ROTEIROS CINEMATOGRÁFICOS

 

Agências de turismo têm organizado roteiros para atender pedidos de pessoas que querem conhecer as locações inglesas de onde se realizaram as partidas de quiddish, com vassouras voadoras, nos primeiros filmes de Harry Porter. Ou então, para ver a linda paisagem vista do alto de uma cadeia de rochas pela atriz Keira Knightley em Orgulho e Preconceito, ou para se andar nos mesmos corredores do castelo de Burghley House, que os atores do “ Código da Vinci”.

 

O sucesso destes filmes se reflete automáticamente no turismo. Só para se ter uma idéia, O Museu do Louvre na França, cenário também do Código da Vinci, registriou um número recorde de visitantes em 2005: 7milhões e 300 mil.

 

Por isso, há interesse do próprio país em patrocinar o filme com atores e diretores famosos. Este foi o caso de Match Point, de Woody Allen, filmado no verão de 2004, com Scarlett Johansson e Jonathan Rhys. Lugares chics de Londres nos bairros de Mayflair, Pimlico e Belgravia serviram de cenários para o amor do casal de protagonistas. Além de visitas aos pontos turísticos como o Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster, as lojas e bares do Covent Garden e a Tate Modern e a maior galeria de arte moderna do Reino Unido.

 

O número de visitantes a estes lugares dobrou, depois que apareceram em locações.

 

Leadenhall Market, antigo mercado de peixes, carne e aves do século XIV, destruído num incêndio em 1666 por um incêndio e reconstruído em 1881, tem ruas de paralelepípedos e teto de vidro, que abrigam hoje lojas e bares. Foi ali que Harry Porter procurou a varinha mágica na Pedra Filosofal e por causa disso, se tornou um dos pontos de turismo preferidos pelos visitantes. Assim como, a plataforma secreta de 93/4 na estação londrina de King’s Cross, porque foi lá que este pequeno mago pegou o Expresso de Hogwarts.

 

ARREDORES DE LONDRES

A pequena  Stamford, em Lincolnshire, que fica a duas horas de Londres em 2004, esta cidade de 18 mil habitantes, com ruas e casas de pedra se transformou no vilarejo de Meryton, locação do filme “Orgulho e Preconceito”, de Joe Wright, numa estória passada em 1797.

 

O Castelo de Burghley House, que fica no meio de um parque lindo, construído no século XV foi um dos cenários deste filme e também de “O Código da Vinci”, de Ian McKellen.

 

Pertinho dali, há outra cidade: Lincoln, onde foram feitas outras tomadas para este filme.  Mas, outro ponto turístico que atrai turistas é o Peak District National Park, primeiro parque nacional do Reino Unido, que fica em Derbyshire, também próximo. Nesta região está o povoado de Heathersage, que serviu de cenário, por sinal belíssimo, para “Orgulho e Preconceito”.

 

Ainda próximo, no condado de Yorkshire, está Yorkshire Dales, com paisagens diferentes dos castelos e igrejas até então vistos. Lá estão fantásticas florestas, rios e cascatas. Foi nesta região, em Aysgarth, que Kevin Costner gravou uma cena de “Robin Hood, o príncipe dos ladrões”.

ROTA DE SONHOS

Na cidade de Durham, que fica a três horas de trem de Londres, sua imponente catedral se transformou na corte da rainha da Inglaterra, em Elizabeth, interpretada por Cate Blanchett. Esta pequena cidade, que também serviu de locação para Harry Porter, é visitada em função de seu centro histórico, que engloba o castelo construído em 1702 e partes das Muralhas de Adriano, erguidas pelos romanos.

 

Nesta rota de paixões, magias e batalhas, ainda há mais visitas a se fazer: o Castelo de Alnwick na cidade com o mesmo nome, onde, foram filmadas as partidas de quadribol, com as vassouras voadoras em Harry Porter.

 

Este castelo é onde moram o Duque e Duquesa de Northumberland e foi aberto ao público em 2002. Os visitantes puderam assistir as gravações. Outras filmagens bem mais antigas feitas nele foram: Mary Stuart, Rainha da Escócia, com Vanessa Redgrave;Ivanhóe e Beckett com Richard Burton e Peter O’Toole.

 

Em Bamburg, meia hora de Alnwick, já se descortina o Mar do Norte e o castelo de Bamburg, construído no século XV pelos normandos e comprado  no século XIX e restaurado pelo Lord Armonstrong I, cuja família é proprietária, até hoje. Neste Castelo, que possui dois museus, foi filmado Macbeth de Roman Polanski.  

 

São castelos em pequenas e pitorescas cidades, que foram mostradas em grandes produções, que hoje se tornaram o alvo dos turistas. Isso mostra que a parceria entre locação de filmes, boa estória e turismo deu certo.

Foto1 - Castelo de Alnwick (Harry Potter - partidas de quadribol) / Foto2 - Aysgarth, Yorkshire (Robin Hood) / Foto3 - Mercado de Leadenhall (Harry Potter - compra de material de magia para a escola) / Foto4 - Castelo de Bamburg (Macbeth de Polanski) / Foto5 - Burghley House (Código Da Vinci).

 

QUEDA DO DÓLAR E

O TURISMO DOMÉSTICO
PAULO COSTA

 

Preocupação é o primeiro sentimento do empresário voltado ao segmento de turismo doméstico ao constatar a valorização do real frente ao dólar, aparentemente irreversível em curto prazo. “Pronto, vai todo mundo viajar para o Exterior” é a inevitável frase que vem à mente. De fato, a questão cambial tem relevância na escolha de uma viagem, mas há outros fatores determinantes, dentre eles o grau de atratividade de um destino. Neste aspecto, poucos países oferecem tantas opções quanto o Brasil. Praias paradisíacas, hospitalidade, clima excepcional, diversidade geográfica, grandes festas populares, riqueza cultural, rede hoteleira de primeiro mundo, gastronomia inigualável e exuberantes reservas ambientais protegidas são alguns dos atrativos que enchem os olhos do turista no momento de decidir sobre as férias.

 

Passeios que eram privilégios tornaram-se acessíveis a muitos brasileiros. Por causa da popularização de alguns pontos, o setor de turismo viu-se obrigado a encontrar novos lugares e, dessa forma, cidades que eram pouco ou nada conhecidas tornaram-se grande fonte de renda para os habitantes. Costa do Sauípe e Jericoacoara, além da Costa Sul do Litoral Norte de São Paulo, como Cambury e Juqueí, dentre outros locais, são alguns dos pontos turísticos desbravados recentemente.

 

Com tantos lugares e atrativos para se explorar dentro do país, muitos brasileiros preferem viagens nacionais às internacionais, mesmo com a recente queda do dólar. E este aumento percentual no fluxo do turismo interno representa um beneficio que atinge o setor como um todo.

 

Dessa maneira, o setor deveria unir-se e concentrar esforços para atender e incentivar o turismo nacional. A preocupação com os visitantes que saem do país deve ser deixada um pouco de lado, quando a grande maioria ainda opta por passar as férias no Brasil. Parte fundamental desse esforço é a constante melhoria dos serviços prestados ao turista, num processo amplo, que deve envolver a rede hoteleira, restaurantes, prestadores de serviços em cada localidade, taxistas e até mesmo o setor público, considerando que infra-estrutura de transportes, limpeza e urbanismo são fatores importantes para o bem-estar dos visitantes.

 

Inegavelmente, o Brasil tem o mais atrativo patrimônio turístico do mundo. Isto já lhe garante um fluxo importante no plano doméstico e um razoável movimento de visitantes estrangeiros. Com ou sem a influência do câmbio, podemos transformar o turismo em uma de nossas mais rentáveis fontes de divisas, se o tratarmos com o profissionalismo de um segmento incluído entre os mais dinâmicos e rentáveis do mundo.

 

Paulo Costa é advogado e administrador da Pousada Villa Camboa.

                                    

DESVENDANDO A HISTÓRIA

 

A Igreja da Santa Casa da Misericórdia da Paraíba, localizada na Cidade Alta, é o único exemplar religioso remanescente na cidade de arquitetura maneirista – tendência estética do Século 16 que remete ao medievalismo. Por isso, ela foi o primeiro monumento tombado pelo Iphan Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na capital paraibana, em 1938.

 

No dia 7 de agosto passado, a Igreja totalmente restaurada pelos alunos da Oficina-Escola de João Pessoa, num projeto da Comissão Permanente de Revitalização do Centro Histórico da cidade, foi entregue à população.

 

O investimento total foi de mais de R$ 342 mil, divididos entre Iphan e AECI - Agência Espanhola de Cooperação Internacional , o Governo do Estado da Paraíba e a Prefeitura Municipal.

 

As obras realizadas na igreja não resgataram apenas as características de estilo arquitetônico originais, deste monumento do Século 17, mas  permitiram traçar um quadro consistente do comportamento social e religioso da população paraibana nos últimos séculos.

