O HOMEM E O MEIO AMBIENTE:
AGRESSOR OU VÍTIMA?
Os riscos estão em toda parte. Podem aparecer tanto
na forma de processos naturais (terremotos, tsunamis, ciclones,
alterações climáticas etc.) ou por conseqüências
das atividades humanas (poluição, erosão,
desertificação, aquecimento global, explosão,
incêndio).
Há riscos econômicos, geopolíticos,
sociais, como a violência urbana. Em geral os fatores
de riscos interagem e alguns pertencem simultaneamente a
várias categorias e podem atingir tanto países
pobres quanto ricos.
O risco, porém, não é o acontecimento
catastrófico propriamente dito e sim a percepção
de uma potencialidade de crise, de acidente ou de catástrofe,
Assim, a gestão dos riscos – ou seja, como prevenir
e minimizar suas conseqüências – adquire
uma enorme importância em todo o globo.
Para ilustrar os perigos que rondam o século XXI,
a Editora Contexto acaba de lançar Os riscos – o
homem como agressor e vítima do meio ambiente, organizado
pela geógrafa francesa Yvette Veyret.
Com abordagem global, que integra aspectos jurídicos,
sociológicos, econômicos, históricos
e das ciências, a obra é um estudo aprofundado
e atual da noção de risco, sua representação,
atores e relações com o espaço, das
práticas de gestão e organização
do território às operações pós-catástrofe
e reconstrução.
A primeira parte do livro define riscos, tipos de riscos
e conceitos como crise, alvo e vulnerabilidade. A segunda
enfoca países
em desenvolvimento. Mostra,
por exemplo, a insegurança alimentar na África
e o perigo da urbanização rápida em grandes
cidades da América Latina.
Atualmente 15 das 22 metrópoles com mais de 8 milhões
de habitantes ficam em países
em desenvolvimento. Tal situação é acompanhada,
em muitos casos, por um número insuficiente de equipamentos
coletivos e pela multiplicação de favelas.
Essas imensas concentrações urbanas explicam
por que a vulnerabilidade desses países é superior
a dos países ricos e por que os perigos industriais
provocam perdas consideráveis para as populações
e economias frágeis.
Enquanto uma grande tempestade costuma causar apenas prejuízos
matérias na costa da Flórida, por exemplo,
na América Central e nas Antilhas ela pode ser responsável
pela morte de centenas de pessoas.
Os freios a uma gestão eficaz dos riscos nessas
regiões permanecem numerosos; são os mesmos
que se opõem ao desenvolvimento. São, notadamente,
o insuficiente conhecimento da do risco, tanto pelas autoridades
quanto pela população, o estatuto da terra,
as coerções financeiras e o funcionamento do
Estado.
A terceira parte analisa os riscos na Europa, Japão
e Estados Unidos. A última trata especificamente dos
riscos econômicos e sociais.
Os riscos
O homem como agressor e vítima do meio ambiente, uma leitura importante para ambientalistas, geógrafos, técnicos,
fiscais, representantes da sociedade civil e políticos,
leva-nos a dezenas de reflexões. Dos problemas naturais,
industriais, econômicos/sociais, alimentares, e sanitários,
encontrados em muitas dessas nações são
indicadores de um desenvolvimento desigual e constituem,
a esse título, uma grade de leitura particularmente útil
para questionar a ação política em termos
de gestão e de prevenção e dos comportamentos
individuais.
O livro foi organizado por Yvette Veyret, uma das maiores
autoridades mundiais sobre riscos, é professora
de Geografia da Universidade de Paris X, Nanterre. Presidente
do Comitê Nacional Francês de Geografia e autora
de diversas publicações, entre elas Geographic
des risques naturels en France (2004), Geoenvironnement
(2004), Geographie physique: milieux et environnement dans
le systeme terre (com J.-P. Vigneau, 2002) e L’homme
et l’environnement (com P. Pech, 1993).
Os riscos – o
homem como agressor e vítima do meio ambiente, organizado
por Yvette Veyret, tem 320 páginas e custa R$ 49,00
VOCÊ PODE AJUDAR A INTERROMPER O AQUECIMENTO GLOBAL
Aqui
estão 10 medidas simples que você pode adotar
para reduzir a emissão de dióxido de carbono:
1. Troque
suas lÂmpadas. Trocando uma lâmpada incandescente
normal por uma fluorescente compacta, você
reduzirá a emissão de dióxido de carbono
em 68 kg por ano.
2. Dirija
menos. Ande a pé, de bicicleta, reveze carona
ou use o transporte coletivo mais vezes. Você
reduzirá em 283g sua emissão de dióxido
de carbono para cada quilômetro que não dirigir.
3. Recicle
mais. Você
pode reduzir sua emissão em mais de 1 tonelada por
ano, se reciclar metade do lixo produzido em sua casa.
