SEREMOS
2 BILHÕES DE IDOSOS EM 2050
O número de pessoas
com mais de 60 anos saltará de 20% para 33% em 2050,
passando dos atuais 670 milhões para 2 bilhões.
Esta projeção divulgada recentemente
pelo Departamento de Assuntos Sociais e Econômicos
da ONU mostrou também que a população
mundial passará do pouco mais de 6 bilhões
do que somos hoje, para 9,2 bilhões de habitantes.
Ainda
segundo a ONU o aumento da população equivalerá ao
total de habitantes na Terra em 1950. As maiores taxas de
crescimento devem ser registradas na Ásia e África.
Afeganistão,
Paquistão e Nigéria deverão ter sua
população triplicada. Enquanto que Itália,
Alemanha e Japão deverão ter redução
demográfica.
Esta
mudança no quadro populacional deve provocar profundas
alterações no comportamento do mundo. Precisamos estar preparados para atender as
necessidades dos mais velhos.
O
ENVELHECIMENTO NO BRASIL
O Brasil é atualmente
o sexto país do mundo em quantidade (números
absolutos) de idosos: cerca de 18 milhões (9% da população).
As projeções da OMS indicam que em 2019 o país
terá
14% de idosos (cerca de 32 milhões acima de 60 anos) o
dobro dos 7% de 2000.
O Rio e a capital brasileira com
o maior número de idosos. Copacabana, bairro carioca
com o maior índice de habitantes com mais de 60 anos
(26%). Na Suíça, país europeu,o índice
de idosos não ultrapassa os 20%.
Segundo as projeções
mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), divulgadas no ano passado, o Brasil contará com
64 milhões de sexagenários em 2050, dado que
representará
12,33% da população. Os números são
bastante expressivos, principalmente se considerarmos que em
2005 apenas 4,42% da população (16 milhões)
tinham 60 anos de idade ou mais de idade.
O aumento da expectativa de vida
do brasileiro, seu impacto na saúde física
e mental e seus aspectos sociais e filosóficos foram
debatidos durante o 2º Fórum da Longevidade,
no Rio de Janeiro, patrocinado pela Bradesco Vida e Previdencia.
Nesta segunda edição do evento participaram como
palestrantes Alexandre Kalache (doutor
em Saúde Pública pela
Universidade de Oxford e, desde 1995, chefe do Programa de
Envelhecimento e Saúde da Organização
Mundial de Saúde), Eduardo Giannetti da Fonseca (economista,
professor do IBMEC-SP e autor de Felicidade, entre outros livros);
João Toniolo Neto (médico geriatra, professor
da Unifesp e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria
e Gerontologia); e Mario Sergio Cortella (filósofo
e professor da PUC-SP).
Fato já consumado em nosso
país, a longevidade é um tema que não
se esgota e é de grande importância para a sociedade
como um todo, e que deve perdurar pelas próximas décadas à medida
que forem consolidadas as expectativas, com o aumento da
concentração da população nas
faixas etárias mais altas", afirmou Marco Antonio
Rossi, Diretor Executivo da Bradesco Vida e Previdência
.
O aumento da expectativa de vida
do brasileiro vem reforçar um antigo conceito popular:
cada um colhe aquilo que planta. A idéia permeia a
visão do economista e sociólogo Eduardo Giannetti
da Fonseca. Segundo ele, as escolhas feitas hoje são
decisivas para definir a qualidade de vida futura, em todos
os setores.
Ele argumenta que a longevidade nos leva a refletir sobre
a juventude. É nesta
a etapa da vida que fazemos escolhas que irão ter impacto
sobre as décadas seguintes, até o final da vida.
Giannetti prevê uma mudança
positiva com o aumento da longevidade: a diminuição
do preconceito contra idosos. "A supervalorização
da juventude vai ficar cada vez mais anacrônica porque
as pessoas perceberão que deverão passa maior
parte de suas vidas como adultos ou idosos", comenta.
Segundo
o Dr. Alexandre Kalache há alguns anos a população "lutava" contra
o envelhecimento, mas, hoje, envelhecer é um bônus.
Para ele, o aumento da longevidade, especialmente no Brasil,
decorre principalmente do fato de os idosos estarem tratando
mais da saúde do que da doença.
O
tempo passa rÁpido, entÃo ANDE
A prática regular de atividade
física
é um dos melhores caminhos na busca pela longevidade saudável. Lauter Nogueira, atual organizador do Triathlon nos Jogos Pan-Americanos
de 2007 e que atuou, ainda, como consultor de esportes e qualidade
de vida em grandes empresas disse que a caminhada e a corrida,
adequadas a faixas etárias diferentes, são os melhores
esportes para a promoção do equilíbrio físico,
psicológico, hormonal e social.
Ele lembra que atividades como
a natação e a hidroginástica, devido à carga
de esforço mais suave, não são tão
eficazes quanto a caminhada para garantir aos idosos o tônus
muscular e o fortalecimento ósseo, sobretudo para
prevenir a osteoporose feminina.
