ROTEIROS CINEMATOGRÁFICOS
Agências de turismo têm
organizado roteiros para atender pedidos de pessoas que querem
conhecer as locações inglesas de onde se realizaram
as partidas de quiddish, com vassouras voadoras, nos primeiros
filmes de Harry Porter. Ou então, para ver a linda
paisagem vista do alto de uma cadeia de rochas pela atriz
Keira Knightley em Orgulho e Preconceito, ou para se andar
nos mesmos corredores do castelo de Burghley House, que os
atores do “ Código da Vinci”.
O sucesso destes filmes se reflete
automáticamente no turismo. Só para se ter
uma idéia, O Museu do Louvre na França, cenário
também do Código da Vinci, registriou um número
recorde de visitantes em 2005: 7milhões e 300 mil.
Por isso, há interesse do
próprio país em patrocinar o filme com atores
e diretores famosos. Este foi o caso de Match Point, de Woody
Allen, filmado no verão de 2004, com Scarlett Johansson
e Jonathan Rhys. Lugares chics de Londres nos bairros de
Mayflair, Pimlico e Belgravia serviram de cenários
para o amor do casal de protagonistas. Além de visitas
aos pontos turísticos como o Palácio de Buckingham,
a Abadia de Westminster, as lojas e bares do Covent Garden
e a Tate Modern e a maior galeria de arte moderna do Reino
Unido.
O número de visitantes a
estes lugares dobrou, depois que apareceram em locações.
Leadenhall Market, antigo mercado
de peixes, carne e aves do século XIV, destruído
num incêndio em 1666 por um incêndio e reconstruído
em 1881, tem ruas de paralelepípedos e teto de vidro,
que abrigam hoje lojas e bares. Foi ali que Harry Porter
procurou a varinha mágica na Pedra Filosofal e por
causa disso, se tornou um dos pontos de turismo preferidos
pelos visitantes. Assim como, a plataforma secreta de 93/4
na estação londrina de King’s Cross,
porque foi lá que este pequeno mago pegou o Expresso
de Hogwarts.
ARREDORES DE LONDRES
A pequena Stamford, em Lincolnshire, que fica a
duas horas de Londres em 2004, esta cidade de 18 mil habitantes,
com ruas e casas de pedra se transformou no vilarejo de Meryton,
locação do filme “Orgulho e Preconceito”,
de Joe Wright, numa estória passada em 1797.
O Castelo de Burghley House, que
fica no meio de um parque lindo, construído no século
XV foi um dos cenários deste filme e também
de “O Código da Vinci”, de Ian McKellen.
Pertinho dali, há outra cidade:
Lincoln, onde foram feitas outras tomadas para este filme. Mas, outro ponto turístico que
atrai turistas
é o Peak District National Park, primeiro parque nacional do Reino Unido,
que fica em Derbyshire, também próximo. Nesta região está o
povoado de Heathersage, que serviu de cenário, por sinal belíssimo,
para “Orgulho e Preconceito”.
Ainda próximo, no condado
de Yorkshire, está Yorkshire Dales, com paisagens
diferentes dos castelos e igrejas até então
vistos. Lá estão fantásticas florestas,
rios e cascatas. Foi nesta região, em Aysgarth, que
Kevin Costner gravou uma cena de “Robin Hood, o príncipe
dos ladrões”.
ROTA DE SONHOS
Na cidade de Durham, que fica a
três horas de trem de Londres, sua imponente catedral
se transformou na corte da rainha da Inglaterra, em Elizabeth,
interpretada por Cate Blanchett. Esta pequena cidade, que
também serviu de locação para Harry
Porter, é visitada em função de seu
centro histórico, que engloba o castelo construído
em 1702 e partes das Muralhas de Adriano, erguidas pelos
romanos.
Nesta rota de paixões, magias
e batalhas, ainda há mais visitas a se fazer: o Castelo
de Alnwick na cidade com o mesmo nome, onde, foram filmadas
as partidas de quadribol, com as vassouras voadoras
em Harry Porter.
Este castelo é onde moram
o Duque e Duquesa de Northumberland e foi aberto ao público
em 2002. Os visitantes puderam assistir as gravações.
Outras filmagens bem mais antigas feitas nele foram: Mary
Stuart, Rainha da Escócia, com Vanessa Redgrave;Ivanhóe
e Beckett com Richard Burton e Peter O’Toole.
Em Bamburg, meia hora de Alnwick, já se
descortina o Mar do Norte e o castelo de Bamburg, construído
no século XV pelos normandos e comprado no
século XIX e restaurado pelo Lord Armonstrong I, cuja
família é proprietária, até hoje.
Neste Castelo, que possui dois museus, foi filmado Macbeth
de Roman Polanski.
São castelos em pequenas
e pitorescas cidades, que foram mostradas em grandes produções,
que hoje se tornaram o alvo dos turistas. Isso mostra que
a parceria entre locação de filmes, boa estória
e turismo deu certo.
Foto1
- Castelo de Alnwick (Harry Potter - partidas de quadribol)
/ Foto2 - Aysgarth, Yorkshire (Robin Hood) / Foto3 - Mercado
de Leadenhall (Harry Potter - compra de material de magia
para a escola) / Foto4 - Castelo de Bamburg (Macbeth de Polanski)
/ Foto5 - Burghley House (Código Da Vinci).