 

Não havia documentos que permitissem este estudo. Porque durante a invasão holandesa consta que, perseguidos, os religiosos enterraram seus documentos e, quando tentaram recuperá-los, estavam imprestáveis.

 

No entanto, durante a restauração, houve o resgate de novas informações históricas e religiosas deste monumento, em função dos achados arqueológicos na edificação. As descobertas refletem uma carga não apenas científica, mas simbólica de um patrimônio que acompanhou importantes momentos da história da Paraíba.

 

Na nave principal do templo, foi encontrada uma lápide de 200 anos que escondia os ossos de um dos mandatários da antiga Parahyba, o capitão-mor João Coelho Vianna, uma espécie de governador daquela época.

 

- “Constatamos que, no espaço interno das igrejas, ficavam as figuras ilustres, como os governantes, os membros da própria Igreja e as pessoas de posse; enquanto no espaço externo da instituição religiosa, estariam as pessoas de menor projeção social (sepultadas diretamente no chão) - os escravos, os indigentes e os doentes”, explica Antônio Canto, arqueólogo e mestre da Oficina-Escola.

 

Outro achado importante que está intrigando o arqueólogo são duas seqüências de inscrições latinas. Elas não ficam próximas a nenhuma lápide, que, geralmente, trazem junto de si esse tipo de grafia. "Perto dessas inscrições não há ossos. Avalio que deve ser uma espécie de código secreto de ordem religiosa com o intuito de escrever os seus segredos. Estamos tentando decifrar isso em laboratório", revela Antônio Canto.

 

JOÃO PESSOA

Nascida, em 1585, às margens do rio Sanhauá, João Pessoa se encontra entre o mar e os mangues que margeiam este afluente do rio Paraíba. Seu centro histórico é marcado pela acentuada integração com o meio ambiente, em local de privilegiados atributos naturais: suave relevo, clima tropical, vegetação exuberante – marcada pela alternância entre manguezais e coqueirais, com florestas de mata atlântica. Sua área de 4.316 km2 abrange toda a costa marítima paraibana.

 

Foi a terceira cidade fundada no Brasil Colônia, cujo traçado revela regularidade, nos moldes das cidades portuguesas planejadas. Seu centro preserva praticamente intactas as características tipológicas e urbanísticas originais dessa malha urbana, erguida em dois núcleos principais de formação: a Cidade Alta e o Porto Capim.

 

PORTAL DEDICADO À SAÚDE DO VIAJANTE

 

Com conteudo totalmente reformulado, entra no ar a nova versão do Tropinet(tm) (www.tropinet.org), primeiro portal dedicado à saúde do viajante que tem como destino o Brasil. Desenvolvido com o objetivo de fornecer informações úteis e atualizadas sobre as doenças infecciosas mais comuns no país, o website auxilia no planejamento de uma viagem segura.

 

Ao selecionar um destino no mapa, o internauta descobre quais são as doenças mais comuns na região que pretende visitar e é orientado sobre as medidas necessárias, para antes e depois da viagem, com o objetivo de prevenir os danos à saúde.

 

O portal contém informações sobre causa, transmissão, características, sintomas, distribuição geográfica, riscos para o viajante, prevenção e tratamento de mais de 35 doenças, entre elas, dengue, febre amarela, malária, tuberculose, hepatite, sarampo, raiva, diarréia, influenza (gripe) e leishmaniose. Há, ainda, informações sobre vacinas, inclusive o calendário e o endereço dos postos de imunização, orientações para grupos especiais de viajantes, como grávidas, bebês, idosos, portadores de imunodeficiências e doenças crônicas, além de links para os sites de entidades nacionais e internacionais que monitoram o avanço das doenças no mundo. O portal, desenvolvido com a consultoria do Ambulatório dos Viajantes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, tem o patrocínio e apoio da Novartis.

 

“EU, NA MINHA IDADE, EU ME ENTENDI QUE TAMBOR DE CRIOULA ERA DOS ANTIGOS. ERA AQUELAS RAÇAS NEGRA QUE A GENTE CHAMAVA DE ANGOLAS, VIVIAM PELO MATO, NUMA CASCA DE PAU QUE ELES BATIAM, BAQUE, BAQUE, BAQUE. DEPOIS ELES INVENTARAM AQUELE TAMBOR DE BAMBU, NÉ? TAMBORZINHO DE BAMBU. DESSE TAMBOR DE BAMBU, EU ME LEMBRO SE FOI O TAMBOR DE MADEIRA, GRANDE, DE TRONCO. JÁ, HOJE EM DIA, NÓS USA A MAIOR PARTE JÁ DESSE TAMBOR.

TUDO VAI FICANDO DIFÍCIL, PORQUE A MADEIRA, LÁ NO MATO, JÁ NÃO QUEREM QUE NINGUÉM CORTE, QUE NINGUÉM TIRE, O IBAMA, NÃO PODE... ENTÃO NISSO, NÓS A CADA TEMPO VAI RECORRENDO, FAZENDO UMA COISA MUITO DIFÍCIL. AÍ, EM TODO CASO , A GENTE VAI LEVANDO A VIDA, QUE CADA TEMPO É UMA COISA... MAS O QUE EU QUIS DIZER É QUE O TAMBOR DE CRIOULA É ANTIGO. É DOS NEGROS!”

ILDENER BARBOSA, TAMBOR CORAÇÃO DE SÃO BENEDITO.

( EXTRAÍDO DO SITE DO IPHAN –INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL)

 

TAMBOR DE CRIOULA SE TORNA PATRIMÔNIO IMATERIAL

A Fábrica das Artes que fica instalada em um conjunto de prédios tombados, situados no coração do centro histórico de São Luís, foi transformada em Museu do Tambor de Crioula e ganhou o registro de patrimônio imaterial brasileiro.

 

Entende-se por patrimônio cultural imaterial representações da cultura brasileira como: as práticas, as formas de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato, etc.) – junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados – cuja tradição é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras.

 

O tambor de crioula é forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Seja ao ar livre, nas praças, no interior de terreiros, ou então associado a outros eventos e manifestações, é realizado sem local específico ou calendário pré-fixado e praticado especialmente em louvor a São Benedito.

 

Tambor de mina é a denominação mais difundida das religiões afro-brasileiras no Maranhão e na Amazônia.


FÁBRICA DAS ARTES

Dividida em diversos espaços, entre eles, há uma capela de São Benedito onde está o depósito do andor com a imagem do santo.

 

A Fábrica serve de palco para ensaios de grupos folclóricos, como os juninos e carnavalescos, e realiza exposições. Uma delas, Tambores da Ilha, exibe o trabalho do fotógrafo Edgar Rocha, que acompanhou o inventário realizado pelo Iphan para o processo de registro. Paulista de 64 anos, Edgar é conhecido por registrar festas e manifestações populares, inclusive as religiosas.

 

A outra mostra reúne obras de artes plásticas de artistas maranhenses, inspirados nos elementos do tambor de crioula. 

 

A Fábrica das Artes fica na cidade de São Luís, fundada pelos franceses em 1612, e que comemora este ano, 10 anos do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco em 1997.

 

APOSENTADO, NÃO TENHA MEDO DA TECNOLOGIA

MILTON DALLARI

 

A tecnologia não é um privilégio dos jovens. Se um dia já foi verdadeira, essa premissa caiu em desuso, sobremaneira motivada pela popularização

do que se convencionou chamar de “novas mídias” em nossa sociedade. A velocidade espantosa de algumas mudanças pode assustar, ao mesmo tempo em que aguça a curiosidade de um número cada vez maior de pessoas, de diferentes faixas etárias. Aos poucos, o computador pessoal vai deixando de ser um estranho aos que já foram adeptos das máquinas de escrever e das calculadoras de bolso. Quem já usou uma máquina dessas percebe facilmente que o tempo passou, e que a revolução da informação chegou há alguns.

 

Mas não é só o PC de Bill Gates que chama a atenção. Nos últimos dez anos, os telefones celulares deixaram de ser aparelhos caríssimos e pesados e para se transformar em utensílios capazes de tirar fotografias, tocar canções e transmitir vídeos com um simples toque ao teclado. Centenas de músicas digitais já podem ser armazenadas em um aparelhinho do tamanho de isqueiro, dispensando os CD’s e os já praticamente extintos discos de vinil das vitrolas de antigamente – ou da Antigüidade, se preferir, dada a evolução dos produtos atuais em comparação com o que havia de mais moderno num prazo curto de tempo, como cinco décadas atrás.

 

No passado, a impressão que se tinha era a de que as descobertas dos cientistas e grandes empresários levavam um tempo até se popularizarem e caírem no gosto da população. Sem dúvida, o fator impeditivo era o preço das mercadorias, que demorava a baixar e a atingir os menos afortunados. A TV é um caso exemplar. Apesar de ter sido lançada no início dos anos 50, só viria a se popularizar duas décadas depois. Hoje em dia todos têm acesso às novidades. Um monitor de tela plana é lançado no mercado a um preço mais alto, às vezes proibitivo. Ocorre que seis meses depois a mesma fábrica lança um novo modelo e joga o preço do anterior lá embaixo.