O
hábito de caminhar ou de correr proporciona, também,
a melhor administração do tempo. Segundo dados
da Organização Mundial de Saúde (OMS),
destinar 30 minutos diários à prática
de uma atividade física, durante a semana é suficiente
para uma vida saudável. A melhor disposição
física e mental resulta, também, na redução
dos gastos com remédios.
Além
de reforçar a disciplina, concentração
e disposição, a partir de 17 minutos de atividade
contínua, as gorduras localizadas começam a
ser queimadas. Além das vantagens estéticas,
a prática auxilia no controle dos níveis de
colesterol e pressão arterial, do peso e diminui as
chances de desenvolvimento de diabetes.
PESQUISAS
NA ÁREA DE PREVENÇÃO
AO ENVELHECIMENTO PRECOCE
Sabe-se que o envelhecimento é um
processo biológico que pode ser controlado. Há uma
série de estudos afirmando que um estilo de vida saudável é uma
das chaves da longevidade. Confira alguns deles:
1. CASE-SE. Segundo
estudo publicado no Health Psychology Journal, dos Estados
Unidos, as pessoas que se mantêm em longas e bem-sucedidas
uniões têm uma expectativa de vida maior em
comparação àquelas que se casam novamente
ou terminam a vida divorciadas.(no entanto, ficar com a
pessoa errada causa mais problemas de saúde).
2. EXPRESSE SUAS EMOÇÕES. Journal
of Clinical Psychology, da Inglaterra, publicou que aqueles
que manifestam suas emoções por meio de alguma atividade
artística, como cantar, escrever e pintar, são mais
saudáveis do que as pessoas que não o fazem.
3. TENHA HORÁRIOS. Evite a prática
de exercícios entre as 11 da manhã e a 1 da tarde. É quando
a produção de adrenalina atinge seu pico. O sangue fica
mais grosso do que o normal, a pressão arterial sobe e o batimento
cardíaco se eleva. Durante essas duas horas, é maior
a probabilidade de uma placa de gordura se romperem um vaso,
o que pode provocar derrame cerebral ou infarto no coração.
4. SEJA SOLIDÁRIO. Segundo
estudo publicado na revista Psychology Science, dar
apoio físico ou emocional a outras pessoas reduz
em até 60% o risco de morte prematura no idoso.
5. PREFIRA AS COMÉDIAS. O
riso espontâneo promove a dilatação dos vasos
e melhora o fluxo sanguíneo. Também reduz os
níveis de adrenalina e cortisol no sangue e aumenta
a liberação de endorfinas, hormônios
ligados às sensações de bem-estar
e prazer e ainda emagrece. Estudos da Universidade Vanderbilt,
nos Estados Unidos, concluíram que dar boas risadas
por um período de dez a quinze minutos faz uma pessoa
queimar, em média, 50 calorias.
6. USE O FIO DENTAL. De
acordo com pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados
Unidos, a inflamação bacteriana da gengiva,
causada pelo acúmulo de resíduos alimentares entre
os dentes, aumenta em 72% o risco de doença cardiovascular.
7. IMITE OS BRITÂNICOS. Beba
chá. De acordo com o jornal Phytotherapy Research, o hábito cultivado
pelos ingleses pode ajudar no combate à doença de Alzheimer.
Estudos indicam também que o consumo de chá reduz os riscos
de câncer. O chá
verde é o que tem maiores benefícios.
8. LARGUE O CIGARRO. Fumantes
regulares vivem, em média, dez anos menos do que um não-fumante.
Cerca de 90% dos casos de câncer nos pulmões, a neoplasia
que mais mata no Brasil, estão relacionados
ao tabagismo.
9. TENHA FÉ. Segundo
o International Journal of Psychiatry and Medicine, ter uma crença
forte em algo ajuda a combater o stress e problemas emocionais.
10. BEBA COM MODERAÇÃO. Estudos
mostram que o consumo diário de até duas taças de
vinho deve fazer parte da receita para uma vida longa. Até a cerveja,
quando consumida moderadamente, pode trazer benefícios à saúde,
apontam pesquisas recentes.
11. COMA MENOS. Nos Estados
Unidos, um estudo comparou cinqüentões que viviam de dieta com outros
que consumiam, em média, 2 000
calorias por dia. A conclusão foi que o primeiro grupo
teve uma expectativa de vida cerca de 30% maior, além
de aparentar ser mais jovem do que os congêneres da
mesma idade.
12. AREAS VERDES. Um estudo realizado
por pesquisadores japoneses
concluiu que a expectativa de vida dos idosos que moram próximo
a áreas verdes
é maior do que a daqueles que vivem cercados de arranha-céus.
13. COMA VERDES. Vegetais verde-escuros,
como espinafre, rúcula e brócolis, são ricos em ácido
fólico, uma substância que ajuda a manter a
integridade do DNA.
