O VINHO NO BRASIL POR CABRAL

 

A história do vinho no Brasil, que chegou ao país com a esquadra de Pedro Álvares é contada pelo especialista em vinhos, Carlos Cabral, no livro Presença do Vinho no Brasil, lançado pela Editora de Cultura e que acaba de chegar às livrarias.

 

Naquela época, esta bebida era fundamental não apenas para a celebração diária das missas a bordo, mas também porque era considerado pelos portugueses, um medicamento, um líquido purificador para qualquer doença.

 

No entanto, os índios não gostaram da bebida, apesar de fabricarem o cauim, um fermentado de mandioca que era servido apenas em rituais.

 

Presença do vinho no Brasil vai até 1532, mostrando que Brás Cubas foi quem trouxe alguns bacelos de videiras, plantando-os na capitania de São Vicente. Mas, o resultado não foi bom, ele então, como vitivinicultor (produtor) experiente, levou o cultivo para o planalto de Piratininga, próximo de onde é hoje a rua Tuiuti, no Tatuapé, iniciando o primeiro vinhedo produtivo do Brasil.

 

Carlos Cabral é um apaixonado pela história do país e com o apoio de jovens pesquisadores, vasculhou bibliotecas e arquivos à procura de documentos históricos para juntar às informações que já possuía sobre a PRESENÇA DO VINHO NO BRASIL.

 

O livro relata, portanto, sobre quando, como, por que e onde o brasileiro consumiu, produziu e comercializou vinho em cinco séculos. No século 18, por exemplo, durante as expedições dos bandeirantes, a bebida era considerada essencial, junto com outros gêneros alimentícios, como sal e azeite. Um barrilote de vinho (mais ou menos cinco litros) custava mais de meio quilo de ouro.

 

Cabral demonstra através de documentos, mostrando a quantidade de garrafas consumidas pela corte de D.João VI e durante os reinados de D.Pedro I e D.Pedro II, que é a partir daí que o consumo do vinho no País vai apresentar registros mais significativos com a chegada da corte.

 

A pretensão do autor não era fazer uma história sócio-cultural do vinho no Brasil, mas apenas juntar em um só livro o que encontrou em diferentes fontes, compondo um panorama da presença do vinho ao longo do tempo até a formação de uma indústria de vinho nacional.

Atualmente, o setor de vinhos no Brasil cresce em média 15% ao ano. E somos reconhecidos pela qualidade dos espumantes requintados, vencendo diversos concursos mundiais.

 

Salvo alguns estudos de história regional, elaborados por pesquisadores do Rio Grande do Sul, nenhum estudioso havia se debruçado sobre o tema em âmbito nacional e consolidado um panorama geral do vinho durante os cinco séculos de história do Brasil, como esta obra.

 

Foram garimpados arquivos de diversos estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco, os relatos históricos da formação do país, tudo o que se referisse ao vinho. Os registros agregados aos 23 anos de estudos e convivência de Carlos Cabral com o vinho, propiciaram a formatação deste livro repleto de informações, imagens coloridas e cópias de documentos históricos. Vale a pena ler.

Sobre o autor: Carlos Cabral é consultor de vinhos do grupo Pão de Açúcar e um apaixonado por vinho desde os 19 anos. É o idealizador, fundador e sócio nº 1 da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho (SBAV) — a primeira confraria dedicada ao vinho no Brasil. Em Portugal, é membro da Confraria do Vinho do Porto (1984), da Confraria do Periquita (1995) e da Confraria do Alentejo (1999). Em 2003, atingiu o título máximo da Confraria do Vinho do Porto, sendo nomeado Infanção.

 

PRESENÇA DO VINHO NO BRASIL, da Editora de Cultura é de autoria de Carlos Ernesto Cabral de Mello, tem 223 páginas e custa R$60,00

 

RECEITAS REVELAM BASTIDORES DA

HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL

  

O livro Lila Covas – Histórias e Receitas de Uma Vida, lançado recentemente pela Editora Global, com chancela da Fundação Mário Covas, apresenta fatos marcantes da vida pública brasileira relatados entre as receitas. A publicação traz também depoimentos e receitas de amigos de Lila, como o da atriz Eva Wilma e do maestro John Neschling.