QUEDA DO DÓLAR E
O TURISMO DOMÉSTICO
PAULO COSTA
Preocupação é o
primeiro sentimento do empresário voltado ao segmento
de turismo doméstico ao constatar a valorização
do real frente ao dólar, aparentemente irreversível
em curto prazo. “Pronto, vai todo mundo viajar para
o Exterior” é a inevitável frase que
vem à mente. De fato, a questão cambial tem
relevância na escolha de uma viagem, mas há outros
fatores determinantes, dentre eles o grau de atratividade
de um destino. Neste aspecto, poucos países oferecem
tantas opções quanto o Brasil. Praias paradisíacas,
hospitalidade, clima excepcional, diversidade geográfica,
grandes festas populares, riqueza cultural, rede hoteleira
de primeiro mundo, gastronomia inigualável e exuberantes
reservas ambientais protegidas são alguns dos atrativos
que enchem os olhos do turista no momento de decidir sobre
as férias.
Passeios que eram privilégios
tornaram-se acessíveis a muitos brasileiros. Por causa
da popularização de alguns pontos, o setor
de turismo viu-se obrigado a encontrar novos lugares e, dessa
forma, cidades que eram pouco ou nada conhecidas tornaram-se
grande fonte de renda para os habitantes. Costa do Sauípe
e Jericoacoara, além da Costa Sul do Litoral Norte
de São Paulo, como Cambury e Juqueí, dentre
outros locais, são alguns dos pontos turísticos
desbravados recentemente.
Com tantos lugares e atrativos para
se explorar dentro do país, muitos brasileiros preferem
viagens nacionais
às internacionais, mesmo com a recente queda do dólar. E este
aumento percentual no fluxo do turismo interno representa um beneficio que
atinge o setor como um todo.
Dessa maneira, o setor deveria unir-se
e concentrar esforços para atender e incentivar o
turismo nacional. A preocupação com os visitantes
que saem do país deve ser deixada um pouco de lado,
quando a grande maioria ainda opta por passar as férias
no Brasil. Parte fundamental desse esforço é a
constante melhoria dos serviços prestados ao turista,
num processo amplo, que deve envolver a rede hoteleira, restaurantes,
prestadores de serviços em cada localidade, taxistas
e até mesmo o setor público, considerando que
infra-estrutura de transportes, limpeza e urbanismo são
fatores importantes para o bem-estar dos visitantes.
Inegavelmente, o Brasil tem o mais
atrativo patrimônio turístico do mundo. Isto
já lhe garante um fluxo importante no plano doméstico
e um razoável movimento de visitantes estrangeiros.
Com ou sem a influência do câmbio, podemos transformar
o turismo em uma de nossas mais rentáveis fontes de
divisas, se o tratarmos com o profissionalismo de um segmento
incluído entre os mais dinâmicos e rentáveis
do mundo.
Paulo Costa é advogado e
administrador da Pousada Villa Camboa.
DESVENDANDO A HISTÓRIA
A Igreja da Santa Casa da Misericórdia
da Paraíba, localizada na Cidade Alta, é o único
exemplar religioso remanescente na cidade de arquitetura
maneirista – tendência estética do Século
16 que remete ao medievalismo. Por isso, ela foi o primeiro
monumento tombado pelo Iphan Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, na capital
paraibana, em 1938.
No dia 7 de agosto passado, a Igreja
totalmente restaurada pelos alunos da Oficina-Escola de João
Pessoa, num projeto da Comissão Permanente de Revitalização
do Centro Histórico da cidade, foi entregue à população.
O investimento total foi de mais
de R$ 342 mil, divididos entre Iphan e AECI - Agência
Espanhola de Cooperação Internacional , o Governo
do Estado da Paraíba e a Prefeitura Municipal.
As obras realizadas na igreja não
resgataram apenas as características de estilo arquitetônico
originais, deste monumento do Século 17, mas permitiram
traçar um quadro consistente do comportamento social
e religioso da população paraibana nos últimos
séculos.
Não havia documentos que
permitissem este estudo. Porque durante a invasão
holandesa consta que, perseguidos, os religiosos enterraram
seus documentos e, quando tentaram recuperá-los, estavam
imprestáveis.
No entanto, durante a restauração,
houve o resgate de novas informações históricas
e religiosas deste monumento, em função dos
achados arqueológicos na edificação.
As descobertas refletem uma carga não apenas científica,
mas simbólica de um patrimônio que acompanhou
importantes momentos da história da Paraíba.
Na nave principal do templo, foi
encontrada uma lápide de 200 anos que escondia os
ossos de um dos mandatários da antiga Parahyba, o
capitão-mor João Coelho Vianna, uma espécie
de governador daquela época.
- “Constatamos que, no espaço
interno das igrejas, ficavam as figuras ilustres, como os
governantes, os membros da própria Igreja e as pessoas
de posse; enquanto no espaço externo da instituição
religiosa, estariam as pessoas de menor projeção
social (sepultadas diretamente no chão) - os escravos,
os indigentes e os doentes”, explica Antônio
Canto, arqueólogo e mestre da Oficina-Escola.
Outro achado importante que está
intrigando o arqueólogo são duas seqüências
de inscrições latinas. Elas não ficam próximas
a nenhuma lápide, que, geralmente, trazem junto de si
esse tipo de grafia. "Perto dessas inscrições
não há ossos. Avalio que deve ser uma espécie
de código secreto de ordem religiosa com o intuito de
escrever os seus segredos. Estamos tentando decifrar isso em
laboratório", revela Antônio Canto.
JOÃO PESSOA
Nascida, em 1585, às margens
do rio Sanhauá, João Pessoa se encontra entre
o mar e os mangues que margeiam este afluente do rio Paraíba.