4. Cheque
seus pneus. Manter seus pneus calibrados pode reduzir
seu gasto com combustível em mais de 3%. Cada litro
de gasolina economizado reduz em
2,39 kg a emissão de dióxido
de carbono na atmosfera.
5. Use menos
Água quente. É
necessária muita energia para aquecer água. Use um chuveiro
de baixo fluxo (redução de 158 kg de CO2 por ano) e lave sua roupa com água fria
ou morna (redução de 226 kg por ano).
6. Evite produtos muito embalados.
Você pode reduzir sua emissão de dióxido
de carbono em 544 kg por ano se eliminar 10% de seu lixo.
7. Ajuste
o seu termostato. Diminua seu termostato em 2º graus
no inverno e aumente 2º graus no verão. Com esse
simples ajuste, você pode reduzir a emissão de
dióxido de carbono em quase 1 tonelada por ano.
8. Plante
uma Árvore. Uma única árvore irá absorver
1 tonelada de dióxido de carbono durante sua vida.
9. Desligue
os aparelhos eletrÔnicos. Desligando sua televisão,
aparelho de DVD, aparelho de som e computador enquanto não
os estiver usando, você reduzirá sua emissão
de dióxido de carbono em milhares de quilos por ano.
10. Divulgue
essa idéia. Indique "An Unconvenient Truth" ("Uma
Verdade Inconveniente") aos seus amigos.
Fonte: http://www.itau.com.br/socioambiental/
BANHO
GELADO EM DOENTE:
TRATANDO
AS CONSEQÜÊNCIAS COMO CAUSAS
JOÃO
LUIS DE FREITAS VALLE
Quando o vice-presidente Al Gore
ganhou o Oscar 2007 de melhor documentário pelo seu "Uma
Verdade Inconveniente", fiquei por um lado muito feliz
de ver que a ecologia e mais especificadamente o efeito estufa
está finalmente na crista da onda e atualmente no
centro das preocupações mundiais, sendo ovacionado
até por Hollywood.
Porém ao mesmo tempo tenho
aquela estranha sensação de que estamos literalmente
invertendo os pés pelas mãos, ou melhor, dando
banho gelado em doente para baixar sua febre sem nos preocuparmos
com as reais causas.
Outro indício preocupante
foi o anúncio que o milionário Inglês
Sir Richard Branson fez no dia 09 de fevereiro de 2007, oferecendo
US$25 milhões para quem "criasse uma fórmula"
para eliminação dos gases do efeito estufa.
O grande problema do ser humano neste globalizado e poluído
século 21 é
continuar acreditando que a tecnologia e a ciência irão
nos salvar e redimir... Como bem comentou Jared Diamond em seu
livro "Colapso", quando o automóvel apareceu,
as pessoas saldaram a invenção como extremamente
benéfica, pois iria retirar os excrementos de mulas e
cavalos das cidades.
Realmente, os excrementos saíram
para a entrada do efeito estufa... E caso inventemos uma
nova energia mais limpa no quesito gases de efeito estufa,
com certeza esta terá outra forma de resíduo.
O fato é que cada coisa que utilizamos no nosso dia a
dia, desde o celular, até
uma mera refeição consome recursos e gera resíduos.
Este impacto pode ser mais ou menos maléfico ao meio ambiente
de acordo com o volume de insumos consumidos e o grau de poluição
dos subprodutos resultantes.
Mas sempre existirão impactos
em qualquer tipo de consumo, seja humano ou não. Apelar
a soluções pontuais para resolver esta equação é simplesmente
trocar o problema e ignorar o fato fundamental de que, independente
da natureza de consumo, a quantidade de seres humanos consumindo
no volume atual tornará a vida na terra para todos
os seres algo inviável no longo prazo.
PopulaÇÃo
e Consumo
A população humana cresceu mais de 650 % desde
o início do século 19, fato sem precedentes na
história humana. Porém o mais incrível é que
o primeiro bilhão foi atingido somente por volta de 1800.
Ou seja, levamos em torno de 400.000 anos (data estimada para
o aparecimento do Homo Sapiens) para atingirmos um bilhão
de indivíduos.
Porém somente 200 para sextuplicar
este número. A previsão é que por volta
do ano de 2050 a população cresça 50%, indo para 9 bilhões
de pessoas.
Este aumento populacional somado a um maior poder de consumo,
fez com que espoliássemos a natureza, poluindo rios
e mares e devastando o nosso meio ambiente, a ponto de pormos
a terra em estado de colapso.
Não quero dizer com isso
que devemos voltar a utilizar charretes e lampiões.
O que afirmo é que não dá para mantermos
o nível de consumo de recursos que temos atualmente
com 6, 7 ou 8 bilhões de pessoas. Cedo ou tarde teremos
que fazer a difícil escolha entre diminuir a população
ou nosso padrão de vida, com tudo que isto representa.