 

A viúva do ex-governador paulista Mário Covas não era uma dona de casa brasileira comum, os pratos preparados por ela foram apreciados por grandes nomes da República. Pode-se ir além e dizer que a história recente do país passou pela cozinha de dona Lila e muitos dos debates que pautaram a vida política na segunda metade do século 20 se deram no calor de seu fogão.

 

Quem escreveu o livro foi a jornalista Luci Molina, assessora de imprensa no governo Covas. Ela ao se aproximar de Dona Lila para fazer a compilação das receitas e dar formato ao projeto, ouviu no dia-a-dia, relatos emocionantes, como: “Esta sopa o Zuza pediu para que eu fizesse no dia em que ele saiu da prisão”. Nesses encontros, sempre era comentado um novo episódio relacionado à vida do casal ou sobre a participação de Mário Covas no cenário político. O tempo foi passando e Luci percebeu que estava coligindo não só receitas, mas histórias de uma vida.

Na verdade, a obra foi imaginada de uma forma diferente. Era para ser um livro de receitas, apenas. Dona Lila sempre presenteou sobrinhas e filhas de amigas com um caderno de receitas, igual ao que a acompanha desde sua mocidade.

 

Para D. Lila, “as receitas são uma experiência bem-sucedida de alguém que é generoso o suficiente para passá-las adiante”, e eram essas as receitas que ela colecionou durante anos a fio, que gostaria de deixar para a posteridade.


Mas, não é bem assim. Cada uma tem uma história marcante por trás. O partido PSDB nasceu praticamente dentro de suas panelas. Quantas reuniões ela não alimentou.

 

Foi com o caderno de receitas em mãos que Lila preparou uma ceia de Natal para estudantes que estavam presos em Brasília durante o regime militar. Perguntada se tinha medo? Ela diz: só de errar o tempero. Apenas no capítulo da perda do marido não tem receitas de d. Lila, assim como em outros, que de tão difíceis a fizeram calar. 

 

Mas, o livro é a história da vida do casal Lila e Zuza, permeado de receitas de doces e salgados que sempre estiveram à sua mesa e temperado com depoimentos de pessoas que passaram por suas vidas. Só não tiram boas lições deste livro os detentores de paladares insossos.


CAMARÃO DESCASCADO

- Lave bem 1 quilo de camarão grande descascado e sem as tripas. Escorra e reserve.
- Numa panela, derreta 2 tabletes (400g) de manteiga sem sal, junte 1kg de cebola picada e deixe dourar.
- Ponha o camarão, sal e 3 colheres de sopa de mostarda cremosa. Mantenha em fogo médio, mexendo às vezes, até o camarão ficar rosado. Não cozinhe muito para não prejudicar a textura.
- Quando estiver pronto, tire do fogo e junte 2 latas de creme de leite sem o soro (deixe as latas no freezer por 5 min antes de abrir e o soro se separará mais facilmente).
- Para acompanhar, faça um arroz branco.

 

Sobre as autoras: Florinda Gomes Covas foi primeira dama da Cidade de São Paulo e do Estado de São Paulo, presidente do Fundo Social da Cidade de São Paulo e do Estado de São Paulo. Lila, como gosta de ser chamada é presidente de honra do grupo amigos do céu aberto – Centro de Tratamento das Malformações Craniofaciais da Baixada Santista, entre tantos títulos que conquistou. Luci Domingues Molina é jornalista. Foi repórter e apresentadora da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão. Atuou como assessora de imprensa do governo Covas.

 

 

LILA COVAS HISTÓRIAS E RECEITAS DE UMA VIDA, da Global Editora, de autoria de  Lila Covas e Luci Molina, tem 360 páginas e custa R$ 59,00

 

A IMPORTÂNCIA DOS ALIMENTOS

NA PREVENÇÃO E NA CURA DE DOENÇAS

 

Com a população do país envelhecendo gradativamente, cresce cada vez mais a incidência de doenças crônicas. Entre elas, a hipertensão, que atinge mais de 20% dos brasileiros, e o excesso de peso, que está presente em cerca de 40% dos adultos. O alimento pode ter a função de medicamento, auxiliando na prevenção e no tratamento destas doenças.

