A PRIMEIRA VIAGEM À
EUROPA,
A GENTE NUNCA ESQUECE
Jeanine Gall
O ano de 2007 começou desafiador
para mim, logo no início de fevereiro a
operadora onde trabalho lançou uma campanha de vendas,
de âmbito nacional, cuja premiação era uma
viagem à Grécia com direito a acompanhante com
tudo pago.
Vibrei, e disse a mim mesma que
eu estaria entre os premiados, disputando com mais de 950
consultores espalhados por dezesseis estados do Brasil, onde
apenas os 31 melhores colocados no ranking de vendas seriam
agraciados. E não deu outra! Ganhei o 17o. lugar no
Brasil e realizei
meu sonho de menina: o de conhecer a Grécia!
Carimbei meu passaporte rumo ao meu sonho com direito a acompanhante:
fui com minha mãe, que não cabia em si de tanta
felicidade, ansiedade e orgulho pela minha conquista.
Embarcamos num vôo no dia 13 de outubro com destino à Itália,
passamos um dia em Roma, que não fazia parte do destino
da premiação e acabou se tornando nosso primeiro "bônus".
A operadora nos ofereceu uma estadia
maravilhosa com city-tour noturno pela Fontana di Trevi,
Piazza Navona, Piazza Redonda e um jantar num dos restaurantes
da Via Veneto, melhor impossível! No dia seguinte,
nosso rumo era o Porto de Bari, no Adriático, distante
6 horas de ônibus de Roma, onde nos aguardava o navio
MSC Armonia, a nossa casa
flutuante durante os próximos 7 dias, que nos levaria
a Santorini, Mykonos, Atenas e Corfu. Passamos ainda por Dubrovinik,
na Croácia, o segundo
"bônus" da nossa viagem, uma cidadela medieval cercada de muralhas
e recantos belíssimos. A
farmácia mais antiga da Europa está guardada por estes muros.
Na noite do comandante fomos saudados
pelo próprio como "Os Vencedores da Oi",
naquele momento, me dei conta de que na vida tudo pode mudar,
sempre. Algumas vezes, nos deixamos abater pelos reveses
e lamentamos até o fato de ter que continuar lutando
com a guarda em baixa e desanimados, e esquecemos que lá na
frente, depois da curva, a vida nos reserva agradáveis
e merecidas surpresas.
Nossa chegada em Santorini foi ao
amanhecer, pois havia 4 transatlânticos no local e
nós fomos os primeiros a desembarcar. Colocamos o
pé na ilha juntinho com o sol, que foi banhando suas
encostas e "acendendo" a cúpula das igrejas
de branco e azul intensos, espalhados por todo lado.
Ônibus com guia nos conduziram
penhasco acima, onde no topo fica uma das vilas principais,
Oya (se pronuncia Ia). A vista é de tirar o fôlego,
o mar azul profundo e casinhas impecavelmente pintadas, o
chão de mármore cobre suas vielas.
O extremo bom-gosto aliado à simplicidade consegue aplacar
com graça e beleza a aridez cruel da ilha, de formação
vulcânica. As videiras são rasteiras, pequenas e
de forma arredondada, mas produzem o Vin Santo, delicioso e dito
afrodisíaco pelos habitantes da ilha. Todos os ângulos
em Santorini suplicam por uma foto, até mesmo a janela
de um bar, decorada com uma foto de Maria Callas, autêntica
divindade grega da ópera, que nos seduz com olhos negros
e dramáticos, Grécia pura! Foi difícil a
despedida de Santorini, na lembrança ficou o sabor que
o vento
traz quando varre suas encostas.
Nossa passagem por Mykonos foi numa
noite de muito frio, mas aproveitamos bastante os bares incríveis
iluminados por lanternas de todas as cores e repletos de
flores, contrastando com paredes brancas e o chão
também branco, impecavelmente limpo. Num dos bares,
torcemos pelo futebol da Grécia que acabou ganhando
da Turquia, viramos pés-quentes! Se pudermos fazer
uma comparação, lá vai: Mykonos está para
nossa Búzios.
Próxima parada: a capital
grega. Visitar o Museu de Atenas, a Acrópole com as
Cariátides e suas colunas com o suporte de uma guia
turística experiente e muito concentrada valorizou
nossa experiência. O orgulho e o respeito com que nos
contava os detalhes da história do seu país
contagiou a todos. Impossível não se arrepiar
diante da imponência da Acrópole, o pó branco
da restauração dos monumentos foi impregnando
sandálias e os passos se tornaram rápidos e
soltos através do tempo, embalados pelas palavras
de nossa guia grega, perfeita na sua função
como encantadora de visitantes.