Seu centro histórico é marcado pela acentuada
integração com o meio ambiente, em local de
privilegiados atributos naturais: suave relevo, clima tropical,
vegetação exuberante – marcada pela alternância
entre manguezais e coqueirais, com florestas de mata atlântica.
Sua área de 4.316 km2 abrange toda a costa marítima
paraibana.
Foi a terceira cidade fundada no
Brasil Colônia, cujo traçado revela regularidade,
nos moldes das cidades portuguesas planejadas. Seu centro
preserva praticamente intactas as características
tipológicas e urbanísticas originais dessa
malha urbana, erguida em dois núcleos principais de
formação: a Cidade Alta e o Porto Capim.
PORTAL DEDICADO À SAÚDE
DO VIAJANTE
Com conteudo totalmente reformulado,
entra no ar a nova versão do Tropinet(tm) (www.tropinet.org), primeiro portal dedicado
à saúde do viajante que tem como destino o Brasil. Desenvolvido
com o objetivo de fornecer informações úteis e atualizadas
sobre as doenças infecciosas mais comuns no país, o website auxilia
no planejamento de uma viagem segura.
Ao selecionar um destino no mapa,
o internauta descobre quais são as doenças
mais comuns na região que pretende visitar e é orientado
sobre as medidas necessárias, para antes e depois
da viagem, com o objetivo de prevenir os danos à saúde.
O portal contém informações
sobre causa, transmissão, características,
sintomas, distribuição geográfica, riscos
para o viajante, prevenção e tratamento de
mais de 35 doenças, entre elas, dengue, febre amarela,
malária, tuberculose, hepatite, sarampo, raiva, diarréia,
influenza (gripe) e leishmaniose. Há, ainda, informações
sobre vacinas, inclusive o calendário e o endereço
dos postos de imunização, orientações
para grupos especiais de viajantes, como grávidas,
bebês, idosos, portadores de imunodeficiências
e doenças crônicas, além de links para
os sites de entidades nacionais e internacionais que monitoram
o avanço das doenças no mundo. O portal, desenvolvido
com a consultoria do Ambulatório dos Viajantes do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo, tem o patrocínio
e apoio da Novartis.
“EU,
NA MINHA IDADE, EU ME ENTENDI QUE TAMBOR DE CRIOULA ERA DOS
ANTIGOS. ERA AQUELAS RAÇAS NEGRA QUE A GENTE CHAMAVA
DE ANGOLAS, VIVIAM PELO MATO, NUMA CASCA DE PAU QUE ELES
BATIAM, BAQUE, BAQUE, BAQUE. DEPOIS ELES INVENTARAM AQUELE
TAMBOR DE BAMBU, NÉ? TAMBORZINHO DE BAMBU. DESSE TAMBOR
DE BAMBU, EU ME LEMBRO SE FOI O TAMBOR DE MADEIRA, GRANDE,
DE TRONCO. JÁ, HOJE EM DIA, NÓS USA A MAIOR
PARTE JÁ
DESSE TAMBOR.
TUDO
VAI FICANDO DIFÍCIL, PORQUE A MADEIRA, LÁ NO
MATO, JÁ NÃO QUEREM QUE NINGUÉM CORTE,
QUE NINGUÉM TIRE, O IBAMA, NÃO PODE... ENTÃO
NISSO, NÓS A CADA TEMPO VAI RECORRENDO, FAZENDO UMA
COISA MUITO DIFÍCIL. AÍ,
EM TODO CASO
, A GENTE VAI LEVANDO A VIDA, QUE CADA TEMPO É UMA
COISA... MAS O QUE EU QUIS DIZER É QUE O TAMBOR DE CRIOULA É ANTIGO. É DOS
NEGROS!”
ILDENER
BARBOSA, TAMBOR CORAÇÃO DE SÃO BENEDITO.
( EXTRAÍDO
DO SITE DO IPHAN –INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
E ARTÍSTICO NACIONAL)
TAMBOR DE CRIOULA SE TORNA
PATRIMÔNIO IMATERIAL
A Fábrica das Artes que fica
instalada em um conjunto de prédios tombados, situados
no coração do centro histórico de São
Luís, foi transformada em Museu do Tambor de Crioula
e ganhou o registro de patrimônio imaterial brasileiro.
Entende-se por patrimônio
cultural imaterial representações da cultura
brasileira como: as práticas, as formas de ver e pensar
o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos),
as danças, as músicas, as lendas e contos,
a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas,
artesanato, etc.) – junto com os instrumentos, objetos
e lugares que lhes são associados – cuja tradição é transmitida
de geração em geração pelas comunidades
brasileiras.
O tambor de crioula é forma
de expressão de matriz afro-brasileira que envolve
dança circular, canto e percussão de tambores.
Seja ao ar livre, nas praças, no interior de terreiros,
ou então associado a outros eventos e manifestações, é realizado
sem local específico ou calendário pré-fixado
e praticado especialmente em louvor a São Benedito.
Tambor de mina é a denominação
mais difundida das religiões afro-brasileiras no Maranhão
e na Amazônia.
FÁBRICA DAS ARTES
Dividida em diversos espaços,
entre eles, há uma capela de São Benedito onde
está o depósito do andor com a imagem do santo.
A Fábrica serve de palco
para ensaios de grupos folclóricos, como os juninos
e carnavalescos, e realiza exposições. Uma
delas, Tambores da Ilha, exibe o trabalho do fotógrafo
Edgar Rocha, que acompanhou o inventário realizado
pelo Iphan para o processo de registro. Paulista de 64 anos,
Edgar é conhecido por registrar festas e manifestações
populares, inclusive as religiosas.
