A PRIMEIRA VIAGEM À EUROPA,

A GENTE NUNCA ESQUECE

Jeanine Gall

                  

O ano de 2007 começou desafiador para mim, logo no início de fevereiro a
operadora onde trabalho lançou uma campanha de vendas, de âmbito nacional, cuja premiação era uma viagem à Grécia com direito a acompanhante com tudo pago.

Vibrei, e disse a mim mesma que eu estaria entre os premiados, disputando com mais de 950 consultores espalhados por dezesseis estados do Brasil, onde apenas os 31 melhores colocados no ranking de vendas seriam agraciados. E não deu outra! Ganhei o 17o. lugar no Brasil  e realizei meu sonho de menina: o de conhecer a Grécia!

Carimbei meu passaporte rumo ao meu sonho com direito a acompanhante: fui com minha mãe, que não cabia em si de tanta felicidade, ansiedade e orgulho pela minha conquista.


Embarcamos num vôo no dia 13 de outubro com destino à Itália, passamos um dia em Roma, que não fazia parte do destino da premiação e acabou se tornando nosso primeiro "bônus".

A operadora nos ofereceu uma estadia maravilhosa com city-tour noturno pela Fontana di Trevi, Piazza Navona, Piazza Redonda e um jantar num dos restaurantes da Via Veneto, melhor impossível! No dia seguinte, nosso rumo era o Porto de Bari, no Adriático, distante 6 horas de ônibus de Roma, onde nos aguardava o navio MSC Armonia, a nossa casa
flutuante durante os próximos 7 dias, que nos levaria a Santorini, Mykonos, Atenas e Corfu. Passamos ainda por Dubrovinik, na Croácia, o segundo "bônus" da nossa viagem, uma cidadela medieval cercada de muralhas e recantos belíssimos.  A farmácia mais antiga da Europa está guardada por estes muros.

Na noite do comandante fomos saudados pelo próprio como "Os Vencedores da Oi", naquele momento, me dei conta de que na vida tudo pode mudar, sempre. Algumas vezes, nos deixamos abater pelos reveses e lamentamos até o fato de ter que continuar lutando com a guarda em baixa e desanimados, e esquecemos que lá na frente, depois da curva, a vida nos reserva agradáveis e merecidas surpresas.

Nossa chegada em Santorini foi ao amanhecer, pois havia 4 transatlânticos no local e nós fomos os primeiros a desembarcar. Colocamos o pé na ilha juntinho com o sol, que foi banhando suas encostas e "acendendo" a cúpula das igrejas de branco e azul intensos, espalhados por todo lado.

Ônibus com guia nos conduziram penhasco acima, onde no topo fica uma das vilas principais, Oya (se pronuncia Ia). A vista é de tirar o fôlego, o mar azul profundo e casinhas impecavelmente pintadas, o chão de mármore cobre suas vielas.


O extremo bom-gosto aliado à simplicidade consegue aplacar com graça e beleza a aridez cruel da ilha, de formação vulcânica. As videiras são rasteiras, pequenas e de forma arredondada, mas produzem o Vin Santo, delicioso e dito afrodisíaco pelos habitantes da ilha. Todos os ângulos em Santorini suplicam por uma foto, até mesmo a janela de um bar, decorada com uma foto de Maria Callas, autêntica divindade grega da ópera, que nos seduz com olhos negros e dramáticos, Grécia pura! Foi difícil a despedida de Santorini, na lembrança ficou o sabor que o vento
traz quando varre suas encostas.

 

Nossa passagem por Mykonos foi numa noite de muito frio, mas aproveitamos bastante os bares incríveis iluminados por lanternas de todas as cores e repletos de flores, contrastando com paredes brancas e o chão também branco, impecavelmente limpo. Num dos bares, torcemos pelo futebol da Grécia que acabou ganhando da Turquia, viramos pés-quentes! Se pudermos fazer uma comparação, lá vai: Mykonos está para nossa Búzios.

 

Próxima parada: a capital grega. Visitar o Museu de Atenas, a Acrópole com as Cariátides e suas colunas com o suporte de uma guia turística experiente e muito concentrada valorizou nossa experiência. O orgulho e o respeito com que nos contava os detalhes da história do seu país contagiou a todos. Impossível não se arrepiar diante da imponência da Acrópole, o pó branco da restauração dos monumentos foi impregnando sandálias e os passos se tornaram rápidos e soltos através do tempo, embalados pelas palavras de nossa guia grega, perfeita na sua função como encantadora de visitantes.