A Ilha de Corfu era quase um mistério, poucos tinham ouvido
falar, apenas sabíamos que era um charme. Mas,
Corfu foi muito mais que isso. Visitamos o Palácio de
Aquiles, personagem mitológico adorado por Sissi, a Imperatriz
da Áustria. Ela foi a "Princesa Diana" do seu
tempo, como definiu nossa guia
em Corfu. O Palácio
construído por ela foi decorado com todo o amor que nutria pela
mitologia grega, uma aula de beleza nos jardins pontuados de
ciprestes com o mar límpido e turquesa aos seus pés.
Corfu exala romantismo.
Sua praça principal tem arquitetura
estonteante, prédios belíssimos e o chocolate
quente mais gostoso que provei na vida. Muitas lojinhas convidam
a partilhar a simpatia do povo grego, a compra é apenas
uma consequência da conversa.
Nosso próximo "bônus"
foi uma visita a Dubrovinik, na Croácia. Mar transparente,
ar medieval e muita história prá contar. Uma feira
livre dentro de suas muralhas foi um presente dentro do outro,
o contato com o povo simples e suas bancas de legumes e frutas
que nunca vi foram motivo de muitas fotos. A Croácia surpreendeu!
Veneza foi nosso último "bônus", pois
o grupo para lá de felizardo se despediu do navio MSC
Armonia para voltar ao Brasil no dia seguinte.
O passeio de gôndola ouvindo "madalena, madalena,
você é meu bem-querer..." cantado pelo gondoleiro
e acompanhado por seis mulheres, incluindo eu, minha mãe
e uma amiga de trabalho abalou os canais de Veneza!
A Praça de San Marco é um deslumbre de cores e
de formas. Gente do mundo inteiro transitando e fotografando
tudo o que vê, o romantismo também mora em Veneza,
par perfeito com a elegância dos italianos.
Eu e mais duas amigas de trabalho
"esticamos" nossa viagem pela Europa, de trem e com mochilão
nas costas e muita coragem no peito. De lá, retornamos a Roma para ver
o Vaticano e o Coliseu, e fomos a Munique, Praga, Berlim, Bruge, Amsterdam,
Paris, Barcelona e Madrid, mas esta é uma outra aventura! Que será um
outro capítulo aqui no site.
Foto1: Veneza / Foto2: Bruges, Bélgica
/ Foto3: Amsterdam, Holanda / Foto4: Paris, França
/ Foto5: Santorini, Grécia / Foto6: Veneza / Foto7:
Santorini.
Jeanine Gall é consultora
de Negócios, Fotógrafa e Carioca
ISSO
EXISTE,
EM
OUTRO PAÍS
Os metrôs da Alemanha não
têm catraca; se você quiser você compra
o
bilhete, mas não há ninguém a quem possa
mostrá-lo. Ninguém se interessa por isso, se você comprou
ou não o bilhete.
As bicicletas ficam soltas nas ruas,
com cadeado, mas sem estarem
amarradas a nada. E eles ainda construíram um monte de
ciclovias em que só
bicicletas trafegam.
Os alemães param nos sinais
vermelhos a qualquer hora, mesmo de madrugada, quando não
há qualquer carro vindo com o sinal favorável
a ele. Pedestre nenhum atravessa uma rua enquanto o sinal
não ficar verde para ele.
Não há limite de velocidade
nas estradas (apenas uma recomendação para
não ultrapassar
130 km/h
). Ah, e desperdiçam cimento, porque as estradas têm
70 cm
de espessura de puro concreto. Nelas, todos os carros andam na pista
da direita, e as à esquerda ficam livres para os carros
mais apressados.
Neste país esquisito, as
pessoas estudam. Para se adquirir a carteira de motorista
passa-se quatro anos numa escola, que, para os jovens, é parte
do colégio.
O governo que essa gente elege não
cobra pedágio e está sempre fazendo obras nas
suas estradas ociosas, modernizando-a mais ainda.
A periferia de todas as grandes
cidades possui lindos jardins e florestas.
Pode-se passear à meia noite
em qualquer praça que não há nenhum
assalto.
Seus carrões, tipo Mercedes,
BMW, Audi, etc, e os importados Rolls-Royce, Bentley, Ferrari,
etc, não são blindados e ficam estacionados
nas ruas à noite.
Outra coisa incrível: os
caixas automáticos dos bancos ficam nas calçadas!
Sem ninguém tomando conta, e funcionam dia e noite.