 

Há quem exagere nesse culto à tecnologia. Gente jovem, decerto. Os mais velhos se contentam com bem menos, o que não significa que se prendam às parafernálias de outrora para divertir-se no mundo virtual. A Internet que o diga. Nos últimos anos, muita gente que se sentia sozinha conseguiu arrumar boas companhias através de salas de bate-papo, correio eletrônico e softwares de comunicação instantânea. Atualmente, é possível acompanhar o crescimento de um neto à distância, munido apenas de um PC, uma câmera de vídeo portátil e um par de caixas de som. É só marcar um horário e ter som, voz e imagem à disposição. Se o preço ainda não é tão baixo, já se transformou em algo acessível para um número considerável de pessoas.

 

Muitos colegas aposentados já se dão ao luxo de passar tardes inteiras na frente de um computador fazendo pesquisas, lendo reportagens e até jogando xadrez com gente do outro lado do mundo. No início, a tarefa

parece complicada, com botões novos e diversas instruções a seguir. Não entre em pânico nessas horas. Apenas lembre-se que o computador funciona através da lógica. Com o tempo, você adquire prática e perde definitivamente o medo da tecnologia - ou tecnofobia num linguajar moderno - e aí começa a diversão.

 

Esse contato com a tecnologia pode até não ser melhor do que jogar conversa fora com os amigos no banco da praça. Mas é uma opção a mais para, inclusive, facilitar algumas tarefas do dia-a-dia, como consultar o saldo no banco, o benefício do INSS, os filmes que estão em cartaz no cinema perto de casa e até o horário dos jogos de futebol na TV. Em comunidades virtuais como o Orkut, que imagino você já deve ter ouvido falar, reencontra-se amigos dos quais não se têm notícias por décadas.

 

Toda essa revolução está ocorrendo diante de nossos olhos. Se você tem curiosidade ou vontade de aprender um pouco mais sobre esses aparelhos que fazem a cabeça dos jovens, vá em frente. Peça a uma pessoa de confiança, um filho(a) ou um neto(a), que lhe dê as instruções básicas e depois faça do jeito que achar melhor. Não existe razão para ficar assistindo a essas transformações como um mero espectador, passivamente, se tem chances de participar e fazer parte desse processo. O máximo que pode acontecer é você se cansar disso tudo. Aí é só apertar o botão “desliga” e tirar o aparelho da tomada.

 

Milton Dallari é consultor empresarial, engenheiro, advogado e presidente da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp. O e-mail para contato é o mdallari@decisaoconsultores.com.br.

 

DA ANTIGA

 

O escritor Manoel Tubino para escrever os 6.420 verbetes do seu Dicionário enciclopédico “Tubino do esporte”  gastou 900 canetas. Ele não usa computador.

 

LER É PRECISO

 

O Instituto Ecofuturo informa que a data limite para envio de textos para concorrerem ao 6º Concurso de Redação Ler é Preciso – O Melhor Lugar do Mundo -, é o dia 30/08/2007. As greves nas escolas dos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba e Rio Grande do Sul motivaram a mudança da data pelo Ecofuturo, que trabalha para que todos tenham a oportunidade de participar e escrever sobre a sustentabilidade do planeta.

 

16 mil escolas públicas e privadas de todo o país solicitaram os kits de participação. A Região Sudeste foi a campeã de pedidos com 46% do total, seguida pela Região Nordeste (25%), Sul (17%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%). A expectativa é receber 50 mil redações e mobilizar cerca de 1 milhão de pessoas, entre alunos e professores do Brasil. Os kits de participação estão esgotados.

 

Nos últimos meses, o 6º Concurso de Redação Ler é Preciso – O Melhor Lugar do Mundo - reuniu parcerias e apoios importantes como o do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que, em carta destinada aos professores, estimula a participação de todos no projeto: “o material encaminhado às Escolas enriquece a reflexão dos alunos e professores”. O livro A Vida que a gente quer depende do que gente faz* que reúne uma coleção de textos de especialistas, comentando propostas de sustentabilidade para o planeta, é um estímulo ao pensamento e à mobilização da sociedade a favor de uma vida melhor. (...)

 

O livro A vida que a gente quer depende do que a gente faz é uma publicação inédita do Instituto Ecofuturo e está disponível para download gratuito pelo site www.omelhorlugardomundo.org.br.

 

Outras informações sobre o Concurso estão disponíveis pelo telefone 0800 772 0099 e no site www.omelhorlugardomundo.org.br.

 

ACERVO DO JORNAL DO BRASIL

 

A exposição virtual “JB: Imagem e Memória”, que reuniu cerca 200 imagens do acervo do Jornal do Brasil, o segundo mais antigo periódico em circulação no País, que contam a história do Brasil e do Rio de Janeiro. São imagens de fatos e personalidades – da política, do esporte, da economia, da saúde e tantas outras áreas – que marcaram o jornalismo nacional, foi mostrada na Oi Futuro agora em agosto.

 

O objetivo era demonstrar a importância histórica do Jornal do Brasil, não apenas como fonte de registro dos acontecimentos do País, mas também como um veículo atuante, formador de opinião e que ajudou na evolução do jornalismo brasileiro.

 

DIÁRIO DA TARDE, DE MINAS GERAIS, FOI EXTINTO

 

Com 77 anos de história, chegou ao fim o tradicional jornal mineiro Diário da Tarde, no dia 23 de julho passado. O diretor de redação, Josemar Gimenez, anunciou a demissão de 85% dos jornalistas que trabalhavam no veículo.

 

Segundo os profissionais, a edição de do dia 24 de julho circulou com material reproduzido dos jornais Estado de Minas e Aqui BH – os outros veículos impressos do Grupo Diários Associados no estado –, já que eles não tiveram tempo de redigir o material produzido pela manhã.

 

Na capa do jornal da última edição, um anúncio, que assustou a redação: “Semana DT: amanhã seu Diário da Tarde é por nossa conta. Tem presente para quem gosta de ler o DT todo dia. Preencha o cupom abaixo, entregue ao jornaleiro e troque pelo DT de amanhã em qualquer banca até o dia 28 de julho”. O DT circulará gratuitamente até sábado, dia 28 de julho, último dia em que ele chega às bancas.

 

Segundo Josemar, a circulação do Diário da Tarde caiu de 35 mil exemplares para 15 mil nos últimos sete anos. O jornal teve prejuízo de R$ 5 milhões em 2006. “O DT acabou espremido entre o Aqui e o Estado de Minas e, por uma questão mercadológica, não conseguiu se manter”, explica. Sobre as demissões, o diretor estima que atinjam algo em torno de 60 pessoas em diversas áreas. “Mas tentaremos manter o máximo de gente dentro dos Diários Associados”, diz.

 

Com o Diário da Tarde saindo de circulação, o Aqui BH será reformulado. “Com o fim do DT, muito do conteúdo e do pessoal serão agregados ao Aqui”, informou Josemar. O novo Aqui BH estreou no dia 30 de julho.

 

Colaboração de Marcelo Tavela, do Rio de Janeiro

 

MONITORES DE ALTA RESOLUÇÃO

 

Já está se tornando comum entrarmos em algum lugar e vermos monitores de alta definição transmitindo dicas de trânsito, de filme, de eventos na cidade, além de propagandas. Até quando entramos no Metrô ou em um ônibus é possível se deparar com essa novidade. São as chamadas mídias indoor digital que vêm crescendo mais a cada ano, à medida que os custos com equipamento baixam.

 

Uma pesquisa divulgada pela agência de publicidade OgilvyOne, dos Estados Unidos, aponta que até o ano de 2020, 80% das mídias serão digitais.

JORNAIS EM CRISE
PEDRO DORIA

 

O surgimento da Internet comercial lançou o jornalismo impresso na pior crise de sua história. O drama não se conta em relatórios trimestrais ou na flutuação de ações nas Bolsas; tampouco é medido pela quantidade de demitidos nas redações de todo o mundo. Tudo é conseqüência: o drama é

 

que adolescentes e jovens adultos, em meados da primeira década do século, lêem muito menos jornais do que liam. É nesta idade que se cria o hábito - e o hábito desta turma é se informar pela Internet.

 

A cada geração, o número de consumidores de jornais diminui - e a curva está se inclinando numa velocidade estonteante. Ponha-se num gráfico a diminuição de circulação dos jornais nos EUA, por exemplo, e o fim tem data marcada. É em 2043. Dificilmente acontecerá, deve haver uma estabilização em algum momento. Mas a crise é real.

 

Philip Meyer tem 75 anos, é um velho repórter aposentado do grupo Knight Ridder, que publica mais de uma dezena de jornais nos EUA, professor da Universidade da Carolina do Norte e autor de ‘The vanishing newspaper’ (O jornal desaparecendo). Ele foi entrevistado por NoMínimo por telefone.