 

Um estudo feito a partir de 17 trabalhos clínicos, que envolveram 2.305 pacientes internados na Holanda, Suíça, Itália, Austrália, Estados Unidos e Alemanha, e coordenado por médico brasileiro, mostrou que pacientes submetidos à uma dieta específica antes de uma cirurgia de grande porte têm taxas de complicações infecciosas reduzidas. Também o período de internação fica reduzido em pelo menos dois dias e há menores chances de complicações pós-cirúrgicas.

 

"Apenas ficaram de fora os doentes graves, em unidade de terapia intensiva", explica o dr. Dan L. Waitzberg, diretor do GANEP - Grupo de Nutrição Humana e professor associado da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo, Departamento de Gastroenterologia. Segundo ele, estes resultados abrem uma nova porta para a Medicina, que procura incessantemente meios para reduzir as complicações infecciosas após cirurgias.


CALVICE, ALZHEIMER E CÂNCER

Pesquisas já revelaram que substâncias presentes em alimentos podem diminuir o colesterol, inibir o câncer e prevenir a calvície.

 

- Os benefícios da boa alimentação, em se saber utilizar uma dieta adequada, ingerindo sempre os alimentos certos, que possuem substâncias funcionais, junto aos avanços da ciência, especialmente da biotecnologia, já foram comprovados que estes agem como medicamento, tanto para prevenir doenças como para aumentar a qualidade de vida, ressalta Dr. Durval Ribas, presidente da ABRAN, Associação Brasileira de Nutrologia,

 

Segundo o médico nutrólogo Dr. Edson Credidio cada alimento tem uma função.  E novos estudos demonstram que a maçã verde pode combater a calvície.

 

- Os japoneses descobriram que a maçã tem uma substância isolada que ativa a ação das células da estrutura responsável pela produção de pêlo, e isso previne a calvície. Os americanos pesquisaram as propriedades do leite e verificaram que a imunoglobulina desse alimento, ou seja, o soro do leite, é uma substância que ajuda na redução do colesterol, informou.

 

Ele lembrou ainda  que,  aqui mesmo no Brasil, na USP de São Carlos, um estudo revelou que a cana-de-açúcar ao reagir ao inseto agressor produz uma proteína que pode ser usada na prevenção de doenças crônico-degenerativas como o Alzheimer.

 

O Dr. Fernando Moreno, da Universidade de São Paulo, vem estudando a relação entre os compostos bioativos – substâncias presentes nos alimentos cuja ação modificadora do comportamento molecular e concluiu que podem levar à inibição do câncer.

 

No dia 4 de agosto passado, no IEP – Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês cerca de 200 nutricionistas, técnicos em nutrição e estudantes da área se reuniram para a VI Jornada de Nutrição, onde se discutiu o poder dos alimentos na vida.

 

Este ano, as palestras abordaram o papel dos alimentos no bem-estar, longevidade e saúde, acompanhadas de sessões de degustação e demonstração de montagem de pratos.

 

NOVA LINHA DE SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS

 

A Galena Química e Farmacêutica lançou uma nova linha de suplementos nutricionais: a linha Galena Nutrition®, composta por produtos ricos em substâncias antioxidantes, antiinflamatórias, imunoestimulantes, entre outras funções importantes para o equilíbrio do organismo.

 

Um deles é a cápsula mole de ômega 3, que possui um alto teor de EPA e DHA - ácidos graxos polinsaturados, que auxiliam na redução da hipertensão e contribuem para a manutenção de níveis saudáveis de triglicérides. O ômega 3 é também um potente antioxidante oral que combate os malefícios da gordura trans.

 

ABAIXO OS BENEFÍCIOS DOS PRODUTOS:

ÔMEGA 3: rico em ácidos graxos poliinsaturados do tipo ômega 3. A carência no organismo dessas substâncias desfavorece a neutralização dos radicais livres provenientes da gordura trans dos alimentos, auxilia a hiperlipidemia e a síndrome plurimetabólica. Uma dieta pobre em ômega-3 favorece o desenvolvimento de doenças crônicas cardiovasculares (ingestão diária recomendada: três cápsulas de 1000mg ao dia).