14. MANTENHA A MENTE ATIVA. Pesquisas
mostram que a doença de Alzheimer tem maior incidência entre
as pessoas com baixo nível de
instrução. Estudo publicado no New England
Journal of Medicine relaciona a leitura, os jogos de cartas
e de tabuleiro e as palavras cruzadas com a
redução do risco de demência em pessoas
com mais de 75 anos.
15. TOME VITAMINAS. Cápsulas
de vitamina C são as mais indicadas. Seu consumo
ajuda a prevenir a degeneração macular, que
afeta 3
milhões de brasileiros e é a maior causa de cegueira
em pessoas com mais de 50 anos. Consulte seu médico
sobre adosagem.
16. CURTA O CHOCOLATE. Em
pequenas quantidades, ele pode ser benéfico à saúde. Segundo
estudo do King's College, de Londres, a quantidade de flavonóides
encontrada em 50 gramas de chocolate é equivalente à de
seis maçãs, duas taças de vinho ou sete
cebolas. Os flavonóides têm sido apontados como
importantes armas no combate aos radicais livres.
17. DE PREFERÊNCIA AOS PESCADOS. Peixes
de
água profunda, como salmão e anchova, são
ricos em ômega 3. Esse poderoso antioxidante, segundo
o jornal da Associação Médica Americana,pode
reduzir
em até 81% o risco de morte súbita no homem.
18. FAÇA SEXO. A
atividade sexual traz sensações de prazer e bem-estar,
combate o stress, aumenta a auto-estima e ainda queima calorias.
Estudos mostram que as pessoas sexualmente ativas são
mais saudáveis. Segundo
a OMS, o sexo é um dos quatro pilares da qualidade
de vida, ao lado do prazer no trabalho, da harmonia familiar
e do lazer.
19. SEJA OTIMISTA. Após dez
anos estudando como a personalidade de uma pessoa pode influir no aumento
ou na diminuição da expectativa de vida, pesquisadores
holandeses concluíram que ter uma atitude positiva pode diminuir
em até 55% o risco de morte prematura.
20. NÃO PULE O CAFÉ-DA-MANHÃ. Pesquisa
do Instituto de Gerontologia da Universidade da Geórgia,
nos Estados Unidos, averiguou que os
centenários não costumam dispensar a primeira
refeição do dia.
21. TENHA UM ANIMAL DE ESTIMAÇÃO. O
conselho foi seguido por operadores da bolsa de valores de
Nova York,avaliados em um estudo.
Foi tão eficaz no combate
ao stress que metade deles suspendeu o uso de medicamentos
contra a hipertensão. Quem tem um bichinho em casa
vai ao médico com menor freqüência, afirmam
pesquisadores da
Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Fontes: Revista
Psychology Science, Journal of Clinical
Psychology, Universidade
Vanderbilt, Universidade Harvard, Associação
Médica Americana, International Journal of Psychiatry,
Phytotherapy Research, New England Journal of Medicine, Journal
of the American Medical Association, King´s College,
Universidade de Cambridge, Federação Mundial
de Cardiologia e Organização Mundial de
Saúde, RealAge Institute, Universidade da Geórgia
e Universidade de Loma. Enviado por Martha Follain
uma
"epidemia global" do mal de Alzheimer
Cientistas reunidos
em uma conferência nos EUA alertaram para o perigo
de uma "epidemia global" do mal de Alzheimer até 2050,
quando o número de pacientes pode quadriplicar em
relação a hoje.
Um estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade
Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirma que o mal afeta atualmente
mais de 26 milhões de pessoas, e poderia castigar a mais
de 106 milhões em 2050.
Em um mundo em que a população envelhece a cada
ano, um em cada 85 habitantes do planeta sofreria do mal de Alzheimer
até 2050, estima a equipe liderada pelo professor Ron
Brookmeyer, da Universidade Johns Hopkins.
Os dados, publicados
também na revista científica Alzheimer's &
Dementia, foram apresentados durante uma conferência
sobre o tema realizada em Washington.
DADOS
A doença de Alzheimer
afeta pessoas em idade avançada, causando degeneração
de partes do cérebro, com destruição
celular e redução da reação das
células restantes a muitas das substâncias químicas
que transmitem sinais no cérebro. Ou seja, o portador
perde gradativamente suas capacidades cognitivas, físicas
e motoras.
Atualmente,
cerca de 10% da população mundial acima dos
65 anos sofre da doença de Alzheimer, de acordo com
a American Alzheimer’s Association.
Aos
85 anos, essa porcentagem é de 50%. Somente no Brasil,
mais de um milhão de idosos acima dos 65 anos já desenvolveram
a doença de Alzheimer, segundo a Associação
Brasileira de Alzheimer (Abraz).
Estima-se
que 48% dos portadores de Alzheimer estejam hoje no continente
asiático, onde estão algumas das maiores taxas
de expectativa de vida do mundo.