E tem mais: os jornais do dia ficam
empilhados ao lado de uma caixinha com uns dinheiros... Aí,
um cara vai lá, pega um jornal e põe mais
dinheiro na caixinha. E a pessoa só pega o jornal e ninguém
leva a
caixinha.
É estranho para nós,
quando tomamos conhecimento de outra cultura tão civilizada.
INICIATIVA INÉDITA
Na periferia da cidade
mineira de Sabará, Marcos Túlio Damasceno criou
uma biblioteca na sua borracharia. Entre
pneus, mangueiras e rodas de carros, existem estantes com
mais sete mil livros para serem consultados.
Sua iniciativa ganhou
um prêmio do Ministério da Cultura. Era o mínimo
a se fazer por ele.
Fonte Correio do Brasil
SITE ORGANIZA EMPRÉSTIMOS DE LIVROS
Quem gosta de ler
e não tem como comprar livros com freqüência
já tem a quem recorrer. Basta se cadastrar no site Tempresto (www.tempresto.com.br), criar um login
e senha para acessá-lo e incluir as obras que possui
e pode emprestar. A partir disso, consegue saber quais são
os títulos disponíveis e o perfil de seus proprietários.
O site, idealizado
pelo engenheiro agrônomo Renato Moreira, que colocou
a proposta em prática em parceria com a empresa TN3,
de Passo Fundo (RS), gerencia os empréstimos. “O ideal é que
eles ocorram na mesma cidade, para que não haja custos
com a entrega, mas nada impede que gente de fora participe”,
afirma Moreira.
Apesar de ter sido
criado há poucos meses, o Tempresto já é um
sucesso: mais de 600 pessoas, em
150 cidades brasileiras, já estão cadastradas.
O ANGUSTIANTE FUTURO DO
LIVRO
GISELA ANAUATE
A livraria eletrônica Amazon lançou um equipamento
para ler livros digitais: o Kindle, que parece
que vai vingar pois em poucos dias, o estoque da Amazon de mais
de 80 mil aparelhos, cada um ao custo de U$ 399, se esgotou.
Um video que mostra o funcionamento da geringonça me impressionou.
O Kindle parece extremamente simples
e intuitivo, feito sob medida para dinossauros, que, como
eu (apesar da pouca idade), não são lá muito
fãs de tecnologia. Você aperta um botão
para passar a página, outro para voltar. E ainda tem
outro que marca o trecho em que você parou.
O Kindle permite aumentar a fonte (fundamental para os dinossauros
mais
velhos). Tem capacidade para guardar 200 livros digitais, além
de assinar
revistas e jornais. Uma das novidades é que você não
precisa de computador para acessar a loja virtual por meio aparelho.
A tecnologia wireless, chamada Whispernet,
faz o Kindle funcionar como um celular, sem necessidade de
levá-lo até um lugar com rede wi-fi. E o mais
bacana de tudo: a tela não brilha, não é
cansativa como a de um computador ou a de um palm, e imita muito
bem um papel. Mas isso eu só acredito vendo ao vivo a
geringonça.
Acho que esse negócio de livro digital não é uma
ameaça aos livros de papel, ao menos neste milênio.
Ok, neste século. Vai saber... Mas uma coisa é a
praticidade de guardar centenas de livros num aparelhinho, e
poder pesquisar frases específicas dentro dos textos -
uma ferramenta do Kindle que é
certamente bem útil. Mas curtir um livro de verdade é outra
coisa.
Quem ama os livros sabe que sentir
a textura, o cheiro e as dobras das páginas, além
de contemplar o projeto gráfico ao vivo, faz parte
da experiência de leitura.
Será que esse objeto tão especial tem algum risco
de desaparecer, ou ao
menos de rarear? O que vai acontecer com o saber em papel no
andar da
carruagem - ou melhor, do avião supersônico - da
era digital?
Essa questão foi feita a
60 personalidades brasileiras ligadas ao mundo dos livros,
entre elas o bibliófilo José Mindlin e o escritor
Luis Fernando Veríssimo. O resultado foi o volume
O Futuro do Livro (Olhares, R$ 58).
Gisela Anauate é repórter de Mente Aberta
e autora do livro Dissonantes
fonte:http://menteaberta.globolog.com.br/
PALAVRAS CRUZADAS COMPLETAM
94 ANOS
Cruzar palavras, descobrir significados,
exercitar o raciocínio. Um dos mais antigos hábitos
da sociedade, seja entre estudantes, donas de casa ou profissionais
de várias áreas, está
completando 94 anos. As palavras cruzadas fazem sucesso em todo
o mundo e o Brasil é hoje o quarto maior mercado consumidor,
atrás apenas dos Estados Unidos, França e Itália.
