LASER PARA REJUVENESCER

Existe um novo tratamento de rejuvenescimento e que combate problemas na pele, podendo até eliminar manchas e cicatrizes com mais precisão e menos dor. O tratamento com o Laser Pixel®, que atua em profundidade, podendo ir da derme superficial à derme profunda, apresenta resultados bastante compensadores.

O Laser Pixel®, uma arma para atacar as manchas de sol, de idade, cicatrizes e rugas de expressão. As únicas restrições dizem respeito às grávidas e pessoas que apresentam doenças de fotosensibilidade.

- Por ser fracionado  ( Pixel) é hoje em dia um dos tratamentos mais avançados que existe, pois se pode ajustar o poder do aparelho às necessidades de cada paciente, afirma a dermatologista cosmiátrica Emília Guiomar Franco Reis Gonçalves.

A dermatologista Joyce Meri Castro que está trabalhando com o novo equipamento em seu consultório, no Rio de Janeiro, explica que a principal vantagem em comparação às técnicas anteriores, é que a recuperação costuma ser bem mais rápida e os pacientes relatam menos dor durante a aplicação.

- O tratamento não é evasivo. É totalmente seguro e com tecnologia de última geração, informa Dra. Joyce. São feitas microperfurações na pele para remover manchas superficiais ou profundas. Estas estimulam a produção do colágeno, que irá reduzir as rugas.

- Fui para a primeira sessão preocupada em não conseguir trabalhar logo depois, disse Suzana Campos, de 54 anos, paciente de Joyce Meri. "No entanto, 3 dias depois já estava participando de reuniões e ninguém notou o que eu tinha feito, me acharam bem, com a aparência mais descansada," complementa.

Ieda Maria Baquel, outra paciente, disse que não existe nenhum tratamento de rejuvenescimento que não exija sacrifícios. “Esse, pelo menos é mais rápido e menos agressivo”, explicou.

De acordo com a Dra Joyce Meri as reações variam de pessoa para pessoa. Meia hora depois da aplicação, sente-se um ardor, que costuma passar logo. No mesmo dia, a região fica avermelhada. Nos três dias seguintes, a pele descama.

"O paciente precisa usar hidratante, filtro solar 60 e não deve se expor ao sol", disse a Dra Emília .

O Laser Pixel® ameniza as rugas estáticas, especialmente as finas ao redor dos lábios, dos olhos e na testa", continua Dra Joyce Meri.

É recomendada uma aplicação por mês, que dependendo de como está a pele e da idade pode ser repetida mais três vezes. Uma melhoria no aspecto da pele pode ser sentido logo mas, o resultado ficará mais evidente depois de um mês ou dois.

PASSO A PASSO

A seguir, acompanhe o tratamento de rejuvenescimento com o Laser Pixel® desde a sua aplicação, logo a seguir, no dia seguinte e quatro dias depois.

 

         

1. Antes da aplicação / 2. A aplicação / 3. Suavizando a vermelhidão /

4. Após a aplicação, os traços ficam mais acentuados e a face avermelhada /

5. Aparecem manchas escuras no segundo dia /

6. O resultado final cinco dias depois.

Consultório Dra Joyce Meri de Castro: Rua Santa Clara,50 salas 304/305 – Copacabana Tel: (21) 2547-9000/2548-0456

BELEZA NA TERCEIRA IDADE

 

Um dos maiores desconfortos para quem chega à terceira idade é cuidar da pele. Pesquisa feita com pessoas acima dos 50 anos, pelo portal Minha Vida (www.minhavida.com.br), maior comunidade de saúde e bem-estar da internet, mostra que a maior preocupação desse público, com relação à pele, são as marcas e as rugas.

 

Mesmo com o avanço dos cosméticos e das cirurgias plásticas, para 31% das mulheres o envelhecimento da pele é o maior dilema, enquanto 22,4% se preocupam com as manchas. O público masculino não fica longe desse número: quase 27% se importam com as rugas e 20,2% implicam com as manchas.

 

PINTAS PODEM INDICAR ENVELHECIMENTO MAIS LENTO

 

O número de sinais e pintas na pele pode oferecer uma indicação da velocidade com que o corpo envelhece, segundo uma pesquisa britânica. Cientistas do King's College de Londres compararam o DNA com o número de sinais na pele em um estudo com 1,8 mil gêmeos.

Os pesquisadores descobriram que quanto maior o número de pintas ou sinais na pele de uma pessoa, maior a probabilidade do DNA daquela pessoa ter propriedades para lutar contra o envelhecimento.

O estudo, publicado na revista
especializada Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention, contrasta com a ligação entre o grande número de sinais e o alto risco de câncer de pele. Sinais na pele aparecem durante a infância e desaparecem a partir da meia idade.

Quando presentes em grandes números, os sinais podem aumentar o risco de melanoma, um tipo de câncer de pele.

Os sinais e pintas na pele variam muito em número e tamanho entre as pessoas. O número médio de sinais nas pessoas com pele branca é de 30, mas algumas pessoas podem ter até
400. A razão para tais diferenças entre as pessoas é desconhecida, assim como a função dos sinais.

Como os sinais desaparecem com a idade, cientistas examinaram a relação entre o número de sinais e o comprimento dos telômeros das células, que é um bom indicador da taxa de envelhecimento em órgãos como coração, músculos, ossos e artérias.

Telômeros, que ficam mais curtos à medida que envelhecemos, são pacotes de DNA encontrados no fim do cromossomo em todas as células e cuidam da proteção, replicação e estabilização das pontas dos cromossomos.

Eles foram comparados às pontas de plástico em cordões de sapatos, pois evitam que as pontas dos cromossomos desfiem ou grudem umas nas outras.

QUANTIDADE
No estudo, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham mais de 100 sinais na pele tinham telômeros mais longos do que aqueles com menos de
25. A diferença entre os dois grupos foi equivalente a seis ou sete anos de envelhecimento.

— Os resultados deste estudo são muito animadores, pois mostram, pela primeira vez, que pessoas com muitos sinais na pele, que têm um risco um pouco maior de melanoma, podem, por outro lado, ter o benefício de uma taxa baixa de envelhecimento —, disse Veronique Bataille, chefe da pesquisa.
 

Por Redação, com BBC - de Londres

 

O HOMEM ESTÁ PREOCUPADO COM A APARÊNCIA

 

Vaidade? Necessidade profissional? Razões pessoais? Um misto destas respostas justifica o aumento da procura masculina por cirurgias plásticas.

 

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica indicam que, em 2004, o Brasil realizou 616 mil cirurgias plásticas. Deste contingente, 31% ou 190 mil procedimentos foram realizados por homens. De lá para cá, a estimativa da entidade é que este percentual tenha crescido, pelo menos em 30%.

 

- “As intervenções masculinas mais corriqueiras são aquelas de pequeno porte, como a blefaroplastia, o peeling ou a lipoaspiração. A preocupação com o aspecto da pele e dos cabelos, antes encarada como uma preocupação feminina, hoje, também faz parte do universo masculino. No entanto, os homens têm outro perfil, gostam de soluções práticas, eficientes e simples, estas características devem ser levadas em conta no momento de atender a estes pacientes", afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro Integrado de Medicina.

 

O paciente típico de clínicas e consultórios médicos, hoje, é o homem jovem que deseja se livrar das marcas provocadas pela acne na adolescência ou o profissional que busca uma silhueta elegante e um rosto mais jovial, livre de rugas e do aspecto cansado e abatido. Ruben considera o mercado de trabalho, competitivo e exigente, como um dos grandes responsáveis por essa mudança de hábitos.

 

“No entanto, não podemos esquecer que as mulheres são incentivadoras da vaidade masculina e são formadoras de opinião, exercendo forte influência sobre os atos de maridos, filhos e namorados”, diz o cirurgião.

 

Nos Estados Unidos, a pesquisa Beautiful and Labor Marketing revelou que as pessoas de melhor aparência têm um ganho salarial 5% acima daquelas cuja aparência não era “assim tão boa”. Estas chegavam a perder pelo menos 10% do valor da remuneração por conta disso.