Como agravante, existe o fato de que este consumo desenfreado
não está sendo igualmente distribuído entre
os países. O nível e a qualidade do consumo dos
países de primeiro mundo são muito maiores do que
os países em desenvolvimento.
De acordo com o site www.footprintnetwork.org, que mede
as "pegadas" de consumo do ser humano, (montante
de espaço de terra e
água que o ser humano necessita para sustentar seu consumo),
diz que estamos consumindo recursos 23% mais rapidamente do que
a capacidade de regeneração da natureza. Isto significa
um déficit mundial de 0,5 alqueire por habitante.
Porém se analisamos este índice
em países desenvolvidos vemos que seu déficit é de
inacreditáveis 3,1 alqueires por habitante, em comparação
de um superávit de 0,1 alqueires no restante do planeta...
Isto significa que, apesar deter a minoria da população
mundial, os países com maior desenvolvimento são
aqueles que mais consomem.
Estes fatos nos mostram duas estórias. A primeira é que
está ocorrendo atualmente uma das maiores, senão
a maior injustiça de todos os tempos, onde um pequeno
grupo de países está usurpando o direito dos demais
a um mundo limpo, preservado e despoluído.
A segunda é que este excesso
de consumo bloqueará o acesso dos países em
desenvolvimento ao primeiro mundo. E isto é algo único
na história. Sempre existiram os atores principais
e coadjuvantes na história mundial.
Porém quem não era
ou estava plenamente desenvolvido tinha a esperança
de algum dia sê-lo, pois tinha pelo menos uma poupança,
seus recursos naturais, para isso.
Agora a coisa está mudando
de figura. Paises pobres estão espoliando seus recursos
naturais de forma a garantir a própria sobrevivência
e o privilégio de consumo dos países desenvolvidos.
Com isso eles estão cavando a própria cova,
pois em pouco tempo não terão como fomentar
o próprio crescimento.
O que percebemos é que até meados do século
XIX, as sociedades humanas, apesar do seu avanço social
e tecnológico, eram afetadas pelo meio ambiente da mesma
forma que as demais espécies animais e vegetais. Competição
por recursos, doenças, guerras e variações
no clima e meio ambiente, moldavam um equilíbrio dinâmico
desta população.
A grande diferença é que
a partir do século XIX, por conta de uma evolução
tecnológica e sanitária impressionantes, conseguimos
desequilibrar a relação entre nascimentos e
mortes. Viver com menor ameaça do meio ambiente fez
a população humana explodir.
Um grande esforço para poupar
o homem de todo e qualquer sofrimento físico durante
sua vida não é
contrabalançado por uma racionalização no
consumo de recursos e controle populacional. Estes pontos continuam
tão livres e sem controle quanto no restante do reino
animal e vegetal. Ou seja nos reproduzimos e consumimos de forma
similar às girafas ou macacos...
Para evitarmos um colapso ambiental, não basta pensar
somente em substituição de matrizes energéticas
ou soluções mágicas, como bombeamento de
CO2 ou neutralização do carbono. O máximo
que estas atitudes poderão fazer será
aliviar momentaneamente uma pressão localizada, nem que
esta seja o nosso sentimento de culpa...
Dar esmolas para o meio ambiente
não resolverá o problema. Temos que reequilibrar
o balanceamento de consumo e população frente
ao estoque potencial ambiental.
A SoluÇÃo
Se existe uma solução onde eu colocaria as minhas
fichas seria pela redução do consumo de recursos
através do controle da natalidade. Ou seja, Se conseguirmos
achar uma forma de adequar a população mundial
e seu consumo à real disponibilidade de recursos, conseguiremos
não só desacelerar, como possivelmente reverter
o processo de devastação atual.
Um dos mecanismos pelos quais poderemos fazer isso será efetuando
o controle populacional de forma ponderada. Isto é, reduzir
o número de pessoas levando em conta o grau de consumo
real daquela população.
Por exemplo, se fizermos um planejamento
populacional contando com uma redução global
de 10%, ponderaremos este percentual de forma que países
que consumam mais recursos tenham uma redução
populacional proporcionalmente maior. Desta forma, países
como os EUA ou Singapura teriam que reduzir sua população
percentualmente muito mais que as ilhas Fiji ...
Esta solução possui os seguintes benefícios
:
· Ataca o problema onde este se origina. Vemos atualmente
o quão quixotesco é
tentar brecar totalmente a devastação na Amazônia
enquanto o preço da soja está
em alta ou quando ocorre um crescimento desenfreado da demanda
por carne na China.
· Inibe o consumo nos países desenvolvidos através
da redução da natalidade, sem a imposição
de alteração nos hábitos de consumo da população
destes países.
· Diminui a exploração de recursos naturais
nos países em desenvolvimento através da redução
de demanda por estes insumos pelos países desenvolvidos
e através da redução de consumo destes recursos.
· O impacto na economia mundial, apesar de provável,
será muito menor do que irá ocorrer caso o processo
de devastação continue desenfreado. Principalmente
porque governos, iniciativa privada e a população
em geral teriam tempo para se adequar à nova realidade.
