferrez era filho de um dos precursores do cinema nacional, Júlio
Ferrez e neto do célebre fotógrafo oitocentista
Marc Ferrez, além de bisneto do pioneiro da numismática
brasileira, Zéphyrin Ferrez.
Sabendo honrar e emular como ninguém
o exemplo de seus antepassados, Gilberto Ferrez também
foi um pioneiro, tenho inaugurado, em 1946, os estudos sobre
a história de nossa fotografia, com seu célebre
e seminal ensaio: A Fotografia no Brasil, 1840-1900. Todavia, é
preciso lembrar que sua contribuição não
se restringiu a essa especialidade, abarcando a iconografia pátria
como um todo, como comprova o fato de os estudos sobre fotografia
constituírem apenas um terço de sua vasta bibliografia,
superior a quarenta títulos.
O ARQUIVO
Alguns destaques do Arquivo em meio
a um acervo amplo e diversificado encontram-se desde o documento
mais antigo que é de
1839, a
um bilhete da Princesa
Isabel solicitando que mandem um mensageiro na casa de Marc Ferrez
encomendar fotografias da Missa Campal, comemorativa da assinatura
da Lei
Áurea, em 1988; Diplomas de Marc Ferrez e a Carta Imperial de D.Pedro
II que lhe concede, em 1885, o grau de cavaleiro da Ordem da Rosa, pelo merecimento
artístico de que deu provas na última Exposição
Geral da Academia Imperial das Belas Artes.
Passaportes de todos eles, até o
da esposa de Marc Ferrez, etc.
Os mais de 40 livros escritos por
Gilberto Ferrez também estão presentes no Arquivo
Familia Ferrez, acompanhados das pesquisas, dos textos originais,
das ilustrações, e, alguns casos, das provas
e bonecas, entre eles “A Muito Leal e Heróica
Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”, “A
Gravura de Thomas Ender
1817”
, "A Fotografia no Brasil”, “Richard Bates”, “As
cidades de Salvador e do Rio de Janeiro no século XVIII”, “Raras
e precisosas vistas de Recife”, etc.
A documentação da
firma Marc Ferrez & Filhos é fonte inédita
de pesquisa para quem quer saber sobre a história
do cinema mudo e sonoro no Brasil. O Cinema Pathé,
inaugurado em 1907, retrata o início do mercado de
exibição cinematográfica no país,
com notas de importação, detalhes sobre as
cópias dos filmes, programas e até o ingresso
comemorativo da primeira sessão feito em metal.
O Arquivo Família Ferrez é um exemplo de relicário
doméstico e, ao mesmo tempo, fonte preciosa para a história
da iconografia, fotografia e cinema no Brasil, da preservação
dos bens patrimoniais em nosso país e da vida cotidiana
no século XX.
Foto1: Carteira de Reservista de
Gilberto Ferrez / Foto2: Marc Ferrez por Súlio Ferrez
/ Foto3: Urca em 1895 por Marc Ferrez / Foto4: Cartaz do
Cinema Pathe em 1917 por Marc Ferrez &
Filhos / Foto5: Postal da Enseada de Botafogo por Marc Ferrez & Filhos.
A HISTÓRIA DO BRASIL
ATRAVÉS
DE SUAS MOEDAS
Baseado no acervo do Senhor Olavo
Setúbal, a editora MAGMA CULTURAL lança a série
especial do novo livro As Moedas Contam a História
do Brasil, uma das maiores produções editoriais
dos
últimos tempos, que conta a história do país através
de biografias completas sobre todos os governantes e as respectivas moedas
de cada gestão.
O livro foi baseado na coleção
do Senhor Olavo Setúbal, detentor da mais completa
compilação de moedas brasileiras. A obra conta
ainda com iconografias da história dos 500 anos do
Brasil e curiosidades
como os dobrões de ouro, cunhados nos anos de
1724 a
27, durante o reinado de D. João V, que tinham o valor facial
de 20 mil réis, mas circulavam por 24 mil. Foram as maiores
moedas de ouro feitas no mundo até hoje, com 40mm de diâmetro
e pesando aproximadamente 55g. Com 400 páginas e no formato
30cm x 30cm, o livro conta com textos do curador Alfredo Gallas
e Fernanda Disperati.