 

ÓLEO DE LINHAÇA: principal fonte de ácido linolênico (ácido graxo pertencente à família do ômega 3), lignana, ácido linoléico (ômega-6), ômega-9 e vitamina E. Uma dieta pobre em nutrientes presentes no óleo de linhaça favorece o desenvolvimento de hipertensão, queda do sistema imunológico, deficiência na cascata da coagulação, tensão pré-menstrual, mastalgia, hiperlipidemia, além de exacerbar processos inflamatórios, uma vez que o óleo de linhaça é conhecido como um antiinflamatório natural do organismo (ingestão diária recomendada: uma cápsula de 1000mg ao dia).

 

LECITINA DE SOJA: a soja é a mais rica fonte natural de lecitina, sendo utilizada pelo corpo para construir grande parte dos tecidos nervosos e cerebrais. A carência de seus nutrientes pode elevar os níveis sangüíneos de colesterol e triglicérides, levando ao acúmulo no organismo, prejudicando a capacidade de raciocínio, o controle muscular e a incidência de arteriosclerose (ingestão diária recomendada: três cápsulas de 1000mg ao dia).

 

ÓLEO DE ALHO: é um germicida natural, com 1/10 da potência antibiótica da penicilina. O óleo de alho é efetivo contra germes e bacilos causadores de diversos males. A carência de seus componentes no organismo pode causar um baixo estímulo nas glândulas de secreção interna, diminuir a resistência orgânica, estimular a hipertensão e dificultar o processo circulatório, além de aumentar os níveis de colesterol no sangue e susceptibilidade a gripes, resfriados, reumatismo e diabetes. Possui efeito antitóxico, diminuindo a formação de toxinas no organismo (ingestão diária recomendada: quatro cápsulas de 250mg ao dia).

 

ÓLEO DE FÍGADO DE BACALHAU: excelente fonte natural de vitaminas A e D para o organismo. A carência destes nutrientes favorece o acúmulo de colesterol e triglicérides no sangue, obesidade, celulite e flacidez, além de prejudicar a reabsorção óssea de cálcio, enfraquecer o sistema imunológico e diminuir a acuidade visual (ingestão diária recomendada: duas cápsulas de 250mg ao dia).

 

ÓLEO DE PRÍMULA: rica em fonte de ácido gamalinolêico (GLA), essencial à manutenção do equilíbrio orgânico e bastante escasso nos hábitos alimentares. A carência dos nutrientes do óleo de prímula no organismo feminino pode causar alterações físicas e emocionais da tensão pré-menstrual (TPM), como irritação, estresse, insônia, cólicas menstruais, inchaço nos seios e retenção de líquidos. Na pele, a falta destes nutrientes pode levar ao descontrole da oleosidade cutânea (ingestão diária recomendada: três cápsulas de 500mg ao dia).

 

A nutricionista e pesquisadora da Unicamp, Gláucia Pastore da Galena demonstrou que 70% dos custos do Sistema Único de Saúde (SUS) são destinados ao tratamento de enfermidades e, por esta razão, a prevenção por meio de uma boa alimentação ou suplementação é essencial.

 

NUTRIENTE IMPORTANTE

 

Colina é um nutriente fundamental para o desenvolvimento cerebral humano, com atuação relacionada à função da memória. Embora conhecida como o mais novo nutriente essencial, principalmente durante a gestação, os cientistas de Nutrição conhecem a colina há anos, mas somente agora, entenderam o quanto este nutriente é indispensável.

 

A Academia Nacional de Ciências (NAS), dos EUA, reconheceu a colina como um nutriente essencial em 1998. A colina, quando ingerida em quantidades ideais, pode afetar positivamente o desenvolvimento cerebral – incluindo a memória por toda a vida – saúde cardiovascular e função hepática.

 

Dentre os alimentos ricos em colina, estão a lecitina de soja, o bife de fígado e a gema de ovo. Contudo, os especialistas afirmam que a lecitina de soja é uma das fontes de colina mais bioativas do nutriente, além de ser natural e não conter colesterol.