Na
América Latina, os casos passariam de atuais 2 milhões
para quase 11 milhões em 2050, segundo as estimativas.
E
esse percentual poderia subir para 59% em 2050 - o que significa
dizer que os casos passariam de 12,6 milhões atualmente
para quase 63 milhões em 2050.
Fonte:
Correio do Brasil
CIENTISTAS REVERTEM PERDA DE MEMÓRIA
Estimulação mental
e o uso de determinados medicamentos podem ajudar pessoas
com doenças degenerativas, como o mal de Alzheimer,
a recuperar a memória e a capacidade de aprender,
diz um estudo publicado na revista científica britânica
Nature.
Uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts descobriu
que ratos com condições semelhantes ao mal de Alzheimer
puderam recuperar a memória de como desempenhar determinadas
tarefas depois de receberem estimulação e remédios.
Os cientistas usaram ratos geneticamente manipulados, nos quais
uma proteína ligada a doenças degenerativas estava
presente. Inicialmente, os animais aprenderam a evitar choques
elétricos e a encontrar comida.
Depois de seis semanas com a doença, os ratos não
conseguiram mais se lembrar de como desempenhar essas atividades.
Alguns foram então colocados em um ambiente mais estimulante,
com brinquedos, esteiras elétricas e outros ratos.
Esses animais puderam se lembrar das atividades que haviam aprendido
muito mais facilmente do que os ratos que permaneceram em ambientes
isolados. Eles também conseguiram aprender novas
tarefas com mais facilidade.
Os cientistas então testaram um tipo de medicação,
conhecida como inibidores HDAC, nos ratos. O remédio também
fez com que a memória e a habilidade de aprender melhorassem.
A neurocientista do Instituto Médico
Howard Hughes e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts
disse que os resultados oferecem esperanças para pessoas
com o mal de Alzheimer.
- Nós conseguimos mostrar que mesmo quando o cérebro
sofre séria degeneração e o indivíduo
mostra sérias dificuldades de aprendizado e de perda da
memória, ainda há possibilidades de melhorar a
habilidade de aprender e de recuperar, até um certo ponto,
a memória perdida -, afirmou.
Segundo ela, há indicações de que, em pessoas
com doenças do cérebro degenerativas, a memória
não é apagada, mas sim permanece em um lugar que
não pode ser acessado por causa da doença.
A cientista afirmou ainda que, enquanto a maior parte dos tratamentos
para o mal de Alzheimer procuram combater a doença nos
estágios
iniciais, essa pesquisa mostrou
que até mesmo depois de um estágio avançado é possível
recuperar o aprendizado e a memória.
Fonte: BBC - de Londres
ARQUITETURA
COMPORTAMENTAL
O Hiléa - centro
de tratamento e vivência para idosos - trouxe ao Brasil
um dos maiores pesquisadores em arquitetura comportamental
voltada ao tratamento não-medicamentoso de portadores
da doença de Alzheimer, o professor doutor em sociologia
e arquitetura pela Columbia University (NY-EUA)
John Zeisel para falar sobre os Avanços no tratamento
não farmacológico de Alzheimer.
Zeisel, que é presidente e co-fundador da Hearthstone Care Ltd.,
em Boston e Nova Iorque, Estados Unidos, mostrou que a
comunicação e o design aplicados às
necessidades dos portadores da doença de Alzheimer,
o aprendizado da recuperação espacial, a
pedagogia Montessori no desenvolvimento das atividades
e a importância das artes para o tratamento da doença
de Alzheimer.
Uma das soluções
aplicadas na Hearthstone e apresentada ao público
brasileiro mostra um programa de visitação
a museus, especialmente desenhado para a população
com Alzheimer, que busca, por meio da arte, minimizar os
efeitos causados pela doença. O projeto, denominado Artists
for Alzheimer, foi adotado pelo Moma (Museu de Arte Moderna),
em Nova Iorque.
Em seus artigos publicados,
Zeisel aponta que fatores ambientais podem estimular a agressividade,
a agitação, o isolamento social e distorções
visuais, provocando confusões nos portadores da doença
de Alzheimer.
Foram estes seus estudos
que contribuiram para o desenvolvimento do conceito de arquitetura
comportamental, que relaciona meio-ambiente e neurociência
deve ser aplicado no tratamento e vivência de idosos
fragilizados.
Na instituição
americana, os pacientes recebem atendimento personalizado
de acordo com o grau de evolução da doença.
Os aspectos cognitivos, físicos e motores, assim como
o constante estímulo intelectual são abordados
de maneiras distintas a fim de proporcionar qualidade de
vida aos idosos fragilizados.
O Hiléa,
primeiro centro de vivência para idosos fragilizados,
possui uma ala especialmente projetada, que será voltada
aos cuidados da memória para portadores da doença
de Alzheimer.