No pé de cada página
os desenhos em tamanho natural das moedas de cada gestão
ilustram as biografias.
Inspirado pelo pensamento
“Subdesenvolvimento não se improvisa, é obra de séculos”,
de Nelson Rodrigues, a Magma Cultural reuniu em uma só obra relações
entre o Brasil - que é um dos países que mais sofreu mudanças
monetárias em toda a sua história, desde o descobrimento, até o
ano de 1994, quando o então Ministro da Fazenda
Fernando Henrique Cardoso
de Melo introduziu o Plano Real – e tudo que aconteceu nestes
quinhentos anos. Uma nova moeda para cada rei, para cada presidente,
para cada novo plano econômico e da monarquia ao presidencialismo,
cada moeda conta uma história diferente. O livro também
faz parte das comemorações dos “200 Anos
da chegada da Família Imperial Portuguesa ao Brasil,”que
serão realizadas em 2008.
As Moedas Contam a História
do Brasil, da Editora Magma Cultural de
Alfredo O.G.Gallas e Fernanda Disperati Gallas, 504 páginas,
R$ 198,00
TOMEI A LIBERDADE DE PINTAR
A MEU MODO
A mesma editora Magma Cultural
lançou também o livro Anita Malfatti – tomei
a liberdade de pintar a meu modo, de autoria de Luzia Portinari
Greggio, sobrinha de Candido Portinari, que enfoca toda a
vida e a obra da artista, destacando também sua produção,
depois da controvertida exposição de 1917,
além de um estudo inédito sobre as assinaturas
de Anita.
O livro reúne mais de 140
reproduções, entre retratos, flores, festas
populares, paisagens, vilarejos, cenas rurais – pinturas
(muitas inéditas) que revelam todo o estilo e a alma
de uma das principais artistas brasileiras.
“Tomei a liberdade de pintar a meu
modo”, foi o título/desabafo que a própria
Anita cunhou para uma exposição realizada pelo
Professor Pietro Maria Bardi no MASP, em 1955, na tentativa
de dar um basta às polêmicas suscitadas em torno
da trajetória artística de Anita.
A importância de Anita Malfatti é
inquestionável, não só pelo seu papel de
pioneira da arte moderna no Brasil e pela ousadia de sua mostra
de 1917, anos mais tarde chamada de “exposição
insurrecional” por Paulo Mendes de Almeida, mas sobretudo
pela qualidade de sua genial obra.
Ela protagonizou uma das mais acirradas
polêmicas no campo das artes plásticas no País,
a partir da violenta e eloqüente crítica de Monteiro
Lobato. No artigo “Paranóia ou Mistificação”,
publicado em 1917, Lobato atacou a arte moderna de uma maneira
geral e deplorou as obras de Anita, que ele entendia ter
muito mais talento do que estava apresentando naquela mostra.
Essa crítica foi por muitos
anos tida como a responsável pela mudança na
trajetória da artista. Luzia Portinari Greggio não
concorda com essa versão, isenta Lobato da responsabilidade
e demonstra como Anita escolheu outros caminhos, que ela
considerava avanço e não retrocesso, como muitos,
entre os quais Mário de Andrade.
O episódio de 1917 também é visto
como o que deu origem ao movimento que desencadeou a Semana
de Arte Moderna, em 1922, como testemunhou Mário de
Andrade, ao reconhecer: “Não posso falar pelos
meus companheiros de então, mas eu pessoalmente devo
a revelação do novo e a convicção
da revolta a ela e à força de seus quadros.”
O presente projeto é fruto
de pesquisas que estão sendo realizadas por Luzia
Portinari Greggio, há mais de 10 anos. Em 2001, Luzia
ganhou o Prêmio Estímulo de Curta-Metragem,
da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, com
o documentário Lembranças de Anita. Em 2004,
foi convidada pela BM&F para organizar a exposição
Obras Primas de Anita Malfatti, em comemoração
aos 450 anos de São Paulo.