A Ilha de Corfu era quase um mistério, poucos tinham ouvido falar, apenas sabíamos que era um charme.  Mas, Corfu foi muito mais que isso. Visitamos o Palácio de Aquiles, personagem mitológico adorado por Sissi, a Imperatriz da Áustria. Ela foi a "Princesa Diana" do seu tempo, como definiu nossa guia
em Corfu. O Palácio construído por ela foi decorado com todo o amor que nutria pela mitologia grega, uma aula de beleza nos jardins pontuados de ciprestes com o mar límpido e turquesa aos seus pés. Corfu exala romantismo.

Sua praça principal tem arquitetura estonteante, prédios belíssimos e o chocolate quente mais gostoso que provei na vida. Muitas lojinhas convidam a partilhar a simpatia do povo grego, a compra é apenas uma consequência da conversa.

 

Nosso próximo "bônus" foi uma visita a Dubrovinik, na Croácia. Mar transparente, ar medieval e muita história prá contar. Uma feira livre dentro de suas muralhas foi um presente dentro do outro, o contato com o povo simples e suas bancas de legumes e frutas que nunca vi foram motivo de muitas fotos. A Croácia surpreendeu!


Veneza foi nosso último "bônus", pois o grupo para lá de felizardo se despediu do navio MSC Armonia para voltar ao Brasil no dia seguinte.


O passeio de gôndola ouvindo "madalena, madalena, você é meu bem-querer..." cantado pelo gondoleiro e acompanhado por seis mulheres, incluindo eu, minha mãe e uma amiga de trabalho abalou os canais de Veneza!


A Praça de San Marco é um deslumbre de cores e de formas. Gente do mundo inteiro transitando e fotografando tudo o que vê, o romantismo também mora em Veneza, par perfeito com a elegância dos italianos.

Eu e mais duas amigas de trabalho "esticamos" nossa viagem pela Europa, de trem e com mochilão nas costas e muita coragem no peito. De lá, retornamos a Roma para ver o Vaticano e o Coliseu, e fomos a Munique, Praga, Berlim, Bruge, Amsterdam, Paris, Barcelona e Madrid, mas esta é uma outra aventura! Que será um outro capítulo aqui no site.

Foto1: Veneza / Foto2: Bruges, Bélgica / Foto3: Amsterdam, Holanda / Foto4: Paris, França / Foto5: Santorini, Grécia / Foto6: Veneza / Foto7: Santorini.

 

Jeanine Gall é consultora de Negócios, Fotógrafa e Carioca

 

                                      ISSO EXISTE,

                                    EM OUTRO PAÍS

Os metrôs da Alemanha não têm catraca; se você quiser você compra o
bilhete, mas não há ninguém a quem possa mostrá-lo. Ninguém se interessa por isso, se você comprou ou não o bilhete.

As bicicletas ficam soltas nas ruas, com cadeado, mas sem estarem
amarradas a nada. E eles ainda construíram um monte de ciclovias em que só bicicletas trafegam.
 

Os alemães param nos sinais vermelhos a qualquer hora, mesmo de madrugada, quando não há qualquer carro vindo com o sinal favorável a ele. Pedestre nenhum atravessa uma rua enquanto o sinal não ficar verde para ele.

 

Não há limite de velocidade nas estradas (apenas uma recomendação para não ultrapassar 130 km/h ). Ah, e desperdiçam cimento, porque as estradas têm 70 cm de espessura de puro concreto. Nelas, todos os carros andam na pista da direita, e as à esquerda ficam livres para os carros mais apressados.

 

Neste país esquisito, as pessoas estudam. Para se adquirir a carteira de motorista passa-se quatro anos numa escola, que, para os jovens, é parte do colégio.

O governo que essa gente elege não cobra pedágio e está sempre fazendo obras nas suas estradas ociosas, modernizando-a mais ainda.

 

A periferia de todas as grandes cidades possui lindos jardins e florestas.

 

Pode-se passear à meia noite em qualquer praça que não há nenhum assalto.