DOENÇAS MENTAIS PODEM REDUZIR
A EXPECTATIVA DE VIDA
Pacientes com doenças mentais, tais
como a esquizofrenia e o transtorno bipolar que, estima-se,
atinjam cerca de 5 milhões
de brasileiros, podem ter a expectativa de vida reduzida em até 20%
em comparação com o restante da população.
Esse foi um dos principais dados apresentados pelo psiquiatra
John Newcomer, da Universidade de Washington, durante palestra
realizada no Simpósio Educacional - Antipsicóticos
e Transtornos Metabólicos: Atualização e
Consenso,realizada em São Paulo.
O quadro, de acordo com o especialista, reforça os efeitos
na saúde de alguns tipos de antipsicóticos, que
são os medicamentos utilizados no tratamento dessas doenças.
Apesar de controlarem sintomas como delírios, alucinações
(na esquizofrenia), episódios maníacos e fases
depressivas (no transtorno bipolar) comuns a esses pacientes,
esses produtos podem ocasionar, em alguns casos, alterações
no metabolismo tais como quadros de diabetes, altas taxas de
colesterol e triglicérides e ganho de peso, fatores que
aumentam o risco de doenças cardiovasculares.
Durante sua palestra, o professor associado do Departamento de
Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo, Hélio Elkis, chamou a atenção para
o fato de que os antipsicóticos representam um dos maiores
avanços das últimas décadas no controle
de vários transtornos mentais e que seus efeitos colaterais
devem ser sempre avaliados e tratados.
Uma possibilidade é a
substituição do antipsicótico por outro
que não produza alterações metabólicas,
mas há certos casos em que isto não é possível.
Para lidar com estas situações, o professor
defendeu que o melhor para o paciente é que seu tratamento
obedeça a um algoritmo, que é uma diretriz
baseada em evidências científicas aceitas internacionalmente.
Através deste
método, os melhores medicamentos são utilizados
na medida da resposta do paciente, sempre levando em conta
os efeitos colaterais que podem surgir, e que devem ser apropriadamente
tratados.
GLAUCOMA: doenÇa
invisÍvel
O glaucoma – uma doença
invisível, cujos sintomas não são percebidos
pelo paciente – é caracterizado pela lesão
progressiva do nervo óptico, que é
responsável por transmitir estímulos luminosos
ao cérebro.
A doença não
apresenta sintomas e impõe a alteração
progressiva do campo visual . O
diagnóstico precoce é a solução
para evitar a cegueira irreversível ocasionada por
glaucoma; a cada ano, surgem 2,4 milhões de novos
casos da doença.
O tipo mais comum é o glaucoma
primário de ângulo aberto, considerado pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) como
a segunda causa mais freqüente de cegueira irreversível
em todo o mundo.
Alguns
grupos de risco têm maior propensão a desenvolver
a doença, como pessoas com pressão intra-ocular
anormalmente elevada; idade (mais de 40 anos); histórico
familiar; descendência africana ou asiática;
diabetes; miopia; uso prolongado de esteróides (corticóides)
ou portadores de lesões oculares anteriores. Os descendentes
africanos têm de duas a quatro vezes mais chances de
desenvolver o glaucoma primário de ângulo aberto
do que outros indivíduos.
O
glaucoma não tem cura, mas pode ser diagnosticada
por meio de dois exames oftalmológicos de rotina:
de tonometria, que mede a pressão intra-ocular, e
de fundoscopia, que examina o fundo de olho para verificar
se há alterações no nervo óptico.
O
tratamento é realizado com colírios, medicação
oral em curto prazo, cirurgias convencionais ou a combinação
destes métodos. O objetivo é manter a pressão
intra-ocular em níveis baixos, impedindo que a perda
visual se instale.
O público-alvo são pessoas com mais de 45 anos, por ser
a idade um dos fatores de risco para o desenvolvimento da
doença.
NOVA TÉCNICA CONTRA CEGUEIRA
Cientistas britânicos
do Moorfields Eye Hospital estão tentando restituir a
visão de pessoas que sofrem de degeneração
macular usando células-tronco.
A equipe já corrigiu a visão de um grupo de pacientes
com Degeneração Macular Relacionada à Idade
(DMRI) usando células retiradas dos olhos dos próprios
pacientes.
Agora, com a ajuda de uma doação de cerca de US$
8 milhões, os especialistas do Moorfields
Eye Hospital em Londres planejam repetir o feito,
porém usando células-tronco embrionárias
cultivadas
em
laboratório. Espera-se que os primeiros pacientes possam
ser tratados dentro de cinco anos.
A DMRI afeta cerca de 25% das pessoas com mais de 60 anos
e pode levar à
cegueira. A condição ocorre em tipos diferentes.
Entre eles, a forma seca, mais branda e de evolução
mais lenta, e a forma exsudativa ou úmida, mais
agressiva.