 

Os pesquisadores descobriram que os americanos consomem em média somente 314 miligramas de colina por dia, muito menos que o recomendado pelos órgãos oficiais de saúde como a NAS: 425 miligramas (mulheres) e 550 miligramas (homens).

 

O cardiologista e nutrólogo do IMeN - Instituto de Metabolismo e Nutrição, Carlos Daniel Magnoni, comenta que 314 mg de colina – a mesma quantia consumida em média pelos americanos - podem estar contidos na mesa do brasileiro numa refeição que inclua arroz, feijão, bife, salada e frutas, já que a maior fonte de colina do brasileiro é o feijão que ainda está presente no cardápio diário.

 

Segundo o Dr. Magnoni a soja é outro alimento-chave para os brasileiros. Pesquisas têm demonstrado que a lecitina e a colina, presentes na soja, atuam positivamente no desenvolvimento cerebral, principalmente a memória, ajudam também a reduzir os níveis de colesterol total e LDL, e os níveis de homocisteína no sangue - que podem estar associados a danos nas artérias e assim manter o coração saudável”, revela Magnoni.

 

OBRA PIONEIRA NA ÁREA DE NUTRIÇÃO

 

O livro Nutrição em doenças crônicas, lançamento da Editora Atheneu, mostra as doenças crônicas mais prevalentes no mundo e agrega o poder preventivo dos alimentos.

 

 “Uma novidade especial é que esta publicação é totalmente baseada nos protocolos nacionais e internacionais em nutrição. Trouxemos em primeira mão, por exemplo, as últimas diretrizes da hipertensão no país, que propõem um plano dietético específico, o plano DASH - mais rico em alimentos de origem vegetal e com alimentos de origem animal pobres em gordura - como uma estratégia importante no controle da doença”, adianta a dra. Helena Alves de Carvalho Sampaio, nutricionista, coordenadora do Laboratório de Perfusão Renal e Nutrição em Doenças Crônicas da Universidade Federal do Ceará e uma das autoras.

 

Em cada tema são abordados os alimentos imprescindíveis para uma dieta saudável, como frutas, hortaliças, cereais integrais e fibras, que veiculam antioxidantes e podem agir na prevenção de alguns cânceres, por exemplo.

 

A soja, cujo uso tem sido associado à redução dos níveis de colesterol, à proteção contra a osteoporose e prevenção contra o câncer, no livro são discutidas as controvérsias e comprovações quanto ao seu papel para a saúde.

 

Um capítulo especial fala da interação dos fármacos com os nutrientes e a atividade física, e sobre a sua relevância no tratamento e na prevenção de doenças crônicas.

 

“Nosso foco, além do tratamento, está na prevenção das doenças e de suas complicações. Escolhemos tratar daquelas mais associadas ao envelhecimento e ao estilo de vida, como as neurológicas degenerativas, a osteoporose, as dislipidemias e diabetes melito, entre outras”, comenta dra. Helena.

 

Sobre as autoras, Helena Alves de Carvalho Sampaio é nutricionista.

Especialista em Administração Hospitalar, em Saúde Pública, em Nutrição Clínica e em Nutrição Parenteral e Enteral. Mestre em Educação. Doutora em Farmacologia. Professora Adjunta do Curso de Graduação em Nutrição e em Medicina dos Mestrados Acadêmicos em Saúde Pública e em Ciências Fisiológicas da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Coordenadora do Laboratório de Perfusão Renal e Nutrição em Doenças Crônicas da UECE

 

Maria Olganê Dantas Sabry é também nutricionista. Especialista em Nutrição Humana. Mestre em Saúde Pública. Professora Adjunta do Curso de Graduação em Nutrição e em Medicina e do Curso de Especialização em Nutrição Clínica da Universidade Estadual do Ceará – UECE

 

Nutrição em Doenças Crônicas Prevenção e controle é da editora: Atheneu

e tem 292 páginas

CONSELHOS PARA SE VIVER MAIS

 

Nos Estados Unidos, um estudo comparou cinqüentões que viviam de dieta com outros que consumiam, em média, 2 000 calorias por dia.


