LASER PARA REJUVENESCER
Existe um novo tratamento
de rejuvenescimento e que combate problemas na pele, podendo
até
eliminar manchas e cicatrizes com mais precisão e menos
dor. O tratamento com o Laser Pixel®, que atua em profundidade,
podendo ir da derme superficial à derme profunda, apresenta
resultados bastante compensadores.
O Laser Pixel®, uma arma para
atacar as manchas de sol, de idade, cicatrizes e rugas de
expressão. As únicas restrições
dizem respeito às grávidas e pessoas que apresentam
doenças de fotosensibilidade.
- Por ser fracionado (
Pixel) é hoje em dia um dos tratamentos mais avançados
que existe, pois se pode ajustar o poder do aparelho às
necessidades de cada paciente, afirma a dermatologista cosmiátrica
Emília Guiomar Franco Reis Gonçalves.
A dermatologista Joyce Meri Castro que está trabalhando
com o novo equipamento em seu consultório, no Rio
de Janeiro, explica que a principal vantagem em comparação às
técnicas anteriores, é que a recuperação
costuma ser bem mais rápida e os pacientes relatam
menos dor durante a aplicação.
- O tratamento não é evasivo. É totalmente
seguro e com tecnologia de última geração,
informa Dra. Joyce. São feitas microperfurações
na pele para remover manchas superficiais ou profundas. Estas
estimulam a produção do colágeno, que
irá reduzir as rugas.
- Fui para a primeira sessão preocupada em não
conseguir trabalhar logo depois, disse Suzana Campos, de
54 anos, paciente de Joyce Meri.
"No entanto, 3 dias depois já estava participando de reuniões
e ninguém notou o que eu tinha feito, me acharam bem, com a aparência
mais descansada," complementa.
Ieda Maria Baquel, outra paciente, disse que não
existe nenhum tratamento de rejuvenescimento que não
exija sacrifícios. “Esse, pelo menos é mais
rápido e menos agressivo”, explicou.
De acordo com a Dra Joyce Meri as reações
variam de pessoa para pessoa. Meia hora depois da aplicação,
sente-se um ardor, que costuma passar logo. No mesmo dia,
a região fica avermelhada. Nos três dias seguintes,
a pele descama.
"O paciente precisa usar hidratante, filtro solar 60
e não deve se expor ao sol", disse a Dra Emília
.
O Laser Pixel® ameniza as rugas estáticas, especialmente
as finas ao redor dos lábios, dos olhos e na testa",
continua Dra Joyce Meri.
É recomendada uma aplicação por mês,
que dependendo de como está a pele e da idade pode
ser repetida mais três vezes. Uma melhoria no aspecto
da pele pode ser sentido logo mas, o resultado ficará mais
evidente depois de um mês ou dois.
PASSO A PASSO
A seguir, acompanhe o tratamento de rejuvenescimento
com o Laser Pixel® desde a sua aplicação,
logo a seguir, no dia seguinte e quatro dias depois.




1. Antes da aplicação / 2. A aplicação / 3. Suavizando a vermelhidão
/
4. Após a aplicação, os traços ficam mais acentuados e a face
avermelhada /
5. Aparecem manchas escuras no segundo dia /
6. O resultado final cinco dias depois.
Consultório Dra Joyce Meri de Castro:
Rua Santa Clara,50 salas 304/305 – Copacabana Tel:
(21) 2547-9000/2548-0456
BELEZA NA TERCEIRA
IDADE
Um dos maiores desconfortos
para quem chega à terceira idade é cuidar da
pele. Pesquisa feita com pessoas acima dos 50 anos, pelo
portal Minha Vida (www.minhavida.com.br), maior comunidade
de saúde e bem-estar da internet, mostra que a maior
preocupação desse público, com relação à pele,
são as marcas e as rugas.
Mesmo com o avanço
dos cosméticos e das cirurgias plásticas, para
31% das mulheres o envelhecimento da pele é o maior
dilema, enquanto 22,4% se preocupam com as manchas. O público
masculino não fica longe desse número: quase
27% se importam com as rugas e 20,2% implicam com as manchas.
PINTAS PODEM INDICAR ENVELHECIMENTO
MAIS LENTO
O número de sinais e pintas
na pele pode oferecer uma indicação da velocidade
com que o corpo envelhece, segundo uma pesquisa britânica.
Cientistas do King's College de Londres compararam o DNA
com o número de sinais na pele em um estudo com
1,8 mil gêmeos.
Os pesquisadores descobriram que quanto maior o número
de pintas ou sinais na pele de uma pessoa, maior a probabilidade
do DNA daquela pessoa ter propriedades para lutar contra o envelhecimento.
O estudo, publicado na revista especializada
Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention, contrasta com a ligação
entre o grande número de sinais e o alto risco de câncer de
pele. Sinais na pele aparecem durante a infância e desaparecem a partir
da meia idade.
Quando presentes em grandes números, os sinais podem aumentar
o risco de melanoma, um tipo de câncer de pele.
Os sinais e pintas na pele variam muito em número e tamanho
entre as pessoas. O número médio de sinais nas
pessoas com pele branca é de 30, mas algumas pessoas podem
ter até
400. A
razão para
tais diferenças entre as pessoas é desconhecida,
assim como a função dos sinais.
Como os sinais desaparecem com a idade, cientistas examinaram
a relação entre o número de sinais e o
comprimento dos telômeros das células, que é um
bom indicador da taxa de envelhecimento em órgãos
como coração, músculos, ossos e artérias.
Telômeros, que ficam mais curtos à medida que
envelhecemos, são pacotes de DNA encontrados no fim
do cromossomo em todas as células e cuidam da proteção,
replicação e estabilização das
pontas dos cromossomos.
Eles foram comparados às pontas de plástico em
cordões de sapatos, pois evitam que as pontas dos cromossomos
desfiem ou grudem umas nas outras.
QUANTIDADE
No estudo, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham mais
de 100 sinais na pele tinham telômeros mais longos do que aqueles com
menos de
25. A
diferença entre os dois grupos foi equivalente a seis ou sete
anos de envelhecimento.
— Os resultados deste estudo são muito animadores, pois mostram,
pela primeira vez, que pessoas com muitos sinais na pele, que têm um
risco um pouco maior de melanoma, podem, por outro lado, ter o benefício
de uma taxa baixa de envelhecimento —, disse Veronique Bataille, chefe
da pesquisa.
Por Redação,
com BBC - de Londres
O HOMEM ESTÁ PREOCUPADO
COM A APARÊNCIA
Vaidade? Necessidade profissional?
Razões pessoais? Um misto destas respostas justifica
o aumento da procura masculina por cirurgias plásticas.
Dados da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica indicam que, em 2004, o Brasil realizou
616 mil cirurgias plásticas. Deste contingente, 31%
ou 190 mil procedimentos foram realizados por homens. De
lá para cá, a estimativa da entidade é que
este percentual tenha crescido, pelo menos em 30%.
- “As intervenções
masculinas mais corriqueiras são aquelas de pequeno
porte, como a blefaroplastia, o peeling ou a lipoaspiração.
A preocupação com o aspecto da pele e dos cabelos,
antes encarada como uma preocupação feminina,
hoje, também faz parte do universo masculino. No entanto,
os homens têm outro perfil, gostam de soluções
práticas, eficientes e simples, estas características
devem ser levadas em conta no momento de atender a estes
pacientes", afirma o cirurgião plástico
Ruben Penteado, diretor do Centro Integrado de Medicina.
O paciente típico de clínicas
e consultórios médicos, hoje, é o homem
jovem que deseja se livrar das marcas provocadas pela acne
na adolescência ou o profissional que busca uma silhueta
elegante e um rosto mais jovial, livre de rugas e do aspecto
cansado e abatido. Ruben considera o mercado de trabalho,
competitivo e exigente, como um dos grandes responsáveis
por essa mudança de hábitos.
“No entanto, não podemos
esquecer que as mulheres são incentivadoras da vaidade
masculina e são formadoras de opinião, exercendo
forte influência sobre os atos de maridos, filhos e
namorados”, diz o cirurgião.
Nos Estados Unidos, a pesquisa Beautiful
and Labor Marketing revelou que as pessoas de melhor aparência
têm um ganho salarial 5% acima daquelas cuja aparência
não era “assim tão boa”. Estas
chegavam a perder pelo menos 10% do valor da remuneração
por conta disso.
Um outro trabalho realizado pela
diretora do departamento de Economia da Universidade Federal
Fluminense (UFF), Ruth Helena Dwek, chamado O Impacto Sócio-econômico
da Beleza –
1995 a
2004, mostra que o Brasil ocupa o sétimo lugar entre os países
mais vaidosos do mundo.
Começar novos relacionamentos
também é motivo para que os homens tomem a
iniciativa de “repaginar” o visual.
“O paciente masculino que busca a cirurgia plástica, geralmente,
está em desarmonia com a sua imagem. Ele busca, acima de tudo, estar
bem consigo mesmo”, conta o cirurgião plástico. De uma
maneira geral, a vaidade masculina torna-se mais acentuada nos homens com idade
entre 40 e 60 anos, faixa em que o executivo, por uma exigência do trabalho,
necessita ter uma aparência jovem e bem cuidada.
Em relação ao mercado
mundial de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos,
conforme dados do Euromonitor de 2006, o Brasil ocupa a terceira
posição. É o segundo mercado em produtos
infantis, desodorantes e perfumaria; terceiro em produtos
para o banho, produtos masculinos, higiene oral e cabelo;
o quarto em cosmético; o quinto em proteção
solar; oitavo em pele; o nono em depilatórios.
CIRURGIAS MAIS PROCURADAS
As opções para corrigir
as imperfeições no rosto e no corpo variam
de acordo com a idade. Homens de até 30 anos, geralmente,
demonstram o desejo de fazer uma plástica no nariz
ou ficar livres das gordurinhas.
Na faixa entre 40 e 50 anos, o paciente
do sexo masculino procura o cirurgião para fazer pequenas
alterações na face, como retirar o excesso
de pele nas pálpebras e as bolsas de gordura, bem
como realizar o transplante capilar fio a fio.
- “Quando um homem decide
procurar um profissional em cirurgia plástica, ele
busca, em primeiro lugar, fazer mudanças discretas,
com um aspecto bem natural. Nada de mudanças drásticas
ou de alterações que chamem atenção”,
afirma o médico. “Até mesmo no atendimento,
o paciente requer
um tratamento diferenciado”, informa.
Os principais procedimentos realizados
pelo público masculino, segundo o cirurgião
plástico Ruben Penteado são:
LIPOASPIRAÇÃO - Especialmente no abdômen. É um
dos procedimentos mais requisitados pelos homens. É muito
eficiente para eliminar “a barriguinha”, desde
que ela não esteja muito grande (em forma de avental).
Em caso de obesidade é recomendado uma dieta com acompanhamento
médico para que o resultado final do
procedimento seja satisfatório.
GINECOMASTIA - A retirada do excesso de gordura das mamas pode ser realizada em
associação com uma lipoaspiração,
dependendo da capacidade de retração da pele.
No caso de mamas muito grandes, a cirurgia com incisão
na aréola poderá também ser indicada.
BLEFAROPLASTIA – É a retirada do excesso de pele das pálpebras
e das bolsas inferiores, que conferem um ar cansado à fisionomia.
A operação proporciona um efeito rejuvenescedor
e não deixa cicatrizes visíveis.
RINOPLASTIA - Para os insatisfeitos com o tamanho ou o formato do nariz. É uma
cirurgia delicada que exige muita habilidade do cirurgião.
Durante o procedimento é possível realizar
também a correção do desvio do septo
nasal, se indicado.
IMPLANTE CAPILAR - Métodos modernos conferem uma aparência cada vez mais
natural. Uma das técnicas mais utilizadas é o
implante, ou seja, uma elipse de cabelo da nuca é retirada
e transplantada para a região calva, fio a fio, ou
folículo a folículo.
Também estão em alta
os procedimentos estéticos, como a aplicação
de toxina botulínica tipo A e de ácido hialurônico, produtos usados
para corrigir pequenas imperfeições, sem que
haja a necessidade da realização de uma cirurgia
plástica.
Segundo a pesquisa Adonis Report,
realizada pela 2B Brasil Marketing, e intitulada Os homens
não são mais os mesmos, eles se depilam, cuidam
das unhas e estão dispostos a realizar algum tratamento
estético. Segundo a pesquisa, 71% consideram importante
ter cabelos bem tratados, 76% valorizam as unhas cuidadas
e 58% se preocupam com a limpeza do rosto.
O estudo revela que os homens estão
começando agora a ter acesso a esse mercado. Noventa
por cento dos entrevistados admitiram que nunca fizeram nenhum
tratamento estético, o que mostra um bom nicho para
investimento. Além disso, 68% consideram a hipótese
de fazer uma cirurgia plástica para fins estéticos.
Fonte: ABIHPEC, Associação
Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria
e Cosméticos e 2B Brasil Marketing
O ENVELHECIMENTO E ATIVIDADES FÍSICAS
Imagine um circuito de exercícios
físicos que o idoso pode realizar em sua própria
casa, utilizando pesos tradicionais ou até adaptados,
como garrafas pet cheias de areia.
Tais atividades podem ser acompanhadas
por algum membro da família ou mesmo serem realizadas
sozinhas, sem qualquer risco para a saúde. “Ao
contrário, é comprovado que as pessoas idosas
ganham disposição, maior facilidade para realizar
atividades rotineiras e necessárias, como o simples
ato de levantar-se da cadeira, quando praticam regularmente
exercícios com pesos”, comenta o fisiologista
Vagner Raso.
Ele está lançando
o livro
‘Envelhecimento Saudável: Manual de Exercícios com Pesos’,
cuja proposta do livro é propiciar ao idoso condições
para que ele possa ganhar força, flexibilidade e massa muscular.
A obra – prefaciada por Edson
Arantes do Nascimento, o Pelé – é um
guia prático, simples e acessível à pessoa
comum, ao profissional e a todos que buscam o envelhecimento
saudável.
O manual, totalmente colorido e
ilustrado por fotos, comprova o que o fisiologista constatou
após muita pesquisa e mais de 12 anos de experiência. “Bastam
dois meses de adesão a um programa de exercícios
com pesos para reverter vinte anos de perda de força
e massa muscular associados ao envelhecimento”, explica. “Mostramos,
no entanto, que não bastam apenas os exercícios
com pesos, mas sim o cumprimento de uma rotina semanal que
combine atividades aeróbicas, de equilíbrio
e flexibilidade também”.
Envelhecimento Saudável:
Manual de Exercícios com Pesos” de Vagner Raso
tem 252 páginas e custa R$ 99,00.
A CEGUEIRA É POBRE
JUSSARA
CÂMARA
Dados revelam a dura realidade da
perda da visão no Brasil: 90% dos casos de cegueira
são detectados nas áreas mais pobres do país.
Mas a constatação é mais delicada do
que parece. O brasileiro precisa conviver, ainda, com a falta
de políticas públicas. Isso porque 60% dos
casos de cegueira poderiam ter sido evitados, se detectados
com antecedência ou se tivessem sido devidamente acompanhados
por um oftalmologista.
Dados obtidos durante o XXXIV Congresso
Brasileiro de Oftalmologia realizado entre os dias 3 e 6
de setembro, no Centro de Convenções de Brasília
e o II Fórum Nacional de Saúde Ocular, dia
5 de setembro, no Congresso Nacional, que contou com a presença
de aproximadamente 6 mil médicos especializados em
oftalmologia e participantes do governo.
RETRATO DA CEGUEIRA
NO MUNDO
Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS), existem no mundo, aproximadamente,
50 milhões de cegos, cerca de 180 milhões de
pessoas com alguma deficiência visual e 135 milhões
com deficiência visual e risco de cegueira. Os custos
globais indiretos e diretos com a cegueira são estimados
em US$ 50 bilhões. A previsão é que
o número atual de cegos no planeta alcance 76 milhões
em 2020.
FALTA DE PREVENÇÃO
SOBRE O GLAUCOMA
FAZ COM QUE SEJA A PRIMEIRA
CAUSA DE
CEGUEIRA IRREVERSÍVEL
O glaucoma é a segunda maior
causa de cegueira no mundo. No Brasil, a Associação
Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma,
Abrag, estima que 900 mil pessoas tenham glaucoma, doença
ocular que atinge 67 milhões de pessoas em todo o
mundo.
O glaucoma é uma doença
causada principalmente por aumento da pressão dentro
do olho. Essa pressão chamada pressão intra-ocular,
danifica o nervo óptico, podendo levar à cegueira.
Ela é traiçoeira porque
pode ter transcorrido dez anos ou mais, desde seu início,
sem que o doente tenha notado qualquer alteração.
Geralmente é detectada de maneira casual entre pessoas
de
45 a
50 anos, quando consultam um médico por qualquer outro motivo.
Dados da Sociedade Brasileira de
Oftalmologia revelam que 80% dos portadores de glaucoma não
apresentam sintomas aparentes da doença, como alterações
na visão, no início da doença. Na forma
crônica, as alterações só são
percebidas quando a doença já está em
estágio avançado.
A DOENÇA
Caracteriza-se pelo aparecimento
de dores muito intensas no olho, que se deslocam até a
testa e a cabeça, podendo aparentar, às vezes,
uma dor de molares. Nas formas mais graves, a dor pode afetar
até o abdome, produzindo náuseas e vômitos.
Ao observar uma fonte de luz, podem
aparecer círculos ou anéis luminosos ou a sensação
de moscas voando. Também pode ocorrer perda da visão
lateral, que finalmente pode levar à
cegueira.
FATORES DE RISCO
Qualquer pessoa a partir dos 40
anos ou que têm histórico de diabetes, pressão
arterial aumentada ou miopia severa. Também quem tem
um histórico familiar de glaucoma corre risco maior
de desenvolvimento do glaucoma. Negros tendem a ter um início
mais precoce e uma progressão mais rápida da
doença do que os caucasianos.
FORMAS DE PREVENÇÃO
O glaucoma é uma doença
ocular séria e progressiva, que lesa o nervo óptico
e que sem tratamento adequado pode levar fatalmente à cegueira.
Isto porque uma vez danificado o nervo óptico, ele
não pode ser regenerado. Portanto, a única
forma segura de evitar suas conseqüências é fazer
consultas periódicas com o oftalmologista, afirma
a oftalmologista.
Visando a prevenção
do glaucoma, é
muito importante ir ao oftalmologista, pelo menos uma vez ao
ano, para que a pressão ocular seja medida, afirma a médica
Gabriela Barreto. Havendo suspeita de glaucoma, se poderá solicitar
exames de campo visual para verificar sua possível diminuição
ou então, examinar
o nervo óptico por meio do exame de fundo de olho. E dependendo
da suspeita, solicitar exames de imagem para auxiliar no diagnóstico,
como o HRT, que escaneia a superfície do nervo óptico
e da retina. “Há também o GDX e o OCT que
analisam as fibras nervosas mais especificamente. Feitos com
cuidado e regularidade estes exames podem auxiliar a identificar
os pacientes saudáveis e os que já apresentam os
primeiros sinais de danos”, explica a oftalmologista Gabriela
Barreto.
A tonometria é apontada como
um exame essencial também, pois é capaz de
rastrear o aparecimento do glaucoma.
“Ao medir a pressão ocular, por meio do tonômetro, o médico
pode detectar a presença de hipertensão ocular, que pode ou não
ser diagnosticado como glaucoma, de acordo com a alteração ou
não do campo visual e da papila óptica”, finaliza.
ESTRATÉGIAS
DE PREVENÇÃO DA DOENÇA:
1) Comprometimento do paciente
São muitos os pacientes em
tratamento que deixam de tomar os medicamentos antiglaucomatosos
corretamente.
“É de extrema importância a manutenção e o
reforço das orientações médicas durante todo o
tratamento, pois assim como a diabetes e a hipertensão arterial, o glaucoma
não tem cura, mas é passível de controle, garantindo a
qualidade de vida do paciente”, afirma a médica.
2) Acesso à informação
Como os estudos sobre o glaucoma
avançaram ao longo dos anos, o acesso às informações
atualizadas é fundamental para uma estratégia
de prevenção eficaz. A pressão intra-ocular
já não é mais tida como fator indispensável
para a ocorrência da doença. “O aumento
da pressão intra-ocular é considerado um dos
fatores de risco. Portanto, no diagnóstico do glaucoma,
outros fatores somam-se a ela, acarretando pior prognóstico
da doença; entre eles, o desconhecimento da população
a respeito da doença e suas conseqüências
visuais”, diz a oftalmologista.
Saber sobre a importância
da hereditariedade é muito importante para alertar
descendentes sobre o risco de desenvolver o glaucoma. “O
glaucoma é uma doença de caráter hereditário,
e por isso em famílias de portadores de glaucoma há a
necessidade que todos façam os exames preventivos”,
explica a oftalmologista.
Muitos estudos já chamam
a atenção para o fato de que pacientes mais
bem informados apresentam melhor comprometimento com o tratamento.
E nos casos de tratamentos prolongados, sem compreensão
da sua finalidade e importância pelos pacientes, torna-se
difícil a participação dele no tratamento.
No dia 19 de outubro, a oftalmologista
Gabriela Barreto proferirá a palestra: Você sabia
que por falta de prevenção o glaucoma é a
primeira causa de cegueira irreversível?. O evento é parte da programação
do Projeto IMO Melhor Idade. A palestra inicia-se às
14:00 horas. A participação no evento
é gratuita, mas há a necessidade de confirmar presença,
pois o auditório da clínica tem capacidade para comportar apenas
90 pessoas sentadas. Para confirmar a participação, é necessário
entrar em contato com a coordenadora do Projeto, Neusa Duarte, pelo telefone:
(11) 5573 6424
IMO – Instituto de Moléstias
Oculares fica na Avenida Ibirapuera, 624. São Paulo-SP Horário de atendimento: 08:00 às
18:30, de segunda a sexta-feira
Telefone: (11) 5573 6424 Site: www.imo.com.br
UMA POLÍTICA VOLTADA
PARA A OFTALMOLOGIA
Neste momento em que o país
discute as causas da cegueira são necessárias
ações concretas em prol da saúde ocular.
Para falar sobre essa temática, segue entrevista com
o Dr. Marcos Ávila, professor e chefe da disciplina
e do Departamento de Oftalmologia da UFG e presidente do
Congresso Brasileiro de Oftalmologia.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CEGUEIRA NO BRASIL?
Marcos Ávila - As principais
causas da cegueira são: catarata, glaucoma, retinopatia
diabética, erros de refração (falta
do uso de óculos) e a degeneração macular
relacionada à idade (DMRI). Dentre as irreversíveis,
estão a retinopatia diabética, o glaucoma e
a maioria dos casos de degeneração macular
relacionada à idade (principal causa da perda da visão
em cinco milhões de brasileiros e 300 milhões
de pessoas no mundo). Dentre as reversíveis; ou seja,
que podem ser tratadas, está a catarata.
QUAL A OPINIÃO DO SENHOR
SOBRE A IMPLANTAÇÃO DE NOVAS POLÍTICAS
PÚBLICAS PARA DIMINUIR OS ÍNDICES DE CEGUEIRA
NA POPULAÇÃO?
Marcos Ávila - Precisamos
tornar um sonho em realidade: a hierarquização
da rede. Ou seja, uma política nacional totalmente
voltada para a oftalmologia, assim como já existe
com a rede de oncologia, por exemplo. Nela, teríamos
sistemas de atendimento primário, secundário
e terciário. No atendimento primário, é imprescindível
a capacitação do agente de saúde para
a detecção de doenças oftalmológicas
entre a população assistida pelo Programa Saúde
da Família (PSF). Também é necessário
um atendimento dentro das escolas da rede publica. Assim,
os professores fariam um trabalho de detecção
de baixa visual entre alunos do ensino fundamental.
O SENHOR ESTEVE COM O MINISTRO JOSÉ GOMES
TEMPORÃO, DA SAÚDE, PARA FAZER PROPOSTAS NA ÁREA
DE POLÍTICAS DE ATENDIMENTO OFTALMOLÓGICO.
O QUE FOI PROPOSTO?
Marcos Ávila - Nós
apresentamos ao ministro José Gomes Temporão
uma solução dentro do Programa de Cirurgias
Eletivas, implantado no SUS em Fevereiro de 2006. O programa
dificultou o acesso e a realização das cirurgias
oftalmológicas no Sistema Único de Saúde.
Hoje, existe uma quantidade enorme de pessoas com catarata.
No Brasil, são três milhões de pessoas
que sofrem da doença. Na população acima
de 60 anos, são aproximadamente 500 mil pessoas totalmente
cegas em decorrência da catarata. O gestor municipal
e estadual acaba dando prioridade a um tipo de cirurgia e
negligencia outro, por não poder atender às
principais demandas da população. Precisamos
voltar a oferecer um atendimento oftalmológico adequado
dentro do SUS. Países desenvolvidos realizam cerca
de seis cirurgias de catarata para cada mil habitantes. No
Brasil, são realizadas duas cirurgias dentro deste
universo.
COMO A SOCIEDADE E O GOVERNO PODEM
COLABORAR COM A PREVENÇÃO DA CEGUEIRA?
Marcos Ávila - A maioria
dos casos registrados de cegueira encontra-se em regiões
pobres. É difícil o acesso da população
mais carente à informação e ao atendimento
oftalmológico na rede do Sistema Único de Saúde
(SUS). Por isso, antes de tudo, é necessário
um número maior de campanhas de divulgação
para conscientizar a sociedade sobre o problema. Precisamos
de campanhas de divulgação em massa para que
as pessoas saibam, por exemplo, o que é o glaucoma
ou a retinopatia diabética, que podem ser detectados
precocemente e tratados. Em segundo lugar, é necessária
a disponibilização de maior verba pública
para o tratamento de pacientes do SUS.
O TRATAMENTO COM SUBSTÂNCIAS
ANTIANGIOGÊNICAS É UM DOS PRINCIPAIS TEMAS DO
CONGRESSO. ELE É VIÁVEL NO BRASIL?
Marcos Ávila - Os antiangiogênicos
são substâncias derivadas da pesquisa do câncer
e são aproveitadas no tratamento de cerca de 80 doenças.
Dentre elas, doenças oculares, como a degeneração
macular relacionada à idade, e em alguns casos de
retinopatia diabética e edema de mácula, inchaços
na retina. Existe um antiangiogênico aprovado no Brasil
e dois nos Estados Unidos, que estão
em uso. Além
de um tipo que foi aprovado para tratar o câncer de intestino,
mas se encontra em fase de pesquisa e está sendo usado
em doenças oftamológicas. A utilização
dessas drogas é muito cara, entretanto o antiangiogênico
em fase de pesquisa hoje eu considero bastante eficaz. É uma
substância muito mais barata que as usadas no mercado atualmente.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Segundo o ministro, o programa Olhar
Brasil vai melhorar o atendimento oftalmológico na
rede do Sistema Único de Saúde (SUS), e cerca
de 280 mil cirurgias de catarata - doença responsável
por 42% dos casos de perda da visão hoje - serão
realizadas num curto espaço de tempo. Em 2006, cerca
de 200 mil cirurgias foram feitas. Já em 2007, o número
caiu pela metade, 100 mil intervenções cirúrgicas.
- “Precisamos voltar a oferecer
um atendimento oftalmológico adequado dentro do SUS.
Países desenvolvidos realizam seis cirurgias de catarata
para cada mil habitantes. No Brasil, são realizadas
cerca de duas cirurgias apenas”, revela Marcos Ávila,
presidente do Congresso Brasileiro de Oftalmologia.
O SUS PEDE
SOCORRO
GILBERTO NATALINI,
A atual
conjuntura da saúde pública brasileira aponta
para um colapso no setor. São filas quilométricas
nas portas dos hospitais, esperas que chegam a durar meses,
equipamentos precários, corpo clínico deficitário,
infra-estrutura lastimável. Diante de um iminente "apagão" no
Sistema Único de Saúde, surpreende a omissão
do governo, comportando-se como se nada lhe dissesse respeito.
Evidência do descaso de Brasília é a posição
ambígua em relação à regulamentação
da Emenda Constitucional 29. Em vigor desde
2000,
a
Emenda,
conhecida como PEC da Saúde, determina o direcionamento
de recursos públicos para o setor. Os estados devem investir
12% de seus orçamentos, municípios 15% e a União
um percentual variável do Produto Interno Bruto (PIB)
- pelo projeto do ex-deputado Roberto Gouveia (PT/SP), 10% da
receita bruta da União.
A maior parte da verba deve ser aplicada em três áreas
específicas: ampliação do Programa de
Saúde da Família (PSF), aumento da capacidade
da rede de assistência hospitalar e aquisição
de medicamentos. O objetivo é criar um cenário
de estabilidade financeira, afastando a possibilidade de colapso,
e homogeneizar os gastos em todo o território nacional,
já que pesquisas apontam que os municípios investem
mais que os estados em saúde pública.
A Emenda
Constitucional 29 estabeleceu regras apenas para o período
de
2000
a
2004.
Desde então, sua regulamentação está à mercê da
negligência do Governo Federal. Por essa razão,
estamos organizando
em
São Paulo
, na
segunda-feira, 08 de outubro, uma ampla mobilização
envolvendo lideranças da saúde, autoridades e gestores
públicos com a finalidade de reivindicar a imediata regulamentação
conforme seu projeto original, num apelo dirigido ao presidente
da República e aos presidentes da Câmara dos Deputados
e Senado Federal.
O momento é de
mobilização. O SUS é o grande plano
de saúde do povo brasileiro. Seu maior problema é o
sub-financiamento - dispõe de apenas US$ 150 por brasileiro/ano,
para promoção, prevenção, cura
e reabilitação
em saúde. Impossível
imaginar o Brasil sem o SUS. Seria a desassistência de 130 milhões
de pessoas.
O Governo Federal não pode permanecer omisso.
Gilberto
Natalini, médico e vereador (PSDB)
em São Paulo
- @Email: natalini@camara.sp.gov.br.
O PAÍS É POBRE
EM INVESTIMENTOS
Brasil destina à saúde
o que países desenvolvidos investiam na década
de 80. Doenças como malária ainda são
uma realidade. Problemas como estes foram apontados por pesquisador,
durante evento, como fatores de interferência no processo
de incorporação de tecnologia
à saúde no país.
Com o objetivo de discutir novas
propostas para a saúde, representantes de empresas,
consumidores e do governo reuniram-se hoje na Barra da Tijuca,
Rio de Janeiro. Para representar a visão dos consumidores,
a advogada Maria Stella Gregori, lembrou que o autor do livro
prega através de sua análise sobre o sistema
de saúde nos EUA que há atualmente uma grande
competição neste setor, mas que ela não
está funcionando. Isto porque não tem conseguido
trazer qualidade, nem tem gerado valor para o paciente. A
melhoria só seria alcançada com o foco destinado
ao paciente.
Ela destacou ainda que para Porter
o valor da saúde é quantificado através
do dinheiro investido
em saúde. Ela
, então, concluiu que no Brasil há a necessidade de se
estabelecer também um valor para a saúde. Segundo
Gregori, a Constituição Federal já traz
princípios que ajudam a nortear esta busca, pois aborda
a dignidade humana, o consumidor de forma diferenciada e a saúde
como um bem de todos.
Para a advogada, o Brasil já
avançou em muitos pontos, pois criou a Lei 9.656/98 e
a ANS (Agência Nacional de Saúde), órgão
regulador. Portanto, considerou que o país tem instrumentos
para avançar sobre a questão da saúde, e
que para a conceituação de valor será
necessário um equilíbrio entre prestadores e consumidores. "É importante
lembrar que saúde é uma atividade onde o social
se sobrepõe ao econômico", ressaltou.
Já Marcos Bosi Ferraz, do
Centro Paulista de Economia da Saúde / Unifesp e do
Fleury Medicina e Saúde, trabalhou com a questão
da incorporação da tecnologia à saúde.
Ele afirmou que, hoje, o Brasil "tem problemas de saúde
e recursos financeiros do século passado". "Em
2006 o país destinou ao Sistema de Saúde o
mesmo que países desenvolvidos investiam nos anos
80", disse. O que, na verdade, interfere sensivelmente
no consumo de tecnologia. Ele disse que, no país,
"doenças como tuberculose, infecção e malária
ainda não estão resolvidas. E, no entanto, outros atuais passaram
a existir como, por exemplo, Alzheimer". Segundo Ferraz, o ritmo de geração
de novos conhecimentos cresce muito acima da capacidade da sociedade, como
um todo, de ter acesso aos mesmos.
Ele afirmou que atualmente considerando
um medicamento que tenha eficácia de 80% em uma amostragem
de mil pacientes, em um mundo real, vários fatores
vão influenciar o resultado final. Por exemplo, o
acesso ao sistema de saúde, a precisão do diagnóstico,
a eficácia do tratamento, a aderência do prestador
e a aderência do paciente. Tudo isso somado, faz com
que apenas 47% desses 1000 pacientes sejam curados. Ele destacou,
ainda, que em países com problemas no sistema, por
exemplo, nos em desenvolvimento esta estimativa pode chegar
ao extremo de 9% de pacientes curados. Assim, concluiu que
para o incremento da sáude é necessário
que se definam prioridades, que se preste assistência
baseada em evidência e quando necessário se
economize.
O representante do governo, Fausto
Pereira dos Santos, diretor da Agência Nacional de
Saúde (ANS), destacou que “é
impossível regular um sistema que tenha ênfase apenas
no setor econômico, sendo o social imprescindível.
Da forma que é impossível gerir com o fluxo de
caixa. Ele destacou ainda que é fundamental trabalhar
a questão do resultado, pois não se pode pagar
da mesma maneira quando se tem resultados diferentes – positivo,
negativo ou nulo”.
Para ele, apesar dos avanços
nos
últimos anos, no país ainda há um grande problema com
relação as questões de longo prazo, pois apenas as de
resultado imediato são valorizadas. Exemplificou com a questão
da remuneração, "quando se propõe a remuneração
baseada no resultado, a primeira coisa que acontece é o questionamento
do prestador com relação ao lucro. O mesmo ocorre com os planos
de saúde que questionam quanto será economizado no mês".
Ele concluiu afirmando que o país já demonstra solidez suficiente
para sair do curto prazo.
O evento teve como ponto de partida o livro "Repensando
a saúde: estratégias para melhorar a qualidade
e reduzir os custos", dos americanos, Michael E. Porter
e Elizabeth Olmsted Teisberg, e foi organizado pela AMIL.
Agência Notisa (jornalismo científico
- science journalism)
SAÚDE E OS AVANÇOS
DA TECNOLOGIA
MARCOS
HUME
O avanço da tecnologia no
setor da saúde vem provocando uma discussão
sobre quais os caminhos ideais para a incorporação
de novos equipamentos e produtos médico-hospitalares
no país. No meio desse debate estão questões
espinhosas: o governo deve gastar com a importação
de equipamentos de última geração, que
ajudam a salvar algumas vidas, ou investir na melhoria da
saúde pública com os tratamentos tradicionais?
E como fica o equipamento que ajuda na prevenção
e, mais adiante, evita custos com internações
e exames? O mesmo dilema, em maior ou menor proporção,
enfrentam os hospitais particulares que atendem através
de planos de saúde e os centros de diagnósticos.
O processo de incorporação
de novas tecnologias está em fase inicial, mas se
trata de um processo irreversível. Os setores público
e privado estão desenvolvendo iniciativas para melhorar
a entrada desses novos equipamentos e produtos para a saúde.
Mas esbarram, na maioria das vezes, na política adotada
pelas autoridades do setor e no impacto econômico desse
processo.
O custo é um dos principais
fatores que o governo utiliza para barrar as novas tecnologias.
O problema, nesse caso, deve ser avaliado com muito cuidado
e em longo prazo. Logicamente, ao trazer um equipamento de última
geração, o impacto econômico em curto
prazo será alto. Mas é preciso ressaltar que
este mesmo equipamento pode representar uma diminuição
de custos em médio ou longo prazo. Uma nova tecnologia
que previne doenças pode efetivamente reduzir o número
de internações e intervenções
cirúrgicas lá na frente.
A restrição política é outro
fator intrigante. Hoje, o Ministério da Saúde
e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) estão criando mecanismos para assegurar
maior controle na entrada de novas tecnologias que para o
setor de importação poderá
significar barreiras não alfandegárias.
Apesar de o governo ter criado a
Comissão para Incorporação de Tecnologias
em Saúde (CITEC), para avaliar tecnicamente e economicamente
o impacto das novas tecnologias, a indústria ainda
encontrará dificuldades. Ainda falta uma
metodologia adequada para essas avaliações.
Faltam ainda profissionais com
a correta capacitação tanto por parte
do governo como das indústrias. Existem oportunidades
de melhorias no sistema de avaliação e
aprovação das novas tecnologias. Por
exemplo, a comissão ainda não estabeleceu prazos
para as avaliações nem critérios
de priorização das mesmas, o que dificulta
a indústria e prejudica toda a cadeia envolvida.
A não introdução
de novas tecnologias no sistema, principalmente quando não
há critérios bem definidos, tem como principal
prejudicado o paciente, e o conseqüente o
sistema de saúde que poderá com o tempo, se
tornar defasado em relação ao mundo.
A exemplo do Japão, que
em dois anos, entre 2004 e 2006, decidiu fechar
suas portas às novas tecnologias. Em
2004, o país havia introduzido 192
novas tecnologias. Entretanto, em 2006 permitiu a
introdução de somente 8 inovações
no setor de saúde. O resultado desse processo gerou
uma defasagem tecnológica prejudicial ao sistema.
Pois hoje há gerações de produtos
e procedimentos em cardiologia, disponíveis na Índia
e China que ainda não estão incorporadas no
Japão. Os profissionais da saúde que buscam
treinamento e novos conhecimentos fora de seu país
retornam frustrados, pois sabem que não encontrarão
estas tecnologias disponíveis em sua pátria
mãe.
Esse quadro apresentado no Japão
indica que é essencial a existência de critérios
bem definidos na avaliação de novas tecnologias
na saúde. E o Brasil precisa caminhar para uma metodologia
eficiente, pois corre o risco de deixar de tratar seus pacientes
adequadamente, caso adotem critérios unicamente
baseado em custos e sem análises metodológicas,
com vistas a resultados e de longo prazo para o sistema. Um
dos papéis da indústria, além de proporcionar
todo o conhecimento tecnológico, é o
de alertar o governo para esse horizonte perigoso.
A indústria de equipamentos
médico-hospitalares está aberta ao debate com
toda cadeia envolvida com a saúde, com o objetivo
de melhorar a estrutura de informações e a
metodologia utilizada na aprovação das novas
tecnologias. O diálogo, o planejamento e a implementação
de novos métodos são fundamentais para um progresso
nos tratamentos de saúde tanto no setor privado, como
no público.
Marcos Hume é gerente
de economia da saúde e reembolso e coordena o Grupo
de Técnico de Trabalho de Avaliação
de Novas Tecnologias da Associação Brasileira
dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos
Médico-Hospitalares (Abimed)
POLÊMICA SOBRE O CPMF
UM LADO:
Foi votada a prorrogação
da CPMF. Uma olhada superficial nos meios de comunicação
mostra que essa renovação vem sendo objeto
de uma intensa campanha contrária, à qual também
se acrescentam correntes na internet, mostrando a indignação
do cidadão comum e não apenas a dos especialistas
que têm acesso às colunas dos jornais.
Pareceria que brecar a renovação
do imposto seria "a virada na luta contra o peso excessivo
do Estado", "contra a sufocante carga tributária" e
outras afirmações nesse sentido.
Existem razões teóricas
para criticar a CPMF, como por exemplo sua característica
de imposto em cascata (dado que se aplica a qualquer transação,
o imposto seria distorcivo), além de que poderia levar
a uma "desfinanceirização" (as pessoas
fariam transações à vista para não
pagar o imposto) etc. Todavia, entendemos que a oposição à CPMF
não decorre desses motivos técnicos mais ou
menos obscuros, explicando-se muito mais pelos seus méritos
do que por seus defeitos.
Vejamos quanto representa a CPMF no bolso de um cidadão
de classe média. Para alguém que ganha R$ 4 mil
líquidos, a CPMF representa pouco mais de R$ 15,00 mensais.
Se a família dessa mesma pessoa comprar uma garrafa de
refrigerante PET de dois litros (ou duas latinhas) por dia, estará pagando
praticamente a mesma quantia de ICMS nessa bebida cada mês.
Mas por que não recebemos correntes indignadas de nossos
amigos, ou porque não lemos na imprensa propostas como "Acabemos
com o ICMS dos refrigerantes",
"Liberdade para nossas refeições" ou "Cansei de
ser taxado à
mesa"? Esse mesmo raciocínio poderia se aplicar a
outros casos: por que não exigir reduções
em outras alíquotas do ICMS ou do IPI? Porque não
defender uma elevação nos descontos do IR, ou uma
redução nas contribuições à
Previdência?
Para explicar essa indignação, talvez uma boa dica
seja ver como funciona a CPMF. Uma característica básica
dela é sua universalidade: qualquer usuário do
sistema bancário é taxado na mesma proporção,
seja empresário, artista, professor, favelado ou camelô.
Dado que a alíquota é a mesma para qualquer cidadão,
talvez o normal seria que os pobres se rebelassem, pedindo isenções,
ou questionando por que eles têm que pagar a mesma percentagem
que os ricos quando retiram seu salário do banco. Mas
o que temos visto é exatamente o oposto: a classe média
e os empresários são os que mais fortemente têm
reclamado do imposto.
Minha interpretação é que essa universalidade é o
motivo da chiadeira contra a CPMF, pois ninguém pode fugir
dela
Minha interpretação é que
exatamente essa universalidade é o motivo da chiadeira
contra a CPMF: ninguém pode fugir dela! Não
tem jeitinho, nem nota fria, nem fiscal amigo, nem contador
esperto que consiga impedir que as pessoas tenham que pagá-la.
Não existe uma tarifa bancária com CPMF e outra
sem ela, ao contrário de, por exemplo, a opção
que oferecem o médico ou o mecânico de cobrarem
um preço pelos seus serviços com nota fiscal
ou recibo, e outro sem.
Fazendo uma simplificação, podemos dividir os cidadãos
brasileiros em dois grandes grupos: os trouxas que pagam todos
seus impostos, e os espertos que dão um jeito através
da evasão e da elisão impositivas. No primeiro
grupo tipicamente estão os assalariados, dos setores privado
e público, que não têm como fugir das retenções
de seus salários, dos impostos pagos na compra do supermercado
etc. No segundo está uma parcela daqueles que podem optar
por recolher seus impostos ou não (empresários,
autônomos, firmas) e que escolhem o segundo caminho, algo
que não está ao alcance do assalariado- claro que
há
muitíssimos empresários, profissionais etc, que
pagam todos seus impostos regularmente, mas não são
todos.
A CPMF tem esse inegável
mérito de atingir por igual espertos e trouxas. Por
isso entendemos que especialmente os assalariados de classe
média, ao pedirem o fim da CPMF, estão embarcando
numa luta cujos maiores beneficiados certamente não
seriam eles.
Pode-se afirmar, por outro lado,
que a sociedade tem demandado que o setor público
mantenha seus programas sociais bem-sucedidos, forneça
serviços de educação e saúde
de melhor qualidade e retome seus investimentos
em infra-estrutura. Para
conseguir recursos para isso, o governo precisaria ora aumentar sua
arrecadação, ora reduzir suas outras despesas.
Claro que a qualidade dos gastos públicos pode ser muito
melhorada, mas essa mudança necessariamente será lenta,
e por isso a população teme que a saída
seja um aumento na carga impositiva, e vibra instintivamente
ante a possibilidade de eliminar algum imposto.
Todavia, um olhar atento às
informações de arrecadação mostra
que a receita do governo tem aumentado mês a mês.
Esse crescimento, maior que o da economia como um todo, não
decorre, porém, do aumento da carga tributária
(dado que ela não muda todos os meses), mas do aumento
da eficiência na arrecadação. Isso mostra
que há espaço para viabilizar as exigências
da sociedade quanto ao papel do Estado sem alterar o volume
dos impostos que se deveria pagar (cujo total sem dúvida é muito
alto), mas mexendo no quanto efetivamente se paga, muito
abaixo do que se deveria.
Dado que a evasão e a elisão
fiscais estão muito mais ao alcance dos mais ricos
do que dos pobres, que não têm muitos meios
de fugir dos seus impostos, aumentos na eficiência
na arrecadação certamente atingem proporcionalmente
mais os setores de maiores recursos. Por isso, acreditamos
que a luta daqueles que se mostram preocupados com a carga
tributária deveria se concentrar em apoiar medidas
que aumentem a eficiência da arrecadação.
Isto representaria maior justiça social e permitiria
discutir em bases mais realistas qualquer redução
da carga tributária.
Recentemente faleceu a empresária
Leona Helmsley, dona de um império imobiliário
que incluía entre outras coisas o Empire States. Atribui-se
a ela a frase "Só a plebe paga impostos",
frase mais chocante porque dita num país no qual a
eficiência da arrecadação e o castigo
pela evasão são bem maiores do que no Brasil.
Mas a CPMF seria o tipo de imposto do qual nem ela poderia
ter fugido! Se estivesse viva e no Brasil, a Sra Helmsley
certamente seria uma forte candidata a entrar na corrente
contrária à sua renovação.
Ramón García Fernández é professor
da FGV/EESP. Este artigo foi publicado no
Valor Econômico em 3/9/2007
OUTRO LADO:
A CPMF (aquele imposto
básico que todos nós pagamos sobre nossas transações
bancárias) está prevista para ser extinta em
dezembro de 2007, mas nosso 'querido presidente' quer torná-la
definitiva.
Esta taxa foi criada em 1996 para
reverter verbas para a saúde pública. Hoje,
11 anos depois, a saúde continua péssima e
nós continuamos pagando.
Agora é a nossa vez de fazer
algo para que esse imposto seja extinto. São necessárias
1 milhão de assinaturas para que haja um plebiscito.
Visite www.xocmpf.kit.net E
ajude a acabar com essa pouca vergonha.
A QUEM INTERESSA O FIM DA
CPMF?
FERNANDO RIZZOLO
A cobrança da CPMF
gera uma arrecadação de cerca de R$ 37 bilhões
por ano, sendo destinados constitucionalmente cerca de R$
15 bilhões para a saúde, R$ 8 bilhões
para o Fundo da Pobreza (que, segundo o ministro, paga parte
da Bolsa Família), R$ 8 bilhões para a Previdência
e o restante para utilização do governo, fica
patente que os que não tem interesse no social, ou
os que entendem que sua utilização no desenvolvimento
social é "dinheiro jogado fora", são
os mesmos que atacam o governo Lula, e tem com santo padroeiro
Adam Smith.
O famoso privatista FHC, sempre
foi a favor da CPMF agora é contra, a CPMF a quem
tanto defendeu, mas atualmente ele não quer, e não é de
se estranhar o fato e o receio, vez que o
"homem que fala a fala do povo" (Lula) como ele mesmo diz FHC, pode
vir a utilizá-la e gastá-la em projetos que agradem a massa que
não é letrada, pode ser que o homem que fala e gesticula os modos
do povo faça da CPMF uma espécie de transferência de renda
promovendo desenvolvimento social, isso ele não quer. É simples
Podemos paulatinamente reduzir a
CPMF, mas não no momento de implementação
de medidas de interesse social que dependem do tributo, até porque,
se o Congresso não prorrogar a CPMF, "vai gerar
descontrole fiscal" já que a arrecadação
do tributo equivale a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
Ao invés de reduzir a CPMF
poderíamos como diz o Mantega, pensar sim na desoneração
da folha de pagamentos. No fundo, os que são contra,
são contra a aplicação social do tributo
e não na essência do fato gerador. Só pra
terminar na Inglaterra, uns países ricos, que não
há mais necessidade de tanta intervenção
Estatal, a carga tributária é de 37%, ora,
no Brasil um país onde existem 45 milhões de
pessoas que vivem da Bolsa Família, por que não
tem o que comer, a nossa carga tributária é de
40 %, e os representantes da elite acham a carga um absurdo, é
sim um absurdo, mas para o pequeno e médio empresário
nacional esse sim precisa ser contemplado, vez que a carga para
esse segmento é proporcionalmente maior.
Hoje a carga tributária no
Brasil
é enorme, principalmente ao pequeno e médio empresário. É bem
verdade que proporcionalmente ela é muito maior ao pequeno empresário,
até porque para as empresas multinacionais, as que tem estrutura isso
não representa muito em face
à remessa de lucros. Precisamos pensar no médio empresário,
no empresário nacional, esse tímido na sua própria casa.
Quanto ao inicio da discussão da proposta de reforma tributaria, já negociada
com Estados e Municípios, a criação do IVA é de
grande valia, facilita a arrecadação e acabaria com essa barganha
que é a guerra fiscal, em suma simplificaria e condensaria tudo num
só
imposto, um imposto agregado.
Como insisto, temos que defender
nossa indústria, e reduzir os juros mais rapidamente,
desonerar de impostos os investimentos e o setor produtivo,
até porque a arrecadação está crescendo
e muito. Passar, por exemplo, a cobrar a contribuição
previdenciária do faturamento e não da folha
de pagamento o que é mais justo, vamos desonerar a
pequena empresa, que geralmente é nacional, aliás,
hoje o empresário nacional de pequeno e médio
porte é um tímido em sua própria casa,
o mercado brasileiro.
Fernando Rizzolo é advogado
Criminalista, Professor Universitário, Pós
Graduado
em Direito Processual
, é Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas
da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São
Paulo, membro efetivo da Comissão de Direito Humanos da
OAB/SP, e membro do Conselho Deliberativo do Programa Estadual
de Proteção a Testemunha do Estado de São
Paulo-PROVITA/SP ligado à Secretaria de Estado da Justiça
e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo.
http://rizzolot.wordpress.com
HIRSUTISMO: O QUE É
O hirsutismo é o aparecimento ou a existência de
pêlos em locais não habituais, como na região
da barba em mulheres, por exemplo. Por isso, muitas vezes, torna-se
algo esteticamente insuportável.
Dependendo do grau em que o problema
se apresenta, pode tratar-se de algo mais grave ou apenas
indicar uma característica de populações
de certas regiões.
Há casos de origem familiar,
e aí
a questão é apenas estética, não
havendo motivo para maior preocupação com a saúde. Às
vezes o aparecimento dos pêlos pode representar apenas
uma disfunção de glândulas como ovários
e supra-renais.
E os casos mais graves podem ser
decorrentes de tumores, que comprometem as secreções
hormonais, ou devido a problemas genéticos. Recomendo
que consulte um endocrinologista para o adequado diagnóstico.
DENTES, SORRISOS E VIDAS
REABILITADOS
Três cirurgiões-dentistas
fizeram contaram como funcionam as técnicas mais modernas
em reabilitação oral e odontologia estética
com implantes e próteses fixas e quais resultados
proporcionam durante o O III Nobel Biocare Press Meeting.
Na ocasião, duas pacientes deram seus depoimentos
sobre as melhorias que o tratamento trouxe para as funções
mastigatória e fonética e, acima de tudo, para
sua auto-estima a qualidade de vida.
O implantodontista e mestre em Periodontia
pela Universidade de Lund (Suécia) Mario Groisman,
do Rio de Janeiro, falou que hoje os tratamentos com implantes
devolvem não somente a função, mas também
a estética, além de apresentarem alta taxa
de sucesso. O especialista também destacou o maior
conforto oferecido aos pacientes com as técnicas de
carga imediata e a NobelGuide, que consiste numa cirurgia
sem retalhos na gengiva e pós-operatório sem
dor e edemas. A carga imediata permite a colocação
da prótese logo após a do implante, e a pessoa
pode, em seguida, voltar às suas atividades normais.
Groisman também apresentou
o caso de Maria Inês Meireles do Valle, de 63 anos,
uma das pacientes presentes, que, apesar de apresentar atrofia óssea
no maxilar superior, pôde recuperar seus dentes com
apenas quatro implantes e através da técnica
NobelGuide.
William Frossard, especialista em
Prótese e coordenador do curso de pós-graduação
em Prótese
Dentária
da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), falou das modernas
técnicas de confecção das peças e
das vantagens da prótese fixa em relação
a móvel (dentadura), que pode “pular” da boca
durante a fala e não permite comer todo tipo de alimento,
entre outros inconvenientes.
Frossard também apresentou
diversos casos clínicos, mostrando o “antes
e depois” e destacando a grande melhora que o tratamento
traz para o bem-estar dos pacientes. Um dos casos apresentados
foi o de Vera Lúcia Silveira Matsumura de Castro,
54 anos, também presente no local, que colocou um
implante na parte anterior da arcada, para substituir dentes
doentes e escurecidos que prejudicavam muito a estética
do seu sorriso.
Por fim, José Cícero
Dinato, de Porto Alegre, implantodontista e professor da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falou
mais detalhadamente da moderna técnica NobelGuide,
que começa no planejamento virtual da cirurgia, baseado
em imagens em 3D da anatomia óssea do paciente obtidas
por tomografia computadorizada. A partir desse planejamento, é confeccionada
uma guia cirúrgica que indica o local e a inclinação
da colocação dos implantes.
Dinato explicou que, como a estrutura óssea
pode ser observada previamente pelas imagens da tomografia,
não
é preciso abrir retalhos na gengiva do paciente para enxergar as áreas
mais adequadas para a implantação dos pinos, como acontece nos
métodos tradicionais. Além disso, a guia oferece mais segurança
e precisão ao procedimento.
MUITO ALÉM DE
DENTES
“Um elemento dental representa
só
um dente? Ou representa também uma vida social mais alegre,
com segurança, um bom trabalho?”. A declaração
de Mario Groisman foi confirmada e reforçada pelo depoimento
das duas pacientes presentes.
Vera e Maria Inês destacaram
a grande melhora que o tratamento trouxe para a qualidade
de vida, auto-estima e convívio social. Maria Inês
contou que agora se sente segura para falar e comer qualquer
tipo de alimento, inclusive morder uma maçã,
e, emocionada, agradeceu aos profissionais que a trataram.
Vera disse que antes era sisuda
e pouco saía de casa, mas depois do tratamento, além
de sorrir à toa, até arrumou um namorado. As
duas também contaram que sentiram bem pouca dor após
a cirurgia e que o pós-operatório foi muito
tranqüilo e confortável.
CONDIÇÕES
DE SAÚDE BUCAL DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
O último Levantamento das
Condições de Saúde Bucal da População
Brasileira, realizado pelo Ministério da Saúde
com a colaboração da Associação
Brasileira de Odontologia (ABO) entre 2002 e 2003, concluiu
que o brasileiro com mais de 60 anos de idade já extraiu,
em média, 26 dentes, sendo que três em cada
quatro idosos não possuem nenhum dente funcional.
Para o odontogeriatra Dalton Costa,
doutorando em Periodontia com Ênfase em Envelhecimento
pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e consultor
da ABO, o caminho para tratar dos idosos começa bem
antes de a velhice chegar.
Ele alerta que os problemas, que
vão além da falta de dentes – ainda segundo
o Levantamento, menos de 8% dos idosos apresentam saúde
periodontal –, evidenciam falta de cuidado com
a saúde bucal no decorrer da vida. “Além
de uma conseqüência do fato de muitos idosos nunca
terem ido a um consultório odontológico, os
problemas são agravados pela falta de cuidados especiais
no atendimento a pessoas com mais de 60 anos”, completa.
Para se chegar à terceira
idade com dentes saudáveis, são necessários
cuidados constantes na infância, juventude e maturidade. “A
higienização diária e a visita regular
ao cirurgião-dentista são fundamentais para
a manutenção da saúde bucal. No consultório,
a higienização é mais profunda, evitando
doenças orais crônicas muito comuns nos idosos,
como cáries de raiz, xerostomia (boca seca), bruxismo,
lesões da mucosa oral, câncer oral, doenças
periodontais”, explica Dalton Costa.
O odontogeriatra alerta que a saúde
bucal dos mais velhos deve muito aos hábitos cultivados
no decorrer da vida, inclusive os alimentares. “Para
chegar à terceira idade com dentes saudáveis é preciso
praticar uma dieta à base de carnes, frutas, verduras,
legumes, cereais e fibras, evitando-se doces e refrigerantes”,
aconselha.
Após os 40, uma doença
degenerativa por década – A Odontogeriatria
foi reconhecida como especialidade odontológica pelo
Conselho Federal de Odontologia (CFO) em 2001, compreendendo
o “estudo dos fenômenos decorrentes do envelhecimento
que também têm repercussão na boca e
suas estruturas associadas, bem como a promoção
de saúde, o diagnóstico, a prevenção
e o tratamento de enfermidades bucais e do sistema estomatognático
do idoso” (Resolução CFO-12/2001).
O odontogeriatra Dalton Costa justifica
a importância da especialidade explicando que, a partir
dos 40 anos de idade, o ser humano adquire uma doença
crônica degenerativa a cada década.
“Estas doenças, como osteoporose, diabetes e cardiopatias, influem
diretamente no tratamento odontológico e precisam ser levadas
em consideração.
Além
disso, uma série de técnicas
do tratamento odontológico precisa ser adaptada ao idoso,
que tem mucosas mais sensíveis e finas, menor percepção
de sabores, menos saliva e outras especificidades”.
CUIDADOS ESPECIAIS:
hidratação e higiene – Os
cuidados com a saúde bucal do idoso em casa também
precisam passar por adaptações. “Para
evitar a desidratação da boca e diminuir a
concentração de bactérias, é
importante beber água durante todo o dia. Além
disso, para evitar que os lábios fiquem ressequidos, pode-se
usar manteiga de cacau”, orienta Dalton Costa. O odontogeriatra
chama a atenção para cuidados especiais que devem
ser tomados com usuários de prótese dentária. “A
prótese precisa ser retirada após cada refeição
para higienização fora da boca. Antes da colocação,
a cavidade oral também deve ser higienizada”, explica.
A higienização bucal
do idoso parcial ou totalmente dependente também exige
cuidados especiais. “É preciso que ele fique
numa posição confortável, com a coluna
reta, de maneira que sua cabeça seja facilmente segurada
durante a limpeza. Quem não tem dentes deve utilizar
gaze ou algodão embebido em água para a limpeza
das mucosas, que deve ser feita após cada refeição
e antes de dormir”.
ACESSIBILIDADE
Segundo o CFO, o Brasil tem cerca
de 600 odontogeriatras em atividade, formados por sete instituições.
Para Dalton Costa, os cuidados especiais com o idoso não
devem ser exclusividades desses profissionais. “A grande
maioria dos consultórios odontológicos não é montada
para esse público, que precisa de pisos antiderrapantes,
barras para apoio dos braços, rampas como alternativa às
escadas para aqueles que se locomovem com cadeira de rodas”,
lamenta o odontogeriatra.
Ele conta que um colega ficou sem
ação ao perceber que, após três
horas de atendimento ininterrupto a um idoso, o paciente
havia urinado na cadeira odontológica.
“O profissional deve ter consciência
de que o idoso precisa de cuidados especiais. Precisa, por
exemplo, ir ao banheiro com mais freqüência, pois é comum
possuir incontinência urinária. É uma
sensibilidade que deve ser adquirida, é um dever de
todos nós, que, um dia, seremos idosos”, defende
o odontogeriatra.
GRIPE AVIÁRIA:
DE MÃE PARA FILHO
Cientistas da Universidade de Pequim – China
anunciaram na última semana um estudo que mostra que
o vírus da gripe aviária (H5N1) pode passar
da placenta da mãe para o feto.
O vírus, que é extremamente
letal e mata cerca de 60% dos humanos infectados, também
poderia se espalhar para outros órgãos além
dos pulmões, como os intestinos, segundo estudo publicado
no jornal britânico The Lancet.
A OMS coordena uma operação
global para combater os casos de gripe aviária e luta
para oferecer o tratamento adequado, promovendo o acesso às
informações corretas para o público
em geral. De
acordo com a organização, o oseltamivir, conhecido com
o nome comercial Tamiflu, é o único antiviral
oral inibidor da neuraminidase utilizado efetivamente em humanos
no combate ao H5N1. Desde 2003, foram registrados 313 casos de
gripe aviária em pessoas, sendo 191 letais. Na China foram
reconhecidos 25 casos, com 16 mortes.
PANDEMIA É IMINENTE
Em comunicado divulgado desde agosto
passado no site oficial da Organização Mundial
de Saúde (OMS), a entidade reforça a iminência
de uma pandemia de gripe. Segundo a instituição,
o vírus H5N1 (gripe aviária) já infectou
321 humanos, causando 194 mortes em todo o mundo, o que representa
um risco para a população.
O último aviso da OMS é baseado
na evidência apresentada por especialistas de países
que sofrem com a gripe aviária.
A organização reforça
também a forma de tratamento para combater o vírus.
Segundo a entidade, o oseltamivir, mundialmente conhecido
com o nome comercial de Tamiflu, é o único
antiviral inibidor da neuraminidase utilizado efetivamente
em humanos no combate ao H5N1.
-“As experiências em
todo o mundo mostram que o tratamento com oseltamivir reduz
o índice de mortalidade”, explica John Oxford,
professor de virologia do St. Bartholomew’s and Royal
London Hospital. “O vírus H5N1 é muito
agressivo aos humanos e em alguns países nós
vemos a necessidade de usar altas doses de oseltamivir para
tratar o problema”, coloca.
A OMS coordena uma operação
global para combater os casos de gripe aviária e luta
para oferecer o tratamento adequado, promovendo o acesso às
informações corretas para o público
em geral. Mais
de 80 países já estocaram
o Tamiflu.
PANDEMIAS
Uma pandemia de gripe acontece quando
aparece uma nova cepa do vírus Influenza A, que atinge
um grande número de pessoas e é transmitida
rapidamente causando muitas mortes. A pandemia mais grave
já ocorrida no mundo foi a Gripe Espanhola A (H1N1),
ocorrida em 1918 e que causou 50 milhões de mortes
em todo o planeta. A Gripe Asiática A (H2N2), ocorrida
em 1958, causou 1 milhão de mortes e a Gripe de
Hong Kong A (H3N2), de 1968, causou 800 mil vítimas
em seis semanas.
A OMS acredita que o mundo está
próximo de uma nova pandemia, devido à fatores
como o surgimento de
uma nova cepa (H5N1) e, agora, o fato do vírus atingir
humanos. A atenção está
voltada para uma nova mutação que fará com
que exista transmissão entre humanos, o que fará com
que o vírus se espalhe com muita facilidade e rapidez.
TRATAMENTO
A eficácia do Tamiflu (oseltamivir)
no combate ao vírus em pacientes infectados pela gripe
aviária se dá por seu mecanismo de ação.
A gripe aviária é provocada pela variedade
do vírus influenza H5N1. O N é a neuraminidase,
uma proteína da superfície do vírus
responsável por sua disseminação no
organismo hospedeiro. Ao inibi-la, o Tamiflu impede que o
vírus se espalhe pelo corpo, bloqueando a infecção
e prevenindo complicações que podem inclusive
levar à morte. A neuraminidase é
uma proteína comum a todos os tipos de vírus da
gripe (vírus Influenza), por isso mesmo uma mutação
que permita ao vírus o contágio entre humanos não
deve prejudicar o mecanismo de ação do remédio.
Tamiflu é o único inibidor de neuraminidase com
atuação sistêmica, isto é, em todos
os órgãos do corpo.
ADULTOS TAMBÉM DEVEM
SE VACINAR CONTRA CATAPORA
Na primavera, aumentam tradicionalmente
os casos de varicela, também conhecida como catapora.
Trata-se de doença infecto-contagiosa, causada pelo
vírus varicela-zoster, que provoca lesões em
forma de vesícula e prurido (coceira) em todo o corpo.
“Como a vacina é a
melhor forma de evitar a doença, as pessoas devem
fazê-lo”, aconselha a médica Isabella
Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações
(Sbim).
Esta não é uma doença
apenas de criança. Muito pelo contrário. Ela é mais
severa em adolescentes e adultos e, para as gestantes, ela é de
alto risco para o feto. Aqueles que ainda não contraíram
a doença ou não foram vacinados na infância
devem tomar duas doses da vacina antivaricela, com intervalo
de
1 a
2 meses.
Os dados no Brasil ainda são
imprecisos porque a catapora não é uma doença
de notificação compulsória. Ballalai
explica que como os números são semelhantes
em todo o mundo, pode-se pegá-los emprestados dos
EUA. Lá, antes da vacinação sistemática,
ocorriam anualmente 4 milhões de casos, com 11 mil
hospitalizações e 100 óbitos. Enquanto,
na infância a letalidade em menores de um ano é de
5 óbitos para cada 100 mil casos, em maiores de 30
anos chega a 25 mortes para cada 100 mil casos, de acordo
com os dados norte-americanos.
Aqui no Brasil, em 2004, foram registrados
60 óbitos
em São Paulo. Estima-se
que 30% dos maiores de 15 anos podem ser contagiados pela varicela,
fase em que a doença se manifesta com um quadro mais grave.
Isso significa milhões de brasileiros sujeitos à possibilidade
de contrair catapora.
Somente disponível em clínicas
particulares, cada dose da vacina antivaricela custa
em média R
$ 120 e contra-indicada no período da gestação,
e também para pessoas imunodeprimidas ou em tratamentos
imunossupressores.
BANCO DE REMÉDIOS
A ASAPREV-RJ, criou o Banco de Remédios
para atendimento gratuito aos aposentados de baixa renda,
que não tem a mínima condição
de adquirir medicamentos.
O Banco sobrevive com a doação de medicamentos
de pessoas cujo tratamento foi interrompido.
Caso você possua um medicamento que não precisa
mais ou não faça mais uso, não deixe em
uma gaveta para depois jogar fora quando vencer o prazo de validade,
FAÇA A DOAÇÃO.
Endereço de Entrega: Av. Rio Branco 156 - 20 andar sala 2021 à 2024 (Edifício
Av. Central ). Metrô Estação Carioca. PODE
DEIXAR NA PORTARIA DO PRÉDIO.