Seus carrões, tipo Mercedes, BMW, Audi, etc, e os importados Rolls-Royce, Bentley, Ferrari, etc, não são blindados e ficam estacionados nas ruas à noite.

 

Outra coisa incrível: os caixas automáticos dos bancos ficam nas calçadas!
Sem ninguém tomando conta, e funcionam dia e noite.

 

E tem mais: os jornais do dia ficam empilhados ao lado de uma caixinha com uns dinheiros... Aí, um cara vai lá, pega um jornal e põe mais
dinheiro na caixinha. E a pessoa só pega o jornal e ninguém leva a
caixinha.

 

É estranho para nós, quando tomamos conhecimento de outra cultura tão civilizada.

 

INICIATIVA INÉDITA

 

Na periferia da cidade mineira de Sabará, Marcos Túlio Damasceno criou uma biblioteca na sua borracharia.  Entre pneus, mangueiras e rodas de carros, existem estantes com mais sete mil livros para serem consultados.  

Sua iniciativa ganhou um prêmio do Ministério da Cultura. Era o mínimo a se fazer por ele.

 

Fonte Correio do Brasil

 

SITE ORGANIZA EMPRÉSTIMOS DE LIVROS

 

Quem gosta de ler e não tem como comprar livros com freqüência já tem a quem recorrer. Basta se cadastrar no site Tempresto (www.tempresto.com.br), criar um login e senha para acessá-lo e incluir as obras que possui e pode emprestar. A partir disso, consegue saber quais são os títulos disponíveis e o perfil de seus proprietários.

 

O site, idealizado pelo engenheiro agrônomo Renato Moreira, que colocou a proposta em prática em parceria com a empresa TN3, de  Passo Fundo  (RS), gerencia os empréstimos. “O ideal é que eles ocorram na mesma cidade, para que não haja custos com a entrega, mas nada impede que gente de fora participe”, afirma Moreira.

 

Apesar de ter sido criado há poucos meses, o Tempresto já é um sucesso:  mais de 600 pessoas,  em 150  cidades brasileiras, já estão cadastradas.

  

O ANGUSTIANTE FUTURO DO LIVRO
GISELA ANAUATE


A livraria eletrônica Amazon lançou um equipamento para ler livros digitais: o Kindle, que  parece que vai vingar pois em poucos dias, o estoque da Amazon de mais de 80 mil aparelhos, cada um ao custo de U$ 399, se esgotou. Um video que mostra o funcionamento da geringonça me impressionou.

 

O Kindle parece extremamente simples e intuitivo, feito sob medida para dinossauros, que, como eu (apesar da pouca idade), não são lá muito fãs de tecnologia. Você aperta um botão para passar a página, outro para voltar. E ainda tem outro que marca o trecho em que você parou.


O Kindle permite aumentar a fonte (fundamental para os dinossauros mais
velhos). Tem capacidade para guardar 200 livros digitais, além de assinar
revistas e jornais. Uma das novidades é que você não precisa de computador para acessar a loja virtual por meio aparelho.

 

A tecnologia wireless, chamada Whispernet, faz o Kindle funcionar como um celular, sem necessidade de levá-lo até um lugar com rede wi-fi. E o mais bacana de tudo: a tela não brilha, não é cansativa como a de um computador ou a de um palm, e imita muito bem um papel. Mas isso eu só acredito vendo ao vivo a geringonça.

Acho que esse negócio de livro digital não é uma ameaça aos livros de papel, ao menos neste milênio. Ok, neste século. Vai saber... Mas uma coisa é a praticidade de guardar centenas de livros num aparelhinho, e poder pesquisar frases específicas dentro dos textos - uma ferramenta do Kindle que é certamente bem útil. Mas curtir um livro de verdade é outra coisa.

 

Quem ama os livros sabe que sentir a textura, o cheiro e as dobras das páginas, além de contemplar o projeto gráfico ao vivo, faz parte da experiência de leitura.

Será que esse objeto tão especial tem algum risco de desaparecer, ou ao
menos de rarear? O que vai acontecer com o saber em papel no andar da
carruagem - ou melhor, do avião supersônico - da era digital?

 

Essa questão foi feita a 60 personalidades brasileiras ligadas ao mundo dos livros, entre elas o bibliófilo José Mindlin e o escritor Luis Fernando Veríssimo. O resultado foi o volume O Futuro do Livro (Olhares, R$ 58).