A conclusão foi que o primeiro grupo que comia menos, teve uma expectativa de vida cerca de 30% maior, além de aparentar ser mais jovem do que os congêneres da mesma idade. Portanto, coma menos!

 

Outra dica é dê preferência a dieta mediterrânea: que é rica em vegetais, peixes e azeite de oliva, pode afastar doenças como hipertensão, diabetes e obesidade, capazes de encurtar a vida em até dez anos. A pesquisa foi feita com 1 507 homens e 832 mulheres, entre 70 e 90 anos, em onze países europeus.

Pesquisas conduzidas pelo médico americano Michael Roizen, autor do livro Idade Verdadeira e fundador do RealAge Institute, um dos mais respeitados centros de estudo da saúde e do metabolismo humano, mostram que se deve abusar do molho de tomate. Dez colheres de molho  ingeridas semanalmente podem reduzir pela metade o risco de ocorrência de onze tipos de câncer. O tomate é rico em licopeno, um antioxidante encontrado nos vegetais vermelhos.

 

Fontes: revista Psychology Science, Journal of Clinical Psychology

 

CHOCOLATE MEIO-AMARGO REDUZ PRESSÃO

 

Cientistas alemães sugeriram que um pouco de chocolate meio-amargo por dia pode ajudar a controlar a pressão sangüínea e reduzir os riscos de ataques cardíacos. Esta foi a conclusão do artigo publicado no Journal of American Medicine (JAMA).

 

A pesquisa feita com 44 pessoas que apresentavam problemas de pressão alta. As pessoas foram divididas em dois grupos: o primeiro teve direito a comer 6 g diárias de chocolate meio-amargo; o segundo, a mesma quantidade de chocolate branco.

Depois de 18 semanas, os pesquisadores observaram que a pressão sangüínea dos primeiros caiu levemente, enquanto entre os segundos, nenhuma mudança foi verificada. Mas a Fundação Britânica para o Coração alertou que o chocolate é "um prazer, e não um tratamento".

A sugestão de que o cacau traz benefícios à saúde não é nova, e pesquisas anteriores haviam sugerido que o alimento poderia inclusive reduzir a pressão sangüínea. A razão seria a presença dos chamadas polifenóis, presentes no chocolate meio-amargo, mas não no branco utilizado na experiência.

No entanto, até então se pensava que os benefícios só viriam com a ingestão de grandes quantidades de chocolate, que seriam anulados pelos efeitos do alto consumo de açúcar e gordura.

Mas os pesquisadores do Hospital Universitário de Colônia disseram que os benefícios poderiam ser alcançados com a ingestão de uma quantidade equivalente a apenas 30 calorias.

Importante: nenhuma das pessoas que comeram chocolate meio-amargo registrou mudanças no peso ou nos níveis de glicose e lipídios. Em compensação, registraram uma redução na pressão sangüínea que os pesquisadores classificaram de "pequena, mas notável".

No artigo, eles disseram que é mais fácil convencer pessoas com problemas de pressão a consumir uma quantidade pequena de chocolate por dia que pedir "mudanças de comportamento complexas".

Mas a nutricionista da Fundação Britânica do Coração, Sara Stanner, alertou para o risco de tal estratégia levar pacientes cardíacos a exagerar no consumo de chocolate.

— Frutas e vegetais também provêm uma série de polifenóis, assim como vitaminas e minerais importantes —, ela disse.

 

Por Redação, com BBC - de Londres

 

MITOS DESFEITOS


COMER MASSA À NOITE ENGORDA MAIS
Basicamente, o que engorda é ingerir mais calorias do que as que são gastas. Há, realmente, diferenças na forma com que as várias fontes de energia são metabolizadas, mas o que conta é a quantidade e o balanceamento adequado ao longo do dia, e não a hora exata do consumo de determinado alimento. Carboidratos, como massas, favorecem a produção de insulina, o que facilita a deposição de gorduras, mas, se forem combinados, em porções adequadas, com verduras e uma fonte de proteína, esse efeito praticamente desaparece.

O AÇÚCAR MASCAVO É MAIS SAUDÁVEL QUE O AÇÚCAR BRANCO
O açúcar mascavo passa por menos etapas no refinamento, mas tem o mesmo valor calórico e o mesmo índice glicêmico que o açúcar branco. Também é metabolizado da mesma forma pelo organismo. Por não se dissolver tão facilmente, muitas vezes o açúcar mascavo é acrescentado em quantidades maiores, o que é uma desvantagem.