Neste livro a autora selecionou
140 obras de Anita, abrangendo todas as fases de sua vida,
dando ênfase a obras inéditas, abrigadas em
coleções particulares, longe do público.
Mas não esqueceu das obras expressionistas mais famosas
de sua produção posterior, as executadas em
sua estadia em Paris na década de 20, dentro do chamado “retorno
à ordem” nem de retratos, flores e daquelas voltadas aos temas
nacionais, já
influenciadas pela arte naïf –festas populares, paisagens
emolduradas por guirlandas de flores de papel, vilarejos, cenas
rurais, colheitas, gado pastando – despojadas e ingênuas.
O livro apresenta também
um estudo sobre As assinaturas de Anita Malfatti onde a autora
mostra algumas curiosidades. “É fascinante observar
em sua assinatura o contexto psicológico que Anita
vivenciava, o que é absolutamente comum, mas que,
em Anita, assume características bem definidas e manifestas,
incluindo a ausência de assinaturas, ou as assinaturas
posteriores à finalização da obra.”
Luzia ressalta ainda a existência,
em inúmeras obras, de duplicidade de assinaturas. “Raiva,
formalidade, intimidade, alegria, despreocupação
ou timidez através da forma e do conteúdo.
Sem cair na tentação de procurar evidências
no terreno grafológico, não se pode deixar
de notar essas características claramente marcantes
e reveladas, principalmente em sua correspondência.”
Anita Malfatti – tomei a liberdade
de pintar a meu modo, da Magma Editora Cultural, de Luzia
Portinari Greggio. Tem 152páginas e custa R$120,00
A VIDA E A OBRA DO REI DO BAIÃO
O jornalista e estudioso da
cultura popular Assis Ângelo lançou o livro “Dicionário
Gonzagueano, de A a Z”
e foi a figura central de debate sobre a vida e a obra do Rei
do Baião, Luiz Gonzaga (1912-1989), que completaria 95
anos de idade no dia 13 de dezembro passado.
O livro reúne a discografia,
bibliografia, filmografia e músicas inéditas
de Gonzagão, mostrando ainda que o seu cancioneiro
já foi gravado por artistas internacionais como o
estadunidense Dizzy Gilespie, o escocês David Byrne
e a japonesa Keiko Ikuta, além de ter conquistado
intérpretes na França, Espanha e até na
Polinésia.
De acordo com o Dicionário
Gonzagueano, o Rei do Baião gravou originalmente 625
músicas em 125 discos de 78 rpm, 41 compactos simples
e duplos de 33 e 45 rpm, e quatro de
12 polegadas
. Luiz Gonzaga deixou o registro de sua voz em 266 discos de carreira,
além de participações em LPs e compactos
de outros artistas.
E quem pensa que ele só gravou
forró, baião, xote e arrasta-pé, está muito
enganado. O livro de Assis Ângelo revela que o artista
também gravou sambas, choros, mazurcas e valsas, entre
outros gêneros musicais. No livro há outras
curiosidades, como a que dá conta de que, entre gravações
e regravações, o Rei do Baião superou
o Rei da Voz, Chico Alves, em pelo menos nove títulos.
A IMIGRAÇÃO
JAPONESA
Em
2008, a
imigração japonesa completa 100 anos e as festividades
acontecem por todo o país. O Paraná se destaca por
concentrar a segunda maior colônia de imigrantes japoneses
e seus descendentes no Brasil.
Dados da Aliança Cultural
Brasil-Japão do Paraná, indicam a presença
de 30 mil nikkeis em Curitiba e 150 mil no Paraná.
Além dos eventos que
já ocorrem anualmente como o Festival Nipo Brasileiro,
em Maringá e o Imin Matsuri, em Curitiba e que
reúnem mais de 100 mil participantes, estão
previstos para o próximo ano diversas atividades culturais
e esportivas, a inauguração de parques
e memoriais e também encontros comerciais e científicos.