A outra mostra reúne obras
de artes plásticas de artistas maranhenses, inspirados
nos elementos do tambor de crioula.
A Fábrica das Artes fica
na cidade de São Luís, fundada pelos franceses
em 1612, e que comemora este ano, 10 anos do título
de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela
Unesco em 1997.
APOSENTADO, NÃO TENHA
MEDO DA TECNOLOGIA
MILTON
DALLARI
A tecnologia não é um
privilégio dos jovens. Se um dia já foi verdadeira,
essa premissa caiu em desuso, sobremaneira motivada pela
popularização
do que se convencionou chamar de
“novas mídias” em nossa sociedade. A velocidade espantosa
de algumas mudanças pode assustar, ao mesmo tempo em que aguça
a curiosidade de um número cada vez maior de pessoas, de diferentes
faixas etárias. Aos poucos, o computador pessoal vai deixando de ser
um estranho aos que já foram adeptos das máquinas de escrever
e das calculadoras de bolso. Quem já usou uma máquina dessas
percebe facilmente que o tempo passou, e que a revolução
da informação chegou há alguns.
Mas não é só o
PC de Bill Gates que chama a atenção. Nos últimos
dez anos, os telefones celulares deixaram de ser aparelhos
caríssimos e pesados e para se transformar em utensílios
capazes de tirar fotografias, tocar canções
e transmitir vídeos com um simples toque ao teclado.
Centenas de músicas digitais já podem ser armazenadas
em um aparelhinho do tamanho de isqueiro, dispensando os
CD’s e os já praticamente extintos discos de
vinil das vitrolas de antigamente – ou da Antigüidade,
se preferir, dada a evolução dos produtos atuais
em comparação com o que havia de mais moderno
num prazo curto de tempo, como cinco décadas atrás.
No passado, a impressão que
se tinha era a de que as descobertas dos cientistas e grandes
empresários levavam um tempo até se popularizarem
e caírem no gosto da população. Sem
dúvida, o fator impeditivo era o preço das
mercadorias, que demorava a baixar e a atingir os menos afortunados.
A TV é um caso exemplar. Apesar de ter sido lançada
no início dos anos 50, só viria a se popularizar
duas décadas depois. Hoje em dia todos têm acesso às
novidades. Um monitor de tela plana é lançado
no mercado a um preço mais alto, às vezes proibitivo.
Ocorre que seis meses depois a mesma fábrica lança
um novo modelo e joga o preço do anterior lá embaixo.
Há quem exagere nesse culto à
tecnologia. Gente jovem, decerto. Os mais velhos se contentam
com bem menos, o que não significa que se prendam às
parafernálias de outrora para divertir-se no mundo
virtual. A Internet que o diga. Nos últimos anos,
muita gente que se sentia sozinha conseguiu arrumar boas
companhias através de salas de bate-papo, correio
eletrônico e softwares de comunicação
instantânea. Atualmente, é
possível acompanhar o crescimento de um neto à distância,
munido apenas de um PC, uma câmera de vídeo portátil
e um par de caixas de som. É só marcar um horário
e ter som, voz e imagem à disposição. Se
o preço ainda não é tão baixo, já se
transformou em algo acessível para um número considerável
de pessoas.
Muitos colegas aposentados já se
dão ao luxo de passar tardes inteiras na frente de
um computador fazendo pesquisas, lendo reportagens e até jogando
xadrez com gente do outro lado do mundo. No início,
a tarefa
parece complicada, com botões
novos e diversas instruções a seguir. Não
entre em pânico nessas horas. Apenas lembre-se que
o computador funciona através da lógica. Com
o tempo, você
adquire prática e perde definitivamente o medo da tecnologia
- ou tecnofobia num linguajar moderno - e aí começa
a diversão.
Esse contato com a tecnologia pode
até não ser melhor do que jogar conversa fora
com os amigos no banco da praça. Mas é uma
opção a mais para, inclusive, facilitar algumas
tarefas do dia-a-dia, como consultar o saldo no banco, o
benefício do INSS, os filmes que estão em cartaz
no cinema perto de casa e até o horário dos
jogos de futebol na TV. Em comunidades virtuais como o Orkut,
que imagino você já deve ter ouvido falar, reencontra-se
amigos dos quais não se têm notícias
por décadas.
Toda essa revolução
está ocorrendo diante de nossos olhos. Se você tem
curiosidade ou vontade de aprender um pouco mais sobre esses
aparelhos que fazem a cabeça dos jovens, vá
em frente. Peça
a uma pessoa de confiança, um filho(a) ou um neto(a), que
lhe dê
as instruções básicas e depois faça
do jeito que achar melhor. Não existe razão para
ficar assistindo a essas transformações como
um mero espectador, passivamente, se tem chances de participar
e fazer parte desse processo. O máximo que pode acontecer é você se
cansar disso tudo. Aí é só apertar o botão
“desliga” e tirar o aparelho da tomada.
Milton Dallari é consultor
empresarial, engenheiro, advogado e presidente da Associação
dos Aposentados da Fundação Cesp. O e-mail
para contato é o mdallari@decisaoconsultores.com.br.
DA ANTIGA
O escritor Manoel Tubino para escrever
os 6.420 verbetes do seu Dicionário enciclopédico “Tubino
do esporte” gastou
900 canetas. Ele não usa computador.
LER É PRECISO
O Instituto Ecofuturo informa que
a data limite para envio de textos para concorrerem ao 6º Concurso
de Redação Ler é Preciso – O Melhor
Lugar do Mundo -, é o dia 30/08/2007. As greves nas
escolas dos estados do Amapá, Bahia, Ceará,
Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba
e Rio Grande do Sul motivaram a mudança da data pelo
Ecofuturo, que trabalha para que todos tenham a oportunidade
de participar e escrever sobre a sustentabilidade do planeta.
