ROTEIROS CINEMATOGRÁFICOS

 

Agências de turismo têm organizado roteiros para atender pedidos de pessoas que querem conhecer as locações inglesas de onde se realizaram as partidas de quiddish, com vassouras voadoras, nos primeiros filmes de Harry Porter. Ou então, para ver a linda paisagem vista do alto de uma cadeia de rochas pela atriz Keira Knightley em Orgulho e Preconceito, ou para se andar nos mesmos corredores do castelo de Burghley House, que os atores do “ Código da Vinci”.

 

O sucesso destes filmes se reflete automáticamente no turismo. Só para se ter uma idéia, O Museu do Louvre na França, cenário também do Código da Vinci, registriou um número recorde de visitantes em 2005: 7milhões e 300 mil.

 

Por isso, há interesse do próprio país em patrocinar o filme com atores e diretores famosos. Este foi o caso de Match Point, de Woody Allen, filmado no verão de 2004, com Scarlett Johansson e Jonathan Rhys. Lugares chics de Londres nos bairros de Mayflair, Pimlico e Belgravia serviram de cenários para o amor do casal de protagonistas. Além de visitas aos pontos turísticos como o Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster, as lojas e bares do Covent Garden e a Tate Modern e a maior galeria de arte moderna do Reino Unido.

 

O número de visitantes a estes lugares dobrou, depois que apareceram em locações.

 

Leadenhall Market, antigo mercado de peixes, carne e aves do século XIV, destruído num incêndio em 1666 por um incêndio e reconstruído em 1881, tem ruas de paralelepípedos e teto de vidro, que abrigam hoje lojas e bares. Foi ali que Harry Porter procurou a varinha mágica na Pedra Filosofal e por causa disso, se tornou um dos pontos de turismo preferidos pelos visitantes. Assim como, a plataforma secreta de 93/4 na estação londrina de King’s Cross, porque foi lá que este pequeno mago pegou o Expresso de Hogwarts.

 

ARREDORES DE LONDRES

A pequena  Stamford, em Lincolnshire, que fica a duas horas de Londres em 2004, esta cidade de 18 mil habitantes, com ruas e casas de pedra se transformou no vilarejo de Meryton, locação do filme “Orgulho e Preconceito”, de Joe Wright, numa estória passada em 1797.

 

O Castelo de Burghley House, que fica no meio de um parque lindo, construído no século XV foi um dos cenários deste filme e também de “O Código da Vinci”, de Ian McKellen.

 

Pertinho dali, há outra cidade: Lincoln, onde foram feitas outras tomadas para este filme.  Mas, outro ponto turístico que atrai turistas é o Peak District National Park, primeiro parque nacional do Reino Unido, que fica em Derbyshire, também próximo. Nesta região está o povoado de Heathersage, que serviu de cenário, por sinal belíssimo, para “Orgulho e Preconceito”.

 

Ainda próximo, no condado de Yorkshire, está Yorkshire Dales, com paisagens diferentes dos castelos e igrejas até então vistos. Lá estão fantásticas florestas, rios e cascatas. Foi nesta região, em Aysgarth, que Kevin Costner gravou uma cena de “Robin Hood, o príncipe dos ladrões”.

ROTA DE SONHOS

Na cidade de Durham, que fica a três horas de trem de Londres, sua imponente catedral se transformou na corte da rainha da Inglaterra, em Elizabeth, interpretada por Cate Blanchett. Esta pequena cidade, que também serviu de locação para Harry Porter, é visitada em função de seu centro histórico, que engloba o castelo construído em 1702 e partes das Muralhas de Adriano, erguidas pelos romanos.

 

Nesta rota de paixões, magias e batalhas, ainda há mais visitas a se fazer: o Castelo de Alnwick na cidade com o mesmo nome, onde, foram filmadas as partidas de quadribol, com as vassouras voadoras em Harry Porter.

 

Este castelo é onde moram o Duque e Duquesa de Northumberland e foi aberto ao público em 2002. Os visitantes puderam assistir as gravações. Outras filmagens bem mais antigas feitas nele foram: Mary Stuart, Rainha da Escócia, com Vanessa Redgrave;Ivanhóe e Beckett com Richard Burton e Peter O’Toole.

 

Em Bamburg, meia hora de Alnwick, já se descortina o Mar do Norte e o castelo de Bamburg, construído no século XV pelos normandos e comprado  no século XIX e restaurado pelo Lord Armonstrong I, cuja família é proprietária, até hoje. Neste Castelo, que possui dois museus, foi filmado Macbeth de Roman Polanski.  

 

São castelos em pequenas e pitorescas cidades, que foram mostradas em grandes produções, que hoje se tornaram o alvo dos turistas. Isso mostra que a parceria entre locação de filmes, boa estória e turismo deu certo.

Foto1 - Castelo de Alnwick (Harry Potter - partidas de quadribol) / Foto2 - Aysgarth, Yorkshire (Robin Hood) / Foto3 - Mercado de Leadenhall (Harry Potter - compra de material de magia para a escola) / Foto4 - Castelo de Bamburg (Macbeth de Polanski) / Foto5 - Burghley House (Código Da Vinci).