 

Jornalistas não costumam gostar de discutir números e rentabilidade porque consideram que seu negócio é diferente de outros negócios. É um serviço público, exige responsabilidade social, os investimentos não podem depender apenas de retorno monetário em cada decisão. Nos tempos correntes, da economia dominada por analistas que vêem planilhas e apenas, é um argumento difícil de defender.

 

Meyer sugere um novo modelo econômico para analisar a viabilidade da imprensa: é o modelo da influência. O que a imprensa oferece é influência, influência social e influência comercial. A influência social está na divulgação daquilo que acontece na comunidade. O enfoque nos problemas força mudanças de rumo. Esta influência não está à venda. A influência comercial vai dos grandes anúncios aos classificados, e vende-se. A relevância de um órgão de imprensa é dada por sua influência social e é o público quem decide isto. Se o jornal for relevante, venderá bem seus anúncios.

 

Influência social não se cria num dia, tampouco se perde rapidamente. Um jornal que ganhou influência pode depenar sua redação, perder qualidade, e ainda assim, durante alguns anos, os leitores vão comprá-lo. Um dia

acaba. A manutenção da relevância se dá investindo em reportagem e análise, em se mostrar sempre capaz de encontrar novos aspectos do cotidiano que precisam melhorar. Às vezes, parece investimento a custo perdido. A longo prazo, faz sentido.

 

Mas, para se sustentar, não basta influência social. É preciso que os anunciantes se interessem pelo veículo. E se o veículo não atrai mais leitores, há um problema. Em meados dos anos 90, o presidente da Knight Ridder, Tony Ridder, reuniu vários dos editores de seus jornais para conversar sobre os destinos do negócio. Um deles perguntou o que é que mais lhe dava medo, o que fazia com que perdesse o sono. ‘Classificados eletrônicos’, respondeu Ridder.

 

Este mês houve o lançamento do Google Base, e o Google Base oferece classificados eletrônicos de graça. Então é isso? Acabou?

É difícil dizer. Acho que jornais ainda podem ser rentáveis, mas não nos níveis aos quais os proprietários estão acostumados. É um ramo habituado a margens entre 20% e 40% de lucro e vão ter que lidar com uns 6%. Não há como fazer esta transição sem muito sofrimento e crise. Eles estão numa situação difícil.

 

O que pode mantê-los vivos sem classificados?

Os classificados correspondem a 40% da renda com anúncios em jornais. E há outras maneiras de financiar. Uma delas seria cobrar mais dos leitores. De qualquer forma, a propaganda grande ainda é importante para os lojistas locais aqui nos EUA. Também há sinais de que os grandes anunciantes nacionais poderão voltar, conforme a audiência da televisão fica mais fragmentada.

 

A maior preocupação dos jornais no Brasil, hoje, é como atrair adolescentes e jovens de vinte e poucos. Eles recebem notícias pela Internet.

 

Isto também é verdade para os Estados Unidos. A maneira de os jornais lidarem com isso é desenvolver produtos online que lhes permitam manter sua influência com os jovens. E isto quer dizer conteúdo original, dirigido diretamente aos jovens, não apenas a reprodução do que é impresso.

Seu modelo de influência se presta a toda a indústria de informação, certo?

Certo.

 

Porque às vezes parece que os jornais serão um produto de nicho no futuro.

É bem possível. E talvez a maneira de aproveitar este modelo de influência seja produzir um híbrido que utilize o online para o noticiário e o impresso para uma análise mais cautelosa. Outro modelo seria usar o online para todas as funções jornalísticas e ter um impresso semanal que seja um resumo das notícias. Tem um produto impresso novo nos EUA chamado ‘The Week’, que traz um sumário bastante conciso das notícias nacionais e internacionais da semana. Ultimamente tenho me viciado nele, porque traz tudo o que perdi ao longo da semana.

 

O senhor lê jornais?

Sim. Assino três, um local, o ‘USAToday’ e o ‘Wall Street Journal’.

 

E usa a Internet?

Sim, claro, especialmente para acompanhar as notícias do dia que me interessam mais. Estou sempre encontrando sites interessantes.

 

A Internet conseguirá financiar grandes redações e a manutenção de um repórter numa pauta por meses a fio?

Algum modelo precisará ser encontrado porque a sociedade precisa disto. Se as empresas não conseguirem fazê-lo, então, ONGs o farão. E isso já está acontecendo aqui, posso citar duas organizações. Uma é o Centro por Políticas Eficazes e a outra o Centro pela Integridade Pública. Eles fazem reportagens investigativas. O Centro pela Integridade Pública foi fundado por um repórter de televisão que estava frustrado por conta de a empresa na qual trabalhava não permitir que investigasse o que ele considerava importante.

 

O cidadão comum sabe que jornalismo é importante?

Bem, de vez em quando, temos um momento dramático em que isto fica evidente. O melhor exemplo é Watergate. Agora há reportagens interessantes a respeito das origens a Guerra no Iraque....

 

Como o senhor vê blogs e o jornalismo amador online?

Eles são como os panfletários dos primeiros cem anos após a invenção da imprensa. O que aconteceu com aqueles que escreviam panfletos é que após um tempo se organizaram e formaram jornais. Acho que os blogueiros vão acabar montando algum tipo de organização hierárquica. Não sei que forma terá, mas potencialmente é ótimo. Eles terão que dar forma a algum tipo de instituição que possa ser responsabilizada pelo que publica...

 

O senhor arriscaria um prazo para que a Internet vire a principal fonte de informação?

Não, não, sou sempre um fracasso com essas previsões e constantemente me surpreendo com a velocidade de mudança.

 

Quando foi a última vez que o jornalismo mudou tanto?

Quando a imprensa foi inventada. Porque antes de Gutenberg, a maior audiência possível para uma notícia era a limitada pelo alcance da voz humana. A imprensa não apenas aumentou o tamanho da audiência como criou registros que podiam ser transportados de um canto para o outro.

Isto foi o que fez a Igreja perder seu poder.

 

A Reforma?

Sim, porque quando as pessoas começaram a ler a Bíblia por elas mesmas, deixaram de precisar da Igreja para interpretá-la. Então, aquela foi uma mudança extremamente profunda. É possível que as mudanças trazidas pela Internet venham a ser igualmente profundas, de maneira que não conseguimos ver ainda.

 

Já dá para ver isto?

Não ainda. A velocidade do tráfego de informação aumentou e tenho a impressão que isto vai acelerar mudanças sociais. Mas poderia já estar acontecendo e simplesmente estamos próximos demais para perceber...

 

Existe uma maneira antiga de fazer jornalismo que está morrendo e uma nova nascendo?

Sim. O velho jornalismo era dominado por um único jornal local e, mesmo no nível nacional, sempre foram alguns poucos jornais que não respondiam a ninguém. Com os blogueiros ou mesmo com outros usos da Internet, esta cobrança da qualidade da informação está vindo e forte. Isto será bom para o jornalismo, o padrão de qualidade vai ser mais exigente. Grande parte da imprensa está acostumada com o monopólio da informação e ficou arrogante. A nova mídia será muito mais humilde e mais disposta a aprender.

 

Este jornalismo do futuro será muito fragmentado, então.

Sim, este híbrido de jornais, televisão e rádio na Internet será fragmentado, mas imagino que terá algum tipo de um gerenciamento centralizado. E este gerenciamento será mais inteligente.

 

Mas ainda falta um modelo de sustentabilidade.

Estamos num momento de transição agora. O velho modelo econômico já não sustenta mais e um novo ainda não surgiu.

 

Este artigo do jornalista Pedro Dória foi publicado no site No Mínimo (www.nominimo.com.br) e no site http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigo, onde pode ser lido na íntegra.

O DESAPARECIMENTO DOS JORNAIS

 

The Vanishing Newspaper (O desaparecimento dos jornais), da Editora Contexto, é um livro que afirma que os donos de jornais foram demasiado lentos na constatação de que o modelo tradicional de fluxo das idéias mudou radicalmente já antes da virada do século. Agora, as idéias do público passaram a ser tão ou mais importantes do que as do dono do jornal e da elite política do país.

 

O autor Phillip Meyer, que é um ícone do jornalismo na academia norte-americana e atualmente trabalha como pesquisador e professor da University of North Carolina, faz um diagnóstico cruel da mídia de seu país. Ele afirma que crise dos jornais norte-americanos é conseqüência direta da queda de qualidade do jornalismo que praticam, o que gera um número crescente de erros de cobertura, que por sua vez minam a credibilidade e, sem ela, a lucratividade cai, ameaçando a sobrevivência da imprensa escrita.