Gisela Anauate é repórter de Mente Aberta e autora do livro Dissonantes

fonte:http://menteaberta.globolog.com.br/

 

 

PALAVRAS CRUZADAS COMPLETAM 94 ANOS

 

Cruzar palavras, descobrir significados, exercitar o raciocínio. Um dos mais antigos hábitos da sociedade, seja entre estudantes, donas de casa ou profissionais de várias áreas, está completando 94 anos. As palavras cruzadas fazem sucesso em todo o mundo e o Brasil é hoje o quarto maior mercado consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos, França e Itália.

 

Em 21 de dezembro de 1913, Arthur Wynne sentou-se em sua mesa de trabalho no jornal "New York World" e desenhou para o suplemento dominical um novo jogo. O primeiro diagrama de palavras cruzadas tinha a forma de um diamante, 16 respostas horizontais e 14 verticais e já trazia preenchida, de forma profética, a palavra FUN (alegria ou divertimento, em inglês). Inicialmente chamado de word-cross puzzle, a novidade virou febre nos EUA e em 1925 chegou ao Brasil nas edições do jornal carioca "A Noite".

 

Hoje, as palavras-cruzadas existem em versão on line e até na tela do celular.  Além do lazer que proporcionam, as palavras cruzadas são usadas na prevenção e tratamento de doenças neurovegetativas, como o Mal de Alzheimer.

 

A geriatra Fátima Christo, consultora da Assossiação Brasileira de Alzheimer, diz que as palavras-cruzadas são um dos melhores exercícios para estimular o cérebro. "Como qualquer outro órgão, o cérebro precisa ser estimulado para não atrofiar. A ausência de estímulo pode causar até quadros de demência, como o Mal de Alzheimer. Eu recomendo as palavras-cruzadas aos meus pacientes como prevenção e no tratamento dos casos menos avançados."

 

CURIOSIDADES

 

* Embora as Cruzadas sejam de 1913, o primeiro diagrama de letras conhecido remonta a Pompéia, colônia romana destruída pela erupção do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. É um quadrado de cinco letras em cada lado, com palavras que podem ser lidas em qualquer sentido, horizontal ou vertical: Sator/Arepo/Tenet/Opera/Rotas.

 

* No século 19, o dramaturgo inglês William Shakespeare também ficou conhecido como um dos mais famosos apreciadores dos jogos de palavras, principalmente dos acrósticos (palavras formadas a partir da primeira letra de cada verso) que podem ser observados em seus poemas.

 

* Durante a ascensão nazista na Alemanha, na década de 30, as palavras cruzadas foram usadas como um meio secreto de comunicação dos opositores de Hitler.

 

* Na Segunda Guerra Mundial veio o troco; os nazistas, aproveitando-se da inclinação dos ingleses pelas palavras cruzadas, deixaram cair sobre Londres folhetos de palavras cruzadas contendo propaganda política.

 

* No Brasil, durante o Regime Militar, a censura temia que mensagens pudessem ser transmitidas por meio de palavras cruzadas, e implicava com algumas definições que considerava tendenciosas. Cavaleiro da Esperança era uma das expressões suspeitas. Como esse era o apelido de Luís Carlos Prestes, então secretário-geral do PCB, foi preciso algum esforço para convencer a censura de que o termo histórico poderia ser encontrado em qualquer dicionário.

 

No Brasil, as palavras cruzadas ganharam força a partir de 1948, ano em que a Ediouro Publicações lançou sua primeira revista. "Em um tempo em que não havia TV, videocassete, computador e internet, famílias numerosas costumavam preencher o tempo livre com passatempos como adivinhas e charadas.

 

TODOS DE VOLTA AOS BANCOS DA ESCOLA

A partir de janeiro, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste terão a ortografia unificada.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros. Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal sejam modificados. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

O QUE MUDA NA ORTOGRAFIA EM 2008:

- As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo".

- Mudam-se as normas para o uso do hífen

- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem".

- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos".

- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.

- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k", "w" e "y".

- O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição).

- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.

- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção", "acto", "adopção" e "baptismo". O certo será ação, ato, adoção e batismo.

- Também em Portugal elimina-se o "h" inicial de algumas palavras, como em "húmido", que passará a ser grafado como no Brasil: "úmido".