 

QUEDA DO DÓLAR E

O TURISMO DOMÉSTICO
PAULO COSTA

 

Preocupação é o primeiro sentimento do empresário voltado ao segmento de turismo doméstico ao constatar a valorização do real frente ao dólar, aparentemente irreversível em curto prazo. “Pronto, vai todo mundo viajar para o Exterior” é a inevitável frase que vem à mente. De fato, a questão cambial tem relevância na escolha de uma viagem, mas há outros fatores determinantes, dentre eles o grau de atratividade de um destino. Neste aspecto, poucos países oferecem tantas opções quanto o Brasil. Praias paradisíacas, hospitalidade, clima excepcional, diversidade geográfica, grandes festas populares, riqueza cultural, rede hoteleira de primeiro mundo, gastronomia inigualável e exuberantes reservas ambientais protegidas são alguns dos atrativos que enchem os olhos do turista no momento de decidir sobre as férias.

 

Passeios que eram privilégios tornaram-se acessíveis a muitos brasileiros. Por causa da popularização de alguns pontos, o setor de turismo viu-se obrigado a encontrar novos lugares e, dessa forma, cidades que eram pouco ou nada conhecidas tornaram-se grande fonte de renda para os habitantes. Costa do Sauípe e Jericoacoara, além da Costa Sul do Litoral Norte de São Paulo, como Cambury e Juqueí, dentre outros locais, são alguns dos pontos turísticos desbravados recentemente.

 

Com tantos lugares e atrativos para se explorar dentro do país, muitos brasileiros preferem viagens nacionais às internacionais, mesmo com a recente queda do dólar. E este aumento percentual no fluxo do turismo interno representa um beneficio que atinge o setor como um todo.

 

Dessa maneira, o setor deveria unir-se e concentrar esforços para atender e incentivar o turismo nacional. A preocupação com os visitantes que saem do país deve ser deixada um pouco de lado, quando a grande maioria ainda opta por passar as férias no Brasil. Parte fundamental desse esforço é a constante melhoria dos serviços prestados ao turista, num processo amplo, que deve envolver a rede hoteleira, restaurantes, prestadores de serviços em cada localidade, taxistas e até mesmo o setor público, considerando que infra-estrutura de transportes, limpeza e urbanismo são fatores importantes para o bem-estar dos visitantes.

 

Inegavelmente, o Brasil tem o mais atrativo patrimônio turístico do mundo. Isto já lhe garante um fluxo importante no plano doméstico e um razoável movimento de visitantes estrangeiros. Com ou sem a influência do câmbio, podemos transformar o turismo em uma de nossas mais rentáveis fontes de divisas, se o tratarmos com o profissionalismo de um segmento incluído entre os mais dinâmicos e rentáveis do mundo.

 

Paulo Costa é advogado e administrador da Pousada Villa Camboa.

                                    

DESVENDANDO A HISTÓRIA

 

A Igreja da Santa Casa da Misericórdia da Paraíba, localizada na Cidade Alta, é o único exemplar religioso remanescente na cidade de arquitetura maneirista – tendência estética do Século 16 que remete ao medievalismo. Por isso, ela foi o primeiro monumento tombado pelo Iphan Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na capital paraibana, em 1938.

 

No dia 7 de agosto passado, a Igreja totalmente restaurada pelos alunos da Oficina-Escola de João Pessoa, num projeto da Comissão Permanente de Revitalização do Centro Histórico da cidade, foi entregue à população.

 

O investimento total foi de mais de R$ 342 mil, divididos entre Iphan e AECI - Agência Espanhola de Cooperação Internacional , o Governo do Estado da Paraíba e a Prefeitura Municipal.

 

As obras realizadas na igreja não resgataram apenas as características de estilo arquitetônico originais, deste monumento do Século 17, mas  permitiram traçar um quadro consistente do comportamento social e religioso da população paraibana nos últimos séculos.

 

Não havia documentos que permitissem este estudo. Porque durante a invasão holandesa consta que, perseguidos, os religiosos enterraram seus documentos e, quando tentaram recuperá-los, estavam imprestáveis.

 

No entanto, durante a restauração, houve o resgate de novas informações históricas e religiosas deste monumento, em função dos achados arqueológicos na edificação. As descobertas refletem uma carga não apenas científica, mas simbólica de um patrimônio que acompanhou importantes momentos da história da Paraíba.

 

Na nave principal do templo, foi encontrada uma lápide de 200 anos que escondia os ossos de um dos mandatários da antiga Parahyba, o capitão-mor João Coelho Vianna, uma espécie de governador daquela época.

 

- “Constatamos que, no espaço interno das igrejas, ficavam as figuras ilustres, como os governantes, os membros da própria Igreja e as pessoas de posse; enquanto no espaço externo da instituição religiosa, estariam as pessoas de menor projeção social (sepultadas diretamente no chão) - os escravos, os indigentes e os doentes”, explica Antônio Canto, arqueólogo e mestre da Oficina-Escola.

 

Outro achado importante que está intrigando o arqueólogo são duas seqüências de inscrições latinas. Elas não ficam próximas a nenhuma lápide, que, geralmente, trazem junto de si esse tipo de grafia. "Perto dessas inscrições não há ossos. Avalio que deve ser uma espécie de código secreto de ordem religiosa com o intuito de escrever os seus segredos. Estamos tentando decifrar isso em laboratório", revela Antônio Canto.