 

As novas mídias permitem um acesso muito mais rápido e barato ao leitor. Não é preciso imprimir, não é preciso maquinário caro. Não é preciso ser empresário. Assim como não é preciso ser jornalista para transmitir notícias. Estamos na era da informação, época em que qualquer tema, qualquer mesmo, pode ser encontrado facilmente na rede em dezenas, centenas, milhares de páginas. Todos podem informar. Verdade e Justiça determinaram a sobrevivência dos melhores órgãos de imprensa no passado.

 

Philip Meyer ressalta que, se o mercado for eficiente, produtos editoriais melhores e prestação de serviços à comunidade são formas de agregar valor a uma empresa jornalística. E garante: "o jornalismo de qualidade é um bom negócio". E demonstra por pesquisas que a relação jornalismo de qualidade e sucesso empresarial acarreta credibilidade.

 

OS JORNAIS PODEM DESAPARECER? de Philip Meyer, Editora Contexto tem 272 páginas e custa R$ 43,00

 

PROSTITUTAS DA ÍNDIA EDITAM JORNAL

DIEGO A. AGÚNDEZ

 

Desafiando a marginalização do bairro vermelho de Mumbai, um grupo de antigas prostitutas se reúne toda semana num bordel para discutir a pauta de um jornal por meio do qual expõem as suas idéias, o Red Light Despatch.

 

A publicação surgiu há seis meses no bairro de Kamathiputra, um dos centros da vida noturna da capital financeira da Índia, com o objetivo de "proporcionar uma plataforma de expressão às prostitutas", disse o editor Anurag Chaturvedi. O jornal contabiliza mil exemplares de tiragem por edição.

 

"O Red Light é a voz de quem não tem voz e das mulheres sem identidade, pois ninguém discute os sonhos, as agonias ou as nostalgias das prostitutas. Portanto, buscamos articular sua memória e nostalgia, frustradas pela violência e pela pobreza", afirma Chaturvedi.

 

O Red Light tem oito páginas, não contém fotos, nem é colorido, mas é editado em inglês, híndi e bengali, e já ultrapassou as fronteiras do bairro de Kamathiputra...... Nele há espaço para testemunhos e histórias pessoais, poemas, notícias de saúde e direitos humanos, mas também para textos mais reflexivos, como o escrito pela vencedora do prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi e que foi publicado recentemente.

 

Apesar do bom conteúdo, a maior contribuição do modesto periódico está em sua capacidade de mostrar as histórias do dia a dia das prostitutas, a quem o Governo indiano sequer reconhece a cidadania, diz Chaturvedi.

 

As "jornalistas" do Red Light se reúnem toda semana num bordel com tapetes vermelhos no bairro de Kamathiputra, marcado por velhos edifícios nos quais as prostitutas, vestidas com "saris" ou com roupas ocidentais bem apertadas, trabalham para "ganhar a vida".

 

Com o apoio da ONG Apne Aap, que luta pelos direitos da mulher, as prostitutas, reunidas em sua pequena redação de Kamathiputra, lutam com as teclas - elas não sabem ler e precisam de ajuda - com um objetivo comum: evitar que outras mulheres caiam na mesma armadilha em que elas caíram.

 

"É necessário conscientizar as mulheres, entre quem cai sem querer nas redes que as tiram de seus povoados com promessas de trabalho, e depois as jogam neste comércio", declarou a coordenadora do grupo, Rupa Metgudd, que também passou por estas experiências.

 

Na Índia, que tem mais de dois milhões de profissionais do sexo, a prostituição é considerada legal e, apesar de ser um tabu, existe até uma tribo, a Bedia, na qual a prática do sexo por dinheiro é aceita como algo natural para a mulher.

 

No entanto, na maior parte dos casos a rua é o último recurso das moças.

Estas mulheres, na maior parte pobres e de pequenas localidades, podem ter sido vítimas de um "seqüestro" após chegarem aos grandes centros, nos quais atuam grandes redes de prostituição.

 

Fonte: Agencia EFE

 

LEITURAS RECOMENDADAS

 

 

VIDA EM EQUILÍBRIO

Tudo no universo funciona em perfeito equilíbrio. Por que, então, está tão presente a sensação de inconstância quando o assunto é ser verdadeiro consigo mesmo? A resposta é que muitas vezes permitimos que hábitos e pensamentos arraigados impeçam a realização de nossos desejos.

 

Em Vida em equilíbrio, Dr. Wayne W. Dyer nos explica como entrar em equilíbrio tem pouco a ver com uma mudança radical de comportamento. O autor diz ainda que, ao contrário do que se pensa, entrar em equilíbrio significa, muitas vezes, apenas rever e ajustar os pensamentos. Uma melhora nos hábitos para balancear desejos e o modo como se conduz o dia-a-dia.

 

Carinhosamente chamado de “pai da motivação” por seus fãs, Wayne W. Dyer é um dos escritores mais lidos e reconhecidos internacionalmente. Doutor em aconselhamento educacional pela Wayne State University, publicou diversos livros no Brasil, onde sua obra tem grande repercussão. Criado em orfanatos e lares adotivos, Dr. Dyer superou muitos obstáculos para transformar seus sonhos em realidade. Atualmente , dedica boa parte de seu tempo ensinando outras pessoas a fazer o mesmo.

 

VIDA EM EQUILÍBRIO(Being in Balance) de Dr. Wayne W. Dyer, tradução de Christina Menezes, Editora Nova Era,tem 192 páginas e custa R$19,90

 

SEU DESEJO É UMA ORDEM

Não há quem não conheça alguém que sempre reclama do emprego, outro que sempre está doente ou um amigo que nunca consegue se livrar das dívidas. Muitas vezes nós mesmos nos encontramos nessas situações. No entanto, os obstáculos que se colocam entre nós e a felicidade só existem porque queremos. Isso é o que afirmam os escritores Edgar Andrade e Márcia Rodrigues, autores do livro Seu Desejo é uma Ordem, lançamento do mês de agosto da Editora Gente.

 

No livro, eles demonstram que a lei da atração funciona para qualquer pessoa, seja ele rico, pobre, otimista, pessimista, religioso ou ateu. A lei da atração consiste de "pensar para atrair", ou seja, tudo aquilo em que pensarmos o universo nos dará. "A proposta deste livro é ensinar as pessoas a usar a lei da atração sempre a seu favor para realizar todos os seus sonhos", afirma Edgar, que é terapeuta holístico, trabalha com Programação Neurolingüística, Florais e Feng Shui.

 

O livro apresenta dicas de como sair de ciladas, ressaltando a importância de definir as metas pessoais, visualizar mentalmente os desejos, fazer o pedido corretamente e pensar de modo positivo. "O fundamental, quando você usa a lei da atração, é acreditar no seu poder de moldar a sua vida em um padrão melhor, um padrão que você deseja de verdade", ressalta

 

Márcia, que também é terapeuta holística, colunista dos sites Somos todos um, Esotérika, Portal Sérgio Calcki, Universo de Luz e da revista Qualidade de Vida. .

 

Para eles, não há nada pior do que aquelas pessoas que se sentem vítimas do destino, que nada fazem para melhorar suas vidas e ainda têm pensamentos que aprisionam e afastam o sucesso, além de destruírem seus relacionamentos. O destino, para os autores, não existe. O que existe é o livre-arbítrio.


SEU DESEJO É UMA ORDEM de Edgar Andrade e Márcia Rodrigues, Editora Gente tem 128 páginas e custa R$19,90

 

MEMÓRIAS DE UM HOMEM BOM

É a mais nova obra de Gabriel Chalita, membro da Academia Paulista de Letras e Professor Universitário, que faz uma homenagem ao pai com uma linguagem simples e comovente. O autor reproduz, através da visão de seu pai, a história de sua família. Também exalta as qualidades de seu José Chalita, aplicáveis a todos os pais do Brasil: honestidade, respeito, força de vontade, determinação e bondade.

 

“Mais do que uma homenagem pessoal, este livro pode ser recebido como uma celebração aos pais. É nos pequenos gestos e nas pequenas demonstrações cotidianas de afeto que se reconhece a grandeza do ser humano”, diz Gabriel Chalita.

 

MEMÓRIAS DE UM BOM HOMEM, de Gabriel Chalita, Editora Canção Nova, tem 120 páginas e custa R$15,90

 

ATIVIDADES PARA A IDADE MAIOR

 

Uma pesquisa na Califórnia demonstrou que as pessoas com muitos amigos e contatos viviam, em média, nove anos a mais do que os com relações pessoais e sociais escassas. A sociabilidade beneficia a todos.

 

Quem do mundo se isola, do mundo fica isolado - e adoece, pode-se acrescentar. Não é por acaso que a prisão mais rigorosa é a solitária.

 

Os seres humanos recebem energia basicamente do universo, da alimentação, da respiração, da terra e do contato humano.

 

Fonte: Dr Olair Rafael - Médico Homeopata

 

. EMOÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR

Jô Valença Mead é pernambucana, mas, morou a maior parte de sua vida em São Paulo e há seis meses está no Rio de Janeiro, fazendo um trabalho com pessoas acima de 50 anos, no Centro de Estética Payot.