 

Um outro trabalho realizado pela diretora do departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ruth Helena Dwek, chamado O Impacto Sócio-econômico da Beleza – 1995 a 2004, mostra que o Brasil ocupa o sétimo lugar entre os países mais vaidosos do mundo.

 

Começar novos relacionamentos também é motivo para que os homens tomem a iniciativa de “repaginar” o visual. “O paciente masculino que busca a cirurgia plástica, geralmente, está em desarmonia com a sua imagem. Ele busca, acima de tudo, estar bem consigo mesmo”, conta o cirurgião plástico. De uma maneira geral, a vaidade masculina torna-se mais acentuada nos homens com idade entre 40 e 60 anos, faixa em que o executivo, por uma exigência do trabalho, necessita ter uma aparência jovem e bem cuidada.

 

Em relação ao mercado mundial de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, conforme dados do Euromonitor de 2006, o Brasil ocupa a terceira posição. É o segundo mercado em produtos infantis, desodorantes e perfumaria; terceiro em produtos para o banho, produtos masculinos, higiene oral e cabelo; o quarto em cosmético; o quinto em proteção solar; oitavo em pele; o nono em depilatórios.

 

CIRURGIAS MAIS PROCURADAS

As opções para corrigir as imperfeições no rosto e no corpo variam de acordo com a idade. Homens de até 30 anos, geralmente, demonstram o desejo de fazer uma plástica no nariz ou ficar livres das gordurinhas.

 

Na faixa entre 40 e 50 anos, o paciente do sexo masculino procura o cirurgião para fazer pequenas alterações na face, como retirar o excesso de pele nas pálpebras e as bolsas de gordura, bem como realizar o transplante capilar fio a fio.

 

- “Quando um homem decide procurar um profissional em cirurgia plástica, ele busca, em primeiro lugar, fazer mudanças discretas, com um aspecto bem natural. Nada de mudanças drásticas ou de alterações que chamem atenção”, afirma o médico. “Até mesmo no atendimento, o paciente   requer um tratamento diferenciado”, informa.

 

Os principais procedimentos realizados pelo público masculino, segundo o cirurgião plástico Ruben Penteado são:

 

LIPOASPIRAÇÃO - Especialmente no abdômen. É um dos procedimentos mais requisitados pelos homens. É muito eficiente para eliminar “a barriguinha”, desde que ela não esteja muito grande (em forma de avental). Em caso de obesidade é recomendado uma dieta com acompanhamento médico para que o resultado final  do procedimento seja satisfatório.

GINECOMASTIA - A retirada do excesso de gordura das mamas pode ser realizada em associação com uma lipoaspiração, dependendo da capacidade de retração da pele. No caso de mamas muito grandes, a cirurgia com incisão na aréola poderá também ser indicada.

BLEFAROPLASTIA – É a retirada do excesso de pele das pálpebras e das bolsas inferiores, que conferem um ar cansado à fisionomia. A operação proporciona um efeito rejuvenescedor e não deixa cicatrizes visíveis. 

RINOPLASTIA - Para os insatisfeitos com o tamanho ou o formato do nariz. É uma cirurgia delicada que exige muita habilidade do cirurgião. Durante o procedimento é possível realizar também a correção do desvio do septo nasal, se indicado.

IMPLANTE CAPILAR - Métodos modernos conferem uma aparência cada vez mais natural. Uma das técnicas mais utilizadas é o implante, ou seja, uma elipse de cabelo da nuca é retirada e transplantada para a região calva, fio a fio, ou folículo a folículo. 

 

Também estão em alta os procedimentos estéticos, como a aplicação de toxina botulínica tipo A e de ácido hialurônico, produtos usados para corrigir pequenas imperfeições, sem que haja a necessidade da realização de uma cirurgia plástica.

 

Segundo a pesquisa Adonis Report, realizada pela 2B Brasil Marketing, e intitulada Os homens não são mais os mesmos, eles se depilam, cuidam das unhas e estão dispostos a realizar algum tratamento estético. Segundo a pesquisa, 71% consideram importante ter cabelos bem tratados, 76% valorizam as unhas cuidadas e 58% se preocupam com a limpeza do rosto.

 

O estudo revela que os homens estão começando agora a ter acesso a esse mercado. Noventa por cento dos entrevistados admitiram que nunca fizeram nenhum tratamento estético, o que mostra um bom nicho para investimento. Além disso, 68% consideram a hipótese de fazer uma cirurgia plástica para fins estéticos.

 

Fonte: ABIHPEC, Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos e 2B Brasil Marketing

 

O ENVELHECIMENTO E ATIVIDADES FÍSICAS

 

Imagine um circuito de exercícios físicos que o idoso pode realizar em sua própria casa, utilizando pesos tradicionais ou até adaptados, como garrafas pet cheias de areia.

 

Tais atividades podem ser acompanhadas por algum membro da família ou mesmo serem realizadas sozinhas, sem qualquer risco para a saúde. “Ao contrário, é comprovado que as pessoas idosas ganham disposição, maior facilidade para realizar atividades rotineiras e necessárias, como o simples ato de levantar-se da cadeira, quando praticam regularmente exercícios com pesos”, comenta o fisiologista Vagner Raso.

 

Ele está lançando o livro ‘Envelhecimento Saudável: Manual de Exercícios com Pesos’, cuja proposta do livro é propiciar ao idoso condições para que ele possa ganhar força, flexibilidade e massa muscular.

 

A obra – prefaciada por Edson Arantes do Nascimento, o Pelé – é um guia prático, simples e acessível à pessoa comum, ao profissional e a todos que buscam o envelhecimento saudável.

 

O manual, totalmente colorido e ilustrado por fotos, comprova o que o fisiologista constatou após muita pesquisa e mais de 12 anos de experiência. “Bastam dois meses de adesão a um programa de exercícios com pesos para reverter vinte anos de perda de força e massa muscular associados ao envelhecimento”, explica. “Mostramos, no entanto, que não bastam apenas os exercícios com pesos, mas sim o cumprimento de uma rotina semanal que combine atividades aeróbicas, de equilíbrio e flexibilidade também”.

 

Envelhecimento Saudável: Manual de Exercícios com Pesos” de Vagner Raso tem 252 páginas e custa R$ 99,00.

 

A CEGUEIRA É POBRE

JUSSARA CÂMARA

 

Dados revelam a dura realidade da perda da visão no Brasil: 90% dos casos de cegueira são detectados nas áreas mais pobres do país. Mas a constatação é mais delicada do que parece. O brasileiro precisa conviver, ainda, com a falta de políticas públicas. Isso porque 60% dos casos de cegueira poderiam ter sido evitados, se detectados com antecedência ou se tivessem sido devidamente acompanhados por um oftalmologista.

 

Dados obtidos durante o XXXIV Congresso Brasileiro de Oftalmologia realizado entre os dias 3 e 6 de setembro, no Centro de Convenções de Brasília e o II Fórum Nacional de Saúde Ocular, dia 5 de setembro, no Congresso Nacional, que contou com a presença de aproximadamente 6 mil médicos especializados em oftalmologia e participantes do governo.

 

RETRATO DA CEGUEIRA NO MUNDO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem no mundo, aproximadamente, 50 milhões de cegos, cerca de 180 milhões de pessoas com alguma deficiência visual e 135 milhões com deficiência visual e risco de cegueira. Os custos globais indiretos e diretos com a cegueira são estimados em US$ 50 bilhões. A previsão é que o número atual de cegos no planeta alcance 76 milhões em 2020.

 

FALTA DE PREVENÇÃO SOBRE O GLAUCOMA

FAZ COM QUE SEJA A PRIMEIRA CAUSA DE

CEGUEIRA IRREVERSÍVEL

 

O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma, Abrag, estima que 900 mil pessoas tenham glaucoma, doença ocular que atinge 67 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

O glaucoma é uma doença causada principalmente por aumento da pressão dentro do olho. Essa pressão chamada pressão intra-ocular, danifica o nervo óptico, podendo levar à cegueira.