16 mil escolas públicas e
privadas de todo o país solicitaram os kits de participação.
A Região Sudeste foi a campeã de pedidos com
46% do total, seguida pela Região Nordeste (25%),
Sul (17%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%). A expectativa é receber
50 mil redações e mobilizar cerca de 1 milhão
de pessoas, entre alunos e professores do Brasil. Os kits
de participação estão esgotados.
Nos últimos meses, o 6º Concurso
de Redação Ler é Preciso – O Melhor
Lugar do Mundo - reuniu parcerias e apoios importantes como
o do Ministro da Educação, Fernando Haddad,
que, em carta destinada aos professores, estimula a participação
de todos no projeto: “o material encaminhado às
Escolas enriquece a reflexão dos alunos e professores”.
O livro A Vida que a gente quer depende do que gente faz*
que reúne uma coleção de textos de especialistas,
comentando propostas de sustentabilidade para o planeta, é um
estímulo ao pensamento e à mobilização
da sociedade a favor de uma vida melhor. (...)
O livro A vida que a gente quer
depende do que a gente faz é uma publicação
inédita do Instituto Ecofuturo e está disponível
para download gratuito pelo site www.omelhorlugardomundo.org.br.
Outras informações
sobre o Concurso estão disponíveis pelo telefone
0800 772 0099 e no site www.omelhorlugardomundo.org.br.
ACERVO DO JORNAL DO BRASIL
A exposição virtual “JB:
Imagem e Memória”, que reuniu cerca 200 imagens
do acervo do Jornal do Brasil, o segundo mais antigo periódico
em circulação no País, que contam a
história do Brasil e do Rio de Janeiro. São
imagens de fatos e personalidades – da política,
do esporte, da economia, da saúde e tantas outras áreas – que
marcaram o jornalismo nacional, foi mostrada na Oi Futuro
agora em agosto.
O objetivo era demonstrar a importância
histórica do Jornal do Brasil, não apenas como
fonte de registro dos acontecimentos do País, mas
também como um veículo atuante, formador de
opinião e que ajudou na evolução do
jornalismo brasileiro.
DIÁRIO DA TARDE,
DE MINAS GERAIS, FOI EXTINTO
Com 77 anos de história,
chegou ao fim o tradicional jornal mineiro Diário
da Tarde, no dia 23 de julho passado. O diretor de redação,
Josemar Gimenez, anunciou a demissão de 85% dos jornalistas
que trabalhavam no veículo.
Segundo os profissionais, a edição
de do dia 24 de julho circulou com material reproduzido dos
jornais Estado de Minas e Aqui BH – os outros veículos
impressos do Grupo Diários Associados no estado –,
já que eles não tiveram tempo de redigir o
material produzido pela manhã.
Na capa do jornal da última
edição, um anúncio, que assustou a redação: “Semana
DT: amanhã seu Diário da Tarde é
por nossa conta. Tem presente para quem gosta de ler o DT todo
dia. Preencha o cupom abaixo, entregue ao jornaleiro e troque
pelo DT de amanhã em qualquer banca até o dia 28
de julho”. O DT circulará gratuitamente até sábado,
dia 28 de julho, último dia em que ele chega às
bancas.
Segundo Josemar, a circulação
do Diário da Tarde caiu de 35 mil exemplares para
15 mil nos últimos sete anos. O jornal teve prejuízo
de R$ 5 milhões em 2006. “O DT acabou espremido
entre o Aqui e o Estado de Minas e, por uma questão
mercadológica, não conseguiu se manter”,
explica. Sobre as demissões, o diretor estima que atinjam
algo em torno de 60 pessoas em diversas áreas. “Mas
tentaremos manter o máximo de gente dentro dos Diários
Associados”, diz.
Com o Diário da Tarde saindo
de circulação, o Aqui BH será reformulado. “Com
o fim do DT, muito do conteúdo e do pessoal serão
agregados ao Aqui”, informou Josemar. O novo Aqui BH
estreou no dia 30 de julho.
Colaboração
de Marcelo Tavela, do Rio de Janeiro
MONITORES DE ALTA RESOLUÇÃO
Já está se tornando
comum entrarmos em algum lugar e vermos monitores de alta
definição transmitindo dicas de trânsito,
de filme, de eventos na cidade, além de propagandas.
Até
quando entramos no Metrô ou em um ônibus é possível
se deparar com essa novidade. São as chamadas mídias
indoor digital que vêm crescendo mais a cada ano, à medida
que os custos com equipamento baixam.
Uma pesquisa divulgada pela agência
de publicidade OgilvyOne, dos Estados Unidos, aponta que
até o ano de 2020, 80% das mídias serão
digitais.
JORNAIS
EM CRISE
PEDRO DORIA
O surgimento da Internet comercial
lançou o jornalismo impresso na pior crise de sua
história. O drama não se conta em relatórios
trimestrais ou na flutuação de ações
nas Bolsas; tampouco é
medido pela quantidade de demitidos nas redações
de todo o mundo. Tudo é
conseqüência: o drama é
que adolescentes e jovens adultos,
em meados da primeira década do século, lêem
muito menos jornais do que liam. É
nesta idade que se cria o hábito - e o hábito desta
turma é se informar pela Internet.