 

-Trabalho com as emoções, com os sentimentos, as sensações, seja pelo som, cor ou mesmo através da respiração, do relaxamento. Quero que as pessoas se expressem, tirem o que lhes está bloqueando, informa esta terapeuta corporal.

 

Ela, que já estudou psicologia, trabalhou muito tempo na área de vendas da Editora Abril e um dia, recorreu a massagem, para curar uma enxaqueca muito forte. A sua melhora, levou-a se interessar por essa área e a fazer cursos relacionados à massoterapia, bioenérgica, ayurveda, shiatsu, cromoterapia.

 

Largou o que fazia e se tornou massoterapeuta, passando a ensinar as técnicas de massagens integrativas, algumas criadas por ela. Trabalhou com pessoas que tinham câncer e hoje, se realiza com este grupo de senhoras.

 

Em seus encontros ela fala das cores, de cristais, do sono, ensina a suspirar, rir, faz exercícios corporais, dança enfim, Jô procura dar informações que possam aliviar o estresse diário, a fazer com que as pessoas se liberem de preconceitos e maus pensamentos e se tornem mais saudáveis.

 

Uma das participantes, Emília de Lima Costa, disse que está muito feliz. “Aprendi a neutralizar os momentos desagradáveis, procurar sair da mesmice, cuidar de meu corpo e fazer com que cada dia seja melhor e único”. Jô tem alcançado o objetivo do grupo que se chama: Dentro do meu corpo mora minha alma, que canta, que dança e que ri.

 

PROJETO GUGU DE NITERÓI

Pessoas, entre 60 e 85 anos do Projeto GUGU, de Niterói, participaram da aula de BODYVIVE®, que tem um novo programa de ginástica da Body Systems, que utiliza bolas e elásticos e tem duração de 55 minutos. A aula começa com ações leves e ganha dinamismo com exercícios cuidadosamente planejados para alongar e fortalecer a musculatura.  

Os exercícios foram estudados e montados especialmente para o público mais velho e sedentário.

 

Na opinião do presidente da Body System, Paulo Akiau, “A idéia é fazer com que freqüente as salas de ginástica toda uma geração, conhecida como “Geração de Ouro”, que sabe da importância da atividade física, mas não sente identificação com outras modalidades devido à falta de especificidade com suas habilidades e necessidades físicas”, disse.

 

Para o Dr. Carlos Augusto Bittencourt Silva, o GUGU, tornar ainda mais pública a importância da atividade física para estas pessoas é essencial. “O benefício vai além do bem estar físico”, explica. “A prática de exercícios promove reintegração do idoso à sociedade, melhorando sob o aspecto psíquico e social”, detalha o médico ortopedista e ortomolecular e professor de Educação Física. Força, resistência muscular, capacidade cardiorespeiratória, ritmo, coordenação e equilíbrio são trabalhados de forma fácil e prazerosa.

 

O Projeto GUGU tem como principal objetivo a prática de exercícios para a terceira idade. Ativo desde 1995, no início, contava apenas com algumas senhoras que se reuniam todas as manhãs na Praia de Icaraí, em Niterói, com o GUGU para fazer exercícios. Hoje, já conta com cerca de 2.600 pessoas, não apenas idosos, 30 núcleos, que, além de praticarem atividade física, também promovem aulas de danças de salão e teatro, reintegrando o idoso à sociedade.

 

PROJETO MELHOR IDADE

São Ciclos de Palestras Gratuitas no Auditório do IMO, Avenida Ibirapuera, 624, São Paulo, SP

 

SEMANA DE QUALIDADE DE VIDA

A GEAP promove palestras em todo o Brasil, com o propósito de alertar para a importância dos hábitos saudáveis e cuidados com a saúde e bem-estar. Durante a Semana de Qualidade de Vida a GEAP, no Rio de Janeiro, irá realizar três eventos com público dirigido: nas patrocinadoras Inmetro (MDIC) e Instituto Benjamin Constant (MEC) e no Centro de Convivência GEAP para a terceira idade. A sede fica na Rua da Alfândega, 214 / 9º andar – Centro – Rio de Janeiro

 

UATI

A Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI), da Universidade do Sagrado Coração (USC), oferece cursos para o 2º semestre de 2007. Além da tradicional “Lição dos grandes mestres”, que acontece todas as quartas-feiras, com palestras diversificadas, sempre com assuntos da atualidade, a programação traz cursos de história da música, fisioterapia preventiva, ginástica, oficina de oração e artesanato, Programas de Cidadania e línguas estrangeiras.

Também estão agendadas as aulas de história de língua latina, fundamentos de cultura e folclore. Para os veteranos foi programado a hidrocinesioterapia (fisioterapia através da água) na promoção de saúde de hipertensos e informática, com fundamentos de internet e ferramentas, como MSN e Orkut. Para participar das demais atividades, a taxa é de R$ 33,00 mensais.


As inscrições, que custam R$ 7,00, podem ser feitas na Universidade Aberta à Terceira Idade, da USC, que fica na rua Irmã Arminda, 10-50, no Jardim Brasil. O telefone para mais informações (14) 2107-7027.

 

AGENDA
(Não nos responsabilizamos por mudanças de datas, horários ou se houver greve de funcionários nos eventos aqui citados. Apenas divulgamos os e-mails recebidos.)

 

EVENTOS:

VII Encontro Fluminense sobre Cidadania e Envelhecimento, a se realizar no período de 4 a 6 de setembro de 2007 na Escola de Serviço Social da UFF – Universidade Federal Fluminense.

O tema é GERAÇÕES, MEMÓRIA E HISTÓRIA, na perspectiva de articular a história do envelhecimento e do movimento social do idoso à memória social e sua interface com as demais gerações.

 

Mais informações: E-mail: enfec@yahoo.com.br

Inscrições: site: www.fec.uff.br/enfec

Tel: (21) 2629-2756 (NUPPES) Telefax: (21) 2210-1050 (ANG-RJ)

 

INSTITUIÇÕES:

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL RJ - CCBB

A partir de setembro, os deficientes visuais contarão com uma programação especial no Centro Cultural Banco do Brasil.  Será lançado dia 1o, sábado, às 17h, com o filme "O Invasor", o Cinema Nacional Áudio descrito. Para isso, o CCBB equipou sua sala de cinema com 40 fones sem fio adaptados com o recurso da audiodescrição, tecnologia avançada que descreve as cenas dos filmes para quem não pode ver. Até dezembro, será exibido um filme por mês neste novo formato, integrado na mostra Cinema Nacional Legendado, voltada para deficientes auditivos.

 

Para a exposição Retalhar, na sua terceira edição, foram desenvolvidas peças por designers, estilistas e artistas plásticos como Alexandre Herchcovitch, Antonio Bernardo, Batman Zavareze, Carlos Miele, Cordelia Fourneau, Cristina Salgado, Dautore, Ernesto Neto, Lenny, Luiz Zerbini, Maria Candida Machado, Murillo Meirelles, Osklen, Pedro Lobo, Regina Kato, Renato Bezerra de Mello, Sobral e Tátil Design. E ainda o designer europeu Tord Boontje e Sass Brown, do Fashion Institute of Technology de Nova Iorque - uma das mais prestigiadas escolas de moda do mundo.

 

A mostra A Idade da Inocência reúne filmes que reportam ao universo infantil para abordar assuntos tão diversos quanto intolerância, amor, miséria social, violência e prostituição. São ao todo 24 títulos que confrontam a idéia idílica da infância a outras abordagens nas quais a infância surge como um contraponto crítico às hipocrisias e iniqüidades do mundo adulto. Entre os selecionados estão Ponette, de Jacques Doillon, e Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore.

Esporte na Favela é a exposição que exibe trabalhos de alunos do projeto Imagens do Povo, centro de documentação, pesquisa e formação de fotógrafos e documentaristas populares criado pelo Observatório e busca exercitar um olhar cúmplice dos que estão enfrentando as dificuldades de um cotidiano marcado por adversidades, mas rico de criatividade e ações solidárias.

É possível traçar uma delicada relação entre os tangos brasileiros de Ernesto Nazareth com o conto Um Homem Célebre, de Machado de Assis, sobre um compositor de polcas que queria fazer música erudita. Com essa proposta José Miguel Wisnik inaugura o ciclo Música em Conversa. O projeto reúne compositores, intérpretes, maestros e críticos de música num debate com o público sobre a linguagem musical e seus mais diferentes estilos. Na sequência, o violonista e compositor Maurício Carrilho investiga o legado popular de Radamés Gnattali com o tema As intercessões entre o Choro e música Brasileira de Concerto.

Para Sempre Noel é a série musical concebida pelo jornalista João Máximo, a propósito dos 70 anos de morte de Noel Rosa. Com direção musical de Bia Paes Leme e de João Pimentel, os espetáculos temáticos trazem nas letras e canções, a atualidade do poeta-cronista que cantou o cotidiano carioca.