 

Ela é traiçoeira porque pode ter transcorrido dez anos ou mais, desde seu início, sem que o doente tenha notado qualquer alteração. Geralmente é detectada de maneira casual entre pessoas de 45 a 50 anos, quando consultam um médico por qualquer outro motivo.

 

Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia revelam que 80% dos portadores de glaucoma não apresentam sintomas aparentes da doença, como alterações na visão, no início da doença. Na forma crônica, as alterações só são percebidas quando a doença já está em estágio avançado.

 

A DOENÇA

Caracteriza-se pelo aparecimento de dores muito intensas no olho, que se deslocam até a testa e a cabeça, podendo aparentar, às vezes, uma dor de molares. Nas formas mais graves, a dor pode afetar até o abdome, produzindo náuseas e vômitos.

 

Ao observar uma fonte de luz, podem aparecer círculos ou anéis luminosos ou a sensação de moscas voando. Também pode ocorrer perda da visão lateral, que finalmente pode levar à cegueira.

 

FATORES DE RISCO

Qualquer pessoa a partir dos 40 anos ou que têm histórico de diabetes, pressão arterial aumentada ou miopia severa. Também quem tem um histórico familiar de glaucoma corre risco maior de desenvolvimento do glaucoma. Negros tendem a ter um início mais precoce e uma progressão mais rápida da doença do que os caucasianos.

 

FORMAS DE PREVENÇÃO

O glaucoma é uma doença ocular séria e progressiva, que lesa o nervo óptico e que sem tratamento adequado pode levar fatalmente à cegueira. Isto porque uma vez danificado o nervo óptico, ele não pode ser regenerado. Portanto, a única forma segura de evitar suas conseqüências é fazer consultas periódicas com o oftalmologista, afirma a oftalmologista.

 

Visando a prevenção do glaucoma, é muito importante ir ao oftalmologista, pelo menos uma vez ao ano, para que a pressão ocular seja medida, afirma a médica Gabriela Barreto. Havendo suspeita de glaucoma, se poderá solicitar exames de campo visual para verificar sua possível diminuição ou então,  examinar o nervo óptico por meio do exame de fundo de olho. E dependendo da suspeita, solicitar exames de imagem para auxiliar no diagnóstico, como o HRT, que escaneia a superfície do nervo óptico e da retina. “Há também o GDX e o OCT que analisam as fibras nervosas mais especificamente. Feitos com cuidado e regularidade estes exames podem auxiliar a identificar os pacientes saudáveis e os que já apresentam os primeiros sinais de danos”, explica a oftalmologista Gabriela Barreto.

 

A tonometria é apontada como um exame essencial também, pois é capaz de rastrear o aparecimento do glaucoma. “Ao medir a pressão ocular, por meio do tonômetro, o médico pode detectar a presença de hipertensão ocular, que pode ou não ser diagnosticado como glaucoma, de acordo com a alteração ou não do campo visual e da papila óptica”, finaliza.

 

ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO DA DOENÇA:

1) Comprometimento do paciente

São muitos os pacientes em tratamento que deixam de tomar os medicamentos antiglaucomatosos corretamente. “É de extrema importância a manutenção e o reforço das orientações médicas durante todo o tratamento, pois assim como a diabetes e a hipertensão arterial, o glaucoma não tem cura, mas é passível de controle, garantindo a qualidade de vida do paciente”, afirma a médica.

 

2) Acesso à informação

Como os estudos sobre o glaucoma avançaram ao longo dos anos, o acesso às informações atualizadas é fundamental para uma estratégia de prevenção eficaz. A pressão intra-ocular já não é mais tida como fator indispensável para a ocorrência da doença. “O aumento da pressão intra-ocular é considerado um dos fatores de risco. Portanto, no diagnóstico do glaucoma, outros fatores somam-se a ela, acarretando pior prognóstico da doença; entre eles, o desconhecimento da população a respeito da doença e suas conseqüências visuais”, diz a oftalmologista.

 

Saber sobre a importância da hereditariedade é muito importante para alertar descendentes sobre o risco de desenvolver o glaucoma. “O glaucoma é uma doença de caráter hereditário, e por isso em famílias de portadores de glaucoma há a necessidade que todos façam os exames preventivos”, explica a oftalmologista.

 

Muitos estudos já chamam a atenção para o fato de que pacientes mais bem informados apresentam melhor comprometimento com o tratamento. E nos casos de tratamentos prolongados, sem compreensão da sua finalidade e importância pelos pacientes, torna-se difícil a participação dele no tratamento.

 

No dia 19 de outubro, a oftalmologista Gabriela Barreto proferirá a palestra: Você sabia que por falta de prevenção o glaucoma é a primeira causa de cegueira irreversível?.  O evento é parte da programação do Projeto IMO Melhor Idade. A palestra inicia-se às 14:00 horas. A participação no evento é gratuita, mas há a necessidade de confirmar presença, pois o auditório da clínica tem capacidade para comportar apenas 90 pessoas sentadas.  Para confirmar a participação, é necessário entrar em contato com a coordenadora do Projeto, Neusa Duarte, pelo telefone: (11) 5573 6424

IMO – Instituto de Moléstias Oculares fica na Avenida Ibirapuera, 624. São Paulo-SP  Horário de atendimento: 08:00 às 18:30, de segunda a sexta-feira

Telefone: (11) 5573 6424 Site: www.imo.com.br

 

 

UMA POLÍTICA VOLTADA PARA A OFTALMOLOGIA

 

Neste momento em que o país discute as causas da cegueira são necessárias ações concretas em prol da saúde ocular. Para falar sobre essa temática, segue entrevista com o Dr. Marcos Ávila, professor e chefe da disciplina e do Departamento de Oftalmologia da UFG e presidente do Congresso Brasileiro de Oftalmologia. 


QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CEGUEIRA NO BRASIL?

Marcos Ávila - As principais causas da cegueira são: catarata, glaucoma, retinopatia diabética, erros de refração (falta do uso de óculos) e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Dentre as irreversíveis, estão a retinopatia diabética, o glaucoma e a maioria dos casos de degeneração macular relacionada à idade (principal causa da perda da visão em cinco milhões de brasileiros e 300 milhões de pessoas no mundo). Dentre as reversíveis; ou seja, que podem ser tratadas, está a catarata.

 

QUAL A OPINIÃO DO SENHOR SOBRE A IMPLANTAÇÃO DE NOVAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA DIMINUIR OS ÍNDICES DE CEGUEIRA NA POPULAÇÃO?

Marcos Ávila - Precisamos tornar um sonho em realidade: a hierarquização da rede. Ou seja, uma política nacional totalmente voltada para a oftalmologia, assim como já existe com a rede de oncologia, por exemplo. Nela, teríamos sistemas de atendimento primário, secundário e terciário. No atendimento primário, é imprescindível a capacitação do agente de saúde para a detecção de doenças oftalmológicas entre a população assistida pelo Programa Saúde da Família (PSF). Também é necessário um atendimento dentro das escolas da rede publica. Assim, os professores fariam um trabalho de detecção de baixa visual entre alunos do ensino fundamental.

 

O SENHOR ESTEVE COM O MINISTRO JOSÉ GOMES TEMPORÃO, DA SAÚDE, PARA FAZER PROPOSTAS NA ÁREA DE POLÍTICAS DE ATENDIMENTO OFTALMOLÓGICO. O QUE FOI PROPOSTO?

Marcos Ávila - Nós apresentamos ao ministro José Gomes Temporão uma solução dentro do Programa de Cirurgias Eletivas, implantado no SUS em Fevereiro de 2006. O programa dificultou o acesso e a realização das cirurgias oftalmológicas no Sistema Único de Saúde. Hoje, existe uma quantidade enorme de pessoas com catarata. No Brasil, são três milhões de pessoas que sofrem da doença. Na população acima de 60 anos, são aproximadamente 500 mil pessoas totalmente cegas em decorrência da catarata.  O gestor municipal e estadual acaba dando prioridade a um tipo de cirurgia e negligencia outro, por não poder atender às principais demandas da população. Precisamos voltar a oferecer um atendimento oftalmológico adequado dentro do SUS. Países desenvolvidos realizam cerca de seis cirurgias de catarata para cada mil habitantes. No Brasil, são realizadas duas cirurgias dentro deste universo.