DUAS
TRAJETÓRIAS SENSÍVEIS
O Brasil perdeu dois ícones de sua cultura: Mário
Barata e Ruth Laus.
Ambos longevos e produzindo até os últimos instantes
de suas vidas.
Intelectuais com contribuições significativas
para a formação da
memória da história da arte brasileira.
Os críticos de arte passam
toda uma vida estudando, pesquisando,
produzindo livros, ensaios, textos para catálogos, lançando
artistas,
acompanhando suas trajetórias, influenciando tendências,
criando
movimentos, registrando história, planejando exposições,
salões e
bienais, informando o público, buscando fazer um elo entre
a arte e os
artistas, ensinando em escolas e universidades, escrevendo em
jornais e
revistas, clarificando um produto sensível: a arte.
Muitas vezes são encobertados pelo véu do esquecimento,
quando sem eles não existiria história em
qualquer país. Mário Barata e Ruth Laus não
podem ser esquecidos. Ambos deixaram grandes serviços
prestados ao país.
RUTH LAUS
Faleceu
com 87 anos no dia 12 de setembro de 2007, em Tijucas,
SC, vítima de um AVC a escritora e crítica
de arte Ruth de Paula Laus, que manteve intensa vida cultural
no Rio de Janeiro onde criou a primeira
galeria de arte da cidade em
1956, a
Galeria Villa Rica.
Ponto de encontro de intelectuais, artistas e da sociedade
carioca, frequentavam a Villa Rica nomes como Mario Faustino,
Renard e Rossini Perez, Edilberto Coutinho, Luiz Canabrava,
o crítico
de arte Harry Laus (irmão de Ruth), a escritora Eneida,
Mario Barata, Quirino Campofiorito, Athos Bulcão, Frank
Schaeffer, José Condé,
Vera Bocaiúva
Mindlin, Carlos Bastos, Georgina de Albuquerque, Wilson Reis
Neto, Roberto Burle Marx e muitos outros.
Ruth Laus foi produtora e apresentadora do programa Studium
- na TV
Continental Canal 9, focalizando artes e literatura, secretária
da
Associação Brasileira de Críticos de Arte
e secretária do Conselho de
Artes Plásticas do Museu da Imagem e do Som. Colaborou
escrevendo sobre arte e cultura
em O Jornal
, revista Leitura, revista GAM, Jornal de
Ipanema e Vida das Artes. Recebeu prêmios e distinções
da Academia Catarinense de Letras, da União Brasileira
de Escritores e da Associação Brasileira de Críticos de
Arte.
FONTE: Correio da Bahia / 25-9-2007 – Colaboração
Egeu laus
CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE MÁRIO REIS
A obra completa de Mário
Reis em discos de 78 rpm foi resgatada, pela primeira vez,
em setembro de 1993 pela Collector's Editora Ltda. Para esta
comemoração, o público pode ter acesso
as músicas do acervo, que foram catalogadas e digitalizadas
na ordem em que foram cronologicamente gravadas. São
8 horas de canções interpretadas por Mário.
Mário da Silveira Reis era o seu nome verdadeiro. Nasceu
no Rio de Janeiro em 31.12.1907 e faleceu também no Rio
em 5.10.1981, deixando envolto em mistério muitas das
suas decisões relacionadas com sua passagem pela música
popular brasileira.
Filho de um comerciante sócio
de uma casa de ferragens, de boa situação financeira,
passou a infância no bairro carioca da Tijuca, cursando
o primário e o secundário no Instituto Lafayette,
e aos 15 anos jogava como meia-direita na equipe juvenil
do América Futebol Clube.
Saiba mais sobre Mário Reis em: http://www.collectors.com.br/Vida&Obra/~MarioReis.shtml
Foto: Mário Reis e Carmen
Miranda.