Ainda podem ser vistos os espetáculos Diálogos com Molly Bloom e O Relato Íntimo de Madame Shakespeare.
O Centro Cultural Banco do Brasil RJ fica na Rua Primeiro de Março, 66 –  De quarta a domingo - R$10 e R$ 5 (estudantes e idosos)  Informações: (21) 3808-2000

SECRETARIA DE CULTURA DE NITERÓI/FUNDAÇÃO DE ARTE DE NITERÓI

EXPOSIÇÃO - CONEXÕES POÉTICAS

A exposição de Eduardo Ribeiro traz três temas diferentes: “Estou aqui só de passagem”, uma montagem feita só com bilhetes de passagens de ônibus que circulam nas cidades cariocas; “Balas perdidas”, que utiliza papéis de bala, e “Poesia em letras garrafais”, em que o artista expõe seus poemas no interior de garrafas. Curadoria: Desirée Monjardim.

 

Sala José Candido de Carvalho – Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá, de segunda a sexta-feira, das 09 às 17 horas. Até 03 de setembro

gratuito. TEL: 2621-5050 (ramal 209)

 

EXPOSIÇÃO – NITERÓI CIDADE SORRISO

A exposição é uma homenagem a Niterói, seus administradores, políticos, e todos aqueles que fazem da cidade o que ela é. A mostra tem como proposta provocar um questionamento do verdadeiro valor emprestado à cidade e preocupa-se em denunciar a imoralidade que tem sido praticada em relação ao tratamento da cidade e sua identidade cultural. O nome da exposição é também uma referência ao desmatamento da cidade, que de maneira irônica, lhe rendeu o título de “Cidade Sorriso”.

 

Galeria Quirino Campofiorito, Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Rua Lopes Trovão, s/nº, Icaraí, Niterói. Segunda-feira, das 13 às 17 horas; de terça a sexta-feira, das 10 às 17 horas; sábados e domingos e feriados, das 10 às 15 horas, de 09 de agosto a 01 de setembro. GRATUITO. TEL: 2610-5748

 

Outros eventos entrar em contato com o Tel.: 2621-5050 ramais 208 e 227

CINEMA

O filme "Três Irmãos de Sangue", lançado em 17 de agosto no Rio, em São Paulo , BH e Brasília, retrata a vida dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário, brasileiros que fizeram da solidariedade a sua grande arma na luta pela vida e que ajudaram a tornar o Brasil um país mais justo e solidário.

O documentário é uma realização da No Ar Comunicação, com o patrocínio cultural da Petrobras e distribuição do Estação.

A PONTE (The Bridge)

A famosa ponte Golden Gate, em São Francisco , é o cenário deste tocante e ousado documentário que registra durante o ano de 2004, não só a visita dos turistas, mas também um número expressivo de pessoas que vão até a Golden Gate para se suicidar. O diretor Eric Steel completa o documentário com os depoimentos de parentes e amigos das vitimas, além de um único sobrevivente.

 

ENCONTROS AO ACASO (Come Early Morning)

Este é o primeiro trabalho da atriz Joey Lauren Adams (Procura-se Amy) como roteirista e diretora.  No filme, Lucy (Ashley Judd) desperta todas as manhãs em um quarto diferente e com um desconhecido ao lado, cheia de culpa e dúvidas. Sua vida romântica é reduzida a encontros casuais, assim como sua vida familiar. Mas quando ela conhece Cal (Jeffrey Donovan), um homem que acaba de se mudar para a cidade, Lucy vê-se obrigada a confrontar sua própria necessidade de ter um relacionamento mais profundo. Será que é possível perdoar a si mesma?

 

OS MENSAGEIROS (The Messengers)

Depois de emplacar dois sucessos nas bilheterias americanas: Visões (2004) e Assombração (2005), os gêmeos Oxide Pang Chun e Danny Pang, de Hong Kong, estréiam Os Mensageiros. O primeiro longa-metragem dos irmãos totalmente produzido por estúdios americanos. E traz como um dos produtores ninguém menos que, outro aficionado pelo suspense, Sam Raimi, o diretor responsável pela trilogia Homem-Aranha. Em Os Mensageiros uma família, vinda de Chicago, tenta recomeçar a vida em uma velha casa de campo cheia de mistérios isolada no interior da Dakota do Norte. Com Kristen Stewart (Sociedade Feroz), Dylan McDermott (Tempero da Vida) e John Corbett (Na Trilha da Fama).

 

TEATRO

Encenada pela premiada Beth Lopes, a peça inédita (a)tentados estreou em 23 de agosto e ficará em cartaz até 14 de outubro no SESI Vila Leopoldina. O espetáculo, montado pela Companhia de Teatro em Quadrinhos , tem sessões gratuitas às quintas-feiras, sextas-feiras e sábados, às 20 horas, e domingos, às 19 horas.


O texto, do dramaturgo inglês contemporâneo Martin Crimp, é sua mais premiada e inovadora peça encenada em Londres e depois traduzida para mais de vinte idiomas. Esse escritor tem seu trabalho caracterizado pelo estímulo à consciência da responsabilidade individual frente à violência, tema tão presente na sociedade contemporânea.


Com 17 cenas desconexas e personagens anônimos, a peça apresenta descrições contraditórias de personagem ausente: Ann. Fio condutor da montagem, ela representa as várias facetas de uma mesma identidade. Assim, é citada como uma terrorista em ação, uma doce filha de pais aflitos, uma artista que transforma suas tentativas de suicido em arte e uma mãe que teve os filhos mortos numa guerra civil.


Areia, ferro velho, pneus e carcaças de automóveis são alguns elementos do cenário da montagem, que será realizada em palco arena.
A atmosfera da montagem remete aos antigos romances policiais, à arquitetura comercial e seus luminosos suspensos no ar, ao cinema de Hollywood e seus famosos clichês.


  “Todos esses elementos, deliberadamente fragmentários, instigam o público a redefinir o que é realidade e memória, além de fazê-lo refletir se há, de fato, identidade por trás dos modelos construídos”, revela Beth Lopes.


O espetáculo, selecionado entre 104 projetos inscritos no Edital de Artes Cênicas do SESI-SP na modalidade Núcleo de Montagens Profissionais , é uma realização do SESI-SP com o apoio do Programa de Ação Cultural (PAC), da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

 

SESI Vila Leopoldina - Rua Carlos Weber, 835
Datas e horários: de 23 de agosto a 14 de outubro de 2007 – de quinta-feira a sábado, às 20 horas; e domingo, às 19 horas.
Entrada: franca – retirar ingressos com uma hora de antecedência

Ficha Técnica: 3833-1042 / 3833-1040 ou pelo site apoiovleopoldina@sesisp.org.br

 

BATE PAPO (CHAT ROOM)

Seis adolescentes teclam em salas de bate papo na internet sobre Harry Potter, Britney Spears e suicídio. Um deles é virtualmente encorajado por outros da mesma idade, 16 anos, a cometer  suicídio e transmiti-lo pela internet. Esta é uma peça sob encomenda para refletir sobre essa geração que sai por aí surrando empregadas domésticas e cometendo crimes virtuais.

 

A peça “Bate Papo” do irlandês Enda Walsh, autor inédito nos palcos brasileiros, foi descrita pela crítica Kate Kellaway do jornal The Observer como: “Inteligente, engraçada e desconfortável. Para fazer pensar platéias de todas as idades.”

 

Motivada a dialogar com a realidade do adolescente pelo caos social e de valores que enfrenta, a Cia. Arthur-Arnaldo faz sua primeira incursão nessa temática depois da bem sucedida montagem de “O Homem que era uma Fábrica” de Augusto Boal.

 

“Bate Papo” (Chatroom) também está sendo adaptada para as telas e deve estrear no ano que vem nos EUA. A peça reúne um elenco jovem e afinado, sob a direção de Tuna Serzedello, e permite ao público um programa duplo, pois a peça “Roxo” de Jon Fosse, também escrita para o mesmo projeto Connections em 2003, volta em cartaz no mesmo teatro, no horário seguinte possibilitando ampliar a reflexão sobre o universo adolescente.

 

No elenco: Carú Lima, Julia Novaes, Jussane Pavan, Gabriel Malo, Taiguara Chagas e Velson D’Souza. Direção: Tuna Serzedello

Produção: Cia. Arthur-Arnaldo da Cooperativa Paulista de Teatro

A peça está no Espaço dos Satyros 1 - Praça Roosevelt, 214- Tel: 11 3258 6345 . De 1o de setembro a 28 de outubro – Sábados 19h / Domingos 18h30. R$ 20,00, R$10,00 (meia entrada) R$5,00 moradores da Praça Roosevelt.