- Portugal mantém o acento agudo no "e" e no "o" tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.


Fonte: Revista Isto É, Folha de São Paulo e Agência Lusa. Enviado por Arca de Noé - Uberlândia.

 


HOMENAGEM A NIEMEYER

 

Perto do aniversário de 100 anos de Oscar Niemeyer, no dia 15 de dezembro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lhe fez uma homenagem, preservando 24 obras selecionadas por ele próprio. Como a Casa das Canoas no Rio de Janeiro, onde Niemeyer morou cerca de 12 anos, que ele projetou na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro e outras 23 obras em Brasília.

 

Entre elas: Palácio da Alvorada (Conjunto Arquitetônico, incluindo Capela e demais edificações); Capela Nossa Senhora de Fátima; Praça dos Três Poderes; Congresso Nacional e anexo; Museu da fundação de Brasília; Palácio do Planalto; Supremo Tribunal Federal; Espaço Lucio Costa; Ministérios e anexos; Palácio da Justiça; Palácio do Itamaraty e anexos; Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves; Teatro Nacional Cláudio Santoro, Memorial JK e o Quartel General do Exército, entre outras.

 

Ainda poderão ser tombados outros onze projetos, situados no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Goiás e Rio Grande do Norte, no prazo de 60 dias.

 

Com o tombamento, será necessário que o Iphan autorize e acompanhe quaisquer reformas nesses imóveis, evitando que sofram descaracterizações. Será possível evitar, por exemplo, que o afresco de Athos Bulcão, no teto da capela do Palácio da Alvorada, seja novamente encoberto por tinta branca. Em setembro deste ano, quando auxiliava na a restauração da capela, o Iphan descobriu essa pintura escondida sob camadas de tinta.

 

O Conselho deliberou que todo o conjunto da obra de Niemeyer tem valor cultural e, portanto, um inventário com todas as obras dele deve ser realizado, para que tudo seja preservado. Ele possui, no Brasil e no mundo, cerca de 200 construções edificadas.

 

TOMBAMENTO DE BRASÍLIA

Os 23 monumentos brasilienses foram selecionados pelo próprio arquiteto dentre as suas obras na capital. Está incluído na lista o Conjunto Cultural da República, constituído de uma praça com um museu e uma biblioteca, ao lado da Catedral de Brasília. Esta obra foi inaugurada há um ano, demonstrando que Niemeyer ainda está em plena capacidade criativa.

 

O projeto urbanístico de Brasília, de Lúcio Costa com Niemeyer, já é tombado desde 1990. Isso significa que o Iphan deve autorizar a construção de edificações dentro da cidade, mantendo a divisão dos setores, a constituição urbana, o gabarito (altura) dos prédios. Agora, com o tombamento individual dos imóveis, todas as reformas que sofrerem deverá ser acompanhada pelo Iphan. As outras obras de Niemeyer já tombadas são: a Catedral e o Catetinho, em Brasília e o conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte.

 

ARTISTAS PLÁSTICOS HOMENAGEADOS

 

A revista Nuevamerica publicada nos Estados Unidos e Europa traz na
sua edição de 10 de dezembro uma radiografia das artes plásticas na
América Latina. Entre os artistas selecionados Fernando Botero
(Colômbia), Frida Khalo (México), Carlos Paez Vilaró (Uruguai), Mario
Toral (Chile), Mamani Mamani (Bolívia), Nicolás Garcia Uriburu
(Argentina) e Cândido Bidó (Republica Dominicana). Representam o
Brasil, Tarsila do Amaral, Oscar Niemeyer, Candido Portinari e
Antonio Veronese.


Numa luxuosa edição a cores, com textos de críticos,escritores e
intelectuais internacionais, a edição já desperta grande interesse de
colecionadores e marchands.

 

           BRASÍLIA, CAPITAL MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

A Foto Arte Brasília, que está na sua quinta edição, é o maior evento cultural de artes visuais da América Latina, já visto no Brasil. São mais de 500 artistas que desde novembro até janeiro de 2008
estão apresentando cerca de 110 exposições em mais de 60 espaços da Capital Federal.