Em 21 de dezembro de 1913, Arthur
Wynne sentou-se em sua mesa de trabalho no jornal "New
York World" e desenhou para o suplemento dominical um
novo jogo. O primeiro diagrama de palavras cruzadas tinha
a forma de um diamante, 16 respostas horizontais e 14 verticais
e já trazia preenchida, de forma profética,
a palavra FUN (alegria ou divertimento, em inglês).
Inicialmente chamado de word-cross puzzle, a novidade virou
febre nos EUA e em 1925 chegou ao Brasil nas edições
do jornal carioca
"A Noite".
Hoje, as palavras-cruzadas existem
em versão on line e até na tela do celular. Além
do lazer que proporcionam, as palavras cruzadas são
usadas na prevenção e tratamento de doenças
neurovegetativas, como o Mal de Alzheimer.
A geriatra Fátima Christo,
consultora da Assossiação Brasileira de Alzheimer,
diz que as palavras-cruzadas são um dos melhores exercícios
para estimular o cérebro. "Como qualquer outro órgão,
o cérebro precisa ser estimulado para não atrofiar.
A ausência de estímulo pode causar até quadros
de demência, como o Mal de Alzheimer. Eu recomendo
as palavras-cruzadas aos meus pacientes como prevenção
e no tratamento dos casos menos avançados."
CURIOSIDADES
* Embora as Cruzadas sejam de 1913,
o primeiro diagrama de letras conhecido remonta a Pompéia,
colônia romana destruída pela erupção
do vulcão Vesúvio, em 79 d.C. É um quadrado
de cinco letras em cada lado, com palavras que podem ser
lidas em qualquer sentido, horizontal ou vertical: Sator/Arepo/Tenet/Opera/Rotas.
* No século 19, o dramaturgo
inglês William Shakespeare também ficou conhecido
como um dos mais famosos apreciadores dos jogos de palavras,
principalmente dos acrósticos (palavras formadas a
partir da primeira letra de cada verso) que podem ser observados
em seus poemas.
* Durante a ascensão nazista
na Alemanha, na década de 30, as palavras cruzadas
foram usadas como um meio secreto de comunicação
dos opositores de Hitler.
* Na Segunda Guerra Mundial veio
o troco; os nazistas, aproveitando-se da inclinação
dos ingleses pelas palavras cruzadas, deixaram cair sobre
Londres folhetos de palavras cruzadas contendo propaganda
política.
* No Brasil, durante o Regime Militar,
a censura temia que mensagens pudessem ser transmitidas por
meio de palavras cruzadas, e implicava com algumas definições
que considerava tendenciosas. Cavaleiro da Esperança
era uma das expressões suspeitas. Como esse era o
apelido de Luís Carlos Prestes, então secretário-geral
do PCB, foi preciso algum esforço para convencer a
censura de que o termo histórico poderia ser encontrado
em qualquer dicionário.
No Brasil, as palavras cruzadas
ganharam força a partir de 1948, ano em que a Ediouro
Publicações lançou sua primeira revista. "Em
um tempo em que não havia TV, videocassete, computador
e internet, famílias numerosas costumavam preencher
o tempo livre com passatempos como adivinhas e charadas.
TODOS DE VOLTA AOS BANCOS
DA ESCOLA
A partir de janeiro, Brasil, Portugal
e os países da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe
e Timor Leste terão a ortografia unificada.
O português é a terceira língua ocidental
mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência
de ter duas ortografias atrapalha a divulgação
do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua
unificação, no entanto, facilitará a definição
de critérios para exames e certificados para estrangeiros.
Com as modificações propostas no acordo, calcula-se
que 1,6% do vocabulário de Portugal sejam modificados.
No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das
palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças
ortográficas, serão conservadas as pronúncias
típicas de cada país.
O QUE MUDA NA ORTOGRAFIA EM 2008:
- As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por
exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao
invés de "abençôo", "enjôo" ou
"vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo",
"enjoo" e "voo".
- Mudam-se as normas para o uso do hífen
- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras
pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo
dos verbos "crer", "dar",
"ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia
"creem", "deem", "leem" e "veem".
- Criação de alguns casos de dupla grafia para
fazer diferenciação, como o uso do acento agudo
na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos
verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em
oposição a
"louvamos" e "amámos" em oposição
a "amamos".
- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever
"linguiça", "sequência", "frequência" e
"quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência,
freqüência e qüinqüênio.
- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação
de
"k", "w" e "y".
- O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo)
de
"para" (preposição).