· É uma solução extremamente flexível
e abrangente. Pode ser aplicada tanto globalmente, como exposto
no exemplo acima, como regionalmente (pense no caso da
cidade de São Paulo em relação ao estado
ou no caso de um bairro em relação à cidade).
Algumas pessoas me alertaram sobre a impossibilidade de implementação
de um plano ambicioso como este. Não que eu ache fácil
a alteração de modelos e culturas às vezes
milenares. Vemos o quão difícil é mudar
conceitos e paradigmas em empresas com poucos anos de existência.
Em países, cada um com sua cultura, religião e
expectativa econômica o trabalho será com certeza
muito difícil.
Por outro lado penso que as alternativas atuais a esta solução
serão de mais difícil implementação.
Senão vejamos: Será que jogando o nosso lixo para
baixo do tapete, como pregam aqueles que desejam injetar o CO2
no subsolo seria uma solução viável e eticamente
responsável?
Será que conseguiremos nos
próximos cem anos anular as conseqüências
do efeito estufa? Virando vegetarianos conseguiremos inibir
a propagação do gás metano pelos bovinos? Conseguiremos
nos próximos trinta anos trocar totalmente a nossa
matriz energética baseada em combustíveis fosseis?
A solução proposta consegue com pouco esforço
reduzir 50% do consumo mundial em cinqüenta anos. É a
redução ponderada da população por
controle da natalidade em 1% ou 67 milhões de pessoas
ao ano. Se você acha que isso é muito, pense que
anualmente morrem de fome cerca de 30 milhões de pessoas
na terra...
João Luis de Freitas Valle é economista, consultor
de empresas, fotógrafo e ecologista atuante vinculado à ONG
Roots & Shoots.
ÉTICA
E RESPONSABILIDADE SOCIAL
Jorge Carlos Machado Curi
Recentemente vários relatos
de trabalhos científicos divulgados pela mídia
causaram impacto, alguns até
repercutindo mundialmente. É o caso, por exemplo, das
constatações do incrível malefício
que o efeito estufa causa ao planeta, complicações
muito mais contundentes e rápidas do que se imaginava
há algum tempo.
Até os Estados Unidos, extremamente
resistentes a essas evidências, passaram a respeitá-las
devido aos riscos de produtos poluentes, como os derivados
do petróleo.
De repente o governo brasileiro
adotou como referência o pioneiro programa com o etanol,
a despeito de pouco investir nele nos últimos anos.
Seja como for, é fundamental buscar outras fontes
alternativas, como os biocombustíveis.
A constatação geral,
em todo o planeta, é a de que ultrapassamos os limites
do bom senso. Fomos irresponsáveis com a natureza
e podemos comprometer o futuro dos nossos filhos e das próximas
gerações. Agora, aliás, imediatamente,
precisamos correr atrás do prejuízo e que Deus
nos ajude!
O problema é que ainda há muitos
países que preferem ignorar as evidências, e
não abrem mão da voracidade para manter um
aparente e fulgaz progresso. Que ética é essa?
Que governantes são esses?
Hoje as coisas acontecem rápido
demais. Não podemos hesitar sob o risco de perder
o tempo das ações essenciais, e de o prejuízo
ser irreparável. Infelizmente estamos recebendo a
conta da falta de visão e dos atos incoerentes na área
social, na educação, saúde, saneamento,
habitação...
Não priorizar os investimentos
nessas áreas é cruel. Dá no que deu. É notória
nossa fragilidade enquanto sociedade: desemprego, violência
incontrolável, epidemia de dengue, desempenho pífio
de nossos estudantes e por aí segue. É lógico
que houve ações importantes e temos algumas
lideranças comprometidas com a cidadania, mas é necessário
uma verdadeira revolução para construir uma
nação de verdade.
É essencial registrar que
na saúde essas ações devem ser inteligentes,
acompanhando par e passo os resultados, avaliando os hábitos
da população para fugir de algumas epidemias
recentes, como a obesidade, neoplasias de mama, hepatite
C, traumas e outras.
Temos encontrado resistências
graves à saúde, como a não regulamentação
da Emenda 29 para um financiamento melhor. São inúmeros
os problemas: falta de investimento evidente em recursos
humanos, a contínua abertura de faculdades de medicina
e outras faculdades sem qualidade, a falta de um plano de
cargo, carreira e salários para os médicos
e funcionários de saúde, a falta de um rol
atualizado de procedimentos médicos e a falta de uma
contratualização adequada com os planos de
saúde.
Enfim, muito ainda temos de caminhar
para estabelecer equilíbrio e dias mais alvissareiros
para o setor de saúde e todos os seus agentes, especialmente
para os pacientes.