 

JOÃO PESSOA

Nascida, em 1585, às margens do rio Sanhauá, João Pessoa se encontra entre o mar e os mangues que margeiam este afluente do rio Paraíba. Seu centro histórico é marcado pela acentuada integração com o meio ambiente, em local de privilegiados atributos naturais: suave relevo, clima tropical, vegetação exuberante – marcada pela alternância entre manguezais e coqueirais, com florestas de mata atlântica. Sua área de 4.316 km2 abrange toda a costa marítima paraibana.

 

Foi a terceira cidade fundada no Brasil Colônia, cujo traçado revela regularidade, nos moldes das cidades portuguesas planejadas. Seu centro preserva praticamente intactas as características tipológicas e urbanísticas originais dessa malha urbana, erguida em dois núcleos principais de formação: a Cidade Alta e o Porto Capim.

 

PORTAL DEDICADO À SAÚDE DO VIAJANTE

 

Com conteudo totalmente reformulado, entra no ar a nova versão do Tropinet(tm) (www.tropinet.org), primeiro portal dedicado à saúde do viajante que tem como destino o Brasil. Desenvolvido com o objetivo de fornecer informações úteis e atualizadas sobre as doenças infecciosas mais comuns no país, o website auxilia no planejamento de uma viagem segura.

 

Ao selecionar um destino no mapa, o internauta descobre quais são as doenças mais comuns na região que pretende visitar e é orientado sobre as medidas necessárias, para antes e depois da viagem, com o objetivo de prevenir os danos à saúde.

 

O portal contém informações sobre causa, transmissão, características, sintomas, distribuição geográfica, riscos para o viajante, prevenção e tratamento de mais de 35 doenças, entre elas, dengue, febre amarela, malária, tuberculose, hepatite, sarampo, raiva, diarréia, influenza (gripe) e leishmaniose. Há, ainda, informações sobre vacinas, inclusive o calendário e o endereço dos postos de imunização, orientações para grupos especiais de viajantes, como grávidas, bebês, idosos, portadores de imunodeficiências e doenças crônicas, além de links para os sites de entidades nacionais e internacionais que monitoram o avanço das doenças no mundo. O portal, desenvolvido com a consultoria do Ambulatório dos Viajantes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, tem o patrocínio e apoio da Novartis.

 

“EU, NA MINHA IDADE, EU ME ENTENDI QUE TAMBOR DE CRIOULA ERA DOS ANTIGOS. ERA AQUELAS RAÇAS NEGRA QUE A GENTE CHAMAVA DE ANGOLAS, VIVIAM PELO MATO, NUMA CASCA DE PAU QUE ELES BATIAM, BAQUE, BAQUE, BAQUE. DEPOIS ELES INVENTARAM AQUELE TAMBOR DE BAMBU, NÉ? TAMBORZINHO DE BAMBU. DESSE TAMBOR DE BAMBU, EU ME LEMBRO SE FOI O TAMBOR DE MADEIRA, GRANDE, DE TRONCO. JÁ, HOJE EM DIA, NÓS USA A MAIOR PARTE JÁ DESSE TAMBOR.

TUDO VAI FICANDO DIFÍCIL, PORQUE A MADEIRA, LÁ NO MATO, JÁ NÃO QUEREM QUE NINGUÉM CORTE, QUE NINGUÉM TIRE, O IBAMA, NÃO PODE... ENTÃO NISSO, NÓS A CADA TEMPO VAI RECORRENDO, FAZENDO UMA COISA MUITO DIFÍCIL. AÍ, EM TODO CASO , A GENTE VAI LEVANDO A VIDA, QUE CADA TEMPO É UMA COISA... MAS O QUE EU QUIS DIZER É QUE O TAMBOR DE CRIOULA É ANTIGO. É DOS NEGROS!”

ILDENER BARBOSA, TAMBOR CORAÇÃO DE SÃO BENEDITO.

( EXTRAÍDO DO SITE DO IPHAN –INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL)

 

TAMBOR DE CRIOULA SE TORNA PATRIMÔNIO IMATERIAL

A Fábrica das Artes que fica instalada em um conjunto de prédios tombados, situados no coração do centro histórico de São Luís, foi transformada em Museu do Tambor de Crioula e ganhou o registro de patrimônio imaterial brasileiro.

 

Entende-se por patrimônio cultural imaterial representações da cultura brasileira como: as práticas, as formas de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato, etc.) – junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados – cuja tradição é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras.

 

O tambor de crioula é forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Seja ao ar livre, nas praças, no interior de terreiros, ou então associado a outros eventos e manifestações, é realizado sem local específico ou calendário pré-fixado e praticado especialmente em louvor a São Benedito.

 

Tambor de mina é a denominação mais difundida das religiões afro-brasileiras no Maranhão e na Amazônia.


FÁBRICA DAS ARTES

Dividida em diversos espaços, entre eles, há uma capela de São Benedito onde está o depósito do andor com a imagem do santo.

 

A Fábrica serve de palco para ensaios de grupos folclóricos, como os juninos e carnavalescos, e realiza exposições. Uma delas, Tambores da Ilha, exibe o trabalho do fotógrafo Edgar Rocha, que acompanhou o inventário realizado pelo Iphan para o processo de registro. Paulista de 64 anos, Edgar é conhecido por registrar festas e manifestações populares, inclusive as religiosas.

 

A outra mostra reúne obras de artes plásticas de artistas maranhenses, inspirados nos elementos do tambor de crioula. 