- Haverá eliminação do acento agudo nos
ditongos abertos "ei" e
"oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia",
"idéia", "heróica" e "jibóia".
O certo será
assembleia, ideia, heroica e jiboia.
- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o "c" e
o "p"
nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção",
"acto", "adopção" e "baptismo".
O certo será
ação, ato, adoção e batismo.
- Também em Portugal elimina-se o "h" inicial
de algumas palavras, como em "húmido", que passará a
ser grafado como no Brasil:
"úmido".
- Portugal mantém o acento agudo no "e" e no "o" tônicos
que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo
nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio,
fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.
Fonte: Revista Isto É, Folha
de São Paulo e Agência Lusa. Enviado por Arca de Noé - Uberlândia.
HOMENAGEM A NIEMEYER
Perto do aniversário de 100
anos de Oscar Niemeyer, no dia 15 de dezembro, o Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) lhe fez uma homenagem, preservando 24 obras selecionadas
por ele próprio. Como a Casa das Canoas no Rio de
Janeiro, onde Niemeyer morou cerca de 12 anos, que ele projetou
na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro e outras 23 obras
em Brasília.
Entre elas: Palácio da Alvorada
(Conjunto Arquitetônico, incluindo Capela e demais
edificações); Capela Nossa Senhora de Fátima;
Praça dos Três Poderes; Congresso Nacional e
anexo; Museu da fundação de Brasília;
Palácio do Planalto; Supremo Tribunal Federal; Espaço
Lucio Costa; Ministérios e anexos; Palácio
da Justiça; Palácio do Itamaraty e anexos;
Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves;
Teatro Nacional Cláudio Santoro, Memorial JK e o Quartel
General do Exército, entre outras.
Ainda poderão ser tombados
outros onze projetos, situados no Rio de Janeiro, São
Paulo, Paraná, Goiás e Rio Grande do Norte,
no prazo de 60 dias.
Com o tombamento, será necessário
que o Iphan autorize e acompanhe quaisquer reformas nesses
imóveis, evitando que sofram descaracterizações.
Será possível evitar, por exemplo, que o afresco
de Athos Bulcão, no teto da capela do Palácio
da Alvorada, seja novamente encoberto por tinta branca. Em
setembro deste ano, quando auxiliava na a restauração
da capela, o Iphan descobriu essa pintura escondida sob camadas
de tinta.
O Conselho deliberou que todo o
conjunto da obra de Niemeyer tem valor cultural e, portanto,
um inventário com todas as obras dele deve ser realizado,
para que tudo seja preservado. Ele possui, no Brasil e no
mundo, cerca de 200 construções edificadas.
TOMBAMENTO DE BRASÍLIA
Os 23 monumentos brasilienses foram
selecionados pelo próprio arquiteto dentre as suas
obras na capital. Está
incluído na lista o Conjunto Cultural da República,
constituído de uma praça com um museu e uma biblioteca,
ao lado da Catedral de Brasília. Esta obra foi inaugurada
há um ano, demonstrando que Niemeyer ainda está em
plena capacidade criativa.
O projeto urbanístico de
Brasília, de Lúcio Costa com Niemeyer, já é tombado
desde 1990. Isso significa que o Iphan deve autorizar a construção
de edificações dentro da cidade, mantendo a
divisão dos setores, a constituição
urbana, o gabarito (altura) dos prédios. Agora, com
o tombamento individual dos imóveis, todas as reformas
que sofrerem deverá ser acompanhada pelo Iphan. As
outras obras de Niemeyer já tombadas são: a
Catedral e o Catetinho, em Brasília e o conjunto da
Pampulha,
em Belo Horizonte.
ARTISTAS PLÁSTICOS
HOMENAGEADOS
A revista Nuevamerica publicada
nos Estados Unidos e Europa traz na
sua edição de 10 de dezembro uma radiografia das
artes plásticas na
América Latina. Entre os artistas selecionados Fernando
Botero
(Colômbia), Frida Khalo (México), Carlos Paez Vilaró (Uruguai),
Mario
Toral (Chile), Mamani Mamani (Bolívia), Nicolás
Garcia Uriburu
(Argentina) e Cândido Bidó (Republica Dominicana).
Representam o
Brasil, Tarsila do Amaral, Oscar Niemeyer, Candido Portinari
e
Antonio Veronese.
Numa luxuosa edição a cores, com textos de críticos,escritores
e
intelectuais internacionais, a edição já desperta
grande interesse de
colecionadores e marchands.