Finalizo essa pensata com um registro
positivo. Hoje, vemos com grande simpatia certas parcerias
que estamos firmando nos âmbitos federal, estadual
e municipal. Esperamos, por intermédio delas, fazer
com mais rapidez a nossa tarefa de casa, contribuindo para
ter um país de melhor índice de desenvolvimento
humano, com resultados palpáveis para a população
e com mais justiça e ética.
Jorge Carlos Machado Curi, presidente
da Associação Paulista de Medicina
GRATUIDADE PARA IDOSOS NO RIO
Por determinação do governador Sérgio
Cabral, o Detro (Departamento de Transportes Rodoviários)
está implantando novas regras para garantir o direito à gratuidade
no transporte intermunicipal às pessoas com idade
igual ou superior a 65 anos em todo o estado.
Com estas medidas, 10% dos assentos em ônibus e microônibus
deverão ser reservados e identificados com a frase "reservado
preferencialmente aos idosos".
- Este direito é assegurado
pela Constituição Federal e não podemos
deixar que os idosos em nosso estado continuem a ser desrespeitados
no seu dia-a-dia e impedidos de ter acesso gratuito ao transporte
público - afirmou o governador Sérgio Cabral.
Pela Portaria que estava em vigor,
publicada no último ano do governo Rosinha Garotinho,
os idosos moradores do interior não tinham direito à gratuidade
em suas viagens, somente os passageiros da Região
Metropolitana.
- Em diversas cidades, principalmente
fora da Região Metropolitana, é grande a existência
do transporte intermunicipal com características de
transporte urbano. Em muitos desses casos, moradores de um
município de menor porte costumam resolver seus problemas
diários numa cidade vizinha com centro de serviços
mais desenvolvido. Esses deslocamentos correspondem às
características de um trajeto urbano e devem, por
isso, ser regulamentados como tal. Não podemos prejudicar
mais estes usuários como vinha acontecendo - explicou
Rogério Onofre.
De acordo com a nova portaria, os
idosos têm direito à gratuidade nos veiculos
que operam o serviço convencional ou em microônibus,
quando estes estiverem incorporados às frotas das
empresas que servem a linhas com características urbanas
(tarifa SA).
Nos casos em que conste do quadro
de horários do serviço convencional um intervalo
entre viagens superior a três horas, a gratuidade deve
ser estendida também aos veículos dos tipos
seletivo e especial.
Na Região Metropolitana,
a gratuidade está garantida também nos ônibus
não convencionais quando o trajeto só seja
atendido pelos serviços seletivo ou especial. Nos
municípios do Interior, o transporte gratuito em linhas
não convencionais obedecerá ao limite de duas
vagas por viagem e será restrito à distância
máxima de até
75 quilômetros.
A gratuidade nas viagens inter-regionais
sem restrição de quilometragem e em ônibus
não convencionais estará garantida nos casos
em que as empresas só disponibilizarem este tipo de
veículos no trajeto.
O presidente do Detro lembrou que
a concessão da gratuidade ao idoso nos transportes
públicos por ser Lei federal, prevê punição
para os casos de seu descumprimento.
- No âmbito do Detro vamos
cobrar a concessão deste benefício a quem tem
direito. Para tanto, criamos a Brigada de Idosos, atuando
e apreendendo infratores. Damos, agora, mais um passo para
assegurar o cumprimento da Lei e continuaremos rigorosos
na fiscalização. Nos casos, por exemplo, em
que ficar comprovado que a ordem para a negação
da gratuidade partiu do proprietário da empresa, além
do motorista ele também será
punido. É bom todos ficarem atentos, pois a penalidade
prevista para este caso vai da multa à prisão -
avisou Rogério Onofre.
Fonte:http://correiodobrasil.cidadeinternet.com.br/noticia.asp?c=120509
USUÁRIOS
DE PLANOS DE SAÚDE
SERÃO
BENEFICIADOS COM NOVA LEI
Os usuários de
planos de saúde em todo o Brasil serão beneficiados
com a aprovação ocorrida dia 31 de maio passado
na Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que regulamenta
os valores a serem pagos pelas operadoras e planos de saúde
aos profissionais da
área médica.
"Foi uma grande
vitória da população e, também,
dos médicos", destacou presidente do Sindicato
dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes.
O projeto de lei 3466/04, do deputado Inocêncio Oliveira,
foi aprovado por unanimidade.
Ele cria o Rol de Procedimentos
e Serviços Médicos (RPSM), vinculando à Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos
(CBHPM). O documento vai disciplinar as negociações
entre as operadoras de planos de saúde, médicos
e empresas prestadoras de serviços de saúde
quanto aos preços a serem praticados.
O rol (que será elaborado pela Agência Nacional
de Saúde) deverá ser editado até 31 de março
de cada ano, depois de negociação entre os envolvidos,
tomando como referência a CBHPM. A aprovação
do projeto de lei. "É um marco histórico no
sentido de coibir as operadoras e planos de saúde em geral
de fugir das responsabilidades e de suas obrigações
contratuais formais de não autorizarem procedimentos",
avalia.