HOMENAGEM
A CLARICE LISPECTOR
Esta ucraniana naturalizada brasileira
e considerada mais revolucionária que James Joyce,
Virginia Woolf e Franz Kafka pela crítica literária
internacional ganhou homenagem em Fortaleza.
A exposição “Clarice,
Sempre Viva, Clarice”, apresentou livros raros, imagens
e documentos sobre a sua história de vida e trajetória
artística.
No último dia da exposição
houve o seminário “Conversas ao pé de
Clarice”, abrangendo uma série de debates, leituras
e apresentações sobre a vida e a obra da romancista,
contista, cronista, autora de literatura infantil e jornalista
nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira.
A exposição e o seminário
têm curadoria de Fernanda Coutinho, Miguel Araújo,
Isabela Damasceno e Luciana Goiana e produção
do Programa de Pós-Graduação em Letras
da Universidade Federal do Ceará (UFC).
UM POUCO DE CLARICE
Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik,
na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920, e morreu no
Rio de Janeiro, em 9 de dezembro de 1977. De família
judaica, emigrou com a família para o Brasil, quando
tinha pouco mais de um ano de idade.
Começou a escrever logo que
aprendeu a ler,
em Recife. Clarice
falava vários
idiomas, entre eles o francês e o inglês. Cresceu
ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno familiar,
o iídiche.
Em 1944, publicou seu primeiro romance, “Perto
do coração selvagem”. A literatura brasileira
era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente
regionalista, com personagens contando a difícil realidade
social do País na época.
Clarice Lispector surpreendeu a
crítica com seu romance, quer pela problemática
de caráter existencial, completamente inovadora, quer
pelo estilo solto elíptico e fragmentário,
que críticos reputaram reminiscente de James Joyce
e Virginia Woolf, sem bem que ainda mais revolucionário.
Em verdade, a obra de Clarice ultrapassou
qualquer tentativa de classificação. A escritora
e filósofa Hélène Cixous chega ao ponto
de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes
de Clarice) e outra D.C. (Depois de Clarice).
Por sua vez, o tradutor Gregory
Rabassa, em artigo publicado no jornal The New York Times,
edição de 11 de março de 2005, descreveu-a
como o equivalente de Franz Kafka na literatura latino-americana.
Seu romance mais famoso talvez seja “A
hora da estrela”, o último publicado antes de
sua morte. Este livro narra a vida de Macabéa, uma
nordestina criada no estado de Alagoas, que migra para o
Rio de Janeiro e vai morar numa pensão, tendo sua
vida descrita por um escritor fictício chamado Rodrigo
S. M.
Clarice Lispector continua sendo
algo estranho e fascinante na literatura brasileira. Dotada
de especial sensibilidade, sua preocupação
maior nunca esteve no enredo, no linear das coisas. Exigiu,
ao contrário, que o leitor se entregasse em meditação à
aventura de ler, se quisesse desfrutar da profundidade dos conceitos
que se multiplicavam.
''NÃO, NÃO É FÁCIL
ESCREVER. É DURO COMO QUEBRAR ROCHAS. MAS VOAM FAÍSCAS
E LASCAS
COMO AÇOS ESPELHADOS''.
CLARICE LISPECTOR
A
VELHA SENHORA DAS LETRAS
A escritora britânica A escritora
Doris Lessing ganhou o prêmio Nobel de Literatura neste
ano. Aos 87 anos, ela é
a pessoa mais velha a receber o prêmio e 11ª mulher
a ser agraciada com o Nobel.
A autora recebera o prêmio por transmitir a “experiência épica
feminina”, que descreveu “com ceticismo, paixão
e força visionária” a divisão da civilização.
“Trata-se de uma das decisões mais meditadas que já tomamos”,
disse o diretor da Academia Sueca, Horace Engdahl.
Doris Lessing nasceu Doris May Tayler, em 1919, na Persia (atual
Irã), filha de pais ingleses. Mudou-se para a Rodésia
do Sul (atual Zimbábue), o que influenciou profundamente sua
literatura. Lessing discute tensões interraciais, violência
contra crianças e movimentos feministas. Seu compromisso
político a levou a criticar abertamente os governos racistas
de Rodésia e da África do Sul, sendo impedida de
entrar nesses países.