 

A PRODUÇÃO DE PÊSSEGO NÃO ESTÁ EM CONFORMIDADE

COM AS NORMAS DE PRODUÇÃO INTEGRADA

 

A competitividade no mercado de alimentos tem sido responsável por uma série de mudanças no setor. A crescente preocupação dos consumidores com os fatores ambientais, sociais e nutricionais tem provocado a geração de tecnologias limpas e sustentáveis na produção, além da exigência da comprovação da qualidade e procedência dos produtos.

 

Por isso, a produção controlada desde a origem, em conformidade com os conceitos de produção integrada e rastreabilidade, passa a ser decisiva para a competitividade no mercado. Nesse contexto, Casiane Tibola e equipe da Universidade Federal de Pelotas realizaram um trabalho com o objetivo de avaliar o grau de conformidade dos pomares de pêssego às Normas de Produção Integrada de Pêssego, a fim de assegurar a qualidade e a segurança dos produtos obtidos.

           

A produção brasileira de pêssego é de 146 mil toneladas anuais, sendo o Rio Grande do Sul o principal produtor. No ciclo agrícola 2004/05, a Produção Integrada de Pêssego envolveu 105 produtores, em uma área de 520 hectares , e produção de 6.240 toneladas.

 

De acordo com artigo publicado na edição de julho/agosto de 2007 da revista Ciência Rural, “os principais avanços tecnológicos observados com a PIP são: melhoria organizacional da base produtiva, capacitação técnica, incremento da qualidade, minimização do impacto ambiental, além da maior competitividade entre os produtos, em virtude de sua maior acessibilidade ao mercado”.

           

A implementação da PIP e da rastreabilidade na produção foi realizada através de visitas mensais, a partir do início do ciclo vegetativo até a pós-colheita. Paralelamente, foram realizadas auditorias internas, para avaliar as condições de produção, transporte e armazenamento. O percentual de fruticultores que estavam em conformidade com as exigências da PIP foi de apenas 30%. Dentre os tratos culturais preconizados pela produção integrada adotados, destacaram-se: poda verde, manutenção da cobertura no solo, adubação equilibrada, utilização de agrotóxicos permitidos e devolução de embalagens vazias.

           

A equipe verificou, entre outros problemas, que muitos agricultores conheciam os agrotóxicos mais antigos, mas poucos consultavam material técnico para atualização; o uso de equipamentos de proteção geralmente foi incorreto ou incompleto; os vasilhames de colheita utilizados, em geral,

não são lavados e desinfetados, contribuindo para o aumento das doenças na pós-colheita; e que a maioria dos produtores não possui o hábito de registrar no caderno de campo os tratos culturais e a ocorrência de pragas e doenças no pomar, limitando o processo de rastreabilidade. Dessa forma, os pesquisadores afirmam que “para a consolidação da produção integrada, há a necessidade de ampliar a orientação quanto ao manejo de pragas e doenças, bem como quanto à tecnologia de aplicação de agrotóxicos”.

 

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)

 

ALMOÇO DE DOMINGO

 

Macarrão com Molho de Peito de Peru

INGREDIENTES:

- 1 cebola (média) picada

- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo

- 3 colheres (sopa) de margarina

- 2 xícaras (chá) de leite

- 1 meia xícara (chá) de Café MELITTA Tradicional filtrado forte

- 200g de peito de peru em cubos

- 8 azeitonas verdes picadas

- Sal e pimenta do reino a gosto

- 1 lata de creme de leite

- Salsa picadinha a gosto

- 1 embalagem do macarrão curto (penne, fusilli, farfalle etc) de sua preferência cozido “al dente” e escorrido (500g)

- Queijo parmesão ralado a gosto

 