 
 Maiores informações sobre o FOTO ARTE 2007 clique no link abaixo:
 http://www.fotoartebrasilia.com.br/

 

LUSA – A MATRIZ PORTUGUESA

 

Imperdível a exposição que está no Centro Cultural Banco do Brasil:“Lusa – a matriz portuguesa”, que reúne 147 peças de 38 prestigiosas instituições portuguesas. 

 

A exposição inicia as comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil, e integra a seqüência de mostras sobre a formação cultural do povo brasileiro, iniciada com “Arte da África” e seguida por “Antes – Histórias da Pré-História” e “Por Ti América”. 

 

“Lusa – a matriz portuguesa” investiga o elemento europeu, especificamente o português, e sua riquíssima e diversa matriz, fundamental em nossa formação.

 

Na mostra estão 39 tesouros nacionais de Portugal, que nunca atravessaram o Atlântico e, muitos deles, jamais deixaram o país, e para isso receberam autorização expressa da Ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima. Ela ficará em cartaz até 10 de fevereiro de 2008.

SERVIÇO:  De terça a domingo das 10h às 21h Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, [Primeiro e segundo andares, foyer, rotunda e fachada], Rua Primeiro de Março, 66 – Centro - Tel: 21 3808.2020   Entrada franca

                      OBRAS DE THOMAS ENDER NO RIO

Thomas Ender foi um dos mais notáveis artistas austríacos de sua época. Ele  nasceu em Viena no dia 4 de novembro de 1793 e já na Academia chamava  a atenção pelo talento, ganhando o primeiro lugar em desenho de paisagens em 1810. Seis anos depois, em 1816, Ender recebeu da
Academia o Prêmio Imperial de Pintura de Paisagem, e a obra premiada
foi adquirida pelo então chanceler austríaco, o Príncipe Clemens
Metternich, que comprava suas obras.

A CAIXA Cultural do Rio de Janeiro e a Embaixada da Áustria trazem ao
Brasil a exposição "Thomas Ender 1817 - 1818: O encontro com uma nova
luz – um olhar austríaco sobre o Brasil", com 70 obras vindas do
acervo do Gabinete de Gravura da Academia de Belas Artes de Viena.

 

A exposição propicia um rico panorama histórico e artístico do Brasil da época, e mostra a visão do artista sobre o mundo novo que se descortinava e com o qual a sociedade austríaca, através de seu trabalho, travaria contato pela primeira vez.

 

O pintor produziu as aquarelas quando esteve no Brasil a serviço  da Missão Austríaca que acompanhava a arquiduquesa Leopoldina de Habsburgo, para o casamento com Dom Pedro I.


São paisagens rurais e urbanas, cenas do cotidiano e retratos de
pessoas e de objetos de uso caseiro. Os trabalhos, de extrema
sensibilidade e extraordinária habilidade, representam um dos
exemplos mais refinados da arte da pintura de paisagens.

SERVIÇO: "Thomas Ender 1817 - 1818: O encontro com uma nova luz –
um olhar austríaco sobre o Brasil" fica em cartaz até 20 de janeiro de 2008, de terça a domingo, das 10h às 22h, na Caixa Cultural Rio, na Galeria 3.. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro (esquina com Avenida Rio  Branco, Estação do Metrô Carioca) – Tel.: 2544-4080 /
7666 A entrada é fraca.

POEMAS DE WALDEREZ DE BARROS

ILUSTRADOS EM 21 GRAVURAS

 

Muitos conhecem a atriz Walderez de Barros por seu trabalho no teatro, em novelas e no cinema, além dos alguns prêmios recebidos em 45 anos de carreira. Porém, poucos sabem de seu talento literário que agora inspira o trabalho de 21 artistas gravadores. Juntos, estes artistas selecionaram 16 poemas de Walderez – dentre os muitos escritos ainda inéditos –, feitos em um clima introspectivo e particular paralelo à sua carreira de atriz.

 

A relação de Walderez com as letras começou desde muito cedo, com alguns poemas escritos ainda na adolescência. Com o passar dos anos, o desdobramento de sua sensibilidade feminina e a maturidade profissional a colocaram em contato com a obra de inúmeros escritores.

 

Seus poemas dão conta de ampliar a experiência vivida, por um lado, na carreira artística, e por outro, no cotidiano familiar marcado pela atenção dada aos três filhos, e por outro, pelas passagens pitorescas ao lado do escritor Plínio Marcos – com quem permaneceu casada por muitos anos e para quem tinha o hábito de copiar à máquina vários manuscritos.