 

A Fábrica das Artes fica na cidade de São Luís, fundada pelos franceses em 1612, e que comemora este ano, 10 anos do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco em 1997.

 

APOSENTADO, NÃO TENHA MEDO DA TECNOLOGIA

MILTON DALLARI

 

A tecnologia não é um privilégio dos jovens. Se um dia já foi verdadeira, essa premissa caiu em desuso, sobremaneira motivada pela popularização

do que se convencionou chamar de “novas mídias” em nossa sociedade. A velocidade espantosa de algumas mudanças pode assustar, ao mesmo tempo em que aguça a curiosidade de um número cada vez maior de pessoas, de diferentes faixas etárias. Aos poucos, o computador pessoal vai deixando de ser um estranho aos que já foram adeptos das máquinas de escrever e das calculadoras de bolso. Quem já usou uma máquina dessas percebe facilmente que o tempo passou, e que a revolução da informação chegou há alguns.

 

Mas não é só o PC de Bill Gates que chama a atenção. Nos últimos dez anos, os telefones celulares deixaram de ser aparelhos caríssimos e pesados e para se transformar em utensílios capazes de tirar fotografias, tocar canções e transmitir vídeos com um simples toque ao teclado. Centenas de músicas digitais já podem ser armazenadas em um aparelhinho do tamanho de isqueiro, dispensando os CD’s e os já praticamente extintos discos de vinil das vitrolas de antigamente – ou da Antigüidade, se preferir, dada a evolução dos produtos atuais em comparação com o que havia de mais moderno num prazo curto de tempo, como cinco décadas atrás.

 

No passado, a impressão que se tinha era a de que as descobertas dos cientistas e grandes empresários levavam um tempo até se popularizarem e caírem no gosto da população. Sem dúvida, o fator impeditivo era o preço das mercadorias, que demorava a baixar e a atingir os menos afortunados. A TV é um caso exemplar. Apesar de ter sido lançada no início dos anos 50, só viria a se popularizar duas décadas depois. Hoje em dia todos têm acesso às novidades. Um monitor de tela plana é lançado no mercado a um preço mais alto, às vezes proibitivo. Ocorre que seis meses depois a mesma fábrica lança um novo modelo e joga o preço do anterior lá embaixo.

 

Há quem exagere nesse culto à tecnologia. Gente jovem, decerto. Os mais velhos se contentam com bem menos, o que não significa que se prendam às parafernálias de outrora para divertir-se no mundo virtual. A Internet que o diga. Nos últimos anos, muita gente que se sentia sozinha conseguiu arrumar boas companhias através de salas de bate-papo, correio eletrônico e softwares de comunicação instantânea. Atualmente, é possível acompanhar o crescimento de um neto à distância, munido apenas de um PC, uma câmera de vídeo portátil e um par de caixas de som. É só marcar um horário e ter som, voz e imagem à disposição. Se o preço ainda não é tão baixo, já se transformou em algo acessível para um número considerável de pessoas.

 

Muitos colegas aposentados já se dão ao luxo de passar tardes inteiras na frente de um computador fazendo pesquisas, lendo reportagens e até jogando xadrez com gente do outro lado do mundo. No início, a tarefa

parece complicada, com botões novos e diversas instruções a seguir. Não entre em pânico nessas horas. Apenas lembre-se que o computador funciona através da lógica. Com o tempo, você adquire prática e perde definitivamente o medo da tecnologia - ou tecnofobia num linguajar moderno - e aí começa a diversão.

 

Esse contato com a tecnologia pode até não ser melhor do que jogar conversa fora com os amigos no banco da praça. Mas é uma opção a mais para, inclusive, facilitar algumas tarefas do dia-a-dia, como consultar o saldo no banco, o benefício do INSS, os filmes que estão em cartaz no cinema perto de casa e até o horário dos jogos de futebol na TV. Em comunidades virtuais como o Orkut, que imagino você já deve ter ouvido falar, reencontra-se amigos dos quais não se têm notícias por décadas.

 

Toda essa revolução está ocorrendo diante de nossos olhos. Se você tem curiosidade ou vontade de aprender um pouco mais sobre esses aparelhos que fazem a cabeça dos jovens, vá em frente. Peça a uma pessoa de confiança, um filho(a) ou um neto(a), que lhe dê as instruções básicas e depois faça do jeito que achar melhor. Não existe razão para ficar assistindo a essas transformações como um mero espectador, passivamente, se tem chances de participar e fazer parte desse processo. O máximo que pode acontecer é você se cansar disso tudo. Aí é só apertar o botão “desliga” e tirar o aparelho da tomada.

 

Milton Dallari é consultor empresarial, engenheiro, advogado e presidente da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp. O e-mail para contato é o mdallari@decisaoconsultores.com.br.

 

DA ANTIGA

 

O escritor Manoel Tubino para escrever os 6.420 verbetes do seu Dicionário enciclopédico “Tubino do esporte”  gastou 900 canetas. Ele não usa computador.

 

LER É PRECISO

 

O Instituto Ecofuturo informa que a data limite para envio de textos para concorrerem ao 6º Concurso de Redação Ler é Preciso – O Melhor Lugar do Mundo -, é o dia 30/08/2007. As greves nas escolas dos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba e Rio Grande do Sul motivaram a mudança da data pelo Ecofuturo, que trabalha para que todos tenham a oportunidade de participar e escrever sobre a sustentabilidade do planeta.