Segundo Carvalhaes, com a lista renovada a cada ano, os planos
de saúde serão obrigados a fazer o atendimento,
o que proporcionará tranqüilidade e respeito aos
usuários e aos médicos.
Uma nova audiência,
entre o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e
representantes das entidades médicas serão
discutidos assuntos como o piso nacional da categoria, regulamentação
da abertura das faculdades de medicina e a lei do ato médico.
PARTICIPEM
Na última edição falamos da campanha contra a CPMF,
abaixo tem o link do site XO CPMF, repleto de informações
e com abaixo-assinado para você
participar: http://www.xocpmf.com.br
A
VOZ DO USUÁRIO
Informo a todos vocês, que
os idosos que usam o banheiro do sub-solo do Edf. Central/Rio
de Janeiro, entrada pela Av. Rio Branco ou Largo da Carioca,
vem sendo tratado como verdadeiros cachorro.
Presenciei uma pessoa idosa fazendo
xixi nas calças, porque não tinha a quantia
de R$1,50 para pagar a sua entrada no mesmo, então
foi barrado.
Eles não estão obedecendo
e cumprindo Lei de determina acesso livre aos idosos. Procurei
a administração do Condominio, e o mesmo me
informou que não poderia tomar nenhuma providência,
já que se tratava de um banheiro particular. Um verdadeiro
abuso.
Depois de muita insistência,
consegui o telefone de duas pessoas que falaram que eram
os donos, mas não consegui falar hora nenhuma. Fiquei
mais revoltado ainda, quando fui ao mesmo banheiro, com meu
tio, que já tem idade avançada, mesmo ele mostrando
a sua documentação também foi barrado.
Informamos que tomariamos as providências, e a atendente
ficou rindo para nós.
Portanto, solicitamos por gentileza,
atitudes perante a esse banheiro, já que vocês
também cuidam dos idosos, e provavelmente tenham acesso
a órgãos competentes para o assunto..... Jorge
Luiz Dionisio
O Idade Maior entrou
em contato com o Ligue Idoso para falar sobre esta denuncia.
Foi nos dito que banheiros publicos particulares podem cobrar.
No entanto, daremos sugestao ao Conselho Nacional dos Idosos
de liberar este custo dos idosos.
ONDE SE PODE DENUNCIAR
OU ESCLARECER DUVIDAS:
Ligue Idoso (0/xx/21) 2299-5700, da secretaria de Ação Social do Rio de Janeiro, que recebe denúncias de maus-tratos e orientações
em geral das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira
FAÇA
VALER SEUS DIREITOS
Expurgos
da PoupanÇa:
saiba
como recuperar as perdas
Publicamos na última edição
sobre o fim do prazo para que os titulares de cadernetas
de poupança antigas pedissem na Justiça a devolução
das perdas causadas pelo Plano Bresser, poupanca nos
períodos de junho a julho de 1987.
Entretanto, as perdas da poupança não
se resumem aos 8,04% expurgados no Plano Bresser. Ocorreram expurgos
importantes também no Plano
Verão, em 1989 (20,36%) e
durante o Plano
Collor, em 1990 (44,80% + 2,49%).
E saibam que para pleitear essas diferenças dos Planos
Verão e Collor, o prazo só termina a partir
de 2009.
Portanto, os poupadores que possuíam dinheiro depositado
em Cadernetas de Poupança durante janeiro a fevereiro
de 1989 (Plano Verão) e abril a junho de 1990 (Plano
Collor) podem saber mais sobre as perdas, o interessado deve
acessar o seguinte endereço:
http://www.jurisway.org.br/v2/reflexo.asp?pagina=1&idarea=28&idmodelo=7936
PREVIDÊNCIA
Cerca
de 36% da população que trabalha, com 16 a 59
anos, está fora do regime de previdência social,
de acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da
Previdência.
Esses 28,8 milhões de brasileiros têm, em sua
maioria, entre 30 e 40 anos. Recebem de um a dois salários
mínimos e trabalham no setor de serviços, comércio
ou trabalho doméstico. Não têm nenhuma
garantia de ter alguma renda quando não tiverem mais
idade trabalhar.
ATUALIZAÇÃO DOS CADASTROS
A atualização
dos cadastros dos beneficiários da Previdência
Social permitiu uma economia anual de R$ 368,892 milhões
aos cofres públicos. Ja encerrado, o Censo Previdenciário
reviu os dados de 17,196 milhões de pessoas desde
novembro de 2005.
O trabalho permitiu
o cancelamento de 65,3 mil benefícios irregulares
e a confirmação da legitimidade de 16,426 milhões.
De acordo com o Ministério da Previdência, 433,3
mil benefícios foram cancelados por razões
não relacionadas ao Censo - por exemplo, a morte do
beneficiário.