 

A exposição trata do percurso lírico-literário que extravasa a percepção e a compreensão profundas de uma mulher observadora que narra seus sentimentos diante do mundo. Em alguns momentos, seu coração se abriu para breves e contundentes apontamentos de uma vida real que nunca deixou de protagonizar a dúvida, a alegria, a dor, o prazer e tantas outras possibilidades humanas de expressão.

 

O projeto levado a cabo por dez meses pelo Ateliê Calcográfico Iole consiste na apresentação de 21 ilustrações, feitas por cada um dos 21 artistas que descrevem suas interpretações pessoais dos poemas de Walderez de Barros transformando-os em imagens impressas sobre papel.

 

O processo técnico que envolve uma matriz de cobre permite uma tiragem limitada de 30 cópias, cuja edição, organização e apresentação resultam em um álbum ilustrado, que agora se transforma em exposição para ser apreciada pelo grande público.

 

ESPAÇO CULTURAL MONTE BIANCO segunda a sexta das 9h00 às 17h00 e aos sábados das 9h00 às 13h00, vai até 24 de janeiro de 2008 - Rua Dr. José de Queiroz Aranha, 222  Vila Mariana – São Paulo / SP. Tel. (11) 5083-1106 ( 200 m da Estação Ana Rosa do Metrô)

 

 

                                 LEITURAS RECOMENDADAS:

 

O PODER DA IGNORÂNCIA.

Quando foi a última vez que seu cérebro realmente ajudou você? A pessoa mais inteligente que você conhece é também a mais bem-sucedida? E o contrário: quantas pessoas sem muita qualificação você sabe que estão em lugares de destaque?

 

Com base em questionamentos como esse, está sendo lançado no Brasil O Poder da Ignorância (Matrix Editora, 216 páginas), um livro de bastante sucesso nos Estados Unidos e Canadá.

 

A obra se apresenta como de auto-ajuda e faz uma divertida sátira ao gênero. Ela é baseada em textos de teatro de uma conhecida peça no Canadá, e o autor é um personagem conhecido como Vaguen, que fundamenta suas explicações em um programa de 14 passos para “cultivar a ignorância natural, desenvolver a ignorância potencial e vislumbrar a profunda vastidão de ignorância que constitui quase que a totalidade da mente humana”.

 

Segundo Vaguen, “as pessoas pensam que conhecimento é poder, mas, com O Poder da Ignorância, você descobrirá que o verdadeiro poder só é alcançado quando se deixa o conhecimento de lado.”

 

Alguns dos ensinamentos do autor são:

- Pare de pensar e comece a viver.

- O que você não sabe não pode lhe fazer mal algum. Portanto, quem não sabe nada é invencível. Se você não sabe quem você é, então você pode ser quem quiser.

- As únicas pessoas que usam 100% do cérebro são os canibais.

 

O Poder da Ignorância Autor: Vaguen, Matrix Editora:  216 páginas R$ 29,90

 

ALÉM DAS APARÊNCIAS, BIOGRAFIA DE BEATRIZ SEGALL

A carreira nos palcos, na televisão e no cinema é o tema principal de Além das aparências, biografia de Beatriz Segall, novo lançamento da Coleção Aplauso, publicada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Em depoimento à jornalista Nilu Lebert, a atriz, conhecida do grande público pelos personagens que interpretou em telenovelas, relembra os principais momentos de seus 57 anos de trajetória artística.

 

A atriz, de 81 anos, concebe o teatro como um sacerdócio e vê na formação cultural ampla um requisito fundamental para um bom desempenho na profissão. Segall fez muitos cursos de teatro, inclusive na Sorbonne, em Paris, no começo dos anos 1950. Aliás, na capital francesa conheceu Maurício Segall – filho do artista plástico Lasar Segall –, com quem se casou pouco depois.

 

Beatriz formou-se em letras no Rio de Janeiro e trabalhava como professora de francês quando começou a estudar teatro. Estreou nos palcos em 1950, ainda como amadora, na peça O belo indiferente, de Jean Cocteau. Em 1952, foi para a França, com uma bolsa do governo francês, onde aprimorou-se em língua e civilização francesa e em teatro, freqüentando um curso com atores da Comédie Française. Dois anos mais tarde se casou e decidiu ficar longe dos palcos para se dedicar ao marido e aos filhos.