MODO DE PREPARO

Numa panela média, doure aos poucos a cebola e a farinha na margarina.Acrescente o leite e o Café MELITTA Tradicional mexendo sempre até obter um creme. Junte o peito de peru, as azeitonas, o sal e a pimenta. Acrescente o creme de leite, a salsa e aqueça sem ferver. Numa travessa coloque o macarrão, despeje o molho. Polvilhe com queijo ralado. Sirva a seguir. RENDIMENTO: 6 porções

 

Enviado pelo SIM – Serviço de Informações da Melitta

 

Canelone de Queijo Branco

INGREDIENTES

- 4 canelones (250g) – macarrão lasanha

- 4 colheres (sopa) de queijo branco ralado sem sal

- 4 colheres (sopa) de cenoura ralada

 

MODO DE PREPARO:

Ferva o macarrão. Reserve uma parte do queijo e misture o restante com a cenoura. Passe a Lasanha em água quente e coloque o recheio, enrolando em formato de canelone. Salpique queijo minas ralado e leve ao forno até ficar no ponto. Rendimento: 4 porções

 

Salada de Frango, Macarrão, Kiwi e Abacaxi

INGREDIENTES:

- 2 c. de chá mais 1 c. de sopa de shoyo

- 1 c. chá mais 2 c. de sopa de óleo

- 4 c. chá de alho esmagado

- 4 c. de chá de gengibre

- 350g. filé de frango

- 300 g. macarrão caracolinho

- 6 colheres de sopa de suco de limão

- 1 xic. de abacaxi em cubos

- 1 kiwi em cubos

- Três quartos xic. cebolinha picada

- meio pimentão vermelho picado

- alface

 

Instruções para o preparo do macarrão: 500g de macarrão para cada 5 litros de água fervente. Tempo de cozimento de 8 a 11 minutos de acordo com as instruções do fabricante. Despeje um fio de azeite e uma colher de chá de sal. Escorra e reserve. Não refresque. Estas instruções servem para quaisquer das receitas aqui descritas

 

MODO DE PREPARO:

Misture 2 colheres  de chá de shoyo, 1 colher de chá de óleo

e 2 colheres de  chá de alho, 1 colher de chá de gengibre. Coloque o frango e deixe marinar 30 minutos. Salpique sal e pimenta no frango. Refogue o frango com a marinada e cozinhe 4 minutos. Resfrie. Misture suco limão, 1 colher de sopa de shoyo, 2 colheres de  sopa de óleo, 2 colheres de chá de alho e 3 colheres chá gengibre. Misture ao macarrão, abacaxi e kiwi, meia xic. cebolinha e o pimentão. Sirva em cama de alface e polvilhe um pouco de cebolinha picada para enfeitar. Rendimento: 4 porções

 

Macarrão com Salame e Abobrinha

INGREDIENTES:

- 500 g de MACARRÃO PENA

- 2 colheres de sopa de azeite

- 1 colher de sopa de óleo

- 2 dentes de alhos picados

- 1 abobrinha cortada em palitos

- 100g salame cortado em tiras

- 1 colher de chá de alcaparras

- 1 colher de chá de vinagre balsâmico

- Um quarto de xic creme de leite fresco

- Sal,pimenta, parmesão à gosto

  

MODO DE PREPARO:
Numa frigideira, salteie o alho e a abobrinha  no azeite o óleo ( mais ou menos 3 minutos). Coloque o salame e doure por um minuto. Acrescente o vinagre balsâmico, as alcaparras e por último o creme de leite. Prove sal e pimenta e sirva sobre o macarrão. Rendimento: 5 porções

 

Kiguel (Bolo de Macarrão)

INGREDIENTES

- 250g de macarrão espaguete

- 1 colher (chá) de óleo

- 1 colher (chá) de alho amassado com sal

- 1 cebola grande picada

- 2 ovos (claras em neve)

 

MODO DE PREPARO

Ferva o macarrão. Numa panela com o óleo refogue o tempero de alho e sal e a cebola em fogo baixo até amolecer e dourar. Junte ao macarrão cozido e misture bem. Acrescente as 2 gemas e, aos poucos, a clara batida em neve misturando delicadamente. Coloque numa fôrma redonda de buraco no meio, untada com óleo, e leve ao forno convencional até que doure. Sirva quente como acompanhamento.Rendimento: 3 porções

 

Enviado pela ABIMA - Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias

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