FALTA DE RESPONSABILIDADE
JUSSARA CÂMARA
Pedi à psicanalista, escritora
e poeta Maria Thereza Dantas Loures da Costa, que falasse
sobre os valores atuais na sociedade. Ela é graduada
em psicologia, tendo feito formação psicanalítica,
tornando-se, pois, psicanalista. É, também,
pós graduada
em Orientação
Educacional
e foi mestranda em Letras.
Escreveu trabalhos psicanalíticos
para o Jornal do Magistério e entrevistas para a revista
Persona Mulher. O grupo de poesia intitulado Ponte de Versos
vai lançar sua segunda Antologia pela Editora Íbis
Libris, onde Maria Thereza terá três páginas
de poemas seus publicados.
Eu perguntei a sua opinião
sobre a grande agressividade entre os jovens, na atualidade
(quando sabemos que eles espancam mulheres paradas em pontos
de ônibus, incendeiam índios, queimam cabelos
de professores.) E O
que achava que tem contribuído para a violência
do mundo atual.
“A violência de hoje
não é maior do que do passado. Apenas temos
mais visibilidade desta violência através dos
modernos meios de comunicação pela facilidade
tecnológica, haja vista a Internet. Antes, a informação
custava muito a chegar. A história do homem nos mostra
que ela se fez com sangue” respondeu.
Maria Thereza mencionou alguns fatos
do século XX:
”Duas guerras Mundiais, aonde,
na segunda, vimos os extermínios nos campos de concentração.
Também as bombas em Hiroshima e Nagasaki foram empregadas
para destruição em massa, nos mostrando que
o homem pode matar em grande escala sem se arriscar”,
explicou.” Neste século, esperamos que o homem
não acabe as condições de vida, para
si, no planeta.”
conclui.
O avanço das tecnologias
trouxe a globalização com seus aspectos positivos
e negativos. O positivo é que há uma maior
circulação dos meios econômicos mundo
afora, e o avanço científico possibilita uma
expectativa de vida mais longa do ser humano hoje em dia.
Como antes, o homem morria mais
cedo, não havia esse tempo a mais para se viver, sem
a preparação necessária. Hoje, se tem
de pensar que o homem de 50, 60 anos terá ainda uma
vida útil. É
preciso se incrementar novos hábitos, informações
e meio de sobrevivência para estas pessoas, ao invés
de se pensar em criar depósitos para velhos. O homem tem
que permanecer atuante numa sociedade de consumo.”
“O aumento populacional gerou
bolsões de miséria e pobreza muito grandes
nas grandes cidades, bem como o
êxodo rural”, continuou Maria Thereza.” Efetivamente, se
temos uma tecnologia mais avançada, cada vez mais, esta deveria ser
usada em prol da educação e do bem estar social; o que não
acontece, principalmente, nos países em desenvolvimento ou sub desenvolvidos.
Essa discrepância educacional é que leva a formação
de diversos estágios de pobreza, que dificultam a interação
social.
- Historicamente vemos que, a cultura
oral era mais difundida, se conversava mais. As famílias
cultivavam seus valores, que é uma forma de educação.
Havia também as tias, os avós, os primos que
ajudavam, hoje não há mais isso.
- As pessoas precisam trabalhar.
E o fato da mãe trabalhar em tempo integral para atender
um consumo sócio-econômico voraz, tem dificultado a
oportunidade de convívio maior com os filhos. Seria
necessário um revezamento na carga horária
dos casais. A necessária proteção à infância,
ao adolescente, e ao idoso está fraca, Maria Thereza
explica.
A BANALIZAÇÃO
DA CULTURA
Para ela, a grande maioria dos programas
na televisão é banal. Os bons programas ou
são exibidos em horário tardio, como as mini
séries na TV comum, ou passam na TV a cabo. “A
programação das tardes de domingo é calamitosa.”,
comenta.
Maria Thereza chama atenção
que quando há um projeto cultural de baixo custo e
bem feito, o povo vai. Exemplos disso são os concertos
de música, grátis, no Municipal do RJ.
- “Dizer que o povo não
gosta é
mentira. A TV não se deu conta disso nem os patrocinadores
dos programas”, ela explica.
- “Ninguém nasce moral,
e sim precisa de uma formação cultural continua.
A massa quer reagir, mas, não sabe como. É despreparada,
tem um nível muito baixo sócio-cultural. Também,
o que recebe de informação é mal feita,
truncada e manipulada pela mídia”.
O INDIVIDUALISMO
- Lamentavelmente o ser humano precisa
muito de líderes, para formar suas idéias.
No passado, estes líderes estavam nos exércitos,
na política.
Eles eram centralizadores e formadores
de opinião.
- Hoje em dia o que vemos é um
crescente individualismo, que eleva o dinheiro a um valor
máximo. Como antes havia menos dinheiro em circulação,
não existiam tantas facilidades e nem tantas necessidades.
As sociedades eram mais estratificadas. Agora, as pessoas
não se sentem pertencendo a nada.
- Como dissemos acima o êxodo
rural è um problema grave, resultando numa série
de dificuldades, desde moradia, transporte, cultura, trabalho.”
Para ela, outro ponto negativo é o
fato que, aqui no Brasil, muitas coisas boas foram extintas
e não colocaram nada no seu lugar. Por exemplo, esta
crise na área de aviação. O que poderia
complementar o transporte coletivo como
a estrada de ferro, foi abandonada, não evoluiu.
- “A responsabilidade perante
a vida está ficando cada vez mais complexa. O homem
precisa aprender a ser mais responsável, a assumir
seus atos. O homem vive como se fosse imortal”, finaliza.
E ela sabe do que está falando.
No momento, Maria Thereza está escrevendo um livro
de poesias, onde repensa os valores da vida sob o ponto de
vista da finitude. Ela está com uma filha com uma
grave doença. Por
isso, ela sabe bem a importância do cuidar de si tanto,
quanto do outro.
Visite o site http://www.pontedeversos.com.br/
OVOS PODRES
Ovos podres são jogados em
pessoas e carros na rua. Aí, você pergunta:
por crianças pobres, sem educação? Não!
São adultos ricos, conhecidos e mal educados.
O diário Extra, editado pelo
Infoglobo, mostrou na quinta-feira, dia 2 de agosto passado,
reportagem de primeira página sobre um vídeo
com grupo de personalidades cariocas que gostam de atirar
ovos nos passantes. Entre os que dão depoimento
está
Boninho, diretor do Big Brother Brasil, reality show da TV Globo,
os socialites Narcisa Tamborindeguy e Bruno Chateaubriand e Leonel
Brizola Neto. Todos sabiam que estavam sendo filmados.
Talvez, você não esteja
acreditando. Veja o vídeo “Ovos
2”
, no YouTube, onde mostra além de Boninho, falando de ovos
atirados há receitas de como deixá-los podres. “Já acertei
muita vagabunda
em São Paulo
”, diz o diretor. O filme – e o original, “Ovos”,
que tem Leonel Brizola Neto como protagonista – pode ser
assistido no site
do Extra.
Fonte: Comunique-se
QUERIDOS VILÕES
NELSON
MOTTA
Sempre na história deste
país os vilões das novelas foram execrados
pelo público. Atores que os interpretavam não
podiam sair às ruas sem ouvir vaias e ofensas e alguns
chegavam até a levar uns safanões. A odiada
arquivilã Maria de Fátima, de “Vale tudo“ (1988),
vivida por Glória Pires, se tornou sinônimo
nacional de mau-caráter, virou uma ofensa grave.
Hoje, a maior audiência de
televisão no país, da classe A à Z,
em todas as faixas etárias, é a novela
“Paraíso Tropical“, que tem na garota de programa e alpinista
social Bebel e no executivo bandido Olavo os personagens preferidos do público,
seguidos pela pérfida Marion, mãe de Olavo e picareta vocacional.
Mãe e filho se odeiam, mas o público adora os dois. Os personagens
positivos, também muito bem feitos, despertam menos empatia, os vilões
são os mais queridos.
Parte da culpa, e dos méritos,
cabe
à maestria dos autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares e ao talento
e charme de Camila Pitanga, Wagner Moura e Vera Holtz, criadores desses personagens
que vivem de armações, tramóias, mentiras e toda sorte
de canalhices, para subir na vida a qualquer preço. São cínicos
e dissimulados, simpáticos e afetuosos como políticos em campanha.
“Estou pasmo. Muita gente
perdeu completamente o sentido de ética“, disse
Gilberto Braga, com sua autoridade em vilões, a Patrícia
Kogut, em “O Globo”.
O exemplo vem do alto, todos os
dias. O cansaço e desencanto de ver tantos escândalos
e impunidades, com os vilões da vida real se dando
bem no final, parece estar levando muita gente a se identificar
com os vilões da ficção e aplaudir suas
vilanias.
Mas eles serão duramente
punidos. Na novela, pelo menos, promete Gilberto.
Enquanto isso, em Brasília...
Este artigo é do jornalista
Nelson Motta. Conheça outras crônicas dele e
sobre música em http://sintoniafina.uol.com.br/
O DIREITO É UMA
DISCIPLINA DO COMPORTAMENTO, DA CONVIVÊNCIA ENTRE OS
SERES HUMANOS. ESTES, POR NATUREZA, FORAM FEITOS POR DISPOSIÇÃO
GENÉTICA A VIVER
EM SOCIEDADE. POR
ISSO
, É NECESSÁRIA
UMA DISCIPLINA, SEM A QUAL A SOCIEDADE SERIA IMPOSSÍVEL.
A DISCIPLINA DA CONVIVÊNCIA HUMANA EXIGE,
EM PRIMEIRO LUGAR
, O RESPEITO DE UNS PELOS OUTROS E SUA APLICAÇÃO
NA ORDENAÇÃO JURÍDICA SE FUNDA NO SENTIMENTO
DE RESPEITO DE UNS PELOS OUTROS. O PENSADOR QUE MEDITA SOBRE
ESSAS COISAS VAI ENCONTRAR NO FUNDO DESSE RESPEITO UM OUTRO SENTIMENTO:
O SENTIMENTO ORIGINAL QUE RESIDE SECRETAMENTE NO ÍNTIMO
DAS PESSOAS, QUE É O AMOR. ESTE É, EM VERDADE,
O IMPULSO DA ALMA QUE IMPLICA O RESPEITO DE UNS PELOS OUTROS.
ASSIM, O SENTIMENTO DO AMOR É O PRIMEIRO FUNDAMENTO DE
TODA ORDEM JURÍDICA.
GOFFREDO
DA SILVA TELLES JÚNIOR PROFESSOR DAS ARCADAS, Foi
CONDECORADO ADVOGADO SÍMBOLO DA OAB-SP (1987)
180 ANOS DA FACULDADE DE DIREITO
DO LARGO DE SÃO FRANCISCO
A TV Cultura levou ao ar dois programas
especiais realizados em co-produção com o SESC-SP
e com apoio da Prefeitura do Município de São
Paulo, celebrando datas históricas da Faculdade de
Direito da USP - a célebre escola do Largo de São
Francisco.
Nessa data, transcorrem os 180 anos
da fundação da faculdade e da instituição
dos cursos jurídicos no Brasil. E transcorrem também
os 30 anos da divulgação da "Carta aos
Brasileiros", um corajoso manifesto contra a ditadura
militar então vigente no país, que foi lido
no tradicional prédio das Arcadas pelo Prof. Goffredo
da Silva Telles.
Para assinalar as duas datas, a
TV Cultura e o SESC-TV exibiu ao vivo, das 17h00 às
20h00, o show 180 x Onze - Homenagem à Faculdade Mais
Famosa do Brasil, que reuniu grandes nomes da música
popular brasileira: Alceu Valença, Toquinho, Tom Zé,
Luciana Mello e a banda Mamelo Sound System. Na sequência, às
20h00, apresentou o documentário Ultimato
À Ditadura, que conta a história da "Carta aos Brasileiros".
O show 180 x Onze foi apresentado por Maria Júlia Coutinho
e Rodrigo Rodrigues, em seis blocos de 30 minutos, intercalados
por reportagens, dramatizações e leituras de poemas
de ex-alunos que se tornaram celebridades, como Castro Alves,
Fagundes Varela, Mário de Andrade e Guilherme de Almeida,
entre vários outros. Participaram das dramatizações,
com episódios famosos da vida acadêmica da São
Francisco em parte pré-gravados e em parte encenados ao
vivo, os atores Caio Blat, Paschoal da Conceição,
Marat Descartes, Lavignia Pannunzio e José
Carlos Machado.
Ao longo do programa, foram mostradas
as relações da Faculdade de Direito com o desenvolvimento
da cidade de São Paulo, com a política nacional,
a justiça, as artes e a cultura.
O documentário Ultimato À Ditatura, dirigido por
Ricardo Soares, usou imagens de arquivo do período da
ditadura militar, entre elas as cenas do professor Goffredo da
Silva Telles lendo a "Carta aos Brasileiros", na noite
de 11 de Agosto de 1977, no pátio das Arcadas repleto
de estudantes, políticos e personalidades. O programa
reconstituiu o tenso ambiente político vivido no país
naqueles anos, mostrando a importância que o manifesto
teve na luta pela liberdade e pela volta à democracia,
com depoimentos de pessoas que participaram de sua redação,
como os advogados Dalmo Dallari, Modesto Carvalhosa e José Carlos
Dias.
A "Carta aos Brasileiros" de 1977 foi subscrita por
diversas personalidades, professores e estudantes, assinalando
os 150 anos da instituição dos cursos jurídicos
no Brasil e da fundação da Faculdade de Direito
do Largo de São Francisco. Ela despertou interesse em
todo o Brasil e no exterior, servindo de base para o movimento
das Diretas Já, em 1984.
Quem quiser ler na íntegra
a Carta aos Brasileiros entre no site http://www.goffredotellesjr.adv.br/
O BRASIL PELOS BRASILEIROS
É da terra do descobrimento,
Porto Seguro (BA), que, no dia 25 de julho passado, partiu
a caravana do Memória dos Brasileiros, projeto do
Museu da Pessoa cujo propósito é construir
um acervo de histórias de vida que componham uma reflexão
sobre a identidade do Brasil de hoje. O destino é o
Vale do Jequitinhonha, onde é possível acreditar
que moradores sobrevivem a um dos piores índices de
desenvolvimento humano do mundo pela força de suas
verdadeiras riquezas culturais.
Lá, a equipe de pesquisadores
tem encontro marcado com Dona Emília, matriarca que
dirige uma empresa familiar que produz farinha de mandioca,
um dos mais antigos alimentos processados no território
brasileiro; Dona Eva, mestra de congado, remanescente de
Quilombos; Dona Isabel, a mais famosa ceramista do Vale;
Seu Crispim, festeiro e conhecedor de Vissungos, cantigas
fúnebres cantadas em Bantu; Mestre Antônio,
personagem lendário do Vale que constrói instrumentos
de percussão; algumas lavadeiras de Almenara, que
além de se revezarem na lavanderia comunitária
da cidade, também compõem um coral de cantigas
e canções.
E por aí vai. A caravana
tem entrevistas agendadas com cerca de 20 pessoas da região,
todas tendo em comum a força empreendedora de realizar
atividades importantes no Vale do Jequitinhonha. Além
disso, ao longo da trajetória, que deve passar por
mais de 10 cidades do Vale, a equipe pretende entrevistar
mais gente. Para isso, vai contar com a participação
de leitores do site www.museudapessoa.net,
que poderão acessá-lo para escolher outras
pessoas que não podem deixar de ser entrevistadas.
O internauta poderá votar
na história de vida que deseja conhecer melhor – além
de acompanhar um diário de bordo da equipe (que inclui
podcasts e vídeos), em que serão registrados
os passos e impressões da viagem e, ainda, fazer seus
comentários. Toda essa interatividade do site visa
democratizar o exercício de recorte do registro histórico.
Os idealizadores do projeto também
contemplaram o retorno que deve ser dado aos entrevistados.
Para isso, todos os depoentes receberão, em seguida
da entrevista, fotos e um DVD com a gravação.
A CONSTRUÇÃO
DA MEMÓRIA
O Projeto Memória dos Brasileiros
já conta com extenso material, tendo em vista que,
ao longo de mais de 15 anos, o Museu da Pessoa coletou cerca
de 8 mil histórias de vida que compuseram e compõem
o Brasil. Para dar ainda mais amplitude a esse acervo, os
idealizadores do projeto definiram algumas viagens, verdadeiras
expedições de registro e preservação
de riquezas culturais em locais onde a pobreza não
as suplantou. Isso inclui essa viagem ao Vale do Jequitinhonha,
além de três outras viagens recentes realizadas
pelo projeto.
A primeira, para Maués (AM),
onde moradores guardam tradições de cultivo
e produção do guaraná que não
poderiam se perder no meio da floresta; e as outras duas,
para Vassouras (RJ) e Serra do Cipó (MG), que tiveram
foco na sabedoria dos mestres Griôs, memórias
vivas que guardam histórias de gerações
e gerações, as quais o Museu da Pessoa, em
parceria com outras organizações vem buscando
coletar e preservar.
Nesse grande mapeamento de nossa
geografia humana, entrelaçam-se falas que registram
a história viva do nosso dia-a-dia, grandes feitos,
saberes e fazeres regionais, coisas que precisam mudar, aspectos
de cidades que cresceram e crescem, soluções
de sobrevivência que são legados para a humanidade.
Enfim, tramas e contornos que poderiam ser esquecidos pelos
livros "oficiais" de história do Brasil
e que serão registrados em uma publicação
da Editora Peirópolis ao final desse ano.
Está prevista, ainda, a produção
de 48 programas pelo Canal Futura, que devem ser divulgados
ao longo da programação do canal.
Criado no Brasil em 1991, na cidade
de São Paulo, o Museu da Pessoa desenvolveu uma metodologia
própria de coleta e sistematização de
depoimentos. Nesses anos, captou e disponibilizou em seu
portal mais de 8 mil depoimentos. Em seu acervo, possui cerca
de 72 mil fotos e documentos digitalizados, realizou mais
de 15 projetos na área de Educação e
os projetos de Memória Institucional já são
mais de 100.
O Museu da Pessoa é uma Organização
da Sociedade Civil de Interesse Público com representantes
em Portugal, EUA e Canadá. Essa rede internacional
de histórias de vida tem como visão um mundo
mais justo e democrático baseado na história
de pessoas de todos os segmentos da sociedade.
A TRAJETÓRIA DE UM
REVOLUCIONÁRIO
Apolonio de Carvalho foi uma figura ímpar
no cenário da vida política brasileira e no
exterior. Sua trajetória, junto aos republicanos na
Guerra Civil Espanhola, na Resistência Francesa, no
combate à ditadura militar no Brasil, assim como os
fatos da sua vida cotidiana e familiar, está sendo
contada na exposição multimídia no Arquivo
Nacional do Rio de Janeiro (Praça da República,
173, Centro).
A exposição Apolonio
de Carvalho - A Trajetória de um Revolucionário,
que é promovida pela Secretaria Especial de Direitos
Humanos da Presidência da República (SEDH),
exibe 52 painéis com fotografias – de arquivos
públicos do Brasil, França e Espanha e acervos
pessoais -, divididos com monitores de vídeo mostrando
a trajetória de Apolonio, além de exibição
do documentário Vale à Pena Sonhar, produzidos
por Stela Grisotti e Rudi Böhm, também curadores
do evento.
Nascido
em Mato Grosso
do Sul, Apolonio
de Carvalho, desde a década de 30, participou das principais
lutas políticas do século passado no Brasil e no
exterior. Comunista, teve uma trajetória marcada pela
luta pelas causas sociais, na consolidação de um
projeto democrático e socialista para o país. Serviu
ao Exército no Brasil, foi voluntário nas Brigadas
Internacionais da Guerra Civil Espanhola, combatendo o fascismo
entre 1937 e 1939, e, na França, foi coronel da Resistência
na luta contra o nazismo na 2ª
Guerra Mundial e assinou a ficha número 1 de filiação
do PT. Aos 93 anos de idade, faleceu no dia 23 de setembro
de 2005, vitima de pneumonia.
A CANÇÃO
DO AFRICANO
CASTRO
ALVES
LÁ NA
ÚMIDA SENZALA,
SENTADO NA ESTREITA SALA,
JUNTO AO BRASEIRO, NO CHÃO,
ENTOA O ESCRAVO O SEU CANTO,
E AO CANTAR CORREM-LHE
EM PRANTO
SAUDADES DO
SEU TORRÃO
...
PROJETO CASTRO ALVES 160
ANOS
Através da parceria entre
o CEMJ (Centro de Estudos e Memória da Juventude)e
o grupo Arlequins da Cooperativa Paulista de Teatro desenvolveu-se
o projeto Castro Alves 160 anos, trata-se de uma forma de
homenagear Castro Alves e promover junto à juventude
brasileira um símbolo de resistência cultural.
A proposta é voltada aos
estudantes e visa o acesso de um público amplo para
refletir sobre a atualidade do poeta, através da apresentação
de um espetáculo seguido de debate onde pretende-se
proporcionar uma
diversão reflexiva. Estaremos assim não apenas
reforçando o sentido de
pertencimento de uma juventude que carece de ídolos e
referências capazes de inspirá-la e ajudá-la
a compreender a realidade nacional, mas também proporcionando
uma alavanca da cidadania através da leitura crítica
do passado e do presente, revelando as permanências e transformações
do Brasil nos últimos 160 anos.
O espetáculo se chama CASTRO
ALVES: LIVRE é mostrado no Espaço CUCA (Centro
Universitário de Cultura e Arte
"Gianfrancesco Guarnieri")R: Vergueiro, 2485 - Próx. Metro
Ana Rosa - São Paulo - Horário: 10h - 15h - 20h- Ingressos: R$
20,00 Meia: R$ 10,00. Reservas e Informações: com Danielle Agostinho
Fone: (11) 3537-1254 / 9150-5494
SUA HISTÓRIA
Nascido na fazenda Cabaceiras, em
Curralinho – cidade atualmente conhecida como Castro
Alves –, Bahia, em 14 de março de 1847, Antonio
Frederico de Castro Alves viveu intensamente seus 24 anos.
Filho de Antonio José Alves, médico educado
na Europa, e de Clélia Brasília da Silva Castro,
começou seus estudos
em Salvador. No Brasil
, reinava a cafeicultura escravista sediada no Rio de Janeiro, São
Paulo e Minas Gerais. Apenas no Rio de Janeiro, onde estava estabelecida
a Corte, havia meio milhão de escravos. A Bahia, nesta época,
possuía a segunda maior população escravizada
do país, com 300 mil cativos. E este fato determinaria
a formação de Castro Alves.
Em Salvador, Ceceu, como era chamado
o poeta em casa, freqüenta o Colégio Baiano,
bastante liberal para a
época, pois não corrigia os alunos com castigos físicos
e colocava os alunos em contato com outras matérias do conhecimento
humano, além de português e matemática. Aos 12 anos, perde
a mãe, o que desencadeia em seu irmão mais velho o processo de
desequilíbrio mental que o levaria ao suicídio, cinco anos mais
tarde. Castro Alves não passa impune às duas perdas.
Desde muito cedo escreve poemas,
e seus versos – tanto pela temática quanto pela
grandiloqüência – são para ser declamados
em teatro, o que ele faz com grande entusiasmo, emocionando
suas platéias.
Vai para o Recife aos 16 anos, preparando-se
para o curso de direito. Sofre sua primeira hemoptise, que é
expectoração de sangue proveniente de uma infecção
respiratória.
Seu talento aumenta, e ele publica
seus primeiros versos abolicionistas. Em 1864, matricula-se
no curso de direito, mas inquieto e jovem demais para se
dedicar aos estudos com afinco, abandona tudo e volta para
a Bahia. Alista-se no Batalhão Acadêmico de
Voluntários para a Guerra do Paraguai.
Dois anos depois, seu pai morre.
Agora, órfão de pai e mãe, liga-se a
Rui Barbosa e funda uma sociedade abolicionista, em 1866.
Lança o jornal A Luz para difundir suas idéias
libertárias.
Conhece a atriz portuguesa Eugênia
Câmara, por quem se apaixona. Passam a morar no Solar
da Boa Vista, propriedade da família do poeta. Castro
Alves monta para a companheira o espetáculo Gonzaga,
que alcança grande sucesso.
Viajam juntos para o Rio de Janeiro,
onde o poeta conhece José de Alencar, que o apresenta
a Machado de Assis. Os dois escritores escrevem crônicas
elogiando a peça Gonzaga, que, ao ser representada
em São Paulo
, precedida pelos
elogios de dois ícones da literatura de então,
leva o poeta ao apogeu de sua curta carreira.
Em São Paulo
, retoma os estudos
jurídicos. Encontra nas Arcadas a mais brilhante das gerações,
da qual participavam nomes como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco,
Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bias Fortes e tantos outros. Fica
amigo também dos professores, principalmente de José Bonifácio.
O ano de 1868 seria definitivamente
consagrador para o poeta
em São Paulo. Obteve
grande sucesso com as obras “O navio negreiro”, “Vozes
d’África”, “A mãe do cativo”, “Lúcia”, “O
vidente”, “Canção do boêmio”, “Ode
ao dois de julho”, “O laço de fita” e “Boa
noite”. Suas declamações de 'Ode ao dois
de julho', no teatro São José, e de 'O navio negreiro',
em 7 de setembro, garantem seu triunfo junto ao público.
Seu romance com Eugênia Câmara chega ao fim, após
cenas dramáticas de ciúmes. Numa tarde de sábado
vai ao Brás caçar, e, por acidente, atira em
seu próprio calcanhar, fato que iniciaria a deterioração
de sua saúde. Volta ao Rio de Janeiro, onde é obrigado
a amputar a perna, a frio, na altura do joelho. Com a saúde
cada vez mais debilitada, é aconselhado pelos médicos
a retornar ao convívio familiar na Bahia, onde, mesmo
doente, apaixona-se por Agnese Turri, professora de piano e
canto de sua irmã Adelaide.
Dedicou vários poemas a sua
nova amada. Passa a organizar sua obra, com o intuito de
publicá-la em vida, no que conta com a ajuda de Augusto Álvares
Guimarães, seu cunhado e grande amigo.
Em inícios de 1870, com o
fim da Guerra do Paraguai, a discussão sobre a escravidão
torna-se questão nacional, debatida nos salões
e nas praças públicas. Mesmo consciente de
sua debilidade física, Castro Alves planeja escrever
um poema histórico sobre o Quilombo dos Palmares.
Nos sertões, escreve sua 'Saudação a
Palmares', onde elogia a revolta negra e critica de maneira
implacável os intelectuais vendidos ao poder. Em outubro, é publicado
seu primeiro livro – Espumas flutuantes. Em 6 de julho
de 1871, morre no interior da Bahia.....
Referências: MASCARENHAS,
Maria da Graça. Castro Alves, biografia: edição
comemorativa dos 150 anos de nascimento de Antônio
de Castro Alves. Rio de Janeiro: Odebrecht; São Paulo:
Nova Terra Comunicações; Brasília, DF:
Fundação Banco do Brasil, 1997.
Castro Alves, poesias: edição comemorativa dos
150 anos de nascimento de Antônio de Castro Alves. Rio
de Janeiro: Odebrecht; São Paulo: Nova Terra Comunicações;
Brasília, DF: Fundação Banco do Brasil,
1997. Pesquisa: Maria Ines Rivaben Ricci e
Texto: Estela Alves Madeira http://acervos.ims.uol.com.br/php/level.php?lang=pt&component=37&item=38
A ORIGEM DE UM MUNDO MÁGICO
O evento "125 Anos do Nascimento
de Monteiro Lobato - A origem de seu mundo mágico",
que vai de 21 de agosto a 11 de outubro de 2007, é
um projeto de comemoração não só ao
mês do folclore como a um de seus maiores defensores, o
grande escritor Monteiro Lobato.
Popularmente conhecido pelo conjunto
educativo, bem como divertido, de sua obra de livros infantis,
o que seria aproximadamente metade de sua produção
literária e sua outra metade, que consiste em um número
de romances e contos para adultos, onde foi menos popular,
mas um divisor de águas na literatura brasileira.
Ele foi o criador de aventuras com personagens ligados à cultura
brasileira, recuperando inclusive costumes da roça
e, principalmente, lendas do folclore brasileiro.
Serão apresentadas diversas
atrações, tais como uma exposição,
com reproduções sobre a vida, a obra e os personagens
de Lobato, dentro do projeto Arte na Biblioteca; uma feira
literária, com editoras convidadas, exibição
de filmes, palestras e mostra fotográfica. Já estão
confirmadas as presenças de diversos profissionais
da área
da ilustração, bem como a exposição
de ilustradores de Lobato incluindo o acervo cedido pelo
Centro Cultural Banco do Brasil, da mostra "Visões
de Emília - Olhar de Sete Ilustradores Brasileiros"
(de 1996).
Haverá ainda uma palestra
com Laura Sandroni, uma das fundadoras da FNLIJ, especialista
em Monteiro Lobato
que será encerrada com a apresentação da peça
Memórias de Emília, com a Cia das Mães.
Programação imperdível para crianças,
jovens e adultos de qualquer idade.
Este projeto é o resultado
de uma parceria entre o Sesc Rio,
em sua Unidade
de Niterói
e o Espaço Tatiana Belinky, por meio de sua diretora,
a produtora cultural Mônica Martins.
Maiores informações
com Mônica Martins nos tels: (21) 2619-1677 / Cel:
8893-1677 e-mail:espacotatiana@yahoo.com.br: Biblioteca do Sesc Niterói - 2704-2509
HOMENAGENS
A Bienal Internacional do Livro
do Rio de Janeiro – que acontece entre 13 e 23 de setembro
no Riocentro - vai homenagear em sua programação
cultural autores vivos. O paraibano Ariano Suassuna e o colombiano
Gabriel Garcia Marquez, que completam 80 anos em 2007 –
que serão tema de palestras e fóruns de discussão.
A homenagem a Suassuna – que
já
confirmou presença no evento - será dia 14 de setembro
e a homenagem a Gabriel Garcia Marquez, que terá a participação
do escritor e tradutor Eric Nepomuceno, será no dia 21
de setembro.
SILÊNCIO NO CINEMA
EM BUSCA DO
SENTIDO
DA VIDA
No dia 30 de julho último
morreu o cineasta Ingmar Bergman, de 89 anos na sua casa
na ilha sueca de Faarö, onde filmou várias das
suas obras-primas. Para Woody Allen, que era um dos seus
maiores fãs, Bergman era "provavelmente o maior
artista do cinema desde a invenção da máquina
de filmar".
Nascido a 14 de Julho de 1918 em
Uppsala, a norte de Estocolmo, Ingmar Bergman realizou ao
longo da sua extensa carreira 54 filmes, entre os quais se
destacam "Um Verão de Amor"
(1951), "O Sétimo Selo" (1957), "Morangos
Silvestres"
(1957), "Em Busca da Verdade" (1961), "Lágrimas
e Suspiros"
(1972) "Sonata de Outono" (1978) "Fanny e Alexander" (1982)
ou "Saraband" (2003).
Além da sua obra cinematográfica,
Bergman foi durante toda a vida um homem de teatro, tendo
encenado numerosas peças, nomeadamente as do seu ídolo
de juventude, August Strindberg. Fez mais de 126 produções
teatrais e 39 peças de rádio, além de
programas para TV.
A sua carreira começou no
teatro nos anos 40 com um estágio de encenação
na Ópera de Estocolmo e em 1960 foi contratado como
encenador pelo prestigiado Dramaten, o Teatro real de arte
dramática.
Foi, no entanto, o cinema o seu
meio de expressão de eleição. "Fazer
filmes é para mim um instinto, uma necessidade como
comer, beber ou amar", declarou em 1945.
Em 1955, alcançou o seu primeiro
êxito internacional com a comédia "Sorrisos de uma noite
de Verão", mas a partir do final dessa década os seus filmes
tornaram-se cada vez mais sombrios, mostrando casais em crise ou seres amargurados
pela ausência de Deus. As suas obras lidavam com a confusão sexual,
a solidão e a busca insana pelo sentido da vida -- temas que muitos
atribuíam a uma infância traumática, quando ele era agredido
pelo pai, conta a Reuters brasileira.
Em 1956, Bergman volta a obter o
reconhecimento internacional com "O Sétimo Selo",
no qual está a clássica cena em que o cavaleiro
medieval, à
procura de Deus e do sentido da
vida, joga xadrez com a morte. No ano seguinte, o filme recebeu
o prémio do júri em Cannes.
Cineasta das mulheres, como alguns
o consideravam, proporcionará os seus mais belos papéis
a actrizes como Maj Britt Nilsson, Harriet Andersson, Eva
Dahlbeck, Ulla Jacobsson e Liv Ullmann. Teve aventuras amorosas
com várias das suas atrizes, casou cinco vezes e teve
nove filhos.
Seus primeiros Oscar (Melhor Filme
Estrangeiro), foram ganhos em 1960 e 61. Voltaria a receber
quatro estatuetas (inclusive, de novo, filme estrangeiro)
em 1983, por "Fanny e Alexander", um filme com
versões de três e cinco horas.
Fontes: http://www.asemana.cv
O CINEASTA DA INCOMUNICABILIDADE
Por coincidência, no mesmo
dia, faleceu o diretor Michelangelo Antonionni, que completaria
95 anos no próximo dia 29 de Setembro de 2007.
Depois de estudar Economia e Administração
de Empresas na Universidade de Bologna, Antonionni entra
na Escola de Cinema de Roma, em 1939.
Nesse período, ele escreve
para o jornal oficial, do governo de Mussolini, “Cinema”,
entretanto, logo a seguir a um desentendimento com os censores
fascistas, ele deixa a redação.
Com 30 anos, torna-se produtor de
Roberto Rosselini (“Una Pilota Ritorna”), e Enrico
Fulchignoni (“I Due Foscari”). Seu primeiro filme
“Gente del Po”, é iniciado
em 1943 e finalizado em 1947.
Considerado o cineasta do silêncio,
Antonionni realizou uma trilogia definitiva, que começou
em 1960, com
“A Aventura”, seguindo-se com “A Noite” (1961), e “O
Eclipse” (1962), onde mostrava a incomunicabilidade. Estas suas obras-primas,
mostram o silêncio e o mistério como os pilares das três
histórias, resultante da mudez do homem contemporâneo.
Nos três filmes, não
há um desfecho, uma razão, uma resposta. Há,
quando muito, especulação e sugestão.
Antonionni foi indicado ao Oscar,
pelo filme “Blow Up”, ganhou o Urso de Ouro por “A
Noite”, em 1961, no Festival de Berlin, e, em Cannes,
foi gratificado com muitos prêmios, em 1960, 62, 67,
75 e 82.
Fonte: http://www.liberal-caboverde.com/
HÁ 45 ANOS, MORRIA
UM
ÍCONE
Na manhã do dia 5 de agosto
de 1962 morria Marilyn Monroe, aos 36 anos em sua casa na
Califórnia, vítima de uma overdose de drogas
e medicamentos.
Marilyn Monroe nasceu Norma Jean
Baker em 1º de julho de 1926,
em Los Angeles
, Califórnia. A identidade de seu pai era desconhecida e como
sua mãe teve problemas psicológicos e foi levada
para uma instituição mental, Marilyn passou boa
parte da infância em orfanatos.
Em 1937, aos 11 anos, ela mudou-se
para a casa de uma amiga da família, Grace Mckee Goddard.
Cinco anos depois, o marido de Grace foi transferido para
outra cidade e não tinha condições financeiras
para levar Marilyn. A jovem de 16 anos ficou com duas opções:
se casar ou voltar para um orfanato.
Em 19 de julho de 1942, Marilyn
se casou com o jovem de 21 anos Jimmy Dougherty, com quem
namorava há seis meses. Em 1944, Dougherty entrou
na Marinha e foi transferido para o Pacífico Sul.
Após a partida do marido, Marilyn começou a
trabalhar numa rádio da Califórnia.
Foi nessa época que surgiu
o convite para ela posar para uma sessão de fotos
com o fotógrafo Davis Conover. Dois anos depois, Marilyn
tornou-se uma modelo respeitável e foi capa de diversas
revistas. Ela se inscreveu em aulas de teatro, sonhando com
a fama.
Em 1946, o marido de Marilyn retornou
do Pacífico e ela teve que fazer uma nova escolha:
ou seu casamento ou sua carreira. No mesmo ano, os dois se
divorciaram e, em 26 de agosto, ela assinou um contrato com
a Twentieth Century Fox.
Pouco tempo depois, ela tingiu o
cabelo de loiro platinado e parou de se chamar Norma Jean
Baker, mudando seu nome para Marilyn Monroe, sobrenome de
sua avó. Ela começou a carreira em pequenos
filmes e foi conquistando papéis em longas de sucesso,
tornando-se uma das estrelas mais populares do cinema dos
anos 50.
Em 14 de janeiro de 1954, Marilyn
se casou com o jogador de beisebol Joe DiMaggio,
em São Francisco
, na Califórnia, após dois anos de namoro. Mas sua fama
só trouxe problemas à união e nove meses
depois, os dois se separaram. Dois anos depois, ela se casou
pela terceira vez, agora com o dramaturgo Arthur Miller, com
quem ficou por cinco anos.
Uma nova biografia da artista intitulada "Marilyn
Monroe: Private And Undisclosed", foi escrito por Bill
Pursel, ex-namorado da atriz e
publicada no começo de agosto.
De acordo com o livro, Marilyn telefonou em
1949 a
Pursel, do set de filmagem de "Loucos de amor", e lhe disse
chorando que queimaria sua própria face com ácido
para por fim à perseguição dos fotógrafos
e jornalistas.
" Ela não tinha mais privacidade e alguns fotógrafos eram
grosseiros e lhe cobravam demais", escreveu Pursel na biografia.
Na manhã do dia 5 de agosto
de 1962, Marilyn Monroe morreu, chocando o mundo inteiro,
principalmente pela forma misteriosa de sua morte. Ao lado
da atriz, havia um frasco de remédio para dormir,
levando a conclusão de que ela havia sofrido uma overdose
- intencional ou acidentalmente.
Até hoje, sua morte levanta
suspeita. Uma delas é que a atriz teria se suicidado
depois que o presidente norte-americano John Kennedy queria
terminar o romance dos dois. Outra teoria sugere que ela
teria sido assassinada.
Entre seus filmes mais conhecidos
estão: Os Desajustados (1961 , Adorável Pecadora
(1960), Quanto Mais Quente Melhor (1959), O Pecado
Mora ao Lado (1955 ) e Como Agarrar um Milionário
e Os Homens Preferem as Loiras (ambos em 1953.
Fonte: Correio do Brasil. Redação,
com agências - de Los Angeles
A MESTRE DO BALÉ RUSSO
PARTIU
Eugenia Feodorova, a principal transmissora
da tradição do balé russo neste país,
morreu no dia 16 de julho passado aos 82 anos, no Hospital
Silvestre, Rio, onde estava internada com complicações
decorrentes de uma antiga cirurgia na bexiga.
Foi ela quem apresentou no Teatro
Municipal do Rio em
1959, a
primeira versão
completa do balé “O Lago dos Cisnes”, na América
do Sul. Natural de Kiev, capital da Ucrânia, na antiga
União Soviética, ela chegou ao Brasil em 1954,
trazida pela bailarina Dalal Achcar.
Eugenia começou sua carreira
aos 6 anos. Na segunda Guerra Mundial foi levada para um
campo de trabalho forçado, depois chegou a ser primeira-bailarina
da Companhia Orlikovsky, em Munique, da ópera de Liège,
na Bélgica e do ballet do Scala de Milão.
No Brasil, há 50 anos, a
bailarina criou a Academia de Ballet com seu nome onde formou
gerações de bailarinos importantes como, Rosália
Verlangieri, Isolina Sodré, Ana Botafogo e Roberto
de Oliveira.
JOEL SILVEIRA MORREU
GENETON
DE MORAES NETO
Eis uma notícia que eu não
gostaria de dar: a morte do maior repórter brasileiro.
Joel Silveira morreu dormindo às
oito horas da manhã do dia 15 de agosto, em casa,
na rua Francisco Sá,
em Copacabana. Nasceu
em Sergipe, no dia 23 de setembro de 1918. Tinha oitenta e oito anos,
portanto. Vivia no Rio desde 1937. Com a saúde debilitada,
deixou instruções: não queria velório.
Pediu para ser cremado o mais rápido possível.
Disse-me, por telefone, há poucos
dias :"Geneton, estou morrendo. É o fim".
Há dez dias, em casa, tinha disposição
para conversar.
O que fica ? Um excepcional trabalho
jornalístico: os textos de Joel sobre a guerra são
clássicos. Páginas como a descrição
do encontro com Getúlio Vargas, idem (ver trecho abaixo).
O Joel que fica é o repórter
talentosíssimo, o precursor brasileiro do chamado "novo
jornalismo", a "víbora" divertida e
ferina.
Joel foi mestre e amigo. A morte
é, como sempre, uma piada de péssimo gosto. O Joel de nossas
lembranças vai ser sempre o que se revelava em conversas como estas:
Leia mais em www.geneton.com.br
O jornalista e escritor Joel Silveira
era associado do Sindicato dos Jornalistas do Rio desde 1955
e foi autor de vários livros, como Roteiro das Margaridas;
Na Fogueira, que recebeu o Prêmio Machado de Assis,
da Academia Brasileira de Letras, além de Nitroglicerina
Pura e Hitler/Stalin: O Pacto Maldito, este últimos
comigo.
Geneton de Moraes Neto é
jornalista e amigo pessoal de
Joel com quem trabalhou
durante 20 anos.