A cada geração, o
número de consumidores de jornais diminui - e a curva
está se inclinando numa velocidade estonteante. Ponha-se
num gráfico a diminuição de circulação
dos jornais nos EUA, por exemplo, e o fim tem data marcada. É em
2043. Dificilmente acontecerá, deve haver uma estabilização
em algum momento. Mas a crise é real.
Philip Meyer tem 75 anos, é um
velho repórter aposentado do grupo Knight Ridder,
que publica mais de uma dezena de jornais nos EUA, professor
da Universidade da Carolina do Norte e autor de ‘The
vanishing newspaper’ (O jornal desaparecendo). Ele
foi entrevistado por NoMínimo por telefone.
Jornalistas não costumam
gostar de discutir números e rentabilidade porque
consideram que seu negócio é diferente de outros
negócios. É um serviço público,
exige responsabilidade social, os investimentos não
podem depender apenas de retorno monetário em cada
decisão. Nos tempos correntes, da economia dominada
por analistas que vêem planilhas e apenas, é um
argumento difícil de defender.
Meyer sugere um novo modelo econômico
para analisar a viabilidade da imprensa: é o modelo
da influência. O que a imprensa oferece é influência,
influência social e influência comercial. A influência
social está na divulgação daquilo que
acontece na comunidade. O enfoque nos problemas força
mudanças de rumo. Esta influência não
está à venda. A influência comercial
vai dos grandes anúncios aos classificados, e vende-se.
A relevância de um órgão de imprensa é dada
por sua influência social e é o público
quem decide isto. Se o jornal for relevante, venderá bem
seus anúncios.
Influência social não
se cria num dia, tampouco se perde rapidamente. Um jornal
que ganhou influência pode depenar sua redação,
perder qualidade, e ainda assim, durante alguns anos, os
leitores vão comprá-lo. Um dia
acaba. A manutenção
da relevância se dá investindo em reportagem
e análise, em se mostrar sempre capaz de encontrar
novos aspectos do cotidiano que precisam melhorar. Às
vezes, parece investimento a custo perdido. A longo prazo,
faz sentido.
Mas, para se sustentar, não
basta influência social. É preciso que os anunciantes
se interessem pelo veículo. E se o veículo
não atrai mais leitores, há um problema. Em
meados dos anos 90, o presidente da Knight Ridder, Tony Ridder,
reuniu vários dos editores de seus jornais para conversar
sobre os destinos do negócio. Um deles perguntou o
que é
que mais lhe dava medo, o que fazia com que perdesse o sono. ‘Classificados
eletrônicos’, respondeu Ridder.
Este mês houve o lançamento
do Google Base, e o Google Base oferece classificados eletrônicos
de graça. Então
é isso? Acabou?
É difícil
dizer. Acho que jornais ainda podem ser rentáveis,
mas não nos níveis aos quais os proprietários
estão acostumados. É um ramo habituado a
margens entre 20% e 40% de lucro e vão ter que lidar
com uns 6%. Não há como fazer esta transição
sem muito sofrimento e crise. Eles estão numa situação
difícil.
O que pode mantê-los vivos
sem classificados?
Os classificados correspondem
a 40% da renda com anúncios
em jornais. E
há outras maneiras de financiar. Uma delas seria
cobrar mais dos leitores. De qualquer forma, a propaganda grande
ainda é importante para os lojistas locais aqui nos EUA.
Também há sinais de que os grandes anunciantes
nacionais poderão voltar, conforme a audiência da
televisão fica mais fragmentada.
A maior preocupação
dos jornais no Brasil, hoje, é como atrair adolescentes
e jovens de vinte e poucos. Eles recebem notícias
pela Internet.
Isto também é verdade
para os Estados Unidos. A maneira de os jornais lidarem com
isso é desenvolver produtos online que lhes permitam
manter sua influência com os jovens. E isto quer dizer
conteúdo original, dirigido diretamente aos jovens,
não apenas a reprodução do que é impresso.
Seu modelo de influência se
presta a toda a indústria de informação,
certo?
Certo.
Porque às vezes parece que
os jornais serão um produto de nicho no futuro.
É bem possível.
E talvez a maneira de aproveitar este modelo de influência
seja produzir um híbrido que utilize o online para
o noticiário e o impresso para uma análise
mais cautelosa. Outro modelo seria usar o online para todas
as funções jornalísticas e ter um
impresso semanal que seja um resumo das notícias.
Tem um produto impresso novo nos EUA chamado ‘The
Week’, que traz um sumário bastante conciso
das notícias nacionais e internacionais da semana.
Ultimamente tenho me viciado nele, porque traz tudo o que
perdi ao longo da semana.
O senhor lê jornais?
Sim. Assino três,
um local, o ‘USAToday’ e o ‘Wall Street
Journal’.
E usa a Internet?
Sim, claro, especialmente
para acompanhar as notícias do dia que me interessam
mais. Estou sempre encontrando sites interessantes.
A Internet conseguirá financiar
grandes redações e a manutenção
de um repórter numa pauta por meses a fio?
Algum modelo precisará ser
encontrado porque a sociedade precisa disto. Se as empresas
não conseguirem fazê-lo, então, ONGs
o farão. E isso já está acontecendo
aqui, posso citar duas organizações. Uma é o
Centro por Políticas Eficazes e a outra o Centro
pela Integridade Pública. Eles fazem reportagens
investigativas. O Centro pela Integridade Pública
foi fundado por um repórter de televisão
que estava frustrado por conta de a empresa na qual trabalhava
não permitir que investigasse o que ele considerava
importante.
O cidadão comum sabe que
jornalismo é importante?
Bem, de vez em quando,
temos um momento dramático em que isto fica evidente.