Embora tenha havido
progresso no tratamento da forma úmida de DMRI, não
existe nenhum tratamento para a DMRI do tipo seco. Mais comum,
ela afeta nove em cada dez pacientes com degeneração
macular. Nela, a camada de células do epitélio
pigmentar da retina (EPR) vai ficando fina e se degenera.
Esta camada de células é crucial para o funcionamento
dos cones e bastonetes, que processam a luz. Quando ela se degenera,
os cones e bastonetes também se degeneram e morrem.
O coordenador da pesquisa no Moorfields
Eye Hospital, o médico Lyndon Da Cruz, participou
de um projeto anterior, em que células extraídas
de regiões saudáveis da retina dos pacientes foram
implantadas nos locais afetados pela degeneração
macular.
As experiências foram bem-sucedidas, mas trouxeram algumas
complicações. As operações demoram
mais de duas horas e é preciso duas cirurgias.
Para que o procedimento
seja mais fácil, mais rápido e mais amplamente
disponível, especialistas da University of Sheffield,
no norte da Inglaterra, cultivaram células
EPR a partir de células-tronco embrionárias.
Os cientistas esperam poder injetar essas células nos
olhos dos pacientes durante uma operação de 45
minutos de duração.
Experimentos anteriores - em que células EPR cultivadas
em laboratório foram implantadas nos olhos de ratos com
degeneração macular - conseguiram restituir a visão
dos animais.
Os cientistas explicaram
que, embora tenham tido sucesso no cultivo de células
EPR em laboratório, é preciso ter certeza de
que elas podem ser usadas de forma segura em humanos.
Eles acreditam, no entanto, que por serem muito mais adaptáveis,
as células-tronco devam aumentar as chances de sucesso.
O objetivo dos especialistas é criar uma terapia de uso
mundial.
Fonte: BBC de Londres
GRUPO
BRASILEIRO PESQUISA VACINA CONTRA A AIDS
Um grupo de pesquisadores brasileiros, à frente
o Dr. Edecio Cunha Neto, da USP (Universidade de São
Paulo) vem obtendo resultados promissores em pesquisas por
uma vacina que possa conter ou controlar a AIDS.
A epidemia do HIV-1 é a maior
crise de saúde pública mundial desde a Peste
Negra, na Idade Média. Afeta hoje mais de 40 milhões
de indivíduos e já matou mais que 20 milhões;
15 mil pessoas se infectam a cada dia. Na doença,
o vírus HIV ataca as células de defesa ( linfócitos
T CD4+), o que causa a perda da capacidade de se defender
de micróbios e a instalação de infecções
graves.
O Brasil é um dos países
mais afetados pelo HIV na América Latina, com 500.000
casos estimados de pessoas vivendo com HIV-AIDS. Embora o
maior número de infectados pelo HIV-1 ainda esteja
no sexo masculino, nos últimos anos, a epidemia tem
crescido muito entre as mulheres, grupos de baixo nível
educacional, de menor faixa etária e adolescentes,
e surgem cada vez mais casos em cidades menores.
Segundo o Dr. Edecio Cunha
Neto, embora a resposta global ideal para epidemia HIV-1/AIDS
também inclua educação, prevenção
e tratamento, fatores socioculturais e de custeio limitam
a sua eficácia. Assim, a única forma de interromper
a epidemia é o desenvolvimento de uma vacina preventiva
segura, estável e de custo reduzido. Vacinas são
preparados que contém parte do vírus, cuja
administração visa induzir uma resposta de
defesa que já esteja pronta antes do contato “para
valer” com o HIV-1.
Essa vacina ideal deveria ter capacidade
de gerar anticorpos contra o HIV, que agiriam nas mucosas
(genital, anal) onde ocorre o contágio, neutralizando
o HIV e impedindo-o de penetrar no meio interno e infectar
células da defesa. Ainda não foi possível
elaborar uma vacina com essas propriedades. Entretanto, mesmo
uma vacina que apenas controle a multiplicação
do HIV e desacelere a progressão para a AIDS, sem
impedir a infecção, pode ter um grande impacto
na saúde pública. É este segundo tipo
de vacina, mais fácil de obter, que tem sido visado
recentemente pelos grupos de pesquisa.
Esses dois tipos de vacina seriam
aplicadas em populações sob risco, ou até em
crianças e adolescentes jovens, antes da época
do contágio sexual.
Há ainda um terceiro grupo
de vacinas, chamadas vacinas terapêuticas, administrada
em pacientes já infectados pelo HIV, na intenção
de amplificar a resposta de defesa desses pacientes e diminuir
sua necessidade de uso de drogas contra o HIV-1. Muitos grupos
de pesquisa diferentes continuam testando novas vacinas,
que estão em vários estágios.
Desde 1987, foram realizados 115
testes de vacinas em humanos, e pelo menos mais 39 estão
atualmente
em desenvolvimento. Até o momento, nenhuma das vacinas testadas em estágios finais foi
capaz de conferir proteção significativa. No
momento há pelo menos duas vacinas promissoras em estágios
avançados de teste em humanos, com resultados esperados
para 2009.