 

16 mil escolas públicas e privadas de todo o país solicitaram os kits de participação. A Região Sudeste foi a campeã de pedidos com 46% do total, seguida pela Região Nordeste (25%), Sul (17%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%). A expectativa é receber 50 mil redações e mobilizar cerca de 1 milhão de pessoas, entre alunos e professores do Brasil. Os kits de participação estão esgotados.

 

Nos últimos meses, o 6º Concurso de Redação Ler é Preciso – O Melhor Lugar do Mundo - reuniu parcerias e apoios importantes como o do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que, em carta destinada aos professores, estimula a participação de todos no projeto: “o material encaminhado às Escolas enriquece a reflexão dos alunos e professores”. O livro A Vida que a gente quer depende do que gente faz* que reúne uma coleção de textos de especialistas, comentando propostas de sustentabilidade para o planeta, é um estímulo ao pensamento e à mobilização da sociedade a favor de uma vida melhor. (...)

 

O livro A vida que a gente quer depende do que a gente faz é uma publicação inédita do Instituto Ecofuturo e está disponível para download gratuito pelo site www.omelhorlugardomundo.org.br.

 

Outras informações sobre o Concurso estão disponíveis pelo telefone 0800 772 0099 e no site www.omelhorlugardomundo.org.br.

 

ACERVO DO JORNAL DO BRASIL

 

A exposição virtual “JB: Imagem e Memória”, que reuniu cerca 200 imagens do acervo do Jornal do Brasil, o segundo mais antigo periódico em circulação no País, que contam a história do Brasil e do Rio de Janeiro. São imagens de fatos e personalidades – da política, do esporte, da economia, da saúde e tantas outras áreas – que marcaram o jornalismo nacional, foi mostrada na Oi Futuro agora em agosto.

 

O objetivo era demonstrar a importância histórica do Jornal do Brasil, não apenas como fonte de registro dos acontecimentos do País, mas também como um veículo atuante, formador de opinião e que ajudou na evolução do jornalismo brasileiro.

 

DIÁRIO DA TARDE, DE MINAS GERAIS, FOI EXTINTO

 

Com 77 anos de história, chegou ao fim o tradicional jornal mineiro Diário da Tarde, no dia 23 de julho passado. O diretor de redação, Josemar Gimenez, anunciou a demissão de 85% dos jornalistas que trabalhavam no veículo.

 

Segundo os profissionais, a edição de do dia 24 de julho circulou com material reproduzido dos jornais Estado de Minas e Aqui BH – os outros veículos impressos do Grupo Diários Associados no estado –, já que eles não tiveram tempo de redigir o material produzido pela manhã.

 

Na capa do jornal da última edição, um anúncio, que assustou a redação: “Semana DT: amanhã seu Diário da Tarde é por nossa conta. Tem presente para quem gosta de ler o DT todo dia. Preencha o cupom abaixo, entregue ao jornaleiro e troque pelo DT de amanhã em qualquer banca até o dia 28 de julho”. O DT circulará gratuitamente até sábado, dia 28 de julho, último dia em que ele chega às bancas.

 

Segundo Josemar, a circulação do Diário da Tarde caiu de 35 mil exemplares para 15 mil nos últimos sete anos. O jornal teve prejuízo de R$ 5 milhões em 2006. “O DT acabou espremido entre o Aqui e o Estado de Minas e, por uma questão mercadológica, não conseguiu se manter”, explica. Sobre as demissões, o diretor estima que atinjam algo em torno de 60 pessoas em diversas áreas. “Mas tentaremos manter o máximo de gente dentro dos Diários Associados”, diz.

 

Com o Diário da Tarde saindo de circulação, o Aqui BH será reformulado. “Com o fim do DT, muito do conteúdo e do pessoal serão agregados ao Aqui”, informou Josemar. O novo Aqui BH estreou no dia 30 de julho.

 

Colaboração de Marcelo Tavela, do Rio de Janeiro

 

MONITORES DE ALTA RESOLUÇÃO

 

Já está se tornando comum entrarmos em algum lugar e vermos monitores de alta definição transmitindo dicas de trânsito, de filme, de eventos na cidade, além de propagandas. Até quando entramos no Metrô ou em um ônibus é possível se deparar com essa novidade. São as chamadas mídias indoor digital que vêm crescendo mais a cada ano, à medida que os custos com equipamento baixam.

 

Uma pesquisa divulgada pela agência de publicidade OgilvyOne, dos Estados Unidos, aponta que até o ano de 2020, 80% das mídias serão digitais.

JORNAIS EM CRISE
PEDRO DORIA

 

O surgimento da Internet comercial lançou o jornalismo impresso na pior crise de sua história. O drama não se conta em relatórios trimestrais ou na flutuação de ações nas Bolsas; tampouco é medido pela quantidade de demitidos nas redações de todo o mundo. Tudo é conseqüência: o drama é

 

que adolescentes e jovens adultos, em meados da primeira década do século, lêem muito menos jornais do que liam. É nesta idade que se cria o hábito - e o hábito desta turma é se informar pela Internet.

 

A cada geração, o número de consumidores de jornais diminui - e a curva está se inclinando numa velocidade estonteante. Ponha-se num gráfico a diminuição de circulação dos jornais nos EUA, por exemplo, e o fim tem data marcada. É em 2043. Dificilmente acontecerá, deve haver uma estabilização em algum momento. Mas a crise é real.