O ministério
informou ainda que o pagamento de 271,8 mil benefícios
será bloqueado a partir de junho por causa da omissão
no Censo. Caso os beneficiários não se apresentem
para confirmar seus dados ao Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) até agosto, perderão o direito
aos benefícios.
Esse pente-fino nos
dados cadastrais da Previdência teve os objetivos de
eliminar pagamentos indevidos de benefícios e de permitir
o cruzamento das informações com outros cadastros
do governo federal.
As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
O BAQUE DA PREVIDÊNCIA
PRIVADA NA ARGENTINA
PAULO
MENTE
Dos países do Cone Sul, a Argentina foi o que demorou mais tempo,
no passado, para implementar reformas em sua previdência
social, embora tivesse sido um dos primeiros a sentir o impacto
das mutações demográficas, com mais
de 11% da população acima dos 65 anos de idade.
Há mais de trinta anos, os argentinos já presenciavam
uma população expressiva de beneficiários,
precocemente aposentados, a reclamar dos constantes rebaixamentos
em seus proventos, desvalorizados seguidamente por níveis
inflacionários insuportáveis.
Os ajustes nos gastos do Estado com a seguridade social determinavam
seguidos achatamentos, fazendo com que os idosos, antes bem
situados pelos bons rendimentos de suas atividades, passassem
a viver à deriva. Boa parte dessas aposentadorias
precoces, alvos primários dos ajustes das contas públicas,
tinha sua origem no funcionalismo público.
A experiência chilena do General Pinochet, que radicalmente substituiu
a previdência estatal por um regime meramente privado,
fez eco em todo o continente, despertando interesse de outros
governos e de defensores do neoliberalismo, que viram ali
uma boa oportunidade para que outros Estados pudessem de
desincumbir dos idosos.
Ora, no pensamento desses estudiosos – nunca passaram da teoria à
prática -, pessoas são interessantes enquanto produtivas,
enquanto geradores de renda para a sociedade. Segundo eles, não
cabe à sociedade, senão a cada um, a responsabilidade
pelo sustento de suas respectivas velhices, contrapondo-se ao
mutualismo geracional dos regimes de repartição
sempre presentes nos seguros sociais.
Os extremos são sempre perigosos. Da mesma forma que o “Welfare
State”
prosperou por pouco tempo nos países de maior renda, onde
as necessidades primárias dos cidadãos encontram
uma satisfação quase plena, a radicalização
pela previdência privada não poderia, igualmente,
durar mais do que um ciclo que, segundo o Presidente Lula, é de 15 a 20
anos. Poderíamos até estender esse ciclo um pouco
mais, mas sem retirar as razões do entendimento do mandatário
brasileiro.
A privatização radical da previdência de Pinochet,
por exemplo, precisou de 25 anos para sucumbir. E fez estragos
não somente no Chile, onde a atual Presidente Michelle
Bachelet tenta consertar com ajustes oportunos e retomadas
de obrigações por parte do Estado, mas também
em seus vizinhos, como no Uruguai e na Argentina, que tentaram
copiar, embora de forma descaracterizada, o modelo. O Brasil,
por pouco, resistiu.
As reformas intentadas e produzidas pelo Governo FHC estiveram muito
próximas de dar vazão às teorias neoliberais
desastrosas e que poderiam, neste momento, estar mostrando
uma previdência social muito mais desgastada do que
a que temos, apesar de não podermos desconhecer seus
desequilíbrios e necessidades de correções.
No fundo, ainda corremos esse risco, já que ainda soam pelos
ares teorias de estudiosos que nunca saíram de bancos
escolares para vivenciar a seguridade social prática. É preciso
resgatar permanentemente, nas discussões, os fundamentos
de Beveridge, em que a proteção à velhice
assume a prioridade.
A verdade é que o modelo
brasileiro, onde a previdência privada assume um papel
complementar importante, sem, todavia, concorrer com a seguridade
pública básica, desde a década de 70
apresenta-se ao continente como uma alternativa viável
e bem sucedida.
Poderia ter sido copiada a mais
tempo, mas nossos vizinhos preferiram tentar a solução
mais agressiva, equiparada, em certos termos, ao modelo chileno.
Uma segregação que encontra fundamentos históricos
no Tratado de Tordesilhas, mas que não pode resistir
ao Mundo globalizado, onde as experiências são
trocadas dinamicamente.
E, como se esperava, seguindo o exemplo chileno, foi a vez da Argentina,
na última semana, derrubar, sob uma chuva de papéis
picados em seu Congresso Nacional, a teoria da privatização radical da previdência.
O cidadão argentino volta a ter direito ao vínculo com
um sistema estatal, com as garantias de uma renda básica,
embora alguns contestem o peso da medida sobre o orçamento
público. A previdência privada continua seu
caminho, mas sem exclusividade. Parece que, aos poucos, o
sistema misto, com um regime público em repartição
e um regime complementar privado em capitalização,
será a tônica de todo o continente.