BRASÍLIA,
CAPITAL MUNDIAL DA FOTOGRAFIA
A Foto Arte Brasília, que
está na sua quinta edição, é o
maior evento cultural de artes visuais da América
Latina, já visto no Brasil. São mais de 500
artistas que desde novembro até janeiro de 2008
estão apresentando cerca de 110 exposições
em mais de 60 espaços da Capital Federal.
Maiores informações sobre o FOTO ARTE 2007 clique no link
abaixo:
http://www.fotoartebrasilia.com.br/
LUSA – A MATRIZ PORTUGUESA
Imperdível a exposição
que está no Centro Cultural Banco do Brasil:“Lusa – a
matriz portuguesa”, que reúne 147 peças
de 38 prestigiosas instituições portuguesas.
A exposição inicia
as comemorações dos 200 anos da chegada da
Família Real ao Brasil, e integra a seqüência
de mostras sobre a formação cultural do povo
brasileiro, iniciada com “Arte da
África” e seguida por “Antes – Histórias da
Pré-História” e “Por Ti América”.
“Lusa – a matriz portuguesa”
investiga o elemento europeu, especificamente o português,
e sua riquíssima e diversa matriz, fundamental em nossa
formação.
Na mostra estão 39 tesouros
nacionais de Portugal, que nunca atravessaram o Atlântico
e, muitos deles, jamais deixaram o país, e para isso
receberam autorização expressa da Ministra
da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima. Ela ficará em
cartaz até 10 de fevereiro de 2008.
SERVIÇO: De terça a domingo das 10h às 21h Centro Cultural Banco
do Brasil Rio de Janeiro, [Primeiro e segundo andares, foyer,
rotunda e fachada], Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
- Tel: 21 3808.2020 Entrada franca
OBRAS
DE THOMAS ENDER NO RIO
Thomas Ender foi um dos mais notáveis artistas austríacos
de sua época. Ele nasceu
em Viena no dia 4 de novembro de 1793 e já na Academia
chamava a atenção
pelo talento, ganhando o primeiro lugar em desenho de paisagens
em 1810. Seis anos depois, em 1816, Ender recebeu da
Academia o Prêmio Imperial de Pintura de Paisagem, e
a obra premiada
foi adquirida pelo então chanceler austríaco,
o Príncipe Clemens
Metternich, que comprava suas obras.
A CAIXA Cultural do Rio de Janeiro
e a Embaixada da Áustria trazem ao
Brasil a exposição "Thomas Ender 1817 - 1818:
O encontro com uma nova
luz – um olhar austríaco sobre o Brasil", com
70 obras vindas do
acervo do Gabinete de Gravura da Academia de Belas Artes de Viena.
A exposição propicia
um rico panorama histórico e artístico do Brasil
da época, e mostra a visão do artista sobre
o mundo novo que se descortinava e com o qual a sociedade
austríaca, através de seu trabalho, travaria
contato pela primeira vez.
O pintor produziu as aquarelas quando
esteve no Brasil a serviço da
Missão Austríaca que acompanhava a arquiduquesa
Leopoldina de Habsburgo, para o casamento com Dom Pedro I.
São paisagens rurais e urbanas, cenas do cotidiano e retratos
de
pessoas e de objetos de uso caseiro. Os trabalhos, de extrema
sensibilidade e extraordinária habilidade, representam
um dos
exemplos mais refinados da arte da pintura de paisagens.
SERVIÇO: "Thomas Ender
1817 - 1818: O encontro com uma nova luz –
um olhar austríaco sobre o Brasil" fica em cartaz
até 20 de janeiro de 2008, de terça a domingo,
das 10h às 22h, na
Caixa Cultural Rio, na Galeria 3.. Avenida Almirante Barroso,
25, Centro (esquina com Avenida Rio Branco,
Estação do Metrô Carioca) – Tel.: 2544-4080
/
7666 A
entrada é fraca.
POEMAS DE WALDEREZ DE BARROS
ILUSTRADOS EM 21 GRAVURAS
Muitos conhecem a atriz Walderez
de Barros por seu trabalho no teatro, em novelas e no cinema,
além dos alguns prêmios recebidos em 45 anos
de carreira. Porém, poucos sabem de seu talento literário
que agora inspira o trabalho de 21 artistas gravadores. Juntos,
estes artistas selecionaram 16 poemas de Walderez – dentre
os muitos escritos ainda inéditos –, feitos
em um clima introspectivo e particular paralelo à sua
carreira de atriz.
A relação de Walderez
com as letras começou desde muito cedo, com alguns
poemas escritos ainda na adolescência. Com o passar
dos anos, o desdobramento de sua sensibilidade feminina e
a maturidade profissional a colocaram em contato com a obra
de inúmeros escritores.