 

Philip Meyer tem 75 anos, é um velho repórter aposentado do grupo Knight Ridder, que publica mais de uma dezena de jornais nos EUA, professor da Universidade da Carolina do Norte e autor de ‘The vanishing newspaper’ (O jornal desaparecendo). Ele foi entrevistado por NoMínimo por telefone.

 

Jornalistas não costumam gostar de discutir números e rentabilidade porque consideram que seu negócio é diferente de outros negócios. É um serviço público, exige responsabilidade social, os investimentos não podem depender apenas de retorno monetário em cada decisão. Nos tempos correntes, da economia dominada por analistas que vêem planilhas e apenas, é um argumento difícil de defender.

 

Meyer sugere um novo modelo econômico para analisar a viabilidade da imprensa: é o modelo da influência. O que a imprensa oferece é influência, influência social e influência comercial. A influência social está na divulgação daquilo que acontece na comunidade. O enfoque nos problemas força mudanças de rumo. Esta influência não está à venda. A influência comercial vai dos grandes anúncios aos classificados, e vende-se. A relevância de um órgão de imprensa é dada por sua influência social e é o público quem decide isto. Se o jornal for relevante, venderá bem seus anúncios.

 

Influência social não se cria num dia, tampouco se perde rapidamente. Um jornal que ganhou influência pode depenar sua redação, perder qualidade, e ainda assim, durante alguns anos, os leitores vão comprá-lo. Um dia

acaba. A manutenção da relevância se dá investindo em reportagem e análise, em se mostrar sempre capaz de encontrar novos aspectos do cotidiano que precisam melhorar. Às vezes, parece investimento a custo perdido. A longo prazo, faz sentido.

 

Mas, para se sustentar, não basta influência social. É preciso que os anunciantes se interessem pelo veículo. E se o veículo não atrai mais leitores, há um problema. Em meados dos anos 90, o presidente da Knight Ridder, Tony Ridder, reuniu vários dos editores de seus jornais para conversar sobre os destinos do negócio. Um deles perguntou o que é que mais lhe dava medo, o que fazia com que perdesse o sono. ‘Classificados eletrônicos’, respondeu Ridder.

 

Este mês houve o lançamento do Google Base, e o Google Base oferece classificados eletrônicos de graça. Então é isso? Acabou?

É difícil dizer. Acho que jornais ainda podem ser rentáveis, mas não nos níveis aos quais os proprietários estão acostumados. É um ramo habituado a margens entre 20% e 40% de lucro e vão ter que lidar com uns 6%. Não há como fazer esta transição sem muito sofrimento e crise. Eles estão numa situação difícil.

 

O que pode mantê-los vivos sem classificados?

Os classificados correspondem a 40% da renda com anúncios em jornais. E há outras maneiras de financiar. Uma delas seria cobrar mais dos leitores. De qualquer forma, a propaganda grande ainda é importante para os lojistas locais aqui nos EUA. Também há sinais de que os grandes anunciantes nacionais poderão voltar, conforme a audiência da televisão fica mais fragmentada.

 

A maior preocupação dos jornais no Brasil, hoje, é como atrair adolescentes e jovens de vinte e poucos. Eles recebem notícias pela Internet.

 

Isto também é verdade para os Estados Unidos. A maneira de os jornais lidarem com isso é desenvolver produtos online que lhes permitam manter sua influência com os jovens. E isto quer dizer conteúdo original, dirigido diretamente aos jovens, não apenas a reprodução do que é impresso.

Seu modelo de influência se presta a toda a indústria de informação, certo?

Certo.

 

Porque às vezes parece que os jornais serão um produto de nicho no futuro.

É bem possível. E talvez a maneira de aproveitar este modelo de influência seja produzir um híbrido que utilize o online para o noticiário e o impresso para uma análise mais cautelosa. Outro modelo seria usar o online para todas as funções jornalísticas e ter um impresso semanal que seja um resumo das notícias. Tem um produto impresso novo nos EUA chamado ‘The Week’, que traz um sumário bastante conciso das notícias nacionais e internacionais da semana. Ultimamente tenho me viciado nele, porque traz tudo o que perdi ao longo da semana.

 

O senhor lê jornais?

Sim. Assino três, um local, o ‘USAToday’ e o ‘Wall Street Journal’.

 

E usa a Internet?

Sim, claro, especialmente para acompanhar as notícias do dia que me interessam mais. Estou sempre encontrando sites interessantes.

 

A Internet conseguirá financiar grandes redações e a manutenção de um repórter numa pauta por meses a fio?

Algum modelo precisará ser encontrado porque a sociedade precisa disto. Se as empresas não conseguirem fazê-lo, então, ONGs o farão. E isso já está acontecendo aqui, posso citar duas organizações. Uma é o Centro por Políticas Eficazes e a outra o Centro pela Integridade Pública. Eles fazem reportagens investigativas. O Centro pela Integridade Pública foi fundado por um repórter de televisão que estava frustrado por conta de a empresa na qual trabalhava não permitir que investigasse o que ele considerava importante.

 

O cidadão comum sabe que jornalismo é importante?

Bem, de vez em quando, temos um momento dramático em que isto fica evidente. O melhor exemplo é Watergate. Agora há reportagens interessantes a respeito das origens a Guerra no Iraque....

 

Como o senhor vê blogs e o jornalismo amador online?