Paulo Mente é economista, ex-Presidente da ABRAPP – Associação
Brasileira dos Fundos de Pensão Fechados - e Diretor
da ASSISTANTS – Consultoria Atuarial.
ESPAÇO MAIOR
Este é um
espaço que abrimos aos nossos colaboradores, usuários
e profissionais competentes, que queiram colocar suas opiniões
e sua experiência ao alcance de todos. Apesar de
não termos responsabilidade sobre os artigos, só publicaremos
aqueles que achamos ser de interesse do nosso público
alvo, pessoas da terceira idade e as que estão envelhecendo
A INADIMPLÊNCIA NOS SEGUROS-SAÚDE
Temos visto muitas pessoas que estão tendo seus
contratos de seguro-saúde rescindidos por conta do
inadimplemento. Geralmente são pessoas idosas e que
têm problemas de saúde, que dificilmente conseguirão
firmar novo contrato em condições semelhantes àquelas
do contrato anterior. Há quem diga até que
algumas seguradoras, propositalmente, deixam de remeter boletos
aos segurados enfermos, a fim de que estes fiquem inadimplentes,
circunstância que autoriza a rescisão unilateral
do contrato pela fornecedora.
O consumidor tem a obrigação de pagar pontualmente
o prêmio do seguro. Essa obrigação independe
da remessa do boleto, porque, em não o recebendo dois
ou três dias antes do vencimento, deve o segurado entrar
em contato com a seguradora, por telefone, internet ou pessoalmente,
a fim de obter uma via do boleto para pagamento.
Se a seguradora não puder ser localizada ou se dificultar
o pagamento por parte do segurado, poderá este consignar
em pagamento extrajudicialmente o valor do débito.
Como já sabe o valor do prêmio, em caso de dificuldade,
pode o segurado dirigir-se a uma agência bancária
oficial e efetuar o depósito, em conta remunerada,
do valor do débito, remetendo, em seguida, carta com
aviso de recebimento à seguradora, comunicando o depósito.
Se souber dados de conta-corrente da seguradora, também
o segurado poderá fazer o depósito em conta.
Como dispõe de inúmeros meios para pagar,
se o segurado não paga age com culpa e, consequentemente,
está
sujeito às conseqüências impostas pela lei.
O Código Civil, no seu art. 763, estabelece que,
se estiver em mora, o segurado perderá o direito à
indenização pelo sinistro verificado durante o
período de inadimplência.
A fim de conferir maior proteção aos segurados
nos seguros-saúde, dispõe a Lei nº 9656/98
que é vedado
às seguradoras suspender o contrato ou rescindi-lo unilateralmente,
antes de decorridos mais de sessenta dias do inadimplemento.
Vale dizer, ainda que deixe de pagar pontualmente o prêmio,
o segurado só poderá ter rescindido o seu contrato
de seguro-saúde após decorridos sessenta e
um dias do inadimplemento.
Durante o período de sessenta dias, o segurado permanece
na plena utilização do seguro-saúde,
não sofrendo qualquer restrição. Ultrapassando
o período de inadimplemento o prazo de sessenta dias,
poderá a seguradora rescindir o contrato, o que sempre
acontece.
Há quem diga que esse período de sessenta
dias de inadimplemento não poderá ser superado
durante toda a vigência do contrato. Se isso fosse
correto, o segurado que atrasasse o pagamento em vinte dias
em um mês, vinte dias em outro mês e vinte e
um dias no seguinte, totalizando sessenta e um dias, poderia
ter seu contrato rescindido.
Não é o que entendemos, porque nos parece
que a lei quis dar tempo para que o segurado percebesse o
inadimplemento, até porque esquecimentos são
inerentes ao ser humano, desde que ocorridos em prazo razoável.
Entendeu o legislador que sessenta dias é tempo suficiente
para que o segurado perceba que está devendo.
A nosso ver, o consumidor só
poderá ter seu contrato rescindido após decorridos
sessenta e um dias ininterruptos de inadimplência. Há quem
entenda, como já dissemos, que os períodos de inadimplemento
dos doze meses contratuais podem ser somados e que, se essa soma
superar sessenta dias, estará a seguradora autorizada
a rescindir o contrato.
Para evitar problemas o melhor
é nunca esquecer de pagar a mensalidade do seguro-saúde
e cuidar para que nossos entes queridos, principalmente os mais
velhos e os enfermos, também não deixem de pagar,
ainda que não venham a receber o boleto de cobrança.
O dever de pagar, nos contratos de consumo, é sempre
do consumidor, ressalvada a possibilidade de punição
das seguradoras, caso haja má-fé.
O
autor do artigo e Arthur Rollo é advogado especialista
em Direito do Consumidor e Alberto
Rollo é advogado especialista em Direito
Eleitoral e Presidente do IDIPEA (Instituto de Direito Político,
Eleitoral e Administrativo).