Seus poemas dão conta de
ampliar a experiência vivida, por um lado, na carreira
artística, e por outro, no cotidiano familiar marcado
pela atenção dada aos três filhos, e
por outro, pelas passagens pitorescas ao lado do escritor
Plínio Marcos – com quem permaneceu casada por
muitos anos e para quem tinha o hábito de copiar à
máquina vários manuscritos.
A exposição trata
do percurso lírico-literário que extravasa
a percepção e a compreensão profundas
de uma mulher observadora que narra seus sentimentos diante
do mundo. Em alguns momentos, seu coração se
abriu para breves e contundentes apontamentos de uma vida
real que nunca deixou de protagonizar a dúvida, a
alegria, a dor, o prazer e tantas outras possibilidades humanas
de expressão.
O projeto levado a cabo por dez
meses pelo Ateliê Calcográfico Iole consiste
na apresentação de 21 ilustrações,
feitas por cada um dos 21 artistas que descrevem suas interpretações
pessoais dos poemas de Walderez de Barros transformando-os
em imagens impressas sobre papel.
O processo técnico que envolve
uma matriz de cobre permite uma tiragem limitada de 30 cópias,
cuja edição, organização e apresentação
resultam em um álbum ilustrado, que agora se transforma
em exposição para ser apreciada pelo grande
público.
ESPAÇO CULTURAL MONTE BIANCO
segunda a sexta das 9h00 às 17h00 e aos sábados
das 9h00 às 13h00, vai até 24 de janeiro de
2008 - Rua Dr. José de Queiroz Aranha, 222 Vila Mariana – São Paulo
/ SP. Tel. (11) 5083-1106 (
200 m
da Estação
Ana Rosa do Metrô)
LEITURAS RECOMENDADAS:
O PODER DA IGNORÂNCIA.
Quando foi a última vez que
seu cérebro realmente ajudou você? A pessoa
mais inteligente que você conhece é
também a mais bem-sucedida? E o contrário: quantas
pessoas sem muita qualificação você sabe
que estão em lugares de destaque?
Com base em questionamentos como
esse, está sendo lançado no Brasil O Poder
da Ignorância (Matrix Editora, 216 páginas),
um livro de bastante sucesso nos Estados Unidos e Canadá.
A obra se apresenta como de auto-ajuda
e faz uma divertida sátira ao gênero. Ela é baseada
em textos de teatro de uma conhecida peça no Canadá,
e o autor é um personagem conhecido como Vaguen, que
fundamenta suas explicações em um programa
de 14 passos para
“cultivar a ignorância natural, desenvolver a ignorância
potencial e vislumbrar a profunda vastidão de ignorância que constitui
quase que a totalidade da mente humana”.
Segundo Vaguen, “as pessoas
pensam que conhecimento é poder, mas, com O Poder
da Ignorância, você descobrirá que o verdadeiro
poder só é alcançado quando se deixa
o conhecimento de lado.”
Alguns dos ensinamentos do autor
são:
- Pare de pensar e comece a viver.
- O que você não sabe
não pode lhe fazer mal algum. Portanto, quem não
sabe nada é invencível. Se você não
sabe quem você é, então você pode
ser quem quiser.
- As únicas pessoas que usam
100% do cérebro são os canibais.
O Poder da Ignorância Autor:
Vaguen, Matrix Editora: 216
páginas R$ 29,90
ALÉM DAS APARÊNCIAS,
BIOGRAFIA DE BEATRIZ SEGALL
A carreira nos palcos, na televisão
e no cinema é o tema principal de Além das
aparências, biografia de Beatriz Segall, novo lançamento
da Coleção Aplauso, publicada pela Imprensa
Oficial do Estado de São Paulo. Em depoimento à jornalista
Nilu Lebert, a atriz, conhecida do grande público
pelos personagens que interpretou em telenovelas, relembra
os principais momentos de seus 57 anos de trajetória
artística.
A atriz, de 81 anos, concebe o teatro
como um sacerdócio e vê na formação
cultural ampla um requisito fundamental para um bom desempenho
na profissão. Segall fez muitos cursos de teatro,
inclusive na Sorbonne, em Paris, no começo dos anos
1950. Aliás, na capital francesa conheceu Maurício
Segall – filho do artista plástico Lasar Segall –,
com quem se casou pouco depois.