Eles são como os panfletários dos primeiros cem anos após a invenção da imprensa. O que aconteceu com aqueles que escreviam panfletos é que após um tempo se organizaram e formaram jornais. Acho que os blogueiros vão acabar montando algum tipo de organização hierárquica. Não sei que forma terá, mas potencialmente é ótimo. Eles terão que dar forma a algum tipo de instituição que possa ser responsabilizada pelo que publica...

 

O senhor arriscaria um prazo para que a Internet vire a principal fonte de informação?

Não, não, sou sempre um fracasso com essas previsões e constantemente me surpreendo com a velocidade de mudança.

 

Quando foi a última vez que o jornalismo mudou tanto?

Quando a imprensa foi inventada. Porque antes de Gutenberg, a maior audiência possível para uma notícia era a limitada pelo alcance da voz humana. A imprensa não apenas aumentou o tamanho da audiência como criou registros que podiam ser transportados de um canto para o outro.

Isto foi o que fez a Igreja perder seu poder.

 

A Reforma?

Sim, porque quando as pessoas começaram a ler a Bíblia por elas mesmas, deixaram de precisar da Igreja para interpretá-la. Então, aquela foi uma mudança extremamente profunda. É possível que as mudanças trazidas pela Internet venham a ser igualmente profundas, de maneira que não conseguimos ver ainda.

 

Já dá para ver isto?

Não ainda. A velocidade do tráfego de informação aumentou e tenho a impressão que isto vai acelerar mudanças sociais. Mas poderia já estar acontecendo e simplesmente estamos próximos demais para perceber...

 

Existe uma maneira antiga de fazer jornalismo que está morrendo e uma nova nascendo?

Sim. O velho jornalismo era dominado por um único jornal local e, mesmo no nível nacional, sempre foram alguns poucos jornais que não respondiam a ninguém. Com os blogueiros ou mesmo com outros usos da Internet, esta cobrança da qualidade da informação está vindo e forte. Isto será bom para o jornalismo, o padrão de qualidade vai ser mais exigente. Grande parte da imprensa está acostumada com o monopólio da informação e ficou arrogante. A nova mídia será muito mais humilde e mais disposta a aprender.

 

Este jornalismo do futuro será muito fragmentado, então.

Sim, este híbrido de jornais, televisão e rádio na Internet será fragmentado, mas imagino que terá algum tipo de um gerenciamento centralizado. E este gerenciamento será mais inteligente.

 

Mas ainda falta um modelo de sustentabilidade.

Estamos num momento de transição agora. O velho modelo econômico já não sustenta mais e um novo ainda não surgiu.

 

Este artigo do jornalista Pedro Dória foi publicado no site No Mínimo (www.nominimo.com.br) e no site http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigo, onde pode ser lido na íntegra.

O DESAPARECIMENTO DOS JORNAIS

 

The Vanishing Newspaper (O desaparecimento dos jornais), da Editora Contexto, é um livro que afirma que os donos de jornais foram demasiado lentos na constatação de que o modelo tradicional de fluxo das idéias mudou radicalmente já antes da virada do século. Agora, as idéias do público passaram a ser tão ou mais importantes do que as do dono do jornal e da elite política do país.

 

O autor Phillip Meyer, que é um ícone do jornalismo na academia norte-americana e atualmente trabalha como pesquisador e professor da University of North Carolina, faz um diagnóstico cruel da mídia de seu país. Ele afirma que crise dos jornais norte-americanos é conseqüência direta da queda de qualidade do jornalismo que praticam, o que gera um número crescente de erros de cobertura, que por sua vez minam a credibilidade e, sem ela, a lucratividade cai, ameaçando a sobrevivência da imprensa escrita.

 

As novas mídias permitem um acesso muito mais rápido e barato ao leitor. Não é preciso imprimir, não é preciso maquinário caro. Não é preciso ser empresário. Assim como não é preciso ser jornalista para transmitir notícias. Estamos na era da informação, época em que qualquer tema, qualquer mesmo, pode ser encontrado facilmente na rede em dezenas, centenas, milhares de páginas. Todos podem informar. Verdade e Justiça determinaram a sobrevivência dos melhores órgãos de imprensa no passado.

 

Philip Meyer ressalta que, se o mercado for eficiente, produtos editoriais melhores e prestação de serviços à comunidade são formas de agregar valor a uma empresa jornalística. E garante: "o jornalismo de qualidade é um bom negócio". E demonstra por pesquisas que a relação jornalismo de qualidade e sucesso empresarial acarreta credibilidade.

 

OS JORNAIS PODEM DESAPARECER? de Philip Meyer, Editora Contexto tem 272 páginas e custa R$ 43,00

 

PROSTITUTAS DA ÍNDIA EDITAM JORNAL

DIEGO A. AGÚNDEZ

 

Desafiando a marginalização do bairro vermelho de Mumbai, um grupo de antigas prostitutas se reúne toda semana num bordel para discutir a pauta de um jornal por meio do qual expõem as suas idéias, o Red Light Despatch.

 

A publicação surgiu há seis meses no bairro de Kamathiputra, um dos centros da vida noturna da capital financeira da Índia, com o objetivo de "proporcionar uma plataforma de expressão às prostitutas", disse o editor Anurag Chaturvedi. O jornal contabiliza mil exemplares de tiragem por edição.