 

Voltou aos palcos em 1964, substituindo Henriette Morineau em Andorra, de Max Frisch, montagem do Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa. Pouco depois participou de outra peça dirigida por Zé Celso, Pequenos burgueses, de Gorki, que fez enorme sucesso. Sua carreira teve então novo impulso, sendo reconhecida por público e crítica por seu talento tanto em comédias como em dramas.

 

Durante a ditadura militar, Beatriz destacou-se por sua resistência à censura e ao autoritarismo. Em 1968, ao lado do marido, criou uma companhia estável e arrendou o Teatro São Pedro para torná-lo “um centro onde se pudesse dizer o que a imprensa escrita e falada estava impedida de divulgar na época. Não podíamos dizer claramente o que pensávamos, mas havia uma espécie de código pré-estabelecido que o público entendia”, recorda. Em 1970, Maurício Segall foi preso e levado ao DOI-CODI. Passou mais de um ano na cadeia. Nesse período, Beatriz passou a atuar como produtora das montagens da companhia, substituindo o marido.

 

Assim que se desligou do Teatro São Pedro, Beatriz recebeu o convite para aquele que seria seu primeiro papel marcante em novelas da TV Globo, a personagem Celina, de Dancin’ Days, escrita por Gilberto Braga e levada ao ar entre 1978 e 1979. As novelas deram-lhe mais visibilidade do que o teatro. Dessa época em diante passou a dividir o tempo entre o teatro e a televisão, além de fazer algumas aparições esporádicas no cinema, em filmes como O cortiço e o premiado À flor da pele, ambos de Francisco Ramalho Júnior; Os amantes da chuva, de Roberto Santos e Desmundo, de Alain Fresnot.

 

Em 1988, fez seu papel de maior popularidade, a arquivilã Odete Roitman, na novela Vale tudo, de Gilberto Braga. “Todo mundo acha que eu não gosto de falar desse trabalho. Eu não gosto é quando as pessoas repetem sempre as mesmas brincadeiras, que já têm quase vinte anos e eu não agüento mais ouvir. Mas que foi um orgulho do tamanho de um bonde eu ter feito a personagem, ah, isso foi”, afirma.

 

Beatriz Segall - Além das aparências, Nilu Lebert Coleção Aplauso/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo 200 páginas R$ 30,00

 

PAZ INTERIOR PARA PESSOAS MUITO OCUPADAS

Está sempre correndo contra o relógio e ansiando por um dia com mais de 24 horas? É fácil mudar a postura diante da vida e aprender a ser saudável e equilibrado ao mesmo tempo em que cuida de todas as obrigações? É possível transformar a vida em uma semana?

 

Um dom maravilhoso a ser aproveitado e não uma série interminável de tarefas a ser cumpridas, a vida deixa em aberto diversas escolhas, uma delas é entre o estresse e a paz. Fazer um favor a si mesmo e às pessoas que o cercam, a opção mais adequada é a segunda: A paz!

 

E, com a finalidade de orientar às pessoas a alcançarem a harmonia tão desejada, a Ph.D. Joan Borysenko, especialista em administração do estresse, apresenta em Paz interior para pessoas muito ocupadas 52 artigos inspiradores e práticos que vão ajudá-lo a criar e manter a paz interior.

 

A partir de sua leitura, aprende-se a relaxar, a ser paciente e gentil, a equilibrar as atividades cotidianas extraindo o melhor de cada uma delas, a ajudar e receber ajuda, a criar metas realistas, a desistir do perfeccionismo, a dizer não, a ouvir o seu eu interior, a meditar, a não julgar os outros, a manter a fé e, finalmente, a encontrar a tão sonhada paz interior.

 

Esta obra assinada pela Ph.D. Joan Borysenko, que chega no Brasil pela Editora BestSeller , é perfeita para quem se sente esmagado pelas pressões do dia-a-dia.

 

Paz interior para pessoas muito ocupadas (Inner peace for busy people)

Dra. Joan Borysenko, Ph. D. Tradução de Ângela Machado Editora Nova Era

256 páginas Preço: R$ 19,90.

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