O melhor exemplo
é Watergate. Agora há reportagens interessantes a respeito das
origens a Guerra no Iraque....
Como o senhor vê blogs e o
jornalismo amador online?
Eles são como
os panfletários dos primeiros cem anos após
a invenção da imprensa. O que aconteceu com
aqueles que escreviam panfletos é que após
um tempo se organizaram e formaram jornais. Acho que os
blogueiros vão acabar montando algum tipo de organização
hierárquica. Não sei que forma terá,
mas potencialmente é ótimo. Eles terão
que dar forma a algum tipo de instituição
que possa ser responsabilizada pelo que publica...
O senhor arriscaria um prazo para
que a Internet vire a principal fonte de informação?
Não, não,
sou sempre um fracasso com essas previsões e constantemente
me surpreendo com a velocidade de mudança.
Quando foi a última vez que
o jornalismo mudou tanto?
Quando a imprensa
foi inventada. Porque antes de Gutenberg, a maior audiência
possível para uma notícia era a limitada
pelo alcance da voz humana. A imprensa não apenas
aumentou o tamanho da audiência como criou registros
que podiam ser transportados de um canto para o outro.
Isto foi o que fez
a Igreja perder seu poder.
A Reforma?
Sim, porque quando
as pessoas começaram a ler a Bíblia por elas
mesmas, deixaram de precisar da Igreja para interpretá-la.
Então, aquela foi uma mudança extremamente
profunda.
É possível que as mudanças trazidas pela Internet venham
a ser igualmente profundas, de maneira que não conseguimos ver ainda.
Já dá para ver isto?
Não ainda.
A velocidade do tráfego de informação
aumentou e tenho a impressão que isto vai acelerar
mudanças sociais. Mas poderia já estar acontecendo
e simplesmente estamos próximos demais para perceber...
Existe uma maneira antiga de fazer
jornalismo que está morrendo e uma nova nascendo?
Sim. O velho jornalismo
era dominado por um único jornal local e, mesmo
no nível nacional, sempre foram alguns poucos jornais
que não respondiam a ninguém. Com os blogueiros
ou mesmo com outros usos da Internet, esta cobrança
da qualidade da informação está vindo
e forte. Isto será bom para o jornalismo, o padrão
de qualidade vai ser mais exigente. Grande parte da imprensa
está acostumada com o monopólio da informação
e ficou arrogante. A nova mídia será muito
mais humilde e mais disposta a aprender.
Este jornalismo do futuro será muito
fragmentado, então.
Sim, este híbrido de jornais,
televisão e rádio na Internet será fragmentado,
mas imagino que terá algum tipo de um gerenciamento
centralizado. E este gerenciamento será mais inteligente.
Mas ainda falta um modelo de sustentabilidade.
Estamos num momento de transição
agora. O velho modelo econômico já não
sustenta mais e um novo ainda não surgiu.
Este artigo do jornalista Pedro
Dória foi publicado no site No Mínimo (www.nominimo.com.br)
e no site http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigo,
onde pode ser lido na íntegra.
O DESAPARECIMENTO DOS JORNAIS
The Vanishing Newspaper (O desaparecimento
dos jornais), da Editora Contexto, é um livro que
afirma que os donos de jornais foram demasiado lentos na
constatação de que o modelo tradicional de
fluxo das idéias mudou radicalmente já antes
da virada do século. Agora, as idéias do público
passaram a ser tão ou mais importantes do que as do
dono do jornal e da elite política do país.
O autor Phillip Meyer, que é um
ícone do jornalismo na academia norte-americana e atualmente trabalha
como pesquisador e professor da University of North Carolina, faz um diagnóstico
cruel da mídia de seu país. Ele afirma que crise dos jornais
norte-americanos é
conseqüência direta da queda de qualidade do jornalismo
que praticam, o que gera um número crescente de erros
de cobertura, que por sua vez minam a credibilidade e, sem ela,
a lucratividade cai, ameaçando a sobrevivência da
imprensa escrita.
As novas mídias permitem
um acesso muito mais rápido e barato ao leitor. Não é preciso
imprimir, não é preciso maquinário caro.
Não é preciso ser empresário. Assim
como não é preciso ser jornalista para transmitir
notícias. Estamos na era da informação, época
em que qualquer tema, qualquer mesmo, pode ser encontrado
facilmente na rede em dezenas, centenas, milhares de páginas.
Todos podem informar. Verdade e Justiça determinaram
a sobrevivência dos melhores órgãos de
imprensa no passado.
Philip Meyer ressalta que, se o
mercado for eficiente, produtos editoriais melhores e prestação
de serviços à
comunidade são formas de agregar valor a uma empresa jornalística.
E garante:
"o jornalismo de qualidade é um bom negócio". E demonstra
por pesquisas que a relação jornalismo de qualidade e sucesso
empresarial acarreta credibilidade.
OS JORNAIS PODEM DESAPARECER? de
Philip Meyer, Editora Contexto tem 272 páginas e custa
R$ 43,00
PROSTITUTAS DA ÍNDIA
EDITAM JORNAL
DIEGO A.
AGÚNDEZ
Desafiando a marginalização
do bairro vermelho de Mumbai, um grupo de antigas prostitutas
se reúne toda semana num bordel para discutir a pauta
de um jornal por meio do qual expõem as suas idéias,
o Red Light Despatch.
A publicação surgiu
há seis meses no bairro de Kamathiputra, um dos centros
da vida noturna da capital financeira da Índia, com
o objetivo de "proporcionar uma plataforma de expressão às
prostitutas", disse o editor Anurag Chaturvedi. O jornal
contabiliza mil exemplares de tiragem por edição.