MÚSICA

Na próxima segunda-feira, 13, a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) completou 159 anos. Criada como Conservatório de Música, em 1841, por um grupo de músicos, entre os quais, Francisco Manoel da Silva e Fortunatto Mazziotti. A aula inaugural foi em uma sala do Museu Nacional em 13 de agosto de 1848, data que ficou marcada como a de sua efetiva inauguração. Para marcar a comemoração, a escola preparou um programa, que pode ser visto em  http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/programaescolademusica.pdf


SANTANDER

São quatro shows inéditos que chegam a Porto Alegre no mês do sexto aniversário da instituição, dentro do Projeto Ouvindo Música do Santander Cultural. A proposta de programação é centrada em quatro shows internacionais, que abrangem do violão das mais diferentes etnias ao jazz, passando pela música erudita. Tem nova edição da Série Guitarrisimo, com o quarteto espanhol Entrequatre; o compositor, cantor e instrumentista argentino Omar Giammarco, numa mistura de estilos tradicionais como o tango, a milonga, o candombe e a murga; o 8VB (lê-se Oitava Abaixo), do baixista brasileiro Bruno Migliari e do guitarrista italiano Chester Harlan com a fusão de jazz, funk e música brasileira; e ainda o violonista italiano Flavio Sala, uma das mais aclamadas promessas da nova geração do violão mundial.

 

Os ingressos ao preço de R$ 10,00 para o show no Átrio já podem ser adquiridos na bilheteria do Santander Cultural, Rua Sete de Setembro, 1028. A entrada para o show é pela Rua Siqueira Campos, 1125. Outras informações sobre o Santander Cultural estão no site www.santandercultural.com.br.

 

EXPOSIÇÕES

IMS - VISÕES DE BUENOS AIRES

O centro cultural do Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro apresenta a mostra Horacio Coppola: Visões de Buenos Aires, que reúne mais de 170 imagens da capital feitas pelo fotógrafo argentino, hoje centenário. Com entrada gratuita, a exposição – primeira individual do artista no Brasil – poderá ser vista pelo público carioca de 10 de agosto a 28 de outubro e uma seleção dos trabalhos também estará na Galeria IMS do Unibanco Arteplex (Praia de Botafogo, 316) a partir de 14 de agosto. Depois, a mostra seguirá para os espaços culturais do Instituto em São Paulo , Belo Horizonte, Poços de Caldas (MG) e Porto Alegre.

 

IMS fica na rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea

 

CASA FRANÇA BRASIL - LEONARDO DA VINCI

Apresentada pelo Bradesco, a mostra reúne 110 peças que contemplam a sua diversidade como pintor, filósofo, cientista, arquiteto, engenheiro, anatomista e inventor do artista italiano, na Casa França Brasil, no RJ. Realização da CIE Brasil em parceria com a RYP Australia Major Projects e a Anthropos Foundation.


A mostra contempla a essência criativa de Leonardo da Vinci (1452-1519), em todas as facetas de seu legado. Dada a restrita quantidade de originais existentes e a rígida legislação que restringe a circulação destes, a proposta é buscar a autenticidade plena na reconstrução deste universo, numa abordagem extremamente detalhada. Para tanto, todos os trabalhos foram concebidos em solo italiano, por um grupo de artesãos e especialistas europeus coordenados por Modesto Veccia, presidente da Anthropos Foundation e referência mundial na pesquisa sobre Da Vinci e Bruce Peterson, co-fundador e diretor-executivo da RYP Australia Major Projects.

Na montagem das máquinas, por exemplo, em todas as ocasiões possíveis, foram utilizado materiais e técnicas do século XV, buscando um resultado semelhante ao que Da Vinci teria obtido à época. Vale ressaltar que metade delas sequer chegou a sair do papel - são conhecidos apenas os projetos e rascunhos originais, além de maquetes produzidas por outros pesquisadores.

Obras de arte foram reproduzidas em tamanho original, assinadas pelos mais reconhecidos artistas da região de Florença, enquanto os códigos, estudos de Anatomia e os desenhos da Batalha de Anghiari ganham réplicas ampliadas para uma melhor visualização. Fundamentais na trajetória de Da Vinci, o "Homem Vitruviano", o princípio da Proporção Divina e a criação da "Última Ceia" são recriados em 3D, com recursos tecnológicos de última geração para proporcionar ao público uma experiência totalmente interativa.

A exposição - "Leonardo da Vinci - A Exibição de um gênio" está dividida em treze segmentos: "Estudos Anatômicos", "Arte da Guerra", "Máquinas Civis", "Códices", "O pai da aviação", "Máquinas Hidráulicas e Aquáticas", "Instrumentos Musicais e Ópticos", "Estudos sobre Física e Mecânica", "A arte da Renascença", "O Homem Vitruviano", "Desenhos da batalha de Anghiari", "Documentário" e "Vídeos em 2D e 3D sobre o Homem Vitruviano e a Última Ceia"

Com 62 máquinas e reproduções em grande escala, os segmentos "Estudo sobre a Física e Mecânica" (10), "Máquinas Civis" (11), "A Arte da Guerra" (12), "Máquinas Hidráulicas e Aquáticas" (11), "Pai da Aviação" (11) e "Instrumentos musicais e Ópticos" (7) demonstram a habilidade com que Da Vinci relacionava os conceitos da mecânica ao funcionamento do corpo humano, como um conjunto verdadeiramente harmonizado.

Volantes, sistemas de rolamentos de esferas e molas espirais dividem o espaço com maquetes e modelos em escala original para itens como a bicicleta, o elevador, escavadeira, perfurador, carro de auto-tração e pontes móveis. No segmento bélico, apresentam-se artefatos como catapulta, canhões e tanques, enquanto os projetos aquáticos mostram sua inventividade visionária, trazendo escafandros, equipamentos para respiração e até mesmo um submarino.

Entre as contribuições fundamentais para a conquista do espaço aéreo, que incluem o pára-quedas, o deltaplano, o estudo da asa e o anemômetro, está também a própria "máquina-voadora" - um helicóptero de 4m x 4,5m. Por outro lado, sua relação com a música - Da Vinci era conhecido por sua habilidade em tocar a lira e também por dirigir festivais e espetáculos em Milão - originou projetos e preciosidades como o piano portátil, o tambor e a flauta mecânicos.

"LEONARDO DA VINCI - A EXIBIÇÃO DE UM GÊNIO"
Realização: CIE BRASIL, com a RIP Australia Major Projects e Anthropos Foundation fica em cartaz até 09 de setembro na Fundação Casa França-Brasil, Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro De seg a sex das 8:30 as 20:30 (entrada até 19:30) sábados, domingos e feriados 9:00 as 21:00 ( entrada até 20:00 ).  Preço: R$ 30 - inteira / R$ 15 - meia-entrada (De
0 a 2 anos - grátis e de 3 a 6 anos - meia entrada)

CENTRO CULTURAL CANDIDO MENDES

EXPOSICÃO:“RENDILHADOS” –PATRÍCIA SECCO      

O pincel está para o bilro assim como as 28 telas estão para as rendas. “Rendilhados”, nova exposição da artista plástica Patrícia Secco de 7 de agosto a 1º de setembro na Galeria de Arte do Centro Cultural Candido Mendes, em Ipanema, foi buscar inspiração nas artesãs de todo o País. Patrícia interpreta em sua pintura o delicado e ancestral trabalho das mulheres rendeiras, utilizando a técnica de acrílico sobre tela, com a predominância do branco e uma transparência que dá a sensação de que as estampas teriam sido pintadas em uma textura de madeira.

                

Galeria de Arte do Centro Cultural Candido Mendes – Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema. Tel: 2523-4141 r. 206 / E-mail: arteipanema@candidomendes.edu.br

De segunda a sexta-feira, das 15h às 21h. Sábados, das 16h às 20h.Grátis

 

DESTINOS DE SÉRGIO ISRAEL

Sérgio Israel, fotógrafo, 35 anos, viajou pelo mundo atrás de novas vivencias e aventuras . Em sua bagagem, carrega tipos de destinos, cultura e gastronomia. Nestes 13 anos de carreira, visitou diversos lugares, nos cantos do mundo. “Cada passo tem uma história. O planeta é magnífico, todos os lugares que visitei têm uma marca diferente”, explica o fotógrafo.

 

As fotografias estão expostas no restaurante Ilha das Flores a partir do dia 13 de agosto, com destinos escolhidos a dedo para serem mostrados ao público. Os lugares selecionados para a exposição vão de Brasil à Indochina. “Fiz como se fosse um roteiro. Saímos de Fernando de Noronha, no Brasil, passamos pela região Martinica ,Bahamas e chegamos à Indochina, onde passaremos por Vietnã, Camboja e Tailândia”.

 

Dos lugares escolhidos, Sérgio dá dicas de lugares que, segundo ele, não podem deixar de ser visitados, pois “são paisagens excepcionais, que mostram exatamente as características do país”.

 

Destinos”, de Sérgio Israel vai até 14 de setembro e está no Restaurante Ilha das Flores Rua dos Curumins, 05 – Cidade Jardim Curador: Renato Elkis - Apoio: CLASS TOUR

 

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