 

COMO A SOCIEDADE E O GOVERNO PODEM COLABORAR COM A PREVENÇÃO DA CEGUEIRA?

Marcos Ávila - A maioria dos casos registrados de cegueira encontra-se em regiões pobres. É difícil o acesso da população mais carente à informação e ao atendimento oftalmológico na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, antes de tudo, é necessário um número maior de campanhas de divulgação para conscientizar a sociedade sobre o problema.  Precisamos de campanhas de divulgação em massa para que as pessoas saibam, por exemplo, o que é o glaucoma ou a retinopatia diabética, que podem ser detectados precocemente e tratados. Em segundo lugar, é necessária a disponibilização de maior verba pública para o tratamento de pacientes do SUS. 

 

O TRATAMENTO COM SUBSTÂNCIAS ANTIANGIOGÊNICAS É UM DOS PRINCIPAIS TEMAS DO CONGRESSO. ELE É VIÁVEL NO BRASIL?

Marcos Ávila - Os antiangiogênicos são substâncias derivadas da pesquisa do câncer e são aproveitadas no tratamento de cerca de 80 doenças. Dentre elas, doenças oculares, como a degeneração macular relacionada à idade, e em alguns casos de retinopatia diabética e edema de mácula, inchaços na retina. Existe um antiangiogênico aprovado no Brasil e dois nos Estados Unidos, que estão em uso. Além de um tipo que foi aprovado para tratar o câncer de intestino, mas se encontra em fase de pesquisa e está sendo usado em doenças oftamológicas. A utilização dessas drogas é muito cara, entretanto o antiangiogênico em fase de pesquisa hoje eu considero bastante eficaz. É uma substância muito mais barata que as usadas no mercado atualmente.

 

INFORMAÇÕES  ADICIONAIS

Segundo o ministro, o programa Olhar Brasil vai melhorar o atendimento oftalmológico na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), e cerca de 280 mil cirurgias de catarata - doença responsável por 42% dos casos de perda da visão hoje - serão realizadas num curto espaço de tempo. Em 2006, cerca de 200 mil cirurgias foram feitas. Já em 2007, o número caiu pela metade, 100 mil intervenções cirúrgicas. 

 

- “Precisamos voltar a oferecer um atendimento oftalmológico adequado dentro do SUS. Países desenvolvidos realizam seis cirurgias de catarata para cada mil habitantes. No Brasil, são realizadas cerca de duas cirurgias apenas”, revela Marcos Ávila, presidente do Congresso Brasileiro de Oftalmologia.

 

O SUS PEDE SOCORRO

GILBERTO NATALINI,

 

A atual conjuntura da saúde pública brasileira aponta para um colapso no setor. São filas quilométricas nas portas dos hospitais, esperas que chegam a durar meses, equipamentos precários, corpo clínico deficitário, infra-estrutura lastimável. Diante de um iminente "apagão" no Sistema Único de Saúde, surpreende a omissão do governo, comportando-se como se nada lhe dissesse respeito.

Evidência do descaso de Brasília é a posição ambígua em relação à regulamentação da Emenda Constitucional 29. Em vigor desde
2000, a Emenda, conhecida como PEC da Saúde, determina o direcionamento de recursos públicos para o setor. Os estados devem investir 12% de seus orçamentos, municípios 15% e a União um percentual variável do Produto Interno Bruto (PIB) - pelo projeto do ex-deputado Roberto Gouveia (PT/SP), 10% da receita bruta da União.

A maior parte da verba deve ser aplicada em três áreas específicas: ampliação do Programa de Saúde da Família (PSF), aumento da capacidade da rede de assistência hospitalar e aquisição de medicamentos. O objetivo é criar um cenário de estabilidade financeira, afastando a possibilidade de colapso, e homogeneizar os gastos em todo o território nacional, já que pesquisas apontam que os municípios investem mais que os estados em saúde pública.

A Emenda Constitucional 29 estabeleceu regras apenas para o período de 2000 a 2004. Desde então, sua regulamentação está à mercê da negligência do Governo Federal. Por essa razão, estamos organizando em São Paulo , na segunda-feira, 08 de outubro, uma ampla mobilização envolvendo lideranças da saúde, autoridades e gestores públicos com a finalidade de reivindicar a imediata  regulamentação conforme seu projeto original, num apelo dirigido ao presidente da República e aos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal.

O momento é de mobilização. O SUS é o grande plano de saúde do povo brasileiro. Seu maior problema é o sub-financiamento - dispõe de apenas US$ 150 por brasileiro/ano, para promoção, prevenção, cura e reabilitação em saúde. Impossível imaginar o Brasil sem o SUS. Seria a desassistência de 130 milhões de pessoas.

O Governo Federal não pode permanecer omisso.

Gilberto Natalini, médico e vereador (PSDB) em São Paulo - @Email: natalini@camara.sp.gov.br.

 

O PAÍS É POBRE EM INVESTIMENTOS

 

Brasil destina à saúde o que países desenvolvidos investiam na década de 80. Doenças como malária ainda são uma realidade. Problemas como estes foram apontados por pesquisador, durante evento, como fatores de interferência no processo de incorporação de tecnologia à saúde no país.

 

Com o objetivo de discutir novas propostas para a saúde, representantes de empresas, consumidores e do governo reuniram-se hoje na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Para representar a visão dos consumidores, a advogada Maria Stella Gregori, lembrou que o autor do livro prega através de sua análise sobre o sistema de saúde nos EUA que há atualmente uma grande competição neste setor, mas que ela não está funcionando. Isto porque não tem conseguido trazer qualidade, nem tem gerado valor para o paciente. A melhoria só seria alcançada com o foco destinado ao paciente.

 

Ela destacou ainda que para Porter o valor da saúde é quantificado através do dinheiro investido em saúde. Ela , então, concluiu que no Brasil há a necessidade de se estabelecer também um valor para a saúde. Segundo Gregori, a Constituição Federal já traz princípios que ajudam a nortear esta busca, pois aborda a dignidade humana, o consumidor de forma diferenciada e a saúde como um bem de todos.

 

Para a advogada, o Brasil já avançou em muitos pontos, pois criou a Lei 9.656/98 e a ANS (Agência Nacional de Saúde), órgão regulador. Portanto, considerou que o país tem instrumentos para avançar sobre a questão da saúde, e que para a conceituação de valor será necessário um equilíbrio entre prestadores e consumidores. "É importante lembrar que saúde é uma atividade onde o social se sobrepõe ao econômico", ressaltou.

 

Já Marcos Bosi Ferraz, do Centro Paulista de Economia da Saúde / Unifesp e do Fleury Medicina e Saúde, trabalhou com a questão da incorporação da tecnologia à saúde. Ele afirmou que, hoje, o Brasil "tem problemas de saúde e recursos financeiros do século passado". "Em 2006 o país destinou ao Sistema de Saúde o mesmo que países desenvolvidos investiam nos anos 80", disse. O que, na verdade, interfere sensivelmente no consumo de tecnologia. Ele disse que, no país, "doenças como tuberculose, infecção e malária ainda não estão resolvidas. E, no entanto, outros atuais passaram a existir como, por exemplo, Alzheimer". Segundo Ferraz, o ritmo de geração de novos conhecimentos cresce muito acima da capacidade da sociedade, como um todo, de ter acesso aos mesmos.

 

Ele afirmou que atualmente considerando um medicamento que tenha eficácia de 80% em uma amostragem de mil pacientes, em um mundo real, vários fatores vão influenciar o resultado final. Por exemplo, o acesso ao sistema de saúde, a precisão do diagnóstico, a eficácia do tratamento, a aderência do prestador e a aderência do paciente. Tudo isso somado, faz com que apenas 47% desses 1000 pacientes sejam curados. Ele destacou, ainda, que em países com problemas no sistema, por exemplo, nos em desenvolvimento esta estimativa pode chegar ao extremo de 9% de pacientes curados. Assim, concluiu que para o incremento da sáude é necessário que se definam prioridades, que se preste assistência baseada em evidência e quando necessário se economize.