"O Red Light é a voz
de quem não tem voz e das mulheres sem identidade,
pois ninguém discute os sonhos, as agonias ou as nostalgias
das prostitutas. Portanto, buscamos articular sua memória
e nostalgia, frustradas pela violência e pela pobreza",
afirma Chaturvedi.
O Red Light tem oito páginas,
não contém fotos, nem é colorido, mas é editado
em inglês, híndi e bengali, e já
ultrapassou as fronteiras do bairro de Kamathiputra...... Nele
há espaço para testemunhos e histórias pessoais,
poemas, notícias de saúde e direitos humanos, mas
também para textos mais reflexivos, como o escrito pela
vencedora do prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi e que foi
publicado recentemente.
Apesar do bom conteúdo, a
maior contribuição do modesto periódico
está em sua capacidade de mostrar as histórias
do dia a dia das prostitutas, a quem o Governo indiano sequer
reconhece a cidadania, diz Chaturvedi.
As "jornalistas" do Red
Light se reúnem toda semana num bordel com tapetes
vermelhos no bairro de Kamathiputra, marcado por velhos edifícios
nos quais as prostitutas, vestidas com "saris" ou
com roupas ocidentais bem apertadas, trabalham para
"ganhar a vida".
Com o apoio da ONG Apne Aap, que
luta pelos direitos da mulher, as prostitutas, reunidas em
sua pequena redação de Kamathiputra, lutam
com as teclas - elas não sabem ler e precisam de ajuda
- com um objetivo comum: evitar que outras mulheres caiam
na mesma armadilha em que elas caíram.
"É necessário
conscientizar as mulheres, entre quem cai sem querer nas
redes que as tiram de seus povoados com promessas de trabalho,
e depois as jogam neste comércio", declarou a
coordenadora do grupo, Rupa Metgudd, que também passou
por estas experiências.
Na Índia, que tem mais de
dois milhões de profissionais do sexo, a prostituição é considerada
legal e, apesar de ser um tabu, existe até uma tribo,
a Bedia, na qual a prática do sexo por dinheiro é aceita
como algo natural para a mulher.
No entanto, na maior parte dos casos
a rua é o último recurso das moças.
Estas mulheres, na maior parte pobres
e de pequenas localidades, podem ter sido vítimas
de um
"seqüestro" após chegarem aos grandes centros, nos quais
atuam grandes redes de prostituição.
Fonte: Agencia EFE
LEITURAS RECOMENDADAS
VIDA EM EQUILÍBRIO
Tudo no universo funciona em perfeito
equilíbrio. Por que, então, está tão
presente a sensação de inconstância quando
o assunto é ser verdadeiro consigo mesmo? A resposta é que
muitas vezes permitimos que hábitos e pensamentos
arraigados impeçam a realização de nossos
desejos.
Em Vida em equilíbrio, Dr.
Wayne W. Dyer nos explica como entrar em equilíbrio
tem pouco a ver com uma mudança radical de comportamento.
O autor diz ainda que, ao contrário do que se pensa,
entrar em equilíbrio significa, muitas vezes, apenas
rever e ajustar os pensamentos. Uma melhora nos hábitos
para balancear desejos e o modo como se conduz o dia-a-dia.
Carinhosamente chamado de “pai
da motivação” por seus fãs, Wayne
W. Dyer é um dos escritores mais lidos e reconhecidos
internacionalmente. Doutor em aconselhamento educacional
pela Wayne State University, publicou diversos livros no
Brasil, onde sua obra tem grande repercussão. Criado
em orfanatos e lares adotivos, Dr. Dyer superou muitos obstáculos
para transformar seus sonhos
em realidade. Atualmente
, dedica boa parte de seu tempo ensinando outras pessoas a fazer o mesmo.
VIDA EM EQUILÍBRIO(Being
in Balance) de Dr. Wayne W. Dyer, tradução
de Christina Menezes, Editora Nova Era,tem 192 páginas
e custa R$19,90
SEU DESEJO É UMA
ORDEM
Não há quem não
conheça alguém que sempre reclama do emprego,
outro que sempre está doente ou um amigo que nunca
consegue se livrar das dívidas. Muitas vezes nós
mesmos nos encontramos nessas situações. No
entanto, os obstáculos que se colocam entre nós
e a felicidade só
existem porque queremos. Isso é o que afirmam os escritores
Edgar Andrade e Márcia Rodrigues, autores do livro Seu
Desejo é uma Ordem, lançamento do mês de
agosto da Editora Gente.
No livro, eles demonstram que a
lei da atração funciona para qualquer pessoa,
seja ele rico, pobre, otimista, pessimista, religioso ou
ateu. A lei da atração consiste de "pensar
para atrair", ou seja, tudo aquilo em que pensarmos
o universo nos dará.
"A proposta deste livro é ensinar as pessoas a usar a lei da atração
sempre a seu favor para realizar todos os seus sonhos", afirma Edgar,
que
é terapeuta holístico, trabalha com Programação
Neurolingüística, Florais e Feng Shui.
O livro apresenta dicas de como
sair de ciladas, ressaltando a importância de definir
as metas pessoais, visualizar mentalmente os desejos, fazer
o pedido corretamente e pensar de modo positivo. "O
fundamental, quando você usa a lei da atração, é acreditar
no seu poder de moldar a sua vida em um padrão melhor,
um padrão que você deseja de verdade",
ressalta
Márcia, que também é terapeuta
holística, colunista dos sites Somos todos um, Esotérika,
Portal Sérgio Calcki, Universo de Luz e da revista
Qualidade de Vida. .