A autora, que vive na Inglaterra
desde 1949, lançou romances, poesias e contos, além
de livros que ficaram conhecidos como “ficção
espacial”, pelas histórias em que naves espaciais
colonizam planetas distantes.
Entre suas obras vendidas no Brasil estão “Debaixo
de minha pele” (a primeira parte de sua autobiografia), “O
sonho mais doce”, “Shikasta” e “As experiências
de Sirius”. Em 1962, Lessing publicou o romance que a tornou
famosa, “The golden notebook”, e depois consolidou
sua fama com uma série de títulos de temática
africana. Sua última obra, publicada neste ano, é “The
cleft”.
O Nobel de Literatura concede 10 milhões de coroas suecas
(US$ 1, 5 milhão) ao vencedor. O prêmio foi entregue
em 10 de dezembro passado, aniversário da morte do fundador
da academia, Alfred Nobel.
BIOGRAFIA
Lessing já descreveu sua
infância como uma mistura de algum prazer e muita dor.
Sua mãe impunha um forte sistema de regras em casa,
obcecada por criar uma filha que fosse uma dama. Chegou a
mandar Lessing para um colégio de freiras, onde ela
vivia aterrorizada por ameaças e histórias
sobre o inferno.
Mais tarde, a autora foi mandada para um colégio só de
meninas, mas abandonou-o rapidamente. Aos 13 anos Lessing interrompeu
sua educação formal e passou e ser auto-didata.
Aos 15, saiu de casa e arrumou um emprego como enfermeira. Seu
patrão dava a ela livros de política e sociologia
para ler. Lessing lia muito desde criança.
“Eu estava apenas pensando em escapar, o tempo todo”, conta, referindo-se
aos problemas que enfrentava em casa, com a mãe severa.
Lessing se casou duas vezes e teve três filhos. O primeiro
casamento, com Charles Wisdom, durou de
1939 a
1943. O segundo durou
de
1945 a
1949, com Gottfried
Lessing, que foi embaixador de Uganda. Seu primeiro romance, “The
grass is singing”, foi lançado em Londres, em 1949,
quando a autora se mudou para a Europa.
RECORDES
DE NATAL MARCAM HISTÓRIA DO GUINNESS
Ao longo dos últimos 53 anos,
desde a criação do Guinness, surgiram inúmeros
recordes ligados à tradição natalina.
Na edição 2008 do livro, que está nas
livrarias - e já figura na lista dos mais vendidos
-, alguns recordes chamam atenção, como a 'maior
reunião de Papais e Mamães Noel', que ocorreu
em dezembro de 2005, quando 3.921 pessoas caracterizadas
correram pelas ruas de Liverpool, na Inglaterra.
A Grã-Bretanha detém
ainda outros dois recordes natalinos. Em janeiro de 2006
foi criada a 'maior meia de Natal', medindo 19,25m de comprimento
e 8,23m de largura (dos dedos ao calcanhar). Ela foi confeccionada
em Gateshead, por compradores e funcionários do MetroCenter.
Já em dezembro de 2006, foi reunida a maior quantidade
de cartas a Papai Noel, 410, em um evento da Ong Rainbow
Trust, no Trocadero de Londres.
O Brasil também está presente
no Guinness com dois recordes ligados ao Natal – a
'maior árvore artificial de Natal', exibida no Parque
Moinhos do Vento,
em Porto Alegre
, entre 1º de dezembro de 2001 e 6 de janeiro de 2002; e a maior
árvore de Natal flutuante do mundo, que é montada todos os anos
na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
A deste ano, terá
85 metros
de altura - três metros mais alta do que a versão 2006
-, o equivalente a um edifício de 28 andares. O escritório
do Guinness Book, em Londres, já está preparando
o certificado para conceder mais uma vez à
estrutura o título de recordista mundial na categoria.
O primeiro recorde é de 1999, quando a árvore
media
76 metros
.