 

O representante do governo, Fausto Pereira dos Santos, diretor da Agência Nacional de Saúde (ANS), destacou que “é impossível regular um sistema que tenha ênfase apenas no setor econômico, sendo o social imprescindível. Da forma que é impossível gerir com o fluxo de caixa. Ele destacou ainda que é fundamental trabalhar a questão do resultado, pois não se pode pagar da mesma maneira quando se tem resultados diferentes – positivo, negativo ou nulo”.

 

Para ele, apesar dos avanços nos últimos anos, no país ainda há um grande problema com relação as questões de longo prazo, pois apenas as de resultado imediato são valorizadas. Exemplificou com a questão da remuneração, "quando se propõe a remuneração baseada no resultado, a primeira coisa que acontece é o questionamento do prestador com relação ao lucro. O mesmo ocorre com os planos de saúde que questionam quanto será economizado no mês". Ele concluiu afirmando que o país já demonstra solidez suficiente para sair do curto prazo.
 
O evento teve como ponto de partida o livro "Repensando a saúde: estratégias para melhorar a qualidade e reduzir os custos", dos americanos, Michael E. Porter e Elizabeth Olmsted Teisberg, e foi organizado pela AMIL.

 

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)

 

SAÚDE E OS AVANÇOS DA TECNOLOGIA

MARCOS HUME

 

O avanço da tecnologia no setor da saúde vem provocando uma discussão sobre quais os caminhos ideais para a incorporação de novos equipamentos e produtos médico-hospitalares no país. No meio desse debate estão questões espinhosas: o governo deve gastar com a importação de equipamentos de última geração, que ajudam a salvar algumas vidas, ou investir na melhoria da saúde pública com os tratamentos tradicionais? E como fica o equipamento que ajuda na prevenção e, mais adiante, evita custos com internações e exames? O mesmo dilema, em maior ou menor proporção, enfrentam os hospitais particulares que atendem através de planos de saúde e os centros de diagnósticos.

 

O processo de incorporação de novas tecnologias está em fase inicial, mas se trata de um processo irreversível. Os setores público e privado estão desenvolvendo iniciativas para melhorar a entrada desses novos equipamentos e produtos para a saúde. Mas esbarram, na maioria das vezes, na política adotada pelas autoridades do setor e no impacto econômico desse processo.

 

O custo é um dos principais fatores que o governo utiliza para barrar as novas tecnologias. O problema, nesse caso, deve ser avaliado com muito cuidado e em longo prazo. Logicamente, ao trazer um equipamento de última geração, o impacto econômico em curto prazo será alto. Mas é preciso ressaltar que este mesmo equipamento pode representar uma diminuição de custos em médio ou longo prazo. Uma nova tecnologia que previne doenças pode efetivamente reduzir o número de internações e intervenções cirúrgicas lá na frente.

 

A restrição política é outro fator intrigante. Hoje, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão criando mecanismos para assegurar maior controle na entrada de novas tecnologias que para o setor de importação poderá significar barreiras não alfandegárias.

 

Apesar de o governo ter criado a Comissão para Incorporação de Tecnologias em Saúde (CITEC), para avaliar tecnicamente e economicamente o impacto das novas tecnologias, a indústria  ainda encontrará dificuldades. Ainda  falta uma metodologia adequada para essas avaliações. Faltam  ainda profissionais  com a correta capacitação tanto por parte do governo como das indústrias. Existem oportunidades de melhorias no sistema de avaliação e aprovação das novas tecnologias.  Por exemplo, a comissão ainda não estabeleceu prazos para as avaliações nem critérios de priorização das mesmas, o que dificulta a indústria e prejudica toda a cadeia envolvida.

 

A não introdução de novas tecnologias no sistema, principalmente quando não há critérios bem definidos, tem como principal prejudicado o paciente, e o conseqüente o sistema de saúde que poderá com o tempo, se tornar defasado em relação ao mundo. 

 

A exemplo do Japão, que em dois anos, entre 2004 e 2006, decidiu fechar suas portas às novas tecnologias.  Em 2004, o país havia introduzido 192 novas tecnologias. Entretanto, em 2006 permitiu a introdução de somente 8 inovações no setor de saúde. O resultado desse processo gerou uma defasagem tecnológica prejudicial ao sistema. Pois hoje há gerações de produtos e procedimentos em cardiologia, disponíveis na Índia e China que ainda não estão incorporadas no Japão. Os profissionais da saúde que buscam treinamento e novos conhecimentos fora de seu país retornam frustrados, pois sabem que não encontrarão estas tecnologias disponíveis em sua pátria mãe.

 

Esse quadro apresentado no Japão indica que é essencial a existência de critérios bem definidos na avaliação de novas tecnologias na saúde. E o Brasil precisa caminhar para uma metodologia eficiente, pois corre o risco de deixar de tratar seus pacientes adequadamente,  caso adotem critérios unicamente baseado em custos e sem análises metodológicas, com vistas a resultados e de longo prazo para o sistema. Um dos papéis da indústria, além de proporcionar todo o conhecimento tecnológico, é o de alertar o governo para esse horizonte perigoso.

 

A indústria de equipamentos médico-hospitalares está aberta ao debate com toda cadeia envolvida com a saúde, com o objetivo de melhorar a estrutura de informações e a metodologia utilizada na aprovação das novas tecnologias. O diálogo, o planejamento e a implementação de novos métodos são fundamentais para um progresso nos tratamentos de saúde tanto no setor privado, como no público.

 

Marcos Hume é  gerente de economia da saúde e reembolso e coordena o Grupo de Técnico de Trabalho de Avaliação de Novas Tecnologias da Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed)

 

POLÊMICA SOBRE O CPMF

UM LADO:

Foi votada a prorrogação da CPMF. Uma olhada superficial nos meios de comunicação mostra que essa renovação vem sendo objeto de uma intensa campanha contrária, à qual também se acrescentam correntes na internet, mostrando a indignação do cidadão comum e não apenas a dos especialistas que têm acesso às colunas dos jornais.

 

Pareceria que brecar a renovação do imposto seria "a virada na luta contra o peso excessivo do Estado", "contra a sufocante carga tributária" e outras afirmações nesse sentido. 

Existem razões teóricas para criticar a CPMF, como por exemplo sua característica de imposto em cascata (dado que se aplica a qualquer transação, o imposto seria distorcivo), além de que poderia levar a uma "desfinanceirização" (as pessoas fariam transações à vista para não pagar o imposto) etc. Todavia, entendemos que a oposição à CPMF não decorre desses motivos técnicos mais ou menos obscuros, explicando-se muito mais pelos seus méritos do que por seus defeitos. 


Vejamos quanto representa a CPMF no bolso de um cidadão de classe média. Para alguém que ganha R$ 4 mil líquidos, a CPMF representa pouco mais de R$ 15,00 mensais. Se a família dessa mesma pessoa comprar uma garrafa de refrigerante PET de dois litros (ou duas latinhas) por dia, estará pagando praticamente a mesma quantia de ICMS nessa bebida cada mês. Mas por que não recebemos correntes indignadas de nossos amigos, ou porque não lemos na imprensa propostas como "Acabemos com o ICMS dos refrigerantes", "Liberdade para nossas refeições" ou "Cansei de ser taxado à mesa"? Esse mesmo raciocínio poderia se aplicar a outros casos: por que não exigir reduções em outras alíquotas do ICMS ou do IPI? Porque não defender uma elevação nos descontos do IR, ou uma redução nas contribuições à Previdência? 


Para explicar essa indignação, talvez uma boa dica seja ver como funciona a CPMF. Uma característica básica dela é sua universalidade: qualquer usuário do sistema bancário é taxado na mesma proporção, seja empresário, artista, professor, favelado ou camelô. Dado que a alíquota é a mesma para qualquer cidadão, talvez o normal seria que os pobres se rebelassem, pedindo isenções, ou questionando por que eles têm que pagar a mesma percentagem que os ricos quando retiram seu salário do banco. Mas o que temos visto é exatamente o oposto: a classe média e os empresários são os que mais fortemente têm reclamado do imposto. 