O 13º Congresso Internacional
de Imunologia, que ocorrerá de 21 a 25
de agosto de 2007 no Rio de Janeiro, abrirá grande
espaço para a pesquisa em Vacinas de AIDS, com apresentações
de 12 dos maiores cientistas que atualmente trabalham sobre
o tema.
HORMÔNIO
AUMENTA A LIBIDO
DA MULHER NA
PÓS-MENOPAUSA
Estudo publicado na revista européia
Maturitas mostrou que a tibolona, hormônio usado na
terapia hormonal, aumenta a circulação clitoriana,
proporcionando mais prazer sexual
Um recente estudo científico
publicado na revista européia Maturitas – The
European Menopausa Journal mostrou que a tibolona, hormônio
usado na terapia hormonal (TH) elevou significativamente
a circulação clitoriana em mulheres na pós-menopausa,
além de aumentar o desejo sexual e a lubrificação
vaginal.
Segundo especialistas, a chegada
da menopausa traz uma série de repercussões
sobre o corpo da mulher e sobre o seu estado de humor que
interferem na sua atividade sexual. “Nesse sentido,
a Terapia Hormonal com tibolona pode ser uma grande aliada,
pois devolve elasticidade às paredes vaginais, melhora
a lubrificação, aumenta a libido e melhora
o humor”, afirma o Dr. Jorge Nahás Neto, co-responsável
pelo ambulatório de Climatério da Faculdade
de Medicina de Botucatu - UNESP e Professor da Pós-Graduação
em Ginecologia da mesma instituição.
Segundo o Dr. Nahás, já era
conhecido o benefício da tibolona em melhorar a função
sexual da mulher.
“Acreditava-se que era devido à sua capacidade de
se transformar em três hormônios diferentes: o estrogênio,
o progestagênio e o androgênio, sendo este
último o responsável pelo desejo sexual e pela
libido. O estudo publicado na revista Maturitas mostrou que,
além da atuação sistêmica, a tibolona
age localmente, ou seja, num ponto fundamental de estímulo
do prazer sexual da mulher: o clitóris”, explica
o médico.
O estudo foi realizado na Itália
com 50 mulheres que apresentavam disfunção
sexual. Os autores compararam a ação da terapia
hormonal com tibolona e com hormônios utilizados na
terapia convencional (17 beta-estradiol associado ao acetato
de noretisterona) sobre a função sexual das
pacientes, por seis meses consecutivos.
Segundo dados do estudo, nas duas
modalidades de tratamento houve melhora da saúde vaginal
já nos primeiros meses de terapia. Por outro lado,
foi demonstrado melhor desempenho dos parâmetros de
sexualidade (desejo, orgasmo, estímulo e satisfação)
entre as pacientes que utilizaram a tibolona, além
do aumento do fluxo sanguíneo do clitóris,
demonstrado através de ultrasonografia com Doppler
duplex.
O Dr. Nahás acredita que,
do ponto de vista médico, o papel da sexualidade após
os 55 anos é de fundamental importância para
a saúde física e psíquica de homens
e mulheres. “Qualquer disfunção nessa
fase da vida merece ser avaliada com cuidado. Achar que a
sexualidade na maturidade já não tem importância é um
equívoco”, afirma ele.
“Por isso, os profissionais envolvidos com a sexualidade
feminina e também com a masculina, devem estar preparados
para abordar sistematicamente esse assunto.
É uma exigência da medicina contemporânea
que se preocupa com a qualidade de vida do casal”, alerta.
CAUSAS
A disfunção sexual é definida
como a incapacidade de participar do ato sexual com satisfação
devido à dor ou relacionada a alguma alteração
em uma das fases do ciclo de resposta sexual: desejo, excitação,
orgasmo e resolução. Vários são
os elementos envolvidos na atividade sexual como os neurotransmissores
e a concentração sangüínea dos
esteróides sexuais.
A falta de desejo sexual na mulher
madura pode estar relacionada com a queda na produção
de androgênios. Esses hormônios, produzidos principalmente
pelos ovários, melhoram a vitalidade da mulher, e
também influenciam sua libido.
- “A partir da terceira década
de vida, a produção dos androgênios vai
declinando, diminuindo progressivamente até a fase
de transição para a menopausa, quando então
a curva de diminuição se estabiliza”,
explica o Dr. Hugo Maia Filho, professor do Departamento
de Ginecologia da Faculdade de Medicina da UFBA (Universidade
Federal da Bahia) e diretor de pesquisas do CEPARH (Centro
de Pesquisa e Assistência
em Reprodução
Humana), em Salvador (BA).
Segundo ele, nessa fase da vida
da mulher, os níveis de androgênios já caem
para 30% do que eles eram quando a mulher tinha 20 anos. “Acredita-se
que, baseado em inúmeros estudos, a deficiência
androgênica em graus variáveis possa atingir
mais de 50% das mulheres na perimenopausa”, afirma
o médico.