Mesmo ausentes na edição
2008, outros recordes marcaram época. É o caso,
por exemplo, do grupo de estudantes do University College,
em Dublin, na Irlanda, que criaram o maior cartão
de Natal do mundo (29.52 x
39.37 pés
, cerca de
9 m
x
12 m
).
Recordes bizarros também
fazem parte da lista e poucos são mais estranhos do
que a maior coleção de cartões de Natal
reunidos por Joan Gordon, de Kent, na Inglaterra. Fanática
por Natal, Joan decora todos os cômodos de sua casa
com cartões – sua coleção chegou
ao incrível número de 11.010 cartões
diferentes! O recorde de Joan tem como rival uma outra extraordinária
coleção – a maior coleção
de objetos com Papai Noel. Jean-Guy Laquerre juntou, desde
1988, 13.014 itens de Papai Noel.
E enquanto todo mundo está
acostumado a buscar os últimos trocados na bolsa no período
de Natal, o japonês Tsunamachi Misui Club, de Tóquio,
gastou
6.900.716,61 libras
na mais cara árvore de Natal, decorada com 83 jóias.
A seção Arte e Mídia
do Guinness 2007 registrou o Filme de Natal com maior orçamento
e arrecadação. "Como o Grinch roubou o
Natal", uma co-produção EUA/Alemanha,
de 2000, custou US$ 123 milhões, mas obteve uma arrecadação
recorde de US$ 340 milhões.
Outras façanhas que emergiram
da tradição cristã incluem o maior Christmas
cracker, outro recorde feito em casa pelos pais das crianças
da Ley Hill School, em Buckinghamshire, na Inglaterra. O
biscoito cracker media
63.1 m
de comprimento e
4 m
de diâmetro. Mesmo o maior gourmet do mundo teria problemas com
o maior pudim de Natal, que pesava 3,28 toneladas – foi
mostrado no famoso Aughton Pudding Festival, na Inglaterra, em
11 de julho de 1992.
ADEUS HELONEIDA STUDART
Nascida em Fortaleza, em 1932. Militante
cívica e política desde muito jovem, Heloneida
Studart era escritora, ensaísta, teatróloga
e jornalista. Foi deputada estadual, esteve por várias
vezes presa durante a ditadura militar, no final da década
de 60. E foi uma das mulheres,que mais lutou pela
justiça social no Brasil.
Foi uma das fundadoras, em 1975,
do Centro da Mulher Brasileira, núcleo do movimento
feminista organizado no Brasil. Heloneida foi uma das indicadas
em 2005 ao Prêmio Nobel da Paz. Fundadora do movimento
feminista no Brasil, tem criado leis que beneficiam as mulheres,
como a Lei 2648 que garantiu o exame de DNA para mães
de baixa renda.
Ela exerceu seis mandatos na Alerj,
dedicando-se primordialmente à luta pelos direitos
da mulher. Durante a Assembléia Constituinte, participou
do chamado “lobby do batom”, para inclusão
de direitos trabalhistas específicos para mulheres,
como a licença-maternidade de 120 dias.
Desde 1978, exerceu mandatos de
deputada estadual no Rio de Janeiro pelo PT (Partido dos
Trabalhadores). A sua atividade literária e teórica
tem acompanhado desde sempre o ativismo político,
sendo autora, galardoada pela Academia Brasileira de Letras,
de numerosos ensaios, peças de teatro e romances.
Neste ano, Heloneida foi nomeada
diretora do Centro Cultural e do Fórum de Desenvolvimento
Estratégico do Estado do Rio de Janeiro Jornalista
Roberto Marinho. A Alerj suspendeu o seminário que
ocorreria no Plenário Barbosa Lima Sobrinho nesta
manhã.
A ex-deputada e diretora do
Centro Cultural da Assembléia Legislativa do estado
do Rio de Janeiro (Alerj), morreu dia 3 de dezembro passado,
vítima de parada cardíaca. Ela havia se
submetido a uma cirurgia no coração.