Minha interpretação é que essa universalidade é o motivo da chiadeira contra a CPMF, pois ninguém pode fugir dela

Minha interpretação é que exatamente essa universalidade é o motivo da chiadeira contra a CPMF: ninguém pode fugir dela! Não tem jeitinho, nem nota fria, nem fiscal amigo, nem contador esperto que consiga impedir que as pessoas tenham que pagá-la. Não existe uma tarifa bancária com CPMF e outra sem ela, ao contrário de, por exemplo, a opção que oferecem o médico ou o mecânico de cobrarem um preço pelos seus serviços com nota fiscal ou recibo, e outro sem. 


Fazendo uma simplificação, podemos dividir os cidadãos brasileiros em dois grandes grupos: os trouxas que pagam todos seus impostos, e os espertos que dão um jeito através da evasão e da elisão impositivas. No primeiro grupo tipicamente estão os assalariados, dos setores privado e público, que não têm como fugir das retenções de seus salários, dos impostos pagos na compra do supermercado etc. No segundo está uma parcela daqueles que podem optar por recolher seus impostos ou não (empresários, autônomos, firmas) e que escolhem o segundo caminho, algo que não está ao alcance do assalariado- claro que há muitíssimos empresários, profissionais etc, que pagam todos seus impostos regularmente, mas não são todos.

 

A CPMF tem esse inegável mérito de atingir por igual espertos e trouxas. Por isso entendemos que especialmente os assalariados de classe média, ao pedirem o fim da CPMF, estão embarcando numa luta cujos maiores beneficiados certamente não seriam eles. 

Pode-se afirmar, por outro lado, que a sociedade tem demandado que o setor público mantenha seus programas sociais bem-sucedidos, forneça serviços de educação e saúde de melhor qualidade e retome seus investimentos em infra-estrutura. Para conseguir recursos para isso, o governo precisaria ora aumentar sua arrecadação, ora reduzir suas outras despesas. Claro que a qualidade dos gastos públicos pode ser muito melhorada, mas essa mudança necessariamente será lenta, e por isso a população teme que a saída seja um aumento na carga impositiva, e vibra instintivamente ante a possibilidade de eliminar algum imposto.

 

Todavia, um olhar atento às informações de arrecadação mostra que a receita do governo tem aumentado mês a mês. Esse crescimento, maior que o da economia como um todo, não decorre, porém, do aumento da carga tributária (dado que ela não muda todos os meses), mas do aumento da eficiência na arrecadação. Isso mostra que há espaço para viabilizar as exigências da sociedade quanto ao papel do Estado sem alterar o volume dos impostos que se deveria pagar (cujo total sem dúvida é muito alto), mas mexendo no quanto efetivamente se paga, muito abaixo do que se deveria.

 

Dado que a evasão e a elisão fiscais estão muito mais ao alcance dos mais ricos do que dos pobres, que não têm muitos meios de fugir dos seus impostos, aumentos na eficiência na arrecadação certamente atingem proporcionalmente mais os setores de maiores recursos. Por isso, acreditamos que a luta daqueles que se mostram preocupados com a carga tributária deveria se concentrar em apoiar medidas que aumentem a eficiência da arrecadação. Isto representaria maior justiça social e permitiria discutir em bases mais realistas qualquer redução da carga tributária. 

Recentemente faleceu a empresária Leona Helmsley, dona de um império imobiliário que incluía entre outras coisas o Empire States. Atribui-se a ela a frase "Só a plebe paga impostos", frase mais chocante porque dita num país no qual a eficiência da arrecadação e o castigo pela evasão são bem maiores do que no Brasil. Mas a CPMF seria o tipo de imposto do qual nem ela poderia ter fugido! Se estivesse viva e no Brasil, a Sra Helmsley certamente seria uma forte candidata a entrar na corrente contrária à sua renovação. 

Ramón García Fernández é professor da FGV/EESP. Este artigo foi publicado no

Valor Econômico  em  3/9/2007

OUTRO LADO:

A   CPMF (aquele imposto básico que todos nós pagamos sobre nossas transações bancárias) está prevista para ser extinta em dezembro de 2007, mas nosso 'querido presidente' quer torná-la definitiva.

 

Esta taxa foi criada em 1996 para reverter verbas para a saúde pública. Hoje, 11 anos depois, a saúde continua péssima e nós continuamos pagando.

 

Agora é a nossa vez de fazer algo para que esse imposto seja extinto. São necessárias 1 milhão de assinaturas para que haja um plebiscito.

 Visite  www.xocmpf.kit.net  E ajude a acabar com essa pouca vergonha.

 

A QUEM INTERESSA O FIM DA CPMF?

FERNANDO RIZZOLO

 

 A cobrança da CPMF gera uma arrecadação de cerca de R$ 37 bilhões por ano, sendo destinados constitucionalmente cerca de R$ 15 bilhões para a saúde, R$ 8 bilhões para o Fundo da Pobreza (que, segundo o ministro, paga parte da Bolsa Família), R$ 8 bilhões para a Previdência e o restante para utilização do governo, fica patente que os que não tem interesse no social, ou os que entendem que sua utilização no desenvolvimento social é "dinheiro jogado fora", são os mesmos que atacam o governo Lula, e tem com santo padroeiro Adam Smith.

 

O famoso privatista FHC, sempre foi a favor da CPMF agora é contra, a CPMF a quem tanto defendeu, mas atualmente ele não quer, e não é de se estranhar o fato e o receio, vez que o "homem que fala a fala do povo" (Lula) como ele mesmo diz FHC, pode vir a utilizá-la e gastá-la em projetos que agradem a massa que não é letrada, pode ser que o homem que fala e gesticula os modos do povo faça da CPMF uma espécie de transferência de renda promovendo desenvolvimento social, isso ele não quer. É simples

Podemos paulatinamente reduzir a CPMF, mas não no momento de implementação de medidas de interesse social que dependem do tributo, até porque, se o Congresso não prorrogar a CPMF, "vai gerar descontrole fiscal" já que a arrecadação do tributo equivale a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Ao invés de reduzir a CPMF poderíamos como diz o Mantega, pensar sim na desoneração da folha de pagamentos. No fundo, os que são contra, são contra a aplicação social do tributo e não na essência do fato gerador. Só pra terminar na Inglaterra, uns países ricos, que não há mais necessidade de tanta intervenção Estatal, a carga tributária é de 37%, ora, no Brasil um país onde existem 45 milhões de pessoas que vivem da Bolsa Família, por que não tem o que comer, a nossa carga tributária é de 40 %, e os representantes da elite acham a carga um absurdo, é sim um absurdo, mas para o pequeno e médio empresário nacional esse sim precisa ser contemplado, vez que a carga para esse segmento é proporcionalmente maior.

 

Hoje a carga tributária no Brasil é enorme, principalmente ao pequeno e médio empresário. É bem verdade que proporcionalmente ela é muito maior ao pequeno empresário, até porque para as empresas multinacionais, as que tem estrutura isso não representa muito em face à remessa de lucros. Precisamos pensar no médio empresário, no empresário nacional, esse tímido na sua própria casa. Quanto ao inicio da discussão da proposta de reforma tributaria, já negociada com Estados e Municípios, a criação do IVA é de grande valia, facilita a arrecadação e acabaria com essa barganha que é a guerra fiscal, em suma simplificaria e condensaria tudo num só imposto, um imposto agregado.

 

Como insisto, temos que defender nossa indústria, e reduzir os juros mais rapidamente, desonerar de impostos os investimentos e o setor produtivo, até porque a arrecadação está crescendo e muito. Passar, por exemplo, a cobrar a contribuição previdenciária do faturamento e não da folha de pagamento o que é mais justo, vamos desonerar a pequena empresa, que geralmente é nacional, aliás, hoje o empresário nacional de pequeno e médio porte é um tímido em sua própria casa, o mercado brasileiro.