 

"O Red Light é a voz de quem não tem voz e das mulheres sem identidade, pois ninguém discute os sonhos, as agonias ou as nostalgias das prostitutas. Portanto, buscamos articular sua memória e nostalgia, frustradas pela violência e pela pobreza", afirma Chaturvedi.

 

O Red Light tem oito páginas, não contém fotos, nem é colorido, mas é editado em inglês, híndi e bengali, e já ultrapassou as fronteiras do bairro de Kamathiputra...... Nele há espaço para testemunhos e histórias pessoais, poemas, notícias de saúde e direitos humanos, mas também para textos mais reflexivos, como o escrito pela vencedora do prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi e que foi publicado recentemente.

 

Apesar do bom conteúdo, a maior contribuição do modesto periódico está em sua capacidade de mostrar as histórias do dia a dia das prostitutas, a quem o Governo indiano sequer reconhece a cidadania, diz Chaturvedi.

 

As "jornalistas" do Red Light se reúnem toda semana num bordel com tapetes vermelhos no bairro de Kamathiputra, marcado por velhos edifícios nos quais as prostitutas, vestidas com "saris" ou com roupas ocidentais bem apertadas, trabalham para "ganhar a vida".

 

Com o apoio da ONG Apne Aap, que luta pelos direitos da mulher, as prostitutas, reunidas em sua pequena redação de Kamathiputra, lutam com as teclas - elas não sabem ler e precisam de ajuda - com um objetivo comum: evitar que outras mulheres caiam na mesma armadilha em que elas caíram.

 

"É necessário conscientizar as mulheres, entre quem cai sem querer nas redes que as tiram de seus povoados com promessas de trabalho, e depois as jogam neste comércio", declarou a coordenadora do grupo, Rupa Metgudd, que também passou por estas experiências.

 

Na Índia, que tem mais de dois milhões de profissionais do sexo, a prostituição é considerada legal e, apesar de ser um tabu, existe até uma tribo, a Bedia, na qual a prática do sexo por dinheiro é aceita como algo natural para a mulher.

 

No entanto, na maior parte dos casos a rua é o último recurso das moças.

Estas mulheres, na maior parte pobres e de pequenas localidades, podem ter sido vítimas de um "seqüestro" após chegarem aos grandes centros, nos quais atuam grandes redes de prostituição.

 

Fonte: Agencia EFE

 

LEITURAS RECOMENDADAS

 

 

VIDA EM EQUILÍBRIO

Tudo no universo funciona em perfeito equilíbrio. Por que, então, está tão presente a sensação de inconstância quando o assunto é ser verdadeiro consigo mesmo? A resposta é que muitas vezes permitimos que hábitos e pensamentos arraigados impeçam a realização de nossos desejos.

 

Em Vida em equilíbrio, Dr. Wayne W. Dyer nos explica como entrar em equilíbrio tem pouco a ver com uma mudança radical de comportamento. O autor diz ainda que, ao contrário do que se pensa, entrar em equilíbrio significa, muitas vezes, apenas rever e ajustar os pensamentos. Uma melhora nos hábitos para balancear desejos e o modo como se conduz o dia-a-dia.

 

Carinhosamente chamado de “pai da motivação” por seus fãs, Wayne W. Dyer é um dos escritores mais lidos e reconhecidos internacionalmente. Doutor em aconselhamento educacional pela Wayne State University, publicou diversos livros no Brasil, onde sua obra tem grande repercussão. Criado em orfanatos e lares adotivos, Dr. Dyer superou muitos obstáculos para transformar seus sonhos em realidade. Atualmente , dedica boa parte de seu tempo ensinando outras pessoas a fazer o mesmo.

 

VIDA EM EQUILÍBRIO(Being in Balance) de Dr. Wayne W. Dyer, tradução de Christina Menezes, Editora Nova Era,tem 192 páginas e custa R$19,90

 

SEU DESEJO É UMA ORDEM

Não há quem não conheça alguém que sempre reclama do emprego, outro que sempre está doente ou um amigo que nunca consegue se livrar das dívidas. Muitas vezes nós mesmos nos encontramos nessas situações. No entanto, os obstáculos que se colocam entre nós e a felicidade só existem porque queremos. Isso é o que afirmam os escritores Edgar Andrade e Márcia Rodrigues, autores do livro Seu Desejo é uma Ordem, lançamento do mês de agosto da Editora Gente.

 

No livro, eles demonstram que a lei da atração funciona para qualquer pessoa, seja ele rico, pobre, otimista, pessimista, religioso ou ateu. A lei da atração consiste de "pensar para atrair", ou seja, tudo aquilo em que pensarmos o universo nos dará. "A proposta deste livro é ensinar as pessoas a usar a lei da atração sempre a seu favor para realizar todos os seus sonhos", afirma Edgar, que é terapeuta holístico, trabalha com Programação Neurolingüística, Florais e Feng Shui.

 

O livro apresenta dicas de como sair de ciladas, ressaltando a importância de definir as metas pessoais, visualizar mentalmente os desejos, fazer o pedido corretamente e pensar de modo positivo. "O fundamental, quando você usa a lei da atração, é acreditar no seu poder de moldar a sua vida em um padrão melhor, um padrão que você deseja de verdade", ressalta

 

Márcia, que também é terapeuta holística, colunista dos sites Somos todos um, Esotérika, Portal Sérgio Calcki, Universo de Luz e da revista Qualidade de Vida. .