Fonte: BBC de Londres
PESTICIDAS
PODEM CAUSAR MAL DE PARKINSON
Um estudo divulgado por pesquisadores
da Universidade de Aberdeen, na Escócia, revelou que
a exposição a pesticidas aumenta as chances
de se desenvolver o mal de Parkinson.
Os cientistas constataram que pessoas
que têm muito contato com as substâncias tóxicas
têm 39% mais chances de contrair a doença degenerativa,
enquanto que nas que sofreram baixa exposição
o risco é de 9%.
A pesquisa, publicada na revista científica Occupational
and Environmental Medicine, investigou 959 casos de parkinsonismo,
um termo genérico que define uma série de doenças
que têm em comum a presença dos sintomas de Parkinson
- como desequilíbrio, tremores nos braços e nas
mãos, além de dificuldades ao falar e se movimentar.
Os voluntários responderam a questionários sobre
estilo de vida e se são expostas freqüentemente a
produtos químicos, como solventes, pesticidas, ferro,
cobre e manganês. O estudo também incluiu questões
sobre histórico familiar e consumo de tabaco.
As respostas foram comparadas com
as de outros entrevistados da mesma idade e sexo, mas que
não sofriam da doença. Os resultados revelaram
que - mesmo levando em conta que o fator genético
ainda é a principal causa do problema neurológico
- a exposição a pesticidas agrava a incidência
da doença.
Para o líder da pesquisa, Finlay Dick, "o estudo
mostrou que quanto maior a exposição a pesticidas,
maior a chance de se contrair Parkinson".
Outros estudos já haviam sugerido que o contato com as
substâncias tóxicas aumenta a incidência do
mal de Parkinson depois que agricultores manifestaram a doença.
Os estudiosos da Universidade de Aberdeen ainda constataram que
lutadores de boxe têm 35% mais chances de contrair Parkinson
devido aos traumas cranianos repetitivos.
PARA
MINIMIZAR A AÇÃO DO TEMPO
Na mesma proporção
que o avanço da tecnologia, cresce no país
a procura por cirurgias plásticas. Cada vez mais os
procedimentos têm se mostrado acessíveis e seguros.
Mas para quem ainda não tem coragem de “entrar
na faca” e quer minimizar a ação do tempo
sem traumas, a aplicação de toxina botulínica – mais
conhecida como Botox (nome comercial) –
continua sendo a opção mais eficaz e recomendada
pelos médicos.
“A toxina botulínica é excelente na redução
de marcas de expressão. Além disso, sua utilização
se estende a outros procedimentos, sempre apoiados por rigorosas
pesquisas científicas”, ressalta o médico
Fausto Bermeo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Entre outras aplicações, destaca-se o uso terapêutico
na hiperidrose – o excesso de suor. “A aplicação
em axilas, mãos e face chega a apresentar redução
completa do suor excessivo que pode tanto resultar do clima,
quanto de situações de estresse, mas que sempre
causa constrangimento ao paciente”, explica Dr. Fausto.
Também os casos
de sorriso gengival - indivíduo que ao sorrir mostra,
além da arcada dentária superior, a gengiva – assimetrias,
alguns movimentos involuntários na face e nas extremidades,
e de enxaqueca encontram na toxina botulínica um importante
recurso.
Estética
E quando o assunto é estética, o produto permanece
um hit. Indicado para o tratamento de rugas dinâmicas
na testa, entre as sobrancelhas e ao redor dos olhos, sua aplicação
bloqueia o movimento de músculos determinados. Nesse
campo, a novidade fica por conta de estudos que comprovaram
sua eficácia também no colo e no pescoço.
Nesse último, o relaxamento da musculatura possibilita
um melhor contorno e um conseqüente aspecto de jovialidade.
O médico esclarece que a
aplicação
é rápida, praticamente indolor e dispensa internação
e afastamento das atividades de rotina. “Orienta-se que
seja dado um intervalo de seis meses entre as aplicações,
pois o organismo pode desenvolver anticorpos contra a toxina”,
explica. De acordo com o cirurgião plástico, as
contra-indicações ficam restritas a pacientes grávidas
ou portadores de doenças degenerativas –
como lúpus e miastenia (degeneração muscular).
“O conhecimento da anatomia e da função de
cada músculo responsável pela expressão
e a fisionomia de cada indivíduo deve ser rigorosamente
estudado, pois a aplicação não é na
pele e sim no músculo ou grupos musculares”, alerta
Dr. Fausto.
Com toda a demanda, não faltam orientações
aos interessados. “A Sociedade Americana de Cirurgia Plástica
divulgou importantes recomendações, das quais é
importante ressaltar: pacientes interessados no procedimento
devem checar as credenciais do médico e devem passar por
uma avaliação clínica”, conclui Dr.
Fausto.
Fonte: Patrícia Resende da
Editoria de Saúde