 

Fernando Rizzolo é advogado Criminalista, Professor Universitário, Pós Graduado em Direito Processual , é Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo, membro efetivo da Comissão de Direito Humanos da OAB/SP, e membro do Conselho Deliberativo do Programa Estadual de Proteção a Testemunha do Estado de São Paulo-PROVITA/SP ligado à Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo. http://rizzolot.wordpress.com

 

HIRSUTISMO: O QUE É


O hirsutismo é o aparecimento ou a existência de pêlos em locais não habituais, como na região da barba em mulheres, por exemplo. Por isso, muitas vezes, torna-se algo esteticamente insuportável.

 

Dependendo do grau em que o problema se apresenta, pode tratar-se de algo mais grave ou apenas indicar uma característica de populações de certas regiões.

 

Há casos de origem familiar, e aí a questão é apenas estética, não havendo motivo para maior preocupação com a saúde. Às vezes o aparecimento dos pêlos pode representar apenas uma disfunção de glândulas como ovários e supra-renais.

 

E os casos mais graves podem ser decorrentes de tumores, que comprometem as secreções hormonais, ou devido a problemas genéticos. Recomendo que consulte um endocrinologista para o adequado diagnóstico.



DENTES, SORRISOS E VIDAS REABILITADOS

 

Três cirurgiões-dentistas fizeram contaram como funcionam as técnicas mais modernas em reabilitação oral e odontologia estética com implantes e próteses fixas e quais resultados proporcionam durante o O III Nobel Biocare Press Meeting. Na ocasião, duas pacientes deram seus depoimentos sobre as melhorias que o tratamento trouxe para as funções mastigatória e fonética e, acima de tudo, para sua auto-estima a qualidade de vida.

 

O implantodontista e mestre em Periodontia pela Universidade de Lund (Suécia) Mario Groisman, do Rio de Janeiro, falou que hoje os tratamentos com implantes devolvem não somente a função, mas também a estética, além de apresentarem alta taxa de sucesso. O especialista também destacou o maior conforto oferecido aos pacientes com as técnicas de carga imediata e a NobelGuide, que consiste numa cirurgia sem retalhos na gengiva e pós-operatório sem dor e edemas. A carga imediata permite a colocação da prótese logo após a do implante, e a pessoa pode, em seguida, voltar às suas atividades normais.

 

Groisman também apresentou o caso de Maria Inês Meireles do Valle, de 63 anos, uma das pacientes presentes, que, apesar de apresentar atrofia óssea no maxilar superior, pôde recuperar seus dentes com apenas quatro implantes e através da técnica NobelGuide.

 

William Frossard, especialista em Prótese e coordenador do curso de pós-graduação em Prótese Dentária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), falou das modernas técnicas de confecção das peças e das vantagens da prótese fixa em relação a móvel (dentadura), que pode “pular” da boca durante a fala e não permite comer todo tipo de alimento, entre outros inconvenientes.

 

Frossard também apresentou diversos casos clínicos, mostrando o “antes e depois” e destacando a grande melhora que o tratamento traz para o bem-estar dos pacientes. Um dos casos apresentados foi o de Vera Lúcia Silveira Matsumura de Castro, 54 anos, também presente no local, que colocou um implante na parte anterior da arcada, para substituir dentes doentes e escurecidos que prejudicavam muito a estética do seu sorriso.

 

Por fim, José Cícero Dinato, de Porto Alegre, implantodontista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falou mais detalhadamente da moderna técnica NobelGuide, que começa no planejamento virtual da cirurgia, baseado em imagens em 3D da anatomia óssea do paciente obtidas por tomografia computadorizada. A partir desse planejamento, é confeccionada uma guia cirúrgica que indica o local e a inclinação da colocação dos implantes.

 

Dinato explicou que, como a estrutura óssea pode ser observada previamente pelas imagens da tomografia, não é preciso abrir retalhos na gengiva do paciente para enxergar as áreas mais adequadas para a implantação dos pinos, como acontece nos métodos tradicionais. Além disso, a guia oferece mais segurança e precisão ao procedimento.

 

MUITO ALÉM DE DENTES 

“Um elemento dental representa só um dente? Ou representa também uma vida social mais alegre, com segurança, um bom trabalho?”. A declaração de Mario Groisman foi confirmada e reforçada pelo depoimento das duas pacientes presentes.

 

Vera e Maria Inês destacaram a grande melhora que o tratamento trouxe para a qualidade de vida, auto-estima e convívio social. Maria Inês contou que agora se sente segura para falar e comer qualquer tipo de alimento, inclusive morder uma maçã, e, emocionada, agradeceu aos profissionais que a trataram.

 

Vera disse que antes era sisuda e pouco saía de casa, mas depois do tratamento, além de sorrir à toa, até arrumou um namorado. As duas também contaram que sentiram bem pouca dor após a cirurgia e que o pós-operatório foi muito tranqüilo e confortável.

 

CONDIÇÕES DE SAÚDE BUCAL DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

 

O último Levantamento das Condições de Saúde Bucal da População Brasileira, realizado pelo Ministério da Saúde com a colaboração da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) entre 2002 e 2003, concluiu que o brasileiro com mais de 60 anos de idade já extraiu, em média, 26 dentes, sendo que três em cada quatro idosos não possuem nenhum dente funcional.

Para o odontogeriatra Dalton Costa, doutorando em Periodontia com Ênfase em Envelhecimento pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e consultor da ABO, o caminho para tratar dos idosos começa bem antes de a velhice chegar.

 

Ele alerta que os problemas, que vão além da falta de dentes – ainda segundo o Levantamento, menos de 8% dos idosos apresentam saúde periodontal –, evidenciam  falta de cuidado com a saúde bucal no decorrer da vida. “Além de uma conseqüência do fato de muitos idosos nunca terem ido a um consultório odontológico, os problemas são agravados pela falta de cuidados especiais no atendimento a pessoas com mais de 60 anos”, completa.

 

Para se chegar à terceira idade com dentes saudáveis, são necessários cuidados constantes na infância, juventude e maturidade. “A higienização diária e a visita regular ao cirurgião-dentista são fundamentais para a manutenção da saúde bucal. No consultório, a higienização é mais profunda, evitando doenças orais crônicas muito comuns nos idosos, como cáries de raiz, xerostomia (boca seca), bruxismo, lesões da mucosa oral, câncer oral, doenças periodontais”, explica Dalton Costa.

 

O odontogeriatra alerta que a saúde bucal dos mais velhos deve muito aos hábitos cultivados no decorrer da vida, inclusive os alimentares. “Para chegar à terceira idade com dentes saudáveis é preciso praticar uma dieta à base de carnes, frutas, verduras, legumes, cereais e fibras, evitando-se doces e refrigerantes”, aconselha.

 

Após os 40, uma doença degenerativa por década – A Odontogeriatria foi reconhecida como especialidade odontológica pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) em 2001, compreendendo o “estudo dos fenômenos decorrentes do envelhecimento que também têm repercussão na boca e suas estruturas associadas, bem como a promoção de saúde, o diagnóstico, a prevenção e o tratamento de enfermidades bucais e do sistema estomatognático do idoso” (Resolução CFO-12/2001).

 

O odontogeriatra Dalton Costa justifica a importância da especialidade explicando que, a partir dos 40 anos de idade, o ser humano adquire uma doença crônica degenerativa a cada década. “Estas doenças, como osteoporose, diabetes e cardiopatias, influem diretamente no tratamento odontológico e precisam ser levadas em consideração. Além disso, uma série de técnicas do tratamento odontológico precisa ser adaptada ao idoso, que tem mucosas mais sensíveis e finas, menor percepção de sabores, menos saliva e outras especificidades”.

 

CUIDADOS ESPECIAIS:

hidratação e higiene – Os cuidados com a saúde bucal do idoso em casa também precisam passar por adaptações. “Para evitar a desidratação da boca e diminuir a concentração de bactérias, é importante beber água durante todo o dia. Além disso, para evitar que os lábios fiquem ressequidos, pode-se usar manteiga de cacau”, orienta Dalton Costa. O odontogeriatra chama a atenção para cuidados especiais que devem ser tomados com usuários de prótese dentária. “A prótese precisa ser retirada após cada refeição para higienização fora da boca. Antes da colocação, a cavidade oral também deve ser higienizada”, explica.

 

A higienização bucal do idoso parcial ou totalmente dependente também exige cuidados especiais. “É preciso que ele fique numa posição confortável, com a coluna reta, de maneira que sua cabeça seja facilmente segurada durante a limpeza. Quem não tem dentes deve utilizar gaze ou algodão embebido em água para a limpeza das mucosas, que deve ser feita após cada refeição e antes de dormir”.

 

ACESSIBILIDADE

Segundo o CFO, o Brasil tem cerca de 600 odontogeriatras em atividade, formados por sete instituições. Para Dalton Costa, os cuidados especiais com o idoso não devem ser exclusividades desses profissionais. “A grande maioria dos consultórios odontológicos não é montada para esse público, que precisa de pisos antiderrapantes, barras para apoio dos braços, rampas como alternativa às escadas para aqueles que se locomovem com cadeira de rodas”, lamenta o odontogeriatra.

 

Ele conta que um colega ficou sem ação ao perceber que, após três horas de atendimento ininterrupto a um idoso, o paciente havia urinado na cadeira odontológica.

 

 “O profissional deve ter consciência de que o idoso precisa de cuidados especiais. Precisa, por exemplo, ir ao banheiro com mais freqüência, pois é comum possuir incontinência urinária. É uma sensibilidade que deve ser adquirida, é um dever de todos nós, que, um dia, seremos idosos”, defende o odontogeriatra.


GRIPE AVIÁRIA: DE MÃE PARA FILHO

Cientistas da Universidade de Pequim – China anunciaram na última semana um estudo que mostra que o vírus da gripe aviária (H5N1) pode passar da placenta da mãe para o feto.

 

O vírus, que é extremamente letal e mata cerca de 60% dos humanos infectados, também poderia se espalhar para outros órgãos além dos pulmões, como os intestinos, segundo estudo publicado no jornal britânico The Lancet.

 

A OMS coordena uma operação global para combater os casos de gripe aviária e luta para oferecer o tratamento adequado, promovendo o acesso às informações corretas para o público em geral. De acordo com a organização, o oseltamivir, conhecido com o nome comercial Tamiflu, é o único antiviral oral inibidor da neuraminidase utilizado efetivamente em humanos no combate ao H5N1. Desde 2003, foram registrados 313 casos de gripe aviária em pessoas, sendo 191 letais. Na China foram reconhecidos 25 casos, com 16 mortes.

 

PANDEMIA É IMINENTE

 

Em comunicado divulgado desde agosto passado no site oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS), a entidade reforça a iminência de uma pandemia de gripe. Segundo a instituição, o vírus H5N1 (gripe aviária) já infectou 321 humanos, causando 194 mortes em todo o mundo, o que representa um risco para a população.

 

O último aviso da OMS é baseado na evidência apresentada por especialistas de países que sofrem com a gripe aviária.

 

A organização reforça também a forma de tratamento para combater o vírus. Segundo a entidade, o oseltamivir, mundialmente conhecido com o nome comercial de Tamiflu, é o único antiviral inibidor da neuraminidase utilizado efetivamente em humanos no combate ao H5N1.

 

-“As experiências em todo o mundo mostram que o tratamento com oseltamivir reduz o índice de mortalidade”, explica John Oxford, professor de virologia do St. Bartholomew’s and Royal London Hospital. “O vírus H5N1 é muito agressivo aos humanos e em alguns países nós vemos a necessidade de usar altas doses de oseltamivir para tratar o problema”, coloca.

 

A OMS coordena uma operação global para combater os casos de gripe aviária e luta para oferecer o tratamento adequado, promovendo o acesso às informações corretas para o público em geral. Mais de 80 países  já estocaram o Tamiflu.

 

PANDEMIAS

Uma pandemia de gripe acontece quando aparece uma nova cepa do vírus Influenza A, que atinge um grande número de pessoas e é transmitida rapidamente causando muitas mortes. A pandemia mais grave já ocorrida no mundo foi a Gripe Espanhola A (H1N1), ocorrida em 1918 e que causou 50 milhões de mortes em todo o planeta. A Gripe Asiática A (H2N2), ocorrida em 1958,  causou  1 milhão de mortes e a Gripe de Hong Kong A (H3N2), de 1968, causou 800 mil vítimas em seis semanas.

 

A OMS acredita que o mundo está próximo de uma nova pandemia, devido à  fatores como o surgimento  de uma nova cepa (H5N1) e, agora, o fato do vírus atingir humanos. A atenção está voltada para uma nova mutação que fará com que exista transmissão entre humanos, o que fará com que o vírus se espalhe com muita facilidade e rapidez.

 

TRATAMENTO

A eficácia do Tamiflu (oseltamivir) no combate ao vírus em pacientes infectados pela gripe aviária se dá por seu mecanismo de ação. A gripe aviária é provocada pela variedade do vírus influenza H5N1. O N é a neuraminidase, uma proteína da superfície do vírus responsável por sua disseminação no organismo hospedeiro. Ao inibi-la, o Tamiflu impede que o vírus se espalhe pelo corpo, bloqueando a infecção e prevenindo complicações que podem inclusive levar à morte. A neuraminidase é uma proteína comum a todos os tipos de vírus da gripe (vírus Influenza), por isso mesmo uma mutação que permita ao vírus o contágio entre humanos não deve prejudicar o mecanismo de ação do remédio. Tamiflu é o único inibidor de neuraminidase com atuação sistêmica, isto é, em todos os órgãos do corpo.

 

ADULTOS TAMBÉM DEVEM SE VACINAR CONTRA CATAPORA

 

Na primavera, aumentam tradicionalmente os casos de varicela, também conhecida como catapora. Trata-se de doença infecto-contagiosa, causada pelo vírus varicela-zoster, que provoca lesões em forma de vesícula e prurido (coceira) em todo o corpo.

 

“Como a vacina é a melhor forma de evitar a doença, as pessoas devem fazê-lo”, aconselha a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

 

Esta não é uma doença apenas de criança. Muito pelo contrário. Ela é mais severa em adolescentes e adultos e, para as gestantes, ela é de alto risco para o feto. Aqueles que ainda não contraíram a doença ou não foram vacinados na infância devem tomar duas doses da vacina antivaricela, com intervalo de 1 a 2 meses.

 

Os dados no Brasil ainda são imprecisos porque a catapora não é uma doença de notificação compulsória. Ballalai explica que como os números são semelhantes em todo o mundo, pode-se pegá-los emprestados dos EUA. Lá, antes da vacinação sistemática, ocorriam anualmente 4 milhões de casos, com 11 mil hospitalizações e 100 óbitos. Enquanto, na infância a letalidade em menores de um ano é de 5 óbitos para cada 100 mil casos, em maiores de 30 anos chega a 25 mortes para cada 100 mil casos, de acordo com os dados norte-americanos.

 

Aqui no Brasil, em 2004, foram registrados 60 óbitos em São Paulo. Estima-se que 30% dos maiores de 15 anos podem ser contagiados pela varicela, fase em que a doença se manifesta com um quadro mais grave. Isso significa milhões de brasileiros sujeitos à possibilidade de contrair catapora.

 

Somente disponível em clínicas particulares, cada dose da vacina antivaricela custa em média R $ 120 e contra-indicada no período da gestação, e também para pessoas imunodeprimidas ou em tratamentos imunossupressores.

 

BANCO DE REMÉDIOS

A ASAPREV-RJ, criou o Banco de Remédios para atendimento gratuito aos aposentados de baixa renda, que não tem a mínima condição de adquirir medicamentos.

O Banco sobrevive com a doação de medicamentos de  pessoas cujo tratamento foi interrompido. Caso você possua um medicamento que não precisa mais ou não faça mais uso, não deixe em uma gaveta para depois jogar fora quando vencer o prazo de validade, FAÇA A DOAÇÃO.

Endereço de Entrega: Av. Rio Branco 156 - 20 andar  sala 2021 à 2024 (Edifício Av. Central ). Metrô Estação Carioca. PODE DEIXAR NA PORTARIA DO PRÉDIO.


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