Beatriz formou-se em letras no Rio
de Janeiro e trabalhava como professora de francês
quando começou a estudar teatro. Estreou nos palcos
em 1950, ainda como amadora, na peça O belo indiferente,
de Jean Cocteau. Em 1952, foi para a França, com uma
bolsa do governo francês, onde aprimorou-se em língua
e civilização francesa e em teatro, freqüentando
um curso com atores da Comédie Française. Dois
anos mais tarde se casou e decidiu ficar longe dos palcos
para se dedicar ao marido e aos filhos.
Voltou aos palcos em 1964, substituindo
Henriette Morineau em Andorra, de Max Frisch, montagem do
Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa.
Pouco depois participou de outra peça dirigida por
Zé Celso, Pequenos burgueses, de Gorki, que fez enorme
sucesso. Sua carreira teve então novo impulso, sendo
reconhecida por público e crítica por seu talento
tanto em comédias como em dramas.
Durante a ditadura militar, Beatriz
destacou-se por sua resistência à censura e
ao autoritarismo. Em 1968, ao lado do marido, criou uma companhia
estável e arrendou o Teatro São Pedro para
torná-lo “um centro onde se pudesse dizer o
que a imprensa escrita e falada estava impedida de divulgar
na época. Não podíamos dizer claramente
o que pensávamos, mas havia uma espécie de
código pré-estabelecido que o público
entendia”, recorda. Em 1970, Maurício Segall
foi preso e levado ao DOI-CODI. Passou mais de um ano na
cadeia. Nesse período, Beatriz passou a atuar como
produtora das montagens da companhia, substituindo o marido.
Assim que se desligou do Teatro
São Pedro, Beatriz recebeu o convite para aquele que
seria seu primeiro papel marcante em novelas da TV Globo,
a personagem Celina, de Dancin’ Days, escrita por Gilberto
Braga e levada ao ar entre 1978 e 1979. As novelas deram-lhe
mais visibilidade do que o teatro. Dessa época em
diante passou a dividir o tempo entre o teatro e a televisão,
além de fazer algumas aparições esporádicas
no cinema, em filmes como O cortiço e o premiado À flor
da pele, ambos de Francisco Ramalho Júnior; Os amantes
da chuva, de Roberto Santos e Desmundo, de Alain Fresnot.
Em 1988, fez seu papel de maior
popularidade, a arquivilã Odete Roitman, na novela
Vale tudo, de Gilberto Braga. “Todo mundo acha que
eu não gosto de falar desse trabalho. Eu não
gosto
é quando as pessoas repetem sempre as mesmas brincadeiras, que já têm
quase vinte anos e eu não agüento mais ouvir. Mas que foi um orgulho
do tamanho de um bonde eu ter feito a personagem, ah, isso foi”, afirma.
Beatriz Segall - Além das
aparências, Nilu Lebert Coleção Aplauso/Imprensa
Oficial do Estado de São Paulo 200 páginas
R$ 30,00
PAZ INTERIOR PARA PESSOAS
MUITO OCUPADAS
Está sempre correndo contra
o relógio e ansiando por um dia com mais de 24 horas? É fácil
mudar a postura diante da vida e aprender a ser saudável
e equilibrado ao mesmo tempo em que cuida de todas as obrigações? É possível
transformar a vida em uma semana?
Um dom maravilhoso a ser aproveitado
e não uma série interminável de tarefas
a ser cumpridas, a vida deixa em aberto diversas escolhas,
uma delas é entre o estresse e a paz. Fazer um favor
a si mesmo e às pessoas que o cercam, a opção
mais adequada é a segunda: A paz!
E, com a finalidade de orientar às
pessoas a alcançarem a harmonia tão desejada,
a Ph.D. Joan Borysenko, especialista em administração
do estresse, apresenta em Paz interior para pessoas muito
ocupadas 52 artigos inspiradores e práticos que vão
ajudá-lo a criar e manter a paz interior.
A partir de sua leitura, aprende-se
a relaxar, a ser paciente e gentil, a equilibrar as atividades
cotidianas extraindo o melhor de cada uma delas, a ajudar
e receber ajuda, a criar metas realistas, a desistir do perfeccionismo,
a dizer não, a ouvir o seu eu interior, a meditar,
a não julgar os outros, a manter a fé e, finalmente,
a encontrar a tão sonhada paz interior.
Esta obra assinada pela Ph.D. Joan
Borysenko, que chega no Brasil pela Editora BestSeller , é perfeita
para quem se sente esmagado pelas pressões do dia-a-dia.
Paz interior para pessoas muito
ocupadas (Inner peace for busy people)
Dra. Joan Borysenko, Ph. D. Tradução
de Ângela Machado Editora Nova Era
256 páginas Preço:
R$ 19,90.