FALTA DE RESPONSABILIDADE
JUSSARA CÂMARA

 

Pedi à psicanalista, escritora e poeta Maria Thereza Dantas Loures da Costa, que falasse sobre os valores atuais na sociedade. Ela é graduada em psicologia, tendo feito formação psicanalítica, tornando-se, pois, psicanalista. É, também, pós graduada em Orientação Educacional e foi mestranda em Letras.

 

Escreveu trabalhos psicanalíticos para o Jornal do Magistério e entrevistas para a revista Persona Mulher. O grupo de poesia intitulado Ponte de Versos vai lançar sua segunda Antologia pela Editora Íbis Libris, onde Maria Thereza terá três páginas de poemas seus publicados.

 

Eu perguntei a sua opinião sobre a grande agressividade entre os jovens, na atualidade (quando sabemos que eles espancam mulheres paradas em pontos de ônibus, incendeiam índios, queimam cabelos de professores.) E  O que achava que tem contribuído para a violência do mundo atual.

 

“A violência de hoje não é maior do que do passado. Apenas temos mais visibilidade desta violência através dos modernos meios de comunicação pela facilidade tecnológica, haja vista a Internet. Antes, a informação custava muito a chegar. A história do homem nos mostra que ela se fez com sangue” respondeu.

 

Maria Thereza mencionou alguns fatos do século XX:

”Duas guerras Mundiais, aonde, na segunda, vimos os extermínios nos campos de concentração. Também as bombas em Hiroshima e Nagasaki foram empregadas para destruição em massa, nos mostrando que o homem pode matar em grande escala sem se arriscar”, explicou.” Neste século, esperamos que o homem não acabe as condições de vida, para si, no planeta.” conclui.

 

O avanço das tecnologias trouxe a globalização com seus aspectos positivos e negativos. O positivo é que há uma maior circulação dos meios econômicos mundo afora, e o avanço científico possibilita uma expectativa de vida mais longa do ser humano hoje em dia.

Como antes, o homem morria mais cedo, não havia esse tempo a mais para se viver, sem a preparação necessária. Hoje, se tem de pensar que o homem de 50, 60 anos terá ainda uma vida útil. É preciso se incrementar novos hábitos, informações e meio de sobrevivência para estas pessoas, ao invés de se pensar em criar depósitos para velhos. O homem tem que permanecer atuante numa sociedade de consumo.”

 

“O aumento populacional gerou bolsões de miséria e pobreza muito grandes nas grandes cidades, bem como o êxodo rural”, continuou Maria Thereza.” Efetivamente, se temos uma tecnologia mais avançada, cada vez mais, esta deveria ser usada em prol da educação e do bem estar social; o que não acontece, principalmente, nos países em desenvolvimento ou sub desenvolvidos. Essa discrepância educacional é que leva a formação de diversos estágios de pobreza, que dificultam a interação social.

 

- Historicamente vemos que, a cultura oral era mais difundida, se conversava mais. As famílias cultivavam seus valores, que é uma forma de educação. Havia também as tias, os avós, os primos que ajudavam, hoje não há mais isso.

 

- As pessoas precisam trabalhar. E o fato da mãe trabalhar em tempo integral para atender um consumo sócio-econômico voraz, tem dificultado  a oportunidade de convívio maior com os filhos. Seria necessário um revezamento na carga horária dos casais. A necessária proteção à infância, ao adolescente, e ao idoso está fraca, Maria Thereza explica.

 

A BANALIZAÇÃO DA CULTURA

Para ela, a grande maioria dos programas na televisão é banal. Os bons programas ou são exibidos em horário tardio, como as mini séries na TV comum, ou passam na TV a cabo. “A programação das tardes de domingo é calamitosa.”, comenta.

 

Maria Thereza chama atenção que quando há um projeto cultural de baixo custo e bem feito, o povo vai. Exemplos disso são os concertos de música, grátis, no Municipal do RJ.

 

- “Dizer que o povo não gosta é mentira. A TV não se deu conta disso nem os patrocinadores dos programas”, ela explica.

 

- “Ninguém nasce moral, e sim precisa de uma formação cultural continua. A massa quer reagir, mas, não sabe como. É despreparada, tem um nível muito baixo sócio-cultural. Também, o que recebe de informação é mal feita, truncada e manipulada pela mídia”.

 

O INDIVIDUALISMO

- Lamentavelmente o ser humano precisa muito de líderes, para formar suas idéias. No passado, estes líderes estavam nos exércitos, na política.

Eles eram centralizadores e formadores de opinião.

 

- Hoje em dia o que vemos é um crescente individualismo, que eleva o dinheiro a um valor máximo. Como antes havia menos dinheiro em circulação, não existiam tantas facilidades e nem tantas necessidades. As sociedades eram mais estratificadas. Agora, as pessoas não se sentem pertencendo a nada.

 

- Como dissemos acima o êxodo rural è um problema grave, resultando numa série de dificuldades, desde moradia, transporte, cultura, trabalho.” 

 

Para ela, outro ponto negativo é o fato que, aqui no Brasil, muitas coisas boas foram extintas e não colocaram nada no seu lugar. Por exemplo, esta crise na área de aviação. O que poderia complementar o transporte coletivo  como a estrada de ferro, foi abandonada, não evoluiu.

 

- “A responsabilidade perante a vida está ficando cada vez mais complexa. O homem precisa aprender a ser mais responsável, a assumir seus atos. O homem vive como se fosse imortal”, finaliza.

 

E ela sabe do que está falando. No momento, Maria Thereza está escrevendo um livro de poesias, onde repensa os valores da vida sob o ponto de vista da finitude. Ela está com uma filha com uma grave doença.  Por isso, ela sabe bem a importância do cuidar de si tanto, quanto do outro.

Visite o site http://www.pontedeversos.com.br/

 

OVOS PODRES

 

Ovos podres são jogados em pessoas e carros na rua. Aí, você pergunta: por crianças pobres, sem educação? Não! São adultos ricos, conhecidos e mal educados.

 

O diário Extra, editado pelo Infoglobo, mostrou na quinta-feira, dia 2 de agosto passado, reportagem de primeira página sobre um vídeo com grupo de personalidades cariocas que gostam de atirar ovos nos passantes. Entre os que dão depoimento está Boninho, diretor do Big Brother Brasil, reality show da TV Globo, os socialites Narcisa Tamborindeguy e Bruno Chateaubriand e Leonel Brizola Neto. Todos sabiam que estavam sendo filmados.

 

Talvez, você não esteja acreditando. Veja o vídeo “Ovos 2” , no YouTube, onde mostra além de Boninho, falando de ovos atirados há receitas de como deixá-los podres. “Já acertei muita vagabunda em São Paulo ”, diz o diretor. O filme – e o original, “Ovos”, que tem Leonel Brizola Neto como protagonista – pode ser assistido no site do Extra.

 

Fonte: Comunique-se

 

QUERIDOS VILÕES

NELSON MOTTA

 

Sempre na história deste país os vilões das novelas foram execrados pelo público. Atores que os interpretavam não podiam sair às ruas sem ouvir vaias e ofensas e alguns chegavam até a levar uns safanões. A odiada arquivilã Maria de Fátima, de “Vale tudo“ (1988), vivida por Glória Pires, se tornou sinônimo nacional de mau-caráter, virou uma ofensa grave.

 

Hoje, a maior audiência de televisão no país, da classe A à Z, em todas as faixas etárias, é a novela “Paraíso Tropical“, que tem na garota de programa e alpinista social Bebel e no executivo bandido Olavo os personagens preferidos do público, seguidos pela pérfida Marion, mãe de Olavo e picareta vocacional. Mãe e filho se odeiam, mas o público adora os dois. Os personagens positivos, também muito bem feitos, despertam menos empatia, os vilões são os mais queridos.

 

Parte da culpa, e dos méritos, cabe à maestria dos autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares e ao talento e charme de Camila Pitanga, Wagner Moura e Vera Holtz, criadores desses personagens que vivem de armações, tramóias, mentiras e toda sorte de canalhices, para subir na vida a qualquer preço. São cínicos e dissimulados, simpáticos e afetuosos como políticos em campanha.

 

“Estou pasmo. Muita gente perdeu completamente o sentido de ética“, disse Gilberto Braga, com sua autoridade em vilões, a Patrícia Kogut, em “O Globo”.

 

O exemplo vem do alto, todos os dias. O cansaço e desencanto de ver tantos escândalos e impunidades, com os vilões da vida real se dando bem no final, parece estar levando muita gente a se identificar com os vilões da ficção e aplaudir suas vilanias.

 

Mas eles serão duramente punidos. Na novela, pelo menos, promete Gilberto.

 

Enquanto isso, em Brasília...

 

Este artigo é do jornalista Nelson Motta. Conheça outras crônicas dele e sobre música em http://sintoniafina.uol.com.br/

 

O DIREITO É UMA DISCIPLINA DO COMPORTAMENTO, DA CONVIVÊNCIA ENTRE OS SERES HUMANOS. ESTES, POR NATUREZA, FORAM FEITOS POR DISPOSIÇÃO GENÉTICA A VIVER EM SOCIEDADE. POR ISSO , É NECESSÁRIA UMA DISCIPLINA, SEM A QUAL A SOCIEDADE SERIA IMPOSSÍVEL. A DISCIPLINA DA CONVIVÊNCIA HUMANA EXIGE, EM PRIMEIRO LUGAR , O RESPEITO DE UNS PELOS OUTROS E SUA APLICAÇÃO NA ORDENAÇÃO JURÍDICA SE FUNDA NO SENTIMENTO DE RESPEITO DE UNS PELOS OUTROS. O PENSADOR QUE MEDITA SOBRE ESSAS COISAS VAI ENCONTRAR NO FUNDO DESSE RESPEITO UM OUTRO SENTIMENTO: O SENTIMENTO ORIGINAL QUE RESIDE SECRETAMENTE NO ÍNTIMO DAS PESSOAS, QUE É O AMOR. ESTE É, EM VERDADE, O IMPULSO DA ALMA QUE IMPLICA O RESPEITO DE UNS PELOS OUTROS. ASSIM, O SENTIMENTO DO AMOR É O PRIMEIRO FUNDAMENTO DE TODA ORDEM JURÍDICA.

GOFFREDO DA SILVA TELLES JÚNIOR PROFESSOR DAS ARCADAS, Foi CONDECORADO ADVOGADO SÍMBOLO DA OAB-SP (1987)


180 ANOS DA FACULDADE DE DIREITO

DO LARGO DE SÃO FRANCISCO

A TV Cultura levou ao ar dois programas especiais realizados em co-produção com o SESC-SP e com apoio da Prefeitura do Município de São Paulo, celebrando datas históricas da Faculdade de Direito da USP - a célebre escola do Largo de São Francisco.

 

Nessa data, transcorrem os 180 anos da fundação da faculdade e da instituição dos cursos jurídicos no Brasil. E transcorrem também os 30 anos da divulgação da "Carta aos Brasileiros", um corajoso manifesto contra a ditadura militar então vigente no país, que foi lido no tradicional prédio das Arcadas pelo Prof. Goffredo da Silva Telles.

Para assinalar as duas datas, a TV Cultura e o SESC-TV exibiu ao vivo, das 17h00 às 20h00, o show 180 x Onze - Homenagem à Faculdade Mais Famosa do Brasil, que reuniu grandes nomes da música popular brasileira: Alceu Valença, Toquinho, Tom Zé, Luciana Mello e a banda Mamelo Sound System. Na sequência, às 20h00, apresentou o documentário Ultimato À Ditadura, que conta a história da "Carta aos Brasileiros".

O show 180 x Onze foi apresentado por Maria Júlia Coutinho e Rodrigo Rodrigues, em seis blocos de 30 minutos, intercalados por reportagens, dramatizações e leituras de poemas de ex-alunos que se tornaram celebridades, como Castro Alves, Fagundes Varela, Mário de Andrade e Guilherme de Almeida, entre vários outros. Participaram das dramatizações, com episódios famosos da vida acadêmica da São Francisco em parte pré-gravados e em parte encenados ao vivo, os atores Caio Blat, Paschoal da Conceição, Marat Descartes, Lavignia Pannunzio e José Carlos Machado.

Ao longo do programa, foram mostradas as relações da Faculdade de Direito com o desenvolvimento da cidade de São Paulo, com a política nacional, a justiça, as artes e a cultura.


O documentário Ultimato À Ditatura, dirigido por Ricardo Soares, usou imagens de arquivo do período da ditadura militar, entre elas as cenas do professor Goffredo da Silva Telles lendo a "Carta aos Brasileiros", na noite de 11 de Agosto de 1977, no pátio das Arcadas repleto de estudantes, políticos e personalidades. O programa reconstituiu o tenso ambiente político vivido no país naqueles anos, mostrando a importância que o manifesto teve na luta pela liberdade e pela volta à democracia, com depoimentos de pessoas que participaram de sua redação, como os advogados Dalmo Dallari, Modesto Carvalhosa e José Carlos Dias.

A "Carta aos Brasileiros" de 1977 foi subscrita por diversas personalidades, professores e estudantes, assinalando os 150 anos da instituição dos cursos jurídicos no Brasil e da fundação da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Ela despertou interesse em todo o Brasil e no exterior, servindo de base para o movimento das Diretas Já, em 1984.

Quem quiser ler na íntegra a Carta aos Brasileiros entre no site http://www.goffredotellesjr.adv.br/

O BRASIL PELOS BRASILEIROS

 

É da terra do descobrimento, Porto Seguro (BA), que, no dia 25 de julho passado, partiu a caravana do Memória dos Brasileiros, projeto do Museu da Pessoa cujo propósito é construir um acervo de histórias de vida que componham uma reflexão sobre a identidade do Brasil de hoje. O destino é o Vale do Jequitinhonha, onde é possível acreditar que moradores sobrevivem a um dos piores índices de desenvolvimento humano do mundo pela força de suas verdadeiras riquezas culturais.

 

Lá, a equipe de pesquisadores tem encontro marcado com Dona Emília, matriarca que dirige uma empresa familiar que produz farinha de mandioca, um dos mais antigos alimentos processados no território brasileiro; Dona Eva, mestra de congado, remanescente de Quilombos; Dona Isabel, a mais famosa ceramista do Vale; Seu Crispim, festeiro e conhecedor de Vissungos, cantigas fúnebres cantadas em Bantu; Mestre Antônio, personagem lendário do Vale que constrói instrumentos de percussão; algumas lavadeiras de Almenara, que além de se revezarem na lavanderia comunitária da cidade, também compõem um coral de cantigas e canções.  

 

E por aí vai. A caravana tem entrevistas agendadas com cerca de 20 pessoas da região, todas tendo em comum a força empreendedora de realizar atividades importantes no Vale do Jequitinhonha. Além disso, ao longo da trajetória, que deve passar por mais de 10 cidades do Vale, a equipe pretende entrevistar mais gente. Para isso, vai contar com a participação de leitores do site www.museudapessoa.net, que poderão acessá-lo para escolher outras pessoas que não podem deixar de ser entrevistadas.

 

O internauta poderá votar na história de vida que deseja conhecer melhor – além de acompanhar um diário de bordo da equipe (que inclui podcasts e vídeos), em que serão registrados os passos e impressões da viagem e, ainda, fazer seus comentários. Toda essa interatividade do site visa democratizar o exercício de recorte do registro histórico.

Os idealizadores do projeto também contemplaram o retorno que deve ser dado aos entrevistados. Para isso, todos os depoentes receberão, em seguida da entrevista, fotos e um DVD com a gravação.

 

A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA

 

O Projeto Memória dos Brasileiros já conta com extenso material, tendo em vista que, ao longo de mais de 15 anos, o Museu da Pessoa coletou cerca de 8 mil histórias de vida que compuseram e compõem o Brasil. Para dar ainda mais amplitude a esse acervo, os idealizadores do projeto definiram algumas viagens, verdadeiras expedições de registro e preservação de riquezas culturais em locais onde a pobreza não as suplantou. Isso inclui essa viagem ao Vale do Jequitinhonha, além de três outras viagens recentes realizadas pelo projeto.

 

A primeira, para Maués (AM), onde moradores guardam tradições de cultivo e produção do guaraná que não poderiam se perder no meio da floresta; e as outras duas, para Vassouras (RJ) e Serra do Cipó (MG), que tiveram foco na sabedoria dos mestres Griôs, memórias vivas que guardam histórias de gerações e gerações, as quais o Museu da Pessoa, em parceria com outras organizações vem buscando coletar e preservar.

Nesse grande mapeamento de nossa geografia humana, entrelaçam-se falas que registram a história viva do nosso dia-a-dia, grandes feitos, saberes e fazeres regionais, coisas que precisam mudar, aspectos de cidades que cresceram e crescem, soluções de sobrevivência que são legados para a humanidade. Enfim, tramas e contornos que poderiam ser esquecidos pelos livros "oficiais" de história do Brasil e que serão registrados em uma publicação da Editora Peirópolis ao final desse ano.

 

Está prevista, ainda, a produção de 48 programas pelo Canal Futura, que devem ser divulgados ao longo da programação do canal.

 

Criado no Brasil em 1991, na cidade de São Paulo, o Museu da Pessoa desenvolveu uma metodologia própria de coleta e sistematização de depoimentos. Nesses anos, captou e disponibilizou em seu portal mais de 8 mil depoimentos. Em seu acervo, possui cerca de 72 mil fotos e documentos digitalizados, realizou mais de 15 projetos na área de Educação e os projetos de Memória Institucional já são mais de 100.

         

O Museu da Pessoa é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público com representantes em Portugal, EUA e Canadá. Essa rede internacional de histórias de vida tem como visão um mundo mais justo e democrático baseado na história de pessoas de todos os segmentos da sociedade.

        

A TRAJETÓRIA DE UM REVOLUCIONÁRIO

Apolonio de Carvalho foi uma figura ímpar no cenário da vida política brasileira e no exterior. Sua trajetória, junto aos republicanos na Guerra Civil Espanhola, na Resistência Francesa, no combate à ditadura militar no Brasil, assim como os fatos da sua vida cotidiana e familiar, está sendo contada na exposição multimídia no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (Praça da República, 173, Centro).

 

A exposição Apolonio de Carvalho - A Trajetória de um Revolucionário, que é promovida pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), exibe 52 painéis com fotografias – de arquivos públicos do Brasil, França e Espanha e acervos pessoais -, divididos com monitores de vídeo mostrando a trajetória de Apolonio, além de exibição do documentário Vale à Pena Sonhar, produzidos por Stela Grisotti e Rudi Böhm, também curadores do evento.


Nascido
em Mato Grosso do Sul, Apolonio de Carvalho, desde a década de 30, participou das principais lutas políticas do século passado no Brasil e no exterior. Comunista, teve uma trajetória marcada pela luta pelas causas sociais, na consolidação de um projeto democrático e socialista para o país. Serviu ao Exército no Brasil, foi voluntário nas Brigadas Internacionais da Guerra Civil Espanhola, combatendo o fascismo entre 1937 e 1939, e, na França, foi coronel da Resistência na luta contra o nazismo na 2ª Guerra Mundial e assinou a ficha número 1 de filiação do PT. Aos 93 anos de idade, faleceu no dia 23 de setembro de 2005, vitima de pneumonia.


A CANÇÃO DO AFRICANO

CASTRO ALVES

LÁ NA ÚMIDA SENZALA,
SENTADO NA ESTREITA SALA,
JUNTO AO BRASEIRO, NO CHÃO,
ENTOA O ESCRAVO O SEU CANTO,
E AO CANTAR CORREM-LHE
EM PRANTO
SAUDADES DO
SEU TORRÃO ...

                              

PROJETO CASTRO ALVES 160 ANOS

 

Através da parceria entre o CEMJ (Centro de Estudos e Memória da Juventude)e o grupo Arlequins da Cooperativa Paulista de Teatro desenvolveu-se o projeto Castro Alves 160 anos, trata-se de uma forma de homenagear Castro Alves e promover junto à juventude brasileira um símbolo de resistência cultural.

 

A proposta é voltada aos estudantes e visa o acesso de um público amplo para refletir sobre a atualidade do poeta, através da apresentação de um espetáculo seguido de debate onde pretende-se proporcionar uma
diversão reflexiva. Estaremos assim não apenas reforçando o sentido de
pertencimento de uma juventude que carece de ídolos e referências capazes de inspirá-la e ajudá-la a compreender a realidade nacional, mas também proporcionando uma alavanca da cidadania através da leitura crítica do passado e do presente, revelando as permanências e transformações do Brasil nos últimos 160 anos.

 

O espetáculo se chama CASTRO ALVES: LIVRE é mostrado no Espaço CUCA (Centro Universitário de Cultura e Arte "Gianfrancesco Guarnieri")R: Vergueiro, 2485 - Próx. Metro Ana Rosa - São Paulo - Horário: 10h - 15h - 20h- Ingressos: R$ 20,00 Meia: R$ 10,00. Reservas e Informações: com Danielle Agostinho Fone: (11) 3537-1254 / 9150-5494

 

SUA HISTÓRIA

Nascido na fazenda Cabaceiras, em Curralinho – cidade atualmente conhecida como Castro Alves –, Bahia, em 14 de março de 1847, Antonio Frederico de Castro Alves viveu intensamente seus 24 anos. Filho de Antonio José Alves, médico educado na Europa, e de Clélia Brasília da Silva Castro, começou seus estudos em Salvador. No Brasil , reinava a cafeicultura escravista sediada no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Apenas no Rio de Janeiro, onde estava estabelecida a Corte, havia meio milhão de escravos. A Bahia, nesta época, possuía a segunda maior população escravizada do país, com 300 mil cativos. E este fato determinaria a formação de Castro Alves.

 

Em Salvador, Ceceu, como era chamado o poeta em casa, freqüenta o Colégio Baiano, bastante liberal para a época, pois não corrigia os alunos com castigos físicos e colocava os alunos em contato com outras matérias do conhecimento humano, além de português e matemática. Aos 12 anos, perde a mãe, o que desencadeia em seu irmão mais velho o processo de desequilíbrio mental que o levaria ao suicídio, cinco anos mais tarde. Castro Alves não passa impune às duas perdas.

 

Desde muito cedo escreve poemas, e seus versos – tanto pela temática quanto pela grandiloqüência – são para ser declamados em teatro, o que ele faz com grande entusiasmo, emocionando suas platéias.

 

Vai para o Recife aos 16 anos, preparando-se para o curso de direito. Sofre sua primeira hemoptise, que é expectoração de sangue proveniente de uma infecção respiratória.

 

Seu talento aumenta, e ele publica seus primeiros versos abolicionistas. Em 1864, matricula-se no curso de direito, mas inquieto e jovem demais para se dedicar aos estudos com afinco, abandona tudo e volta para a Bahia. Alista-se no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra do Paraguai.

 

Dois anos depois, seu pai morre. Agora, órfão de pai e mãe, liga-se a Rui Barbosa e funda uma sociedade abolicionista, em 1866. Lança o jornal A Luz para difundir suas idéias libertárias. 

Conhece a atriz portuguesa Eugênia Câmara, por quem se apaixona. Passam a morar no Solar da Boa Vista, propriedade da família do poeta. Castro Alves monta para a companheira o espetáculo Gonzaga, que alcança grande sucesso.

 

Viajam juntos para o Rio de Janeiro, onde o poeta conhece José de Alencar, que o apresenta a Machado de Assis. Os dois escritores escrevem crônicas elogiando a peça Gonzaga, que, ao ser representada em São Paulo , precedida pelos elogios de dois ícones da literatura de então, leva o poeta ao apogeu de sua curta carreira. Em São Paulo , retoma os estudos jurídicos. Encontra nas Arcadas a mais brilhante das gerações, da qual participavam nomes como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bias Fortes e tantos outros. Fica amigo também dos professores, principalmente de José Bonifácio.

 

O ano de 1868 seria definitivamente consagrador para o poeta em São Paulo. Obteve grande sucesso com as obras “O navio negreiro”, “Vozes d’África”, “A mãe do cativo”, “Lúcia”, “O vidente”, “Canção do boêmio”, “Ode ao dois de julho”, “O laço de fita” e “Boa noite”. Suas declamações de 'Ode ao dois de julho', no teatro São José, e de 'O navio negreiro', em 7 de setembro, garantem seu triunfo junto ao público.

Seu romance com Eugênia Câmara chega ao fim, após cenas dramáticas de ciúmes. Numa tarde de sábado vai ao Brás caçar, e, por acidente, atira em seu próprio calcanhar, fato que iniciaria a deterioração de sua saúde. Volta ao Rio de Janeiro, onde é obrigado a amputar a perna, a frio, na altura do joelho. Com a saúde cada vez mais debilitada, é aconselhado pelos médicos a retornar ao convívio familiar na Bahia, onde, mesmo doente, apaixona-se por Agnese Turri, professora de piano e canto de sua irmã Adelaide.

 

Dedicou vários poemas a sua nova amada. Passa a organizar sua obra, com o intuito de publicá-la em vida, no que conta com a ajuda de Augusto Álvares Guimarães, seu cunhado e grande amigo.

 

Em inícios de 1870, com o fim da Guerra do Paraguai, a discussão sobre a escravidão torna-se questão nacional, debatida nos salões e nas praças públicas. Mesmo consciente de sua debilidade física, Castro Alves planeja escrever um poema histórico sobre o Quilombo dos Palmares. Nos sertões, escreve sua 'Saudação a Palmares', onde elogia a revolta negra e critica de maneira implacável os intelectuais vendidos ao poder. Em outubro, é publicado seu primeiro livro – Espumas flutuantes. Em 6 de julho de 1871, morre no interior da Bahia.....

 

Referências: MASCARENHAS, Maria da Graça. Castro Alves, biografia: edição comemorativa dos 150 anos de nascimento de Antônio de Castro Alves. Rio de Janeiro: Odebrecht; São Paulo: Nova Terra Comunicações; Brasília, DF: Fundação Banco do Brasil, 1997.

Castro Alves, poesias: edição comemorativa dos 150 anos de nascimento de Antônio de Castro Alves. Rio de Janeiro: Odebrecht; São Paulo: Nova Terra Comunicações; Brasília, DF: Fundação Banco do Brasil, 1997. Pesquisa: Maria Ines Rivaben Ricci  e Texto: Estela Alves Madeira
http://acervos.ims.uol.com.br/php/level.php?lang=pt&component=37&item=38

                           

A ORIGEM DE UM MUNDO MÁGICO

O evento "125 Anos do Nascimento de Monteiro Lobato - A origem de seu mundo mágico", que vai de 21 de agosto a 11 de outubro de 2007,  é um projeto de comemoração não só ao mês do folclore como a um de seus maiores defensores, o grande escritor Monteiro Lobato.

 

Popularmente conhecido pelo conjunto educativo, bem como divertido, de sua obra de livros infantis, o que seria aproximadamente metade de sua produção literária e sua outra metade, que consiste em um número de romances e contos para adultos, onde foi menos popular, mas um divisor de águas na literatura brasileira. Ele foi o criador de aventuras com personagens ligados à cultura brasileira, recuperando inclusive costumes da roça e, principalmente, lendas do folclore brasileiro.

 

Serão apresentadas diversas atrações, tais como uma exposição, com reproduções sobre a vida, a obra e os personagens de Lobato, dentro do projeto Arte na Biblioteca; uma feira literária, com editoras convidadas, exibição de filmes, palestras e mostra fotográfica. Já estão confirmadas as presenças de diversos profissionais da  área da ilustração, bem como a exposição de ilustradores de Lobato incluindo o acervo cedido pelo Centro Cultural Banco do Brasil, da mostra  "Visões de Emília - Olhar de Sete Ilustradores Brasileiros" (de 1996).

 

Haverá ainda uma palestra com Laura Sandroni, uma das fundadoras da FNLIJ, especialista em Monteiro Lobato que será encerrada com a apresentação da peça Memórias de Emília, com a Cia das Mães. Programação imperdível para crianças, jovens e adultos de qualquer idade.

 

Este projeto é o resultado de uma parceria entre o Sesc Rio, em sua Unidade de Niterói e o Espaço Tatiana Belinky, por meio de sua diretora, a produtora cultural Mônica Martins.

 

Maiores informações com Mônica Martins nos tels: (21) 2619-1677 / Cel: 8893-1677 e-mail:espacotatiana@yahoo.com.br:  Biblioteca do Sesc Niterói - 2704-2509

HOMENAGENS

 

A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro – que acontece entre 13 e 23 de setembro no Riocentro - vai homenagear em sua programação cultural autores vivos. O paraibano Ariano Suassuna e o colombiano Gabriel Garcia Marquez, que completam 80 anos em 2007 – que serão tema de palestras e fóruns de discussão.

 

A homenagem a Suassuna – que já confirmou presença no evento - será dia 14 de setembro e a homenagem a Gabriel Garcia Marquez, que terá a participação do escritor e tradutor Eric Nepomuceno, será no dia 21 de setembro.      

 

SILÊNCIO NO CINEMA

 

EM BUSCA DO SENTIDO DA VIDA

No dia 30 de julho último morreu o cineasta Ingmar Bergman, de 89 anos na sua casa na ilha sueca de Faarö, onde filmou várias das suas obras-primas. Para Woody Allen, que era um dos seus maiores fãs, Bergman era "provavelmente o maior artista do cinema desde a invenção da máquina de filmar".

 

Nascido a 14 de Julho de 1918 em Uppsala, a norte de Estocolmo, Ingmar Bergman realizou ao longo da sua extensa carreira 54 filmes, entre os quais se destacam "Um Verão de Amor" (1951), "O Sétimo Selo" (1957), "Morangos Silvestres" (1957), "Em Busca da Verdade" (1961), "Lágrimas e Suspiros" (1972) "Sonata de Outono" (1978) "Fanny e Alexander" (1982) ou "Saraband" (2003).

 

Além da sua obra cinematográfica, Bergman foi durante toda a vida um homem de teatro, tendo encenado numerosas peças, nomeadamente as do seu ídolo de juventude, August Strindberg. Fez mais de 126 produções teatrais e 39 peças de rádio, além de programas para TV.

 

A sua carreira começou no teatro nos anos 40 com um estágio de encenação na Ópera de Estocolmo e em 1960 foi contratado como encenador pelo prestigiado Dramaten, o Teatro real de arte dramática.

Foi, no entanto, o cinema o seu meio de expressão de eleição. "Fazer filmes é para mim um instinto, uma necessidade como comer, beber ou amar", declarou em 1945.

 

Em 1955, alcançou o seu primeiro êxito internacional com a comédia "Sorrisos de uma noite de Verão", mas a partir do final dessa década os seus filmes tornaram-se cada vez mais sombrios, mostrando casais em crise ou seres amargurados pela ausência de Deus. As suas obras lidavam com a confusão sexual, a solidão e a busca insana pelo sentido da vida -- temas que muitos atribuíam a uma infância traumática, quando ele era agredido pelo pai, conta a Reuters brasileira.

 

Em 1956, Bergman volta a obter o reconhecimento internacional com "O Sétimo Selo", no qual está a clássica cena em que o cavaleiro medieval, à

procura de Deus e do sentido da vida, joga xadrez com a morte. No ano seguinte, o filme recebeu o prémio do júri em Cannes.

 

Cineasta das mulheres, como alguns o consideravam, proporcionará os seus mais belos papéis a actrizes como Maj Britt Nilsson, Harriet Andersson, Eva Dahlbeck, Ulla Jacobsson e Liv Ullmann. Teve aventuras amorosas com várias das suas atrizes, casou cinco vezes e teve nove filhos.

 

Seus primeiros Oscar (Melhor Filme Estrangeiro), foram ganhos em 1960 e 61. Voltaria a receber quatro estatuetas (inclusive, de novo, filme estrangeiro) em 1983, por "Fanny e Alexander", um filme com versões de três e cinco horas.

 

Fontes: http://www.asemana.cv

 

O CINEASTA DA INCOMUNICABILIDADE

Por coincidência, no mesmo dia, faleceu o diretor Michelangelo Antonionni, que completaria 95 anos no próximo dia 29 de Setembro de 2007.

 

Depois de estudar Economia e Administração de Empresas na Universidade de Bologna, Antonionni entra na Escola de Cinema de Roma, em 1939.

Nesse período, ele escreve para o jornal oficial, do governo de Mussolini, “Cinema”, entretanto, logo a seguir a um desentendimento com os censores fascistas, ele deixa a redação.

 

Com 30 anos, torna-se produtor de Roberto Rosselini (“Una Pilota Ritorna”), e Enrico Fulchignoni (“I Due Foscari”). Seu primeiro filme

“Gente del Po”, é iniciado em 1943 e finalizado em 1947.

 

Considerado o cineasta do silêncio, Antonionni realizou uma trilogia definitiva, que começou em 1960, com “A Aventura”, seguindo-se com “A Noite” (1961), e “O Eclipse” (1962), onde mostrava a incomunicabilidade. Estas suas obras-primas, mostram o silêncio e o mistério como os pilares das três histórias, resultante da mudez do homem contemporâneo.

 

Nos três filmes, não há um desfecho, uma razão, uma resposta. Há, quando muito, especulação e sugestão.

 

Antonionni foi indicado ao Oscar, pelo filme “Blow Up”, ganhou o Urso de Ouro por “A Noite”, em 1961, no Festival de Berlin, e, em Cannes, foi gratificado com muitos prêmios, em 1960, 62, 67, 75 e 82.

 

Fonte: http://www.liberal-caboverde.com/

 

HÁ 45 ANOS, MORRIA UM ÍCONE

 

Na manhã do dia 5 de agosto de 1962 morria Marilyn Monroe, aos 36 anos em sua casa na Califórnia, vítima de uma overdose de drogas e medicamentos.

 

Marilyn Monroe nasceu Norma Jean Baker em 1º de julho de 1926, em Los Angeles , Califórnia. A identidade de seu pai era desconhecida e como sua mãe teve problemas psicológicos e foi levada para uma instituição mental, Marilyn passou boa parte da infância em orfanatos.

 

Em 1937, aos 11 anos, ela mudou-se para a casa de uma amiga da família, Grace Mckee Goddard. Cinco anos depois, o marido de Grace foi transferido para outra cidade e não tinha condições financeiras para levar Marilyn. A jovem de 16 anos ficou com duas opções: se casar ou voltar para um orfanato.

 

Em 19 de julho de 1942, Marilyn se casou com o jovem de 21 anos Jimmy Dougherty, com quem namorava há seis meses. Em 1944, Dougherty entrou na Marinha e foi transferido para o Pacífico Sul. Após a partida do marido, Marilyn começou a trabalhar numa rádio da Califórnia.

 

Foi nessa época que surgiu o convite para ela posar para uma sessão de fotos com o fotógrafo Davis Conover. Dois anos depois, Marilyn tornou-se uma modelo respeitável e foi capa de diversas revistas. Ela se inscreveu em aulas de teatro, sonhando com a fama.

 

Em 1946, o marido de Marilyn retornou do Pacífico e ela teve que fazer uma nova escolha: ou seu casamento ou sua carreira. No mesmo ano, os dois se divorciaram e, em 26 de agosto, ela assinou um contrato com a Twentieth Century Fox.

 

Pouco tempo depois, ela tingiu o cabelo de loiro platinado e parou de se chamar Norma Jean Baker, mudando seu nome para Marilyn Monroe, sobrenome de sua avó. Ela começou a carreira em pequenos filmes e foi conquistando papéis em longas de sucesso, tornando-se uma das estrelas mais populares do cinema dos anos 50.

 

Em 14 de janeiro de 1954, Marilyn se casou com o jogador de beisebol Joe DiMaggio, em São Francisco , na Califórnia, após dois anos de namoro. Mas sua fama só trouxe problemas à união e nove meses depois, os dois se separaram. Dois anos depois, ela se casou pela terceira vez, agora com o dramaturgo Arthur Miller, com quem ficou por cinco anos.

 

Uma nova biografia da artista intitulada "Marilyn Monroe: Private And Undisclosed", foi escrito por Bill Pursel, ex-namorado da atriz e
publicada no começo de agosto.

De acordo com o livro, Marilyn telefonou em
1949 a Pursel, do set de filmagem de "Loucos de amor", e lhe disse chorando que queimaria sua própria face com ácido para por fim à perseguição dos fotógrafos e jornalistas.

" Ela não tinha mais privacidade e alguns fotógrafos eram grosseiros e lhe cobravam demais", escreveu Pursel na biografia.

 

Na manhã do dia 5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe morreu, chocando o mundo inteiro, principalmente pela forma misteriosa de sua morte. Ao lado da atriz, havia um frasco de remédio para dormir, levando a conclusão de que ela havia sofrido uma overdose - intencional ou acidentalmente.

 

Até hoje, sua morte levanta suspeita. Uma delas é que a atriz teria se suicidado depois que o presidente norte-americano John Kennedy queria terminar o romance dos dois. Outra teoria sugere que ela teria sido assassinada.

 

Entre seus filmes mais conhecidos estão: Os Desajustados (1961 , Adorável Pecadora (1960),  Quanto Mais Quente Melhor (1959), O Pecado Mora ao Lado (1955 ) e Como Agarrar um Milionário e Os Homens Preferem as Loiras (ambos em 1953.

Fonte: Correio do Brasil. Redação, com agências - de Los Angeles

 

A MESTRE DO BALÉ RUSSO PARTIU

 

Eugenia Feodorova, a principal transmissora da tradição do balé russo neste país, morreu no dia 16 de julho passado aos 82 anos, no Hospital Silvestre, Rio, onde estava internada com complicações decorrentes de uma antiga cirurgia na bexiga.

 

Foi ela quem apresentou no Teatro Municipal do Rio em 1959, a primeira versão completa do balé “O Lago dos Cisnes”, na América do Sul. Natural de Kiev, capital da Ucrânia, na antiga União Soviética, ela chegou ao Brasil em 1954, trazida pela bailarina Dalal Achcar.

 

Eugenia começou sua carreira aos 6 anos. Na segunda Guerra Mundial foi levada para um campo de trabalho forçado, depois chegou a ser primeira-bailarina da Companhia Orlikovsky, em Munique, da ópera de Liège, na Bélgica e do ballet do Scala de Milão.

 

No Brasil, há 50 anos, a bailarina criou a Academia de Ballet com seu nome onde formou gerações de bailarinos importantes como, Rosália Verlangieri, Isolina Sodré, Ana Botafogo e Roberto de Oliveira.


JOEL SILVEIRA MORREU

GENETON DE MORAES NETO

 

Eis uma notícia que eu não gostaria de dar: a morte do maior repórter brasileiro.

 

Joel Silveira morreu dormindo às oito horas da manhã do dia 15 de agosto, em casa, na rua Francisco Sá, em Copacabana. Nasceu em Sergipe, no dia 23 de setembro de 1918. Tinha oitenta e oito anos, portanto. Vivia no Rio desde 1937. Com a saúde debilitada, deixou instruções: não queria velório. Pediu para ser cremado o mais rápido possível.

 

Disse-me, por telefone, há poucos dias :"Geneton, estou morrendo. É o fim". Há dez dias, em casa, tinha disposição para conversar.

 

O que fica ? Um excepcional trabalho jornalístico: os textos de Joel sobre a guerra são clássicos. Páginas como a descrição do encontro com Getúlio Vargas, idem (ver trecho abaixo).

 

O Joel que fica é o repórter talentosíssimo, o precursor brasileiro do chamado "novo jornalismo", a "víbora" divertida e ferina.

 

Joel foi mestre e amigo. A morte é, como sempre, uma piada de péssimo gosto. O Joel de nossas lembranças vai ser sempre o que se revelava em conversas como estas: Leia mais em www.geneton.com.br

 

O jornalista e escritor Joel Silveira era associado do Sindicato dos Jornalistas do Rio desde 1955 e foi autor de vários livros, como Roteiro das Margaridas; Na Fogueira, que recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, além de Nitroglicerina Pura e Hitler/Stalin: O Pacto Maldito, este últimos comigo.

 

Geneton de Moraes Neto é jornalista e amigo pessoal de Joel com quem  trabalhou